E-mail de 10 minutos. Atraso de 2 meses
Não, ninguém levou 60 dias para receber uma mensagem no correio eletrônico. Em 28 de novembro o Dudu Tomasselli (acho que é o nome dele) publicou em seu blog um artigo falando sobre o então novo serviço de e-mail que gerava um endereço válido por dez minutos, renováveis por mais dez indefinidamente. O 10 Minute Mail foi a forma encontrada para driblarmos aqueles cadastros malditos que pedem o e-mail e depois começam a enviar indiscriminadamente mensagens propagandistas.
Somente hoje, 2 meses depois do referido post, ouvi na rádio CBN um colunista eufórico contando ao apresentador sobre a nova ferramenta. O apresentador até complementou dizendo que alguns provedores (leia-se Yahoo) permitiam “e-mails fantasmas”, que eram atrelados à conta do usuário para casos específicos, como de sites de compras ou newsletters.
Foram dois meses até que o colunista de informática informasse aos usuários comuns sobre o serviço, que foi noticiado ano passado pela blogosfera brasileira e mundial. Me lembrou que em setembro do ano passado a revista Veja publicou uma capa sobre o serviço YouTube, meses depois de ele se consagrar junto ao usuário “comum”.
Até quando a mídia tradicional (impressa, rádio e tv) vai continuar a utilizar pautas já batidas nessa Grande Rede em seus programas, comentários, editoriais, como se fosse um conteúdo inédito e exclusivo? Esse comportamento não é saudável e, a meu ver, deprecia a qualidade que a internet tem de veículo imediatista. Servimos como um gancho para os grandes grupos de comunicação, que nos lêem mas não nos citam.
Fico feliz que a recíproca não seja verdadeira. A internet não nega suas fontes, diferentemente de diversos órgãos da mídia tradicional, nem omite quando um fato já é “antiguidade” em outro meio. Há transparência, originalidade e fidelidade com o leitor.





06.02.07 / 12:06
É meu caro amigo, a coisa por aqui tá preta.
Na verdade, sempre foi assim. Esse fenômeno já foi explicado várias vezes, antigamente os jornalistas serviam de ponte entre o especialista, e os leigos. Agora os leigos podem ir direto ao especialista que hoje em dia tem um blog e escreve de forma simples e acessível…
Tá na hora dos jornalistas mudarem um pouco a forma de pensar.
06.02.07 / 12:11
O problema é que quem lê a Veja talvez não tenha intimidade ou não seja antenado com a Internet, o mesmo pode ocorrer com os ouvintes da rádio.
Pra eles não tem vantagem citar um site porque ele tem uma premissa ou um conteúdo legal, o site tem que ser Pop(ular).
O problema é jornalistas que não dão créditos, como aquele caso da Garota sem Fio sobre o bloqueio do Youtube, isso sim é vergonhoso.
06.02.07 / 12:14
Isso me lembra daquela matéria do fantástico sobre os Coelhos gigantes que um alemão (desocupado) Karl Szmolinsky cria.
eu vi essa noticia no dia 16/01/2007 no http://www.etudo.com.br/…/
Notou como a mídia regular (TV, Revistas, etc…) que tem o costume induz a quem assiste/lê que tem noticias em “primeira mão”
sempre possuem um defasassem em relação aos blogs?
Talvez porque esse tipo de mídia, exija algum tipo de confirmação de uma “fonte confiável” ou talvez tenham “rabo preso” quem sabe?
06.02.07 / 12:17
leanDrow,
Algumas vezes ocorre, mas é sem maldade. Passa. Já em outras é sabido que o veículo ocultou de onde vem a informação. A mídia tradicional passa por uma época de reciclagem, de adaptação pós-internet. Ainda são pensadas fórmulas que possam concordar com o uso da internet. Mas também não há como ser cauteloso, uma vez que nesse país muitas pessoas ainda não tem acesso à rede.
