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Drive – Crítica

14/03/2012 por Thássius Veloso Cinema / Cultura

Na segunda eu comentei minha grata experiência de assistir a “A Dama de Ferro” com a inigualável Meryl Streep. Hoje eu tenho que soltar os cachorros em cima de outra produção cinematográfica que até concorreu ao Oscar em edição de som mas não levou: “Drive”. Que baita filme ruim!

Faço a ressalva de que a proposta do filme pode não se adequar ao meu gosto por cinema. Sempre há esse risco.

Ele faz essa mesma cara durante o filme inteiro. Direto da Escola "Kristen Stewart" de Atores.

A resenha impressa naquele jornalzinho da rede Cinemark era interessante: um dublê de cinema durante o dia assumia o papel de motorista de aluguel à noite para ajudar bandidos na fuga. Tudo bom, parecia um filme de ação. Pffff. Na verdade, até tem muitas disputas de carro. Porém, estraga no que se refere aos personagens.

O Ryan Gosling, prodígio do mundo do cinema, protagoniza sem soltar praticamente nenhum pio. Aposto que o roteiro resumindo as falas dele não passou de duas laudas — sim, eu escrevo “lauda” de vez em quando. O personagem é apático e sem graça na maior parte do tempo.

A produção é tão desastrosa que nem uma mocinha bonita conseguiram arrumar. Puseram uma moça mais ou menos, algo bem incomum na época das Angelinas Jolies e Megans Foxes que Hollywood paga tão bem para manter a forma e a beleza.

“Drive” tem uma história boa, porém mal executada. Eles insistem demais em músicas, músicas, músicas para momentos que claramente comportariam falas, diálogos. O espectador fica sem saber o que o motorista pensa até que ele senta a mão na cara de outra bandida. Ou se irrita e solta ameaças para um amigo de longa data, colocando-o contra a parede. Parece bondoso, mas quando estoura, não sobra para ninguém.

Resumindo… Não assista!

Passe longe de “Drive” no cinema e o ignore solenemente quando chegar à prateleira da sua locadora de bairro. Talvez valha à pena assistir quando sair na televisão por assinatura ou no Netflix. Eu não me arriscaria.

Outra opinião

A Vivi Maurey disse no Twitter que “Drive” é lento, mas ela gostou. Leia a crítica publicada pela Vivi faz uma semana e julgue por si próprio.

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crítica, Ryan Gosling 5

Vô Silvio

13/03/2012 por Thássius Veloso Cultura / Televisão

Silvio Santos

A imagem acima, fornecida pela assessoria de imprensa do SBT, é o mais recente registro de um novo Silvio Santos. Depois de décadas apostando no batido tom de acaju, embora renovando o corte de tempos em tempos, agora Silvão decidiu assumir as madeixas brancas para seu público. Assustador.

Prova que o ex-homem do Baú (foi vendido, lembra?) está envelhecendo, a despeito do que a nossa crença popular supunha. Silvio não estará aí para sempre. É difícil de pensar no assunto, mas já imagino que algumas redações de jornais e revistas tenham o obituário dele pronto para o dia em que se fizer necessário publicar a notícia.

Os cabelos brancos de Silvio não vêm por acaso. Aposto que até isso foi muito bem pensado por ele, um gênio da comunicação. Com os cabelos brancos, capaz de Silvio dialogar melhor com as senhorinhas que acompanham seu trabalho, as colegas de trabalho.

Não se trata somente de um novo corte. Veremos, a partir do próximo domingo, a marca Silvio Santos se renovando, se inventando. Será que dá certo?

Postei no Facebook que o “tio” Silvio está velho. A querida Lívia Jacome, editora do Amanhã, eu te conto, foi eficiente em reparar: ele deixou de ser tio para ser o nosso “vô” Silvio.

