Steve Jobs. Mestre na arte de vender (idéias)


Steve Jobs com seu iPhone

Que aconteceu em São Francisco, nos Estados Unidos, a MacWorld, todo mundo sabe. Que lá foi lançado o revolucionário ipod-celular, chamado iPhone, todo mundo também já sabe. Percebo que, por trás de toda essa magia que envolve a MacWorld e também o mundo Apple se resume em um homem: Steve Jobs.

Quem falava em Apple nos idos anos 1990? Ninguém. Isso porque seu grande fundador, mr. Jobs, foi afastado do cargo de presidente da empresa. Foi uma década perdida, até que ele retornasse à “maçã” em 1997, como CEO. Depois disso só veio glória. Um exemplo? iPod! Em 2000 foi lançado o reprodutor de áudio que hoje domina 62% do mercado. Eu atribuo todo esse sucesso a Steve Jobs (e sua fantástica equipe).

Keynote

Por definição, “keynote” é um software lançado pela Apple (ou seja, para Macs) que faz frente ao PowerPoint, da Microsoft. É um programa para criação de apresentações, multímidias ou estáticas. Só que o tal programa, como tudo que é feito na Apple, era melhor. No próprio site eles dizem que o Keynote tem efeitos de cinema.

Devido a essa maravilha que é o software, hoje em dia ele é sinônimo para as apresentações feitas em conferências. Até Bill Gates, que é da concorrência, fez um keynote na CES deste ano, que aconteceu em Las Vegas.

Jobs: o mago

Durante a MacWorld, Steve Jobs apresenta o iPhoneAssistindo ao vídeo da apresentação do iPhone, não há nenhum sentimento mais forte que o entusiamo. Este porque Steve Jobs conduz toda a explanação do produto de forma única, magestal. Este homem, sim, sabe vender. E não é vender um produto, mas sim vender um conceito. Tanto que o slogan da Apple é “Think different” (Pense diferente). Se não fosse americano, diria que Jobs fez escola com Silvio Santos, o mestre das comunicações.

No momento em que os símbolos de telefone, iPod e internet começam a girar, e ele vai repetindo cada característica, mas em maior velocidade, até que salta aos olhos se tratar de um único produto, a platéia bate palmas. Não há mais nada a fazer. Babar, talvez. Mas isso fica para quando o produto for efetivamente mostrado.

Além de saber como ni, Steve Jobs também domina como poucos a arte de explicar. É claro, objetivo, sucinto. Praticidade é a palavra-chave. Se todos os executivos aprendessem a fazer seus keynotes, sejam estes em grandes conferências ou em salas de reunião na hora de apresentar projetos, da forma como Jobs faz, seria muito mais divertido ir a congressos e afins.

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10 Comentários

Não posso dizer se concordo ou discordo da sua idéia pois não sou interado da “filosofia maçã”, mas é indiscutível a evolução da corporação nos últimos tempos.

E um dia ainda vou testar um Mac… ah se vou.

leanDrow,

Que filosofia é essa de que falas? Não entendi muito bem. Acho que não é bem filosofia, mas sim criatividade, profissionalismo e amor pelo que fazem (e ao dinheirinho que ganham). E como você mesmo disso, é indiscutível como a “Maçã” está cada vez mais presente neste mundo digital.

Testei Mac, uma vez na Alemanha. Um MacBook Pro também. Uma palavra? Único. Estabilidade, velocidade, praticidade e beleza juntos num só aparelho. Pena ser tão caro. No Brasil é possível testá-lo, aqui no Rio, nas lojas FastShop. Em São Paulo, na Fnac da Paulista também é possível.

É ideologia a palavra, falha nossa. :D
É aquela que diz que a Apple não é uma corporação e sim um sentimento. E aqueles que seguem essa idelogia com certeza devem conhecer bem a maçã!

leanDrow,

Entendi xD
Bem, eu não sou adepto desta “ideologia” não. Para mim a Apple é só mais uma empresa que faz coisas boas com alta tecnologia e inovação. Nada de muito “baba ovismo” não! Mas se eles quiserem me presentar com seus produtos em troca de eu falar maravilhosamente bem destes, eu não me importo. [ok, este último trecho foi brincadeira]

Lembro-me de sua história, quando largou a universidade e ficou em Reed mas continuou tendo aulas, destaque para as de caligrafia.

;P

Certamente o Jobs domina a arte da oratória. Adoro os keynotes dele. Pra mim são quase obrigatórios, não só pelos lançamentos mas pela forma que é conduzido. Acho que ele é capaz de vender gelo pra esquimó, hehehe!

Abraços!

Tá ai alguém pra se espelhar, realmente o que você falou eu concordo, acho que uns 60% da magia da Apple é por causa de Jobs. E ele merece, tem uma capacidade de criatividade e visão de mercado únicas. Além de ter uma bela história!
[]´s

Alexandre,
A Apple é única, e o Jobs idem. Não uso qualquer produto da empresa, mas sempre que posso assisto aos keynotes que o Steve Jobs apresenta. Por curiosidade e fascinação. Neste ponto o Bill Gates não barra ele. Passa longe.

Andrei,
É isso mesmo. Bem que o Steve Jobs poderia ministrar aulas ou seminários sobre oratória. Eu iria, se não fosse tão caro como são os produtos Apple. =[

O velho ditado já dizia, as vacas só engordam com os olhos do dono.
abraço

Belo texto. Jobs é inspiração para qualquer bom designer.

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