Difícil agradar a um público grande não seletivo, e a um público restrito mas bastante seletivo (nós, da web) ao mesmo tempo.
06.02.07 / 12:48
Claro, tudo que é demais prejudica.
Mas generalização é uma poderosa ferramenta para poupar tempo.
^^
06.02.07 / 13:00
É claro que eu percebi que são mensagens privadas, mas eu odeio mensagens privadas ;P
Por que não deixar as outras pessoas enxergarem sobre o que estamos conversando? Não é algo particular sobre nossas vidas…
Então sim, defenda os jornalistas, mas não esqueça de generalizar quando for preciso.
06.02.07 / 13:12
Não tenho o hábito de eliminar comentários, portanto explico os dois comentários off-topic do Lucas Castro, acima: comentei com ele, em mensagem particular (critério adotado por este blog), que não considerava certo ele tratar do assunto como se fossem apenas jornalistas os responsáveis pela confusão.
Em resposta ao Por que não deixar as outras pessoas enxergarem sobre o que estamos conversando?, não considerei meu comentário construtivo o suficiente a ponto de ser publicado. Lucas, no entanto, entende de forma diferente e retornou a resposta para cá.
06.02.07 / 14:33
Talvez, Thássius, isso seja apenas uma questão de vício, costume, cultura, sabe?
A televisão, o rádio, as revistas sempre trabalharam assim: com a novidade não tão nova assim. Não por mal, mas porque sempre foi assim. Talvez eles ainda não se deram conta que as coisas por aqui andam na velocidade do som ou da luz (qual é mais rápido?)
Qualquer hora dessas, eles descubram como imprimirem uma revista com a notícia do já!
A televisão já é um caso não tão inocente assim… É sabido que as notícias, além de não serem novidadíssimas, são manipuladas e ditas de forma que enfatizem um ou outro ponto, conforme a “necessidade” do momento (deles).
Acho até que a questão nem é da rapidez com que as notícias são divulgadas por esses meios, mas do que eles querem ou não mostrar.
É isso.
bj!
06.02.07 / 16:28
Você é muito certinho ;P
Ainda vai explicar que eu sou doido e estou escrevendo sozinho aqui…
06.02.07 / 16:49
Lucas, nem perco meu tempo! Quem quiser acessa seu seu blogue. Logo perceberá o seu nível precário de desenvolvimento cerebral (Q.I.). =D
06.02.07 / 19:42
Na velocidade da luz mesmo.
Thássius, valeu.
Vou deixar minha opinião via trackback.
06.02.07 / 20:52
[...] Thássius aproveitou para escrever um texto chamado E-mail-de-10-minutos. Atraso-de-2-meses, analisando a demora entre a repercussão de uma notícia no mundo da internet e na Blogosfera e o [...]
06.02.07 / 23:10
na realidade que a sua pergunta até que é simples de ser respondida:
essa atitude irá permanecer enquanto tiver lucros, a mídia tradicional não gosta de correr riscos, eles não vão investir milhares de reais numa edicao sobre um assunto que eles não tem certeza que dará retorno. e o que melhor de se comentar do que o q está na moda, infelizmente boa parte dos nossos “internautas” tem um cérebro do tamanho de um amendoin, que os impede de buscar noticias e informação na internet, sobrando assim uma brecha no mercado para ser explorado por revistas que, NA MINHA OPINIAO, sao fraquissimas, como a veja, isto é, entre outras…
06.02.07 / 23:58
Felipe,
Certa vez ouvi falar de um curso de informática cuja temática era “Ambiente Windows e Internet”. Fiquei pensando se alguém pagaria para aprender, principalmente, a acessar a internet. Tudo aqui é tão didático que não haveria muito o que aprender.
Hoje revejo minha opinião. Se o “internauta” comum frequentasse este curso (e ele fosse bom), aprenderia a explorar melhor as ferramentas aqui oferecidas. Aprenderia, por exemplo, como usar as informações da rede com cautela; como manter-se coerente na hora de opinar sobre um assunto. Talvez até aprender a manter um blog.