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5

A Dama de Ferro – Crítica

12/03/2012 por Thássius Veloso Cinema / Cultura

Mais uma vez a Academia faz jus à responsabilidade de entregar um Oscar de melhor atriz. A preferida de sempre Meryl Streep aparece impecável em “A Dama de Ferro”, filme a que assisti na semana passada, mas só agora tive o tempo para colaborar com meus dois quinhões sobre o assunto.

“A Dama de Ferro” é Meryl Streep. Recomendo vivamente para quem quer acompanhar uma atuação primorosa dessa notável atriz.

Cabelo inabalável de pôr inveja à notável Cassandra Mathias Salão

O conteúdo do filme em si é algo que eu deixo para os historiadores. Há diversos relatos de erros cometidos pelo roteiro e pela direção. Sinceramente? Algo que não me fez falta. Quando quero uma reportagem de fôlego, acho mais prático ir direto no Discovery Channel ou similar. O cinema nos últimos tempos não tem sido uma fonte exatamente precisa de filmes que seguem à risca o que de fato aconteceu. Até porque a própria história em muitos momentos mostra-se questionável (os adeptos da teoria da conspiração que o digam).

Penso que o filme vale muito mais pelas caras, bocas, olhares, tons de voz da Margaret Thatcher vivida pela senhora Streep.

No início vem a dúvida: a mulher idosa mostrada na tela grande já é Streep? A maquiagem e os adereços são posicionados de uma forma que o ponto de interrogação permanece na face do espectador por um tempo. Até que a dama de ferro do título abre a boca. Meryl Streep abre a boca. E não restam mais dúvidas.

Durante todo o tempo conhecemos a pretensa intimidade, os conflitos pessoais e os momentos de tensão da maior líder (talvez a Rainha Victoria entre nesse páreo) que a Inglaterra já viu. Uma mulher de fibra, sem sombra de dúvida. Pulso firme — não por acaso levou o famoso apelido. Claro que, nem por isso, há pontos criticáveis na atuação política de Thatcher. Felizmente, não podemos dizer o mesmo da atuação cinematográfica de Streep.

Algo a construir

Em dado momento, numa entrevista à televisão, a Thatcher do filme volta de uma viagem aos Estados Unidos e comenta o que viu de mais interessante do outro lado do Atlântico, na ex-colônia. Fala da capacidade dos americanos de objetivarem e perseguirem um futuro. Essa é a regra na América. Enquanto isso, diz Thatcher, a Europa se prende na sua história.

Devo dizer que essa foi uma das sensações mais latentes após retornar da minha primeira e por enquanto única visita a Londres, em outubro passado. Parece que os ingleses não têm com o que se preocupar. A economia segue mal. Ainda assim, estão sempre mais interessados na família real e besteiras similares.

Grande preocupação dos londrinos: manter as praças impecáveis.

Não é para menos: a Inglaterra de Thatcher não tinha grandes preocupações sobre o que construir e parece-me que continua nesse pé. Visão de quem enxerga no Brasil uma série de melhorias necessárias, em todos os sentidos. Por lá está acertado na questão da educação, saúde, moradia etc.

Digamos que os ingleses têm mais oportunidade e tempo de se aborrecer com o chá das cinco ou com os atrasos milimétricos dos trens de metrô. Problemas maiores passaram.

Só que a Thatcher viu nos anos 80 que, quando tudo parece bem, problemas podem surgir. E o primeiro-ministro atual, do alto de sua libra poderosíssima, passa pela mesma pindaíba (dadas as proporções).

Resumindo… Assista!

“A Dama de Ferro” é um filme sobre superação pessoal e sobre a vitória da mulher nesse mundo machista. Caiu bem assisti-lo em plena semana de Dia Internacional da Mulher.

Recomendo que o assista, seja no cinema ou no DVD, em casa. Por Streep e pela personagem Thatcher. O resto é secundário. É história. Se queres história, melhor correr para os livros.

