Sobre livros e metrôs


Livros

Ler é um dos atos mais prazerosos que podem existir. Letras, que formam palavras, que formam parágrafos, que formam páginas, que formam livros. E livros que são histórias.

Tem gente que lê quando acorda, antes mesmo de tomar o café. Tem gente que lê na hora de dormir (como eu). Tem gente (o Alessandro Martins, por exemplo) que não lê, mas que tem a história lida por outra pessoa enquanto dirige.

Não importa a modalidade de leitura, o importante é o ato. Quase sagrado, deve ser degustado no seu todo e no seu mínimo. Cada acento é uma pitada de emoção que é empregada para dar sabor ao conto.

Nas cidades que têm transporte metroviário, há mais uma opção para momentos de leitura: durante o trajeto dos trens. Aqui no Rio de Janeiro é bem comum ver pessoas apreciando revistas, livros e jornais enquanto aguardam a estação desejada. Observe que é um ato de individualismo puro, embora isso não seja uma anormalidade.

Quando se depende deste meio de transporte para trabalhar, então, é trivial que já se conheça certas pessoas que aguardam o veículo no mesmo horário. Com o tempo surge a amizade, e então uma ótima oportunidade para a leitura em conjunto. Um leva o livro e ambos vão acompanhando a história.

Não é aquele lance de canto de olho, que em muito me incomoda, quando a pessoa está lendo rapidamente o jornal e quem está do lado começa a deixar sua atenção decair para as notícias. Isso sim é bem desagradável.

O que ocorre é quase uma aliança, através da literatura. Como ver um filme junto. No fim de cada página ou capítulo, há com quem comentar e tecer um diálogo acerca da narrativa. Imprime-se um momento de prazer e reflexão, pautado pelo convívio social.

A cada livro finalizado, deve haver um rodízio para que todos possam se encarregar de encontrar uma outra história que seja de agrado dos dois. Assim, acaba-se por firmar um intercâmbio cultural. E a chatice da espera do metrô se transforma em agradáveis momentos.

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4 Comentários

Sinceramente eu não apoio esse rodízio com livros.

Não sei se eu sou muito chato, mas todos livros meus que vão, voltam num estado precário. E eu odeio livro com orelha, capa surrada, etc.

Então tive que rodar a baiana e mandar nego ir procurar livro na biblioteca.

Quanto a mim, não tenho tantos ciúmes de meus livros. Se empresto é porque não vai fazer falta caso não volte. Não que eu só empreste tranqueira… costumo muito facilmente dar livros… a não ser que, naquele momento eu o esteja lendo ou esteja interessado nele por algum motivo. Adoro fazer orelhas para marcar partes importantes e, somente agora - infelizmente - adquirindo o hábito saudável de fazer anotações…

No mais, só quero avisar que adorei o link, mas faltou um r em martins….

Abraços!

Já fui um leitor mais voraz de livros. Sempre lia antes de dormir ou quando não tinha uma ocupação urgente.

Ainda hoje leio nas viagens de ônibus. Sempre que saio levo um a tira colo, nada de agendas.

Mas a internet e o curso de Ciência da Computação parece estar mudando gradativamente meus hábitos. Isso não é nada bom.

Leio bastante. Não livros (acho que li 4 em 2006). Leio bastante na internet. Muito mesmo. Muito mesmo. Muito mesmo. Todo dia, o dia todo. Leio também jornais e revistas, estes impressos. Acho que a leitura, qualquer que seja, sempre é importante.

O seu texto me fez lembrar o Bookcrossing, de troca de livros. Muito interessante, vale checar.

Abraços!

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