Google fala sobre cloud computing e mais

Na última quarta-feira, este que vos fala conseguiu uma breve entrevista exclusiva com Rodrigo Lourenço, executivo do Google que palestrou no Encontro Locaweb de Profissionais de Internet. Ele falou sobre sobre cloud computing, que na noite anterior tinha sido assunto de uma reportagem do Jornal da Globo, e vários outros assuntos. Sem delongas, vamos à entrevista (é apenas áudio, com fotos da palestra de Rodrigo).

A palestra do Google foi, de longe, a melhor. Foi feito um balanço de todos os serviços da empresa e como eles pretendiam trabalhar pelo objetivo deles, que é “organizar toda a informação do mundo e torná-la universalmente acessível e útil”. Rodrigo Lourenço também falou sobre como ganhar dinheiro na rede.

A Microsoft é a maior empresa de tecnologia do mundo

A Microsoft resolveu ir ao evento para vender seus produtos. Ainda que a maioria fosse gratuita (foi o que o representante da empresa disse), essa era a intenção. Houve momentos cômicos e, ao mesmo tempo, constrangedores, como quando o executivo citou “mp3 players“, num visível esforço de não dizer iPod. Mais tarde, falou para buscarem pelos serviços ali apresentados num mecanismo de busca. “De preferência no Live“. A platéia morreu de rir.

A Verisign é a empresa responsável por cuidar de todos os domínios .com e .net no mundo

No stand da Verisign, batemos um papo com duas atendentes muito simpáticas sobre os serviços que a empresa presta. Descobrimos que a Verisign é a única “guardiã” (na palavra de uma das meninas) de todos os domínios .com e .net no mundo inteiro. A responsabilidade é gigantesca, mas elas garantem que a empresa investe muito em infraestrutura.

Sobre a internet correr o risco de parar até 2010, ficou claro que no que compete à Verisign, que é resolver DNS e IPs, isso não vai acontecer. Resta, no entanto, fazer investimentos em largura de banda para que não fiquemos sem a rede, conforme a AT&T e outras operadoras disseram.

Lá no ELPI eu encontrei com:

Os três são muito bacanas. Em próximos eventos de tecnologia e afins no Rio, espero poder contar com eles para uma cobertura blogosférica. O Pedro Cardoso já confirmou que vai no NewsCamp Rio.

Vem aí o 1º NewsCamp Rio

Logo do primeiro NewsCamp Rio, em 2008

Finalmente o Rio está começando a receber aqueles eventos que geralmente vão para Sampa e a gente da ‘Cidade Maravilhosa’ acaba babando, mas não indo. Primeiro foi o Barcamp ano passado. Agora teremos nosso primeiro Newscamp. Sem contar os #botecamp, que estão se tornando habituais.

A versão carioca da Newscamp, como o próprio sufixo no nome já indica, segue o modelo de desconferência. Não são palestras, mas pessoas reunidas que definem assuntos a serem discutidos. Ou seja, não há hierarquia nem ordem de exposição de idéias.

É para jornalistas e interessados em jornalismo, mas acho que qualquer um pode ir por curiosidade. No meu crachá estará escrito “estudante de jornalismo e blogueiro”. Ou seja, no meio daquela pseudo-briga. Vamos ver no que vai dar.

O evento está sendo articulado pelo site Jornalistas da Web com apoio da Universidade Veiga de Almeida, que sediará o encontro. O wi-fi estará liberado, e, segundo o JW, salas multimídia também estarão disponíveis.

Blogueiros do meu Rio, compareçam! Alguns blogueiros - ligados ao jornalismo, por enquanto - já confirmaram presença. Eu estarei lá. Se você também for, não esqueça de avisar através dos comentários.

Informações

Data: 17 de maio, sábado
Horário: das 9h às 17h
Endereço: Veiga de Almeida - Rua Ibituruna, 108, Tijuca
Para chegar: pegue o metrô e desça na estação São Cristovão. Não dá 5 minutos andando.

Inscrição: é gratuita. Basta mandar uma mensagem para admin@jornalistasdaweb.com.br com seu nome completo. Se quiser adicionar outros dados, não tem problema.