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crítica, Inglaterra, Meryl Streep 8

Li e gostei do Manual de Redação CBN

23/01/2012 por Thássius Veloso Cultura / Livros

Poucas coisas me fascinam tanto nesse mundinho do jornalismo como os manuais de redação. Quando pego um desses para ler, sinto-me dentro do prédio do veículo, acompanhando cada passo do fazer jornalístico. Sorte, então, ver que o Manual de Redação da CBN entra para minha pequena coleção de publicações do tipo depois de uma rápida e agradável leitura.

Devorei-o. Ele não é lá muito grande, o que ajuda. Mas é bom. Parece que os responsáveis por ele (a organizadora é Mariza Tavares, diretora da CBN) aproveitaram o próprio livro para por em prática o texto para rádio — curto, leve, eficaz. Continuar lendo →

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CBN, Organizações Globo, rádio, resenha 0

Globo e Record voltam a se confrontar em 2011

07/04/2011 por Convidado Cultura / Televisão

Convidado » Gregori Pavan* não larga o controle remoto por nada.

A emissora fundada por Roberto Marinho chega aos 46 anos no final de abril sendo referência em qualidade com liderança de audiência e de faturamento. Apesar disso, vê a cada dia uma redução relevante de audiência, e empenha seus esforços para evitar uma queda ainda maior.

Aos 57 anos, a emissora de Edir Macedo não tem audiência próxima à da Globo, porém tem a vice-liderança consolidada de Ibope e de faturamento. Num cenário em que a líder apresenta queda de audiência ano após ano, a Record conquista um crescimento constante.

A título de curiosidade: no ano 2000, a Globo tinha 19,9 pontos no PNT (o Ibope nacional que engloba a medição em várias capitais), e fechou 2010 com 18,2 pontos (caiu 8,5%). A Record, também em 2000, tinha 5,5 pontos (era a terceira colocada, perdendo para o SBT). Em 2010 registrou 7,2 pontos, ou seja, cresceu quase 31%.

A queda de uma e o crescimento da outra se torna ainda mais evidente no Ibope medido na Grande São Paulo, que é a referência e o mais importante do país.

Na Globo

A Globo promoveu em 29 de março uma festa para o lançamento da programação de 2011, onde foram apresentadas as principais novidades como “Tapas e Beijos”, “Divã”, “Lara com Z”, “Macho Man” e “Batendo Ponto”. Ainda, a volta de “Profissão Repórter”, “A Grande Família”, “Globo Mar” e “TV Xuxa”. Outros destaques são as novelas “Morde e Assopra”, que estreou no dia 21 de março, e “Cordel Encantado”, cuja estreia está marcada para 11 de abril. Mais para o meio do ano está previsto a exibição da série “Mulher Invisível” e da minissérie “O Astro”.

Não são só produtos produzidos no Brasil que terão vez na tela da Globo. A emissora carioca vai exibir também a série “Glee”, da FOX, que complementa o cardápio de séries internacionais que já estão no ar – “Crimes do Colarinho Branco”, “Prison Break” e “Lie to Me”. E, como prometido, finalmente o “Casseta & Planeta, Urgente!“ não está na grade da emissora depois de quase 20 anos.

Campeonato Brasileiro, Campeonatos Estaduais, Copa do Brasil, Libertadores da América, Copa Sul Americana, semifinais e finais da Liga dos Campeões da Europa, Copa América são os produtos esportivos que incrementam a grade de programação, que tem também as finais das Superligas masculina e feminina de vôlei, a Liga Mundial Masculina e Grand Prix Feminino, além de disputas de automobilismo, natação, ciclismo, ginástica artística, basquete, futsal, futebol de areia, atletismo e esportes radicais.

Na Record

A Record não fez uma grande festa para apresentar sua programação. Vários produtos para 2011 já começaram a ir ao ar no começo do ano, como é o caso da minissérie “Sansão e Dalila” em janeiro e a nova temporada do reality show “Troca de Família” em fevereiro. A estreia de “Rebelde” na faixa das 19 horas foi destaque em março, e está previsto para 3 de maio a nova novela das 22 horas, “Vidas em Jogo”.

