Cloverfield


Ontem eu e parte da blogosfera (Cris Dias, Rafael Silva, etc) que não tinha ido à pré-estréia de Cloverfield corremos ao cinema para poder descobrir o que o filme ‘de monstro’ guardava para nós. A partir daqui, ler o texto é por sua conta e risco. Spoilers estarão por toda a parte.

Cloverfield é criação de JJ Abrams. Ele é o grande inventor de Lost, aquela série que todo mundo ama ou odeia, mas que ninguém sabe o que realmente esperar dela. Se Lost é intrigante em suas quatro temporadas, Cloverfield consegue chegar perto disso em pouco mais de uma hora.

O filme começa com a festa de despedida do jovem Robert, que está com viagem marcada para o Japão. Os amigos fazem uma mega-festa surpresa no alto de um prédio, e tudo é documentado através da filmadora nas mãos de Hud (ele morre).

Cloverfield: Estátua da Liberdade é arremessada

No meio da festa acontece um tremor, que logo todos pensam ser um terremoto. As pessoas começam a fugir, primeiro do prédio, e depois de Manhattan. Já nas primeiras cenas de desespero, a cabeça da Estátua da Liberdade é lançada no meio da rua. Neste momento fica claro que não é um terremoto. Atentado terrorista? Também não.

O monstro em si não tem nada de mais. É um alienígena gigante e bem feio, que fica destruindo os prédios da cidade. Junto do monstrengo vêm de brinde seus filhotes, seres menores mas bastante parecidos com ele. Um dos filhotes ataca o pequeno grupo de Robert enquanto eles estão caminhando pelo metrô e morde Marlena.

Obviamente que Marlena morre. Actually, ela explode. Pelo menos foi isso o que eu entendi ao vê-la ser carregada pelos militares e de repente se transformar em jatos de sangue para todo o lado. Por falar em militares, eles dão um show à parte no filme.

As cenas em que os combatentes das forças armadas americanas aparecem são muito realistas. Como a filmagem é porca, lembra aqueles vídeos vindos lá do Oriente Médio que as agências de notícias divulgavam durante a guerra.

Uma coisa que gera angústia ao espectador é exatamente a filmagem a la Bruxa de Blair. É irritante ver aquelas imagens tremidas o tempo todo. Podiam ter utilizado menos este recurso, ainda que ele seja um diferencial do filme. Vez ou outro você se pega entortando a cabeça para tentar entender o que está acontecendo.

No fim do filme só restam Robert e seu grande amor, cujo nome nem lembro mais. Jason, irmão de Robert, já havia morrido faz tempo. Marlena, como eu disse anteriormente, morre depois do ataque do alien filhote e Hub, o cameraman, morre quando o monstro-pai o ataca. Então Manhattan sofre o ataque final dos militares, no qual tudo é destruído. Incluindo o casal.

Faltaram mais imagens do monstro, que ficou meio artificial. A sensação de quero-mais ao fim do filme também é desanimadora. No cinema, algumas pessoas até se perguntavam, durante o início dos créditos, se ele havia mesmo acabado.

Eu recomendo que você assista a Cloverfield. Por ser uma experiência diferente de assistir a um filme de cinema. E por ser JJ Abrams. Embora eu não assista a Lost, seu talento é inegável.

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5 Comentários

Quando o filme fica nessa sensação “será que acabou?” acho meio broxante. Com os “Seis signos da Luz” foi a mesma coisa, parece que acabam com o antagonista muito rápido.
Mas mesmo assim, esses filmes com efeitos especiais podem ser legais para ver, exatamente pelos efeitos.

Thássius, li pq não tenho intenção de vê-lo,e também já tinha lido a crítica (bem crítica mesmo) sobre o filme, então já sabia de algo.
Não gosto desse tipo de filme, assisti Bruxa de Blair a contragosto e odiei mais ainda! :D

Abração

bom…
vamos lá!

No filme, não dizem se “O monstro” é Alien ou não. Ninguém sabe… Inclusive, um dos milicos deixa claro que eles ‘não fazem idéia’ do que porra é aquilo lá.

A ‘câmera na mão’ é um elemento do filme que não dá pra ‘evitar’. Faz parte da narrativa, assim como fazia parte no filme da Bruxa de Blair.

A ‘experiência’ deste tipo de filme - assim como no filme da Bruxa, mas por outros motivos - é bastante diferente de um ‘filme de Monstro’ como Godzilla ou King Kong.

As lacunas [de onde veio o monstro, oq são os parasitas, que filmadora é esta que aguenta lapada e não fica sem bateria nunca?] são deixadas lá, propositalmente para que o expectador/consumidor as preencha com sua própria criatividade.

Infelizmente, a audiência está muito mal acostumado aos enlatados/pasteurizados do cinema de Holywood… E é aí que a coisa complica. Como não é uma experiência que já vem mastigadinha, muita gente não consegue engulir. O grande lance neste caso não é engulir, mas sim saber saborear…

Olá Thássius,

obrigada pelo comentário no post sobre a “brincadeira” do Kmax.
É, polêmico o assunto, diversas visões sobre a atitude do moço… rs

Agora, sobre o SEU post. Estou ansiosa pra ver Cloverfield, mas os preparativos para a Cparty me complicaram e nao consegui ir eheh
Um grande abraço =)

O filme foi 10!
Menos pra todas as outras pessoas da minha família…
hehehe

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