NewsCamp Rio.

O Caso Isabella

Fiquei calado por muito tempo sobre o caso da menina Isabella. Chegou a hora de falar.

O crime cometido contra Isabella Nardoni é causador da comoção nacional. Isso é fato. E nem há problema nisso. Uma menina de cinco anos ser possivelmente morta pelo pai e pela madastra de forma cruel como a polícia averiguou é algo que choca.

Também choca a cobertura que a Imprensa está fazendo desse caso. Eu, como futuro membro dessa Imprensa, estou sentido vergonha pelo que meus futuros colegas de profissão estão fazendo.

Hoje, no programa de Sônia Abrão na Rede TV!, aparecia um letreiro no pé do televisor anunciando: “Reveja daqui a pouco os momentos mais importantes da polêmica entrevista do pai e da madrasta da Isabella!”. Isso mesmo, com exclamação no final. Não duvido que em breve eles usem o termo “melhores momentos” para se referir aos trechos da entrevista.

Às 15h20, quando escrevia esse post, a TV Record mantinha um plantão no ar. Lia-se “Caso Isabella: polícia fala em instantes”. Minutos antes já tinha visto na Rede TV que a entrevista coletiva havia sido cancelada. Ou seja, desencontro de informações. Minutos depois, a entrevista coletiva aconteceu.

O pior, no entanto, foi a revista Veja. Alertado por um post do Alessandro Martins, fui checar a capa da revista. Estou embasbacado até agora.

Capa da revista Veja (23/abril/2008)

“FORAM ELES”. Dentro da revista, a reportagem que fala sobre o caso Isabella tem o título “Frios e Dissimulados”, e logo abaixo desse título encontramos o resumo “Pai e madrasta mataram Isabella, numa seqüência de agressões que começou ainda no carro, conclui a polícia“.

Na verdade, quem conclui é a própria revista Veja. Embora a condenação popular do casal Nardoni já tenha acontecido, o mesmo não podemos falar da conclusão judicial do caso. Existe uma coisa chamada presunção de inocência -talvez o Rodrigo Ghedin possa nos explicar sobre esse assunto-, que garante a esses acusados o direito de serem considerados inocentes até que o caso tenha chegado à instância máxima do poder judiciário. É o famoso “todos são inocentes até que se prove o contrário”.

Agora a pouco o delegado responsável pelo caso disse, em coletiva de imprensa, que a polícia não pode sobrepor os interesses jornalísticos aos interesses públicos. O principal é que se elucide o caso. Até lá, não podemos condenar ninguém. Só o juiz ou jurado (parece que o caso vai a júri popular) pode.

Rafacast: “A blogosfera evoluiu”

Interrompendo um pouco a linha editorial “posts com opinião” deste humilde blogue, hoje irei vos apresentar uma entrevista.

No último fim de semana aproveitei que o Rafael de Castro Silva (o Rafa!) estava disponível no Messenger e perguntei se poderia entrevistá-lo. Ele queria saber quando, e eu tasquei como resposta: “agora”. E a entrevista rolou.

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Você cansou de blogar?
Definitivamente não.

Por que seus posts são cada vez mais raros?
Por falta de tempo e pela minha pressa em fazer sempre três posts por vez.

Durante o encontro de blogueiros no Espirito Santo, alguns blogueiros que não participaram do evento reclamaram da ‘cobertura’. O que você tem a dizer sobre isso?
Tenho um post só sobre isso, recheado de ironia. Ou seja, nele eu digo que não concordo de uma maneira sarcástica, para que achem que eu estou nervoso. Só pra deixar claro, caso alguém mais interprete errado.

Você foi mal interpretado?
Duas vezes.

Você tem freqüentado muitos eventos sobre tecnologia e blogs: Barcamp Rio, Blogcamp ES, Campus Party. É importante o contato presencial com aquelas pessoas que você já conhece através da rede?
Não só considero importante. Considero essencial pra qualquer relação, seja ela construída pela internet, telefone ou fax. Conhecer na vida real alguém que você já conhece num mundo diferente desse é incrivelmente bom.