A emissora paulista também pode exibir este ano novas séries norte-americanas, entre elas “Psych”, “Assuntos Confidenciais” (“Covert Affairs”), “O Evento” (“The Event”), “Lei e Ordem – Los Angeles” (“Law & Order”), “Terceirizado na Índia” (Outsourced), além de novas temporadas de “House”, “Monk” e dos “C.S.I.” que estão atualmente no ar. Anteontem estreou o “Ídolos”, e em 17 de julho deve começar a quarta edição do reality show “A Fazenda”, que diferentemente do Big Brother Brasil deve ser em alta definição. Já a oitava temporada de “Aprendiz” com João Doria Jr. deve ir ao ar somente no fim do ano, de novembro a dezembro.

A Record investe alto e tem grande esperança de retorno em audiência com a cobertura do Jogos Pan-Americanos de Guadalajara, no México, em outubro.

Acorda, menina!

Mas a disputa por audiência não ocorre só à noite, no horário nobre. Nas manhãs a guerra é ainda mais acirrada.

Nesse horário é a Record quem está na frente, a começar pelo fato de que já transmite sua programação em alta definição das seis da manhã ao meio-dia. O telejornal “Fala Brasil” detém a liderança de audiência, por vezes com folga. O “Hoje em Dia” – apresentado pelo quarteto Celso Zucatelli, Chris Flores, Edu Guedes e Gianne Albertoni – ganhou novo cenário, novos quadros e passou a ser transmitido também em HDTV. A revista eletrônica, que já tinha edições regionais no Rio de Janeiro e Belo Horizonte, passou a ter também edições locais em Salvador e Porto Alegre. A expansão vai chegar a Belém, Goiânia e Fortaleza no segundo semestre.

O “Mais Você” de Ana Maria Braga segue como uma pedra no sapato da Rede Globo. Por não responder a nenhuma intervenção, a solução foi a criação do “Bem Estar”, único produto diurno em alta definição da emissora, gerado em São Paulo. A atração estreou em 21 de fevereiro com nove pontos de audiência, mas atualmente já não passa mais dos 7 pontos.

Por outro lado, a Globo tem posição bem confortável durante as tardes. A programação variada inclui telejornais, programa de variedades, filmes e novelas. A Record praticamente aceitou que nenhuma iniciativa vai render audiência, daí as infindáveis reapresentações de matérias velhas e de episódios de “Todo Mundo Odeia o Chris”. Pode ser que isso mude, pois é provável que o programa “E Agora, Doutor?” – uma adaptação do “Dr. Oz” – estreie em maio.

Aos finais de semana, a recente mudança de horário do “Esporte Fantástico” nos sábados parece que agradou o telespectador da Record. O cuidado em exibir filmes populares nas tardes também afastou a ameaça em audiência que o “Programa Raul Gil” estava se tornando. No mais, continuam o “Melhor do Brasil” e o irrelevante “Legendários”.

“TV Xuxa” é a nova aposta da Globo para as tardes de sábado; vai ao ar entre o insosso “Estrelas” de Angélica e o saturado “Caldeirão” de Luciano Huck. A loira tinha sua audiência cativa quando ia ao ar esporadicamente nas manhãs, mas agora durante à tarde essa audiência precisa dobrar para ser aceitável.

Depois de exibir o “Esquenta” com Regina Casé, voltaram ao ar “Aventuras do Didi” e “Os Caras de Pau”. Os programas de auditório continuam impregnando os domingos. “Tudo é Possível” com Ana Hickmann passa a ser transmitido em alta definição a partir do dia 10 de abril, com novo cenário e novos quadros. Não há informações de quando o “Programa do Gugu” vai ser transmitido em HD, mas o “Domingão do Faustão” já conta com imagens em alta qualidade, da mesma maneira que o “Domingo Espetacular” na Record. Esse não é o caso do “Fantástico”, que ainda não é transmitido com a tecnologia HDTV.

