Natal comercial


Desde novembro, antes mesmo do meu aniversário (dia 17), o espírito natalino já começa a ser exalado por todos os pontos da cidade, estado, país. Os shoppings são os primeiros, investindo milhões de reais (literalmente) em decorações, musiquinhas e o já tradicional Papai Noel, com quem as crianças eufóricas vão fotografar. Nada mais comercial.

Tenho certeza que os administradores fazem isso para que a pessoa se situe num ambiente mais amigável e que reflita o fim de ano, caracterizado pelo Natal. Mas não consigo perder a visão de que em cada floco de neve artificial, em cada centímetro de barba falsa do Noel, em cada rena de polietileno, estão os dizeres “compre, compre, compre”.

Fugindo um pouco da parte comercial da coisa, também é triste perceber como nem nessa época somos originais. Alguém já viu um pinheiro, como nas árvores de natal em miniatura, em qualquer parte do país? Logicamente que não, porque não existem. O pinheiro é a única árvore que, mesmo soterrada de neve, permanece verde. Isso nas florestas européias. E há crendices de que no dia do nascimento do Jesus, verdadeiro motivo da data, surgiram dezenas dessas árvores. Uma bela homenagem, e uma também bela fonte de renda para os fabricantes.

A ceia é um momento especial de integração da família e de celebração (ao menos nas famílias cristãs) da vida. Todos em volta de uma mesa magnificamente decorada, esbaldando-se nos mais gostosos quitutes. Entre eles, como manda a tradição portuguesa, o bacalhau. Seja na forma cozida ou bolinhos fritos, o peixe encontrado nos mais gélidos mares da Noruega (ponto para os noruegueses!) tem presença garantida. A queda da moeda americana tem caído, pra nossa $orte,

Ao menos numa coisa as empresas brasileiras saem na frente: as aves. Perdigão e Sadia dão aula quando se fala nos bichinhos mais importantes da mesa. Os preços vão ficando mais acessíveis ao consumidor, e me parece que a harmonia da festa estará presente em mais lares brasileiros do que o normal.

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11 Comentários

É broder,
O consumismo cada vez mais descarado. Mas pelo menos as aves estão mais baratas, coitadas delas. rsss
Abração

Os comerciantes usam todas as datas comemorativas para inventarem algo. O natal por ex, essa de papai noel dando presente foi algo inventado pelo comercio e a moda acabou pegando. O mesmo é a pascao, o que a morte de cristo tem a ver com coelho e chocolate? nada mesmo!! Mas como eles precisavam vender chocolates numa epoca em que não vendia nada, inventaram essa tb.

bjs

Todo final de ano, sinto a mesma insatisfação. Não me sinto alegre nem triste, mas insatisfeito com a forma de pensamento das pessoas…

Falta um pouco de originalidade aos brasileiros.

Eu concordo com você. Também tenho minhas restrições quanto ao motivo dessa festa toda…

“Tenho certeza que os administradores fazem isso para que a pessoa se situe num ambiente mais amigável e que reflita o fim de ano, caracterizado pelo Natal.”

Acho que foi bondoso demais com essa máxima! $$$ é todo o motivo do natal, pelo menos prás lojas e centros comerciais. Porque será que os vendedores trabalham em jornadas desumanas, incluindo fins-de-semana e feriados até altas horas da noite (até no dia 24 - qualquer que seja o dia da semana)? Estamos muito atrazados como civilização!

Hehe, dizem que o melhor destes tempos é ganhar o 13o. e comer um belo peru de natal. :D

Tá decidido! Ano que vem vou fazer campanha contra o pinheiro e enfeitar uma jabuticabeira com ornamentos e luzinhas!
Thas, não ri, isso é sério, poxa. :P

Pra quê esperar até o próximo ano? vamos começar a campanha já.

Ou, dava pra trocar a árvore não? tem jabuticabeira não aqui perto de casa :(

Tá meio em cima da hora, não, Lucas?
Mas ok, qualquer bonsai serve.
Ou, pra entrar no clima de país tropical, sugiro uma palmeira com cocos verdes. :)

Elizabeth

E assim vai discussão, vem discussão, árvore de natal, peru ou chester, luzes, bolinhas, presentes, papai noel, e estão apagando o verdadeiro espirito do Natal, que é o nosacimento de Cristo, que veio pra este mundo nos salvar, que ninguem permita que esta luz se apague de vez do coração do homem.

[...] 24 de dezembro. Impossível fugir ao tema mais recorrente do mês. Há vinte dias postei a parte comercial que domina os festejos natalinos. Então deixarei de lado o meu [...]

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