Nesses eventos você acabou sendo chamado de “RafaCast”, uma notável confusão com seu nick “Rafa CST” e a palavra podcast ou videocast. Você se considera uma pessoa em constante transmissão?
Não tanto quanto eu gostaria. Acho que um podcast seria ideal pra passar minhas idéias adiante com mais frequência, mas não me vejo fazendo isso sozinho.

Você teve um podcast sobre tecnologia.
Sim, mas o meu parceiro de podcast era meio travado e quase nunca podia gravar. Acabou falecendo de causas naturais. O podcast, não meu amigo.

Já pensou em fazer um videocast sobre tecnologia, como o Geek Brief?
Sim, videocast é algo que já pensei em fazer sozinho, mas infelizmente não tenho equipamento necessário. Se arranjasse uma câmera decente, um servidor bom pra hospedar vídeos e alguém que saiba editá-los, com certeza mandaria pro ar. Essa é a diferença do áudio, os recursos necessários são extremamente diferentes.

Voltando a falar de blogosfera… Você acredita que, se compararmos a organização atual dos blogs brasileiros com a de dois anos atrás, muita coisa mudou?
Uma vez um otorrinolaringologista mexicano (não me pergunte como :P) me disse que nosso corpo muda por completo a cada 90 dias, mais ou menos. Acho que acontece exatamente o mesmo com a blogosfera brasileira. A cada época descobrimos mais sobre o impacto que causamos em alguma área da mídia e evoluímos com isso. Algumas vezes damos ré no Kibe, mas como blogueiros temos essa liberdade.

A blogosfera evoluiu?
Sim, e não vai parar tão cedo. Seja por inveja do poder que blogs de outros países têm ou por pura falta de coisa melhor pra fazer, os blogueiros vão sempre achar um jeito de mostrar o quão suas opiniões são relevantes. E cada vez que essa opinião é passada adiante ou influencia alguém, a blogosfera evolui.

Existe uma briga entre blogueiros e jornalistas?
Não, existe uma rixa boba de crianças. Tipo guris de 10 anos batalhando por um pirulito que acharam ao mesmo tempo no chão. Nenhum dos dois está disposto a largar o doce e ainda temem a possibilidade de reparti-lo.

Veronica Belmont ou Cali Lewis? [Foto das duas juntas - Para quem agüenta emoções fortes]
Ambas adoram tecnologia, são lindas e, infelizmente comprometidas. Por esse fato, minha cabeça explodiria antes que eu pudesse tomar qualquer atitude.

Uma última pergunta: por que “Futilidade Pública”?
Por que há 3 anos esse nome não aparecia em resultados no google e eu achava que o que eu escrevia tinha bastante relevância pra quem lia, por isso a ironia no título. Como que algo fútil pode passar a ser útil?

Se quiser mandar um beijo pro seu cachorro, pra sua mãe e outro pra Xuxa, a hora é agora.
Não, só pra interwebs que merece. :F

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Rafael de Castro Silva

Rafael de Castro Silva, 20 anos, mora no Espírito Santo. Mantém o blog Futilidade Pública e é um dos blogueiros mais networkizados (acredite, ele conhece muita gente) do Brasil. Atualiza de vez em quando seu twitter.

Carreira de jornalista

Se você pensa em fazer o curso superior de jornalismo, sugiro que leia uma entrevista com a Miriam Leitão produzida pelo O Globo e pela revista Magazine (pertencente ao Globo). Algumas pessoas poderão argumentar que Miriam trabalha para a Globo, e que por isso não deve ter sua opinião respeitada.

Já eu acredito que ela seja uma profissional notável dentro do jornalismo, e por isso mesmo qualquer um que pense em seguir a carreira de jornalista deve ler a reportagem e ouvir o áudio. Principalmente meus colegas da turma de JO. Alguns deles nem sabem por que freqüentam as aulas.

Miriam Leitão

Vale destacar o verbo “estudar”, que a jornalista utiliza várias vezes durante a entrevista. Deve estar claro para qualquer aspirante a jornalista - como eu - que a máxima dessa profissão é “não saber tudo, mas um pouquinho de cada coisa”. Fica a dica.

E você? O que espera da carreira jornalística?

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