Incerto ainda é o Campeonato Brasileiro a partir de 2012 nas mãos da Globo. Mas é certa a exclusividade da Record na transmissão dos Jogos Olímpicos de Londres no mesmo ano.

*Gregori Pavan é um entusiasta de televisão. Diferentemente do que todos pensam, ele não estuda Rádio e TV ou Jornalismo, mas cursa Administração. Mantém um blog pessoal e usa muito o Twitter.

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Rede Globo, Rede Record, televisão 9

Esposa de Mentirinha

01/04/2011 por Thássius Veloso Cinema / Cultura

Entrou em cartaz faz algumas semanas mais uma produção cinematográfica no melhor estilo pipoca. “Esposa de Mentirinha”, como você pode bem ler nos resumos publicados em jornais, conta a história de um sujeito feio que não consegue arrumar uma namorada. O tempo passa, e ele descobre o que é notório para muita gente: mesmo sem estar casado, ter um aliança no dedo atrai muito mais mulher.

Tem até alguns estudos pernetas que confirmam tal fato. Parece-me, se bem lembro, que as mulheres se sentem atraídas por homens comprometidos porque, em tese, eles teriam sido escolhidos por outra colega de trabalho e, portanto, devem apresentar alguns predicados que façam jus à necessidade de perpetuar a espécie.

Com esse dado científico em mãos, os roteiristas do filme criam uma história bem engraçada que consiste, basicamente, num solteirão (vivido por Adam Sandler) que precisa provar para o novo amor da sua vida — que havia se apaixonado por ele num momento em que não portava o anel — de que não é mais um adúltero nesse mundo perdido.

Jennifer Aniston e Adam Sandler estrelam a comédia "Esposa de Mentirinha"

Quem é que o sujeito, um doutor de sucesso, convoca para fingir-se de sua ex-mulher? A inigualável Jennifer Aniston, aquela de “Friends”, que parece não ter envelhecido um dia sequer desde que largou sua eterna personagem Rachel. Ele compra roupas, sapatos, faz acordos da mais variada ordem, tudo para que a Katherine se passe por uma mulher sossegada com o novo relacionamento do marido.

A graça de “Esposa de Mentirinha” é também um alerta que pode ser resumido naquele velho ditado: mentira tem perna curta. Os personagens se envolvem tão profundamente com aquilo que contam de falso, que chega a um ponto em que perdem o controle. Não preciso nem dizer que o caos total é instaurado.

O filme tem seus clichês — o final, inclusive, é um deles. Mas não posso negar que serve de agradável passatempo para um sábado chuvoso, ainda mais se você estiver muito bem acompanhado, como eu estava quando fui assistir ao filme. Vale o ingresso, vale umas boas gargalhadas, e vale uma reflexão sobre até que ponto uma mentirinha é só uma mentirinha.

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Adam Sandler, comédia, filme, Jennifer Aniston, resenha 3

A curiosa programação da Globo para 2011

30/03/2011 por Thássius Veloso Jornalismo / Televisão

Você bem sabe que a Globo é uma empresa carioca. Tem seus escritórios nas principais capitais e uma base de operações importante em São Paulo. Ainda assim, eu tinha a deturpada visão de que a empresa mantinha seu coração lá no Jacarepaguá. Ledo engano. Ontem, a emissora reuniu artistas, publicitários, representantes do poder e afins num grande evento de lançamento da programação para o ano corrente. Adivinhe onde: São Paulo, a quase 350 quilômetros da sede da emissora, no Rio.

E o que isso sinaliza para o público? O que é evidente também desde sempre: o mercado de São Paulo é o mais importante do País. Aqui está a maior população urbana do Brasil, e consequentemente o mercado publicitário que a Globo – bem como as demais emissoras – tanto almejam. Em outras palavras, aqui é onde o dinheiro está.

Octávio Florisbal, CEO da Globo, fala das novidades (foto: Gregori Pavan)

Os números da Globo para 2011 são fabulosos, então vou me ater a apenas um deles. De acordo com o Octávio Florisbal, espécie de CEO da companhia, serão 50 mil inserções comerciais para a nova grade de programação. Sabe aqueles tradicionais programas, como a novela das nove horas ou o jornal que passa imediatamente antes (e que cada vez se mostra mais “enxuto”, para prejuízo da boa informação)? Já têm patrocinadores até o fim do ano. É assim mesmo, o mercado publicitário compra espaço na Globo simplesmente porque é a Globo.

Décadas de um padrão de qualidade que impressiona fizeram da Globo essa gigante, que figura entre as cinco maiores empresas de televisão do mundo. O business da emissora é esse: criar fantasia, sem deixar de relatar o que acontece no Brasil e no mundo. É daí que vem mais um fato curioso, que tem tudo a ver com a nossa querida internet.

O mesmo Florisbal que apresentava as atrações da emissora para 2011 fez questão de dizer que a representação da Globo na internet ganhará 12 novos portais de notícia locais. Esses portais provavelmente vão seguir o que já fizeram com o G1 Rio de Janeiro ou G1 São Paulo. Aqui cabe a ressalva: esses portais (por assim dizer, visto que não são de fato portais como um iG) só foram construídos depois que o R7 inaugurou uma editoria especial para a Cidade Maravilhosa, com layout diferenciado, ideia que aparentemente inspirou a Globo a fazer igual.

De qualquer forma, o CEO da televisão anunciou que serão 12 novos portais de notícias na internet. Perceba o paradigma: temos a televisão determinando o que vai acontecer na web. Não é surpresa para ninguém do meio jornalístico que o G1 é comandado pela cúpula da televisão, uma aposta que tem seus acertos e seus erros. Com os anúncios da nova programação, o público finalmente tem isso claro. Pelo menos na parte de notícias, a Globo.com nada mais é do que a representação da tevê na internet. Algo que o R7 deixou mais do que óbvio desde o início de suas operações.

Por fim, mais um dado curioso sobre a nova programação da Rede Globo. Pelo menos na transmissão do evento feita pelo site da emissora, nenhuma palavra sobre a linha de programas (ou shows, como preferir). Aqueles programas de entretenimento que rareiam cada vez mais da emissora do Rio, como o do Faustão (que está em baixa no Ibope) ou da Angélica não foram sequer citados durante a apresentação. Será que a emissora não tem planos de como salvar esse tipo de programa? É algo a se pensar.

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G1, Globo.com, Octávio Florisbal, Rede Globo, televisão 4

Burlesque: divas com pouca roupa e muito glamour

16/03/2011 por Convidado Cinema / Cultura

Convidada » Roxane Teixeira* é uma pessoa séria. Mentira, ela é fabulosa. Mas anda vestida por aí.

É o seguinte: quando “Burlesque” estreou nos cinemas nacionais, troquei umas figurinhas sobre o filme com o Thássius, e ele me pediu um texto para o Memórias Fracas. Ele é um bom amigo: me ajuda a editar, me ajuda com blogs, me ajuda com o Android. Me ajuda. Eu não sou uma boa amiga; o filme agora é pão velho.

Quer dizer, mais ou menos. A gente pode partir dessa trama, e chegar a algo maior, que é a balbúrdia do burlesco fake de hoje. O gancho não é dos mais frescos, mas tem coisa boa no caminho. Vem comigo.

Aguilera solta a voz e ainda mostra o corpo

“Burlesque”, o filme, é uma produção talhada para a Sessão da Tarde dos nossos filhos. Não me entendam mal, o longa é uma graça. Garota do interior com um grande sonho e uma voz maior ainda vai para Hollywood tentar o sucesso. Começa como garçonete, mas, quando menos se espera (#not), o talento da donzela é descoberto, e ela salva a vida – ou, mais, precisamente, o salário – de todo o elenco. Isso com uma história de amor de fundo, e a presença da ilustre e magnânima diva mãe de todas nós, Cher.