Seria um incentivo tremendo para que este usuário extendesse sua experiência, antes limitada a passividade, para algo superior: a participação. Claro que nem todo mundo pode manter um blog, mas qualquer um pode dar um pitaco num post que lhe agrade (ou deteste).
Infelizmente o nosso internauta é pobre de banda, pobre de conhecimento, e, pior ainda, pobre de espírito.
07.02.07 / 6:39
oi Thássius
tu disse tudo com essa frase:
“Infelizmente o nosso internauta é pobre de banda, pobre de conhecimento, e, pior ainda, pobre de espírito.”
sem dúvida cada internauta poderia ter uma vida mais participativa na internet, mas pergunte para algum adolescente que só quer saber de orkut, msn e raves o que ele quer da vida, do que ele gosta ( no mundo real ), quais as ambicoes dele…
provavelmente ele vai te mandar pra aquele lugar, a grande maioria não quer nada com nada, pra essa gente blog eh soh um fotolog sem foto…
mas sonhar nao custa nada…então quem sabe um dia nós nao vamos ver nossos netos vivendo nessa utopia virtual, onde todos participam e todos tem opiniao para expressar…
[ ] ’s
07.02.07 / 9:01
Gente…
Não generalize as coisas…
Nem todo mundo é igual.
bj.
07.02.07 / 14:22
Creio que, em pouco tempo, a “grande imprensa” terá mudado ou acabado. Vai ter que optar entre essas duas. O raciocínio é simples. Os hábitos, como o de ler jornais ou revistas, se criam entre os 15 e os 20 anos. Não vejo muita gente nessa faixa lendo jornais ou revistas, mas blogs e outras fontes de informação da internet. Daqui a 10 anos, teremos pessoas de 25 a 30 anos que só obtem informações desse modo. E em número cada vez maior.
07.02.07 / 18:29
Hehehe! pois é… a chamada mídia tradicional demora um tempão pra dizer algo que todos nós já sabemos. Hoje mesmo recebi um email de um amigo falando sobre o Joost e a nova TV (que ele viu na Veja), mas que nós da blogosfera já conhecemos desde o final do ano passado (com o nome de Venice Project). Mandei email pra ele, educadamente, dizendo que já testo o serviço há cerca de 1 mês…
Acontece bastante: amigos mandam links de coisas que vi há meses no net…
Falou!
07.02.07 / 18:31
Blogs: mídia de credibilidade…
Uma coisa que nós blogueiros sabemos e nossos leitores também sabem é que blogs são uma mídia confiável. Informações por nós divulgadas são tão ou até mais precisas do que as encontradas na chamada mídia tradicional. Nos últimos tempos ju…
07.02.07 / 20:19
Thá nós blogueiros estamos sempre na frente do acontecimento, e se a mídia tradicional se inspira-se nos blogues para as suas noticias com certeza teria mais mais sucesso, e já não aconteciam essas lacunas.. abraço
08.02.07 / 0:28
Apoiado…..
Temos que fazer valer as nossas fontes, po isso é uma tremenda de uma sacanagem o que a midia tradicional faz, eu ficaria muito bolado se fizerem isso comigo!!!
Valeu fui!!!
08.02.07 / 15:54
Hugo Souza,
Engana-se quem pensa que não se inspira.
11.02.07 / 17:52
[...] post de cinco dias atrás, “E-mail de 10 minutos. Atraso de 2 meses”, comentei sobre essa questão de os meios de comunicação usarem material da internet como se [...]
12.05.07 / 0:54
[...] social virtual Second Life. Quero só ver como o tema será tratado. Em post de cinco dias atrás, “E-mail de 10 minutos. Atraso de 2 meses”, comentei sobre essa questão de os meios de comunicação usarem material da internet como se [...]