Christina Aguilera está convincente no papel da mocinha que não precisa convencer ninguém de nada. Na atuação, rasinha, rasinha… Mas quando abre a boca, é incrível! Sem dúvida, o melhor momento vocal de uma cantora com alcance absurdo. Cher também está sublime. Suas duas canções são cheias de variações melódicas, e ela – com aquele tom cheio – pega agudos alucinantes, com potência total. Depois mergulha com graça nos graves-16-toneladas. Tudo isso, vale lembrar, com mais de 60 anos, e loucamente bem-resolvida (Adendo a quem possa interessar: em entrevista concedida à Marie Claire, a cantora e atriz foi questionada sobre a preferência por namorados mais jovens. Não pestanejou: “o problema é que estou tão velha, que até os homens ‘mais velhos’ são mais jovens do que eu”).

O filme deveria explorar mais o talento de Cher. Fato. E de Kristen Bell, que aparece em um sem-número de comédias como a girl next door loirinha e bonitinha, e surpreendeu no papel. Aliás, apesar do nome do longa, minha gente, o bater de pestanas da Veronica Mars é uma das poucas coisas burlescas nessa história. Pois é.

Isso é burlesco

Está no dicionário: “burlesco” é “o que incita o riso”. E essa vertente teatral começou assim, como comédia, sátira. Durante as apresentações, um ou outro número de striptease. Nada fino. Personagens bufonas, naquela que a gente conhece por “estética do grotesco”.

Mas, enfim, a coisa foi ficando mais rica. O ato de tirar a roupa ganhou mais e mais espaço em cada apresentação… E chegamos ao burlesco de hoje: um strip-chic coreografado, com muita pompa e pouca história – isso quando há alguma. Um e outro número de dublagem, umas poses de pinup e voilà! Temos um show – aos moldes do filme de Cher e Christina. Pouca roupa, mas pouca revolução. Aliás, ouso dizer, muita roupa e pouca revolução. O que é Chris cantando em um longo verde de cetim? Barbie Thanksgiving? E a choradeira no palco? Burlesco é riso. É festa e improviso.

Para quem se interessar loucamente pelo tema, indicações de leitura (é, amores, tem técnica. Não é só trançar as perninhas!): um bom livro é o “Burlesque and the Art of Teese/ Fetish and the Art of Teese”, da Dita Von Teese. Antes que me critiquem: sim, Dita (aka rainha do luxo na Terra) já é burlesque-pop. Mas bem mais na raiz de tudo do que o supracitado filme. E o mais bacana é que ela deixa claro que burlesco não é fetiche. Bettie Page apanhando é outra coisa, gente. O fetiche você conhece virando o livro, na parte que seus filhos não devem ver num futuro próximo.

Outra sugestão é o “The Burlesque Handbook”, da Jo Weldon. Primeiro, preciso criticar: apesar de o livrinho ser gracioso, algumas fotos tem resolução bem ruim. Eu sei. MORRAM. Mas é uma publicação cheia de curiosidades, que serve até como guia prático. Quer aprender como fazer pingentes de peito (é, é isso – como os da Elvira, a Rainha das Trevas)? Ela ensina. Tenho pra mim que deve ficar ridículo, mas sempre dá pra dizer que foi um ridículo über planejado. Um burlesco de verdade.

A canção “Show Me How Your Burlesque” está na trilha do filme. Cai na pista.

*Roxane Teixeira é acadêmica de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Cobriu a editoria de cultura de “O Bisturi”, a revista de medicina da USP, além de ter emprestado sua voz para a Gazeta AM. Atualmente desenvolve um blog feminino. Está no Twitter.

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Cher, Christina Aguilera, filme 3

Resenha do filme: “Tron: O Legado”

21/12/2010 por Thássius Veloso Cinema / Cultura

Muitos efeitos especiais… E só.

Cheguei à sala de cinema sem muitas expectativas para “Tron: O Legado”. Até sabia que o filme estava recebendo muita atenção de alguns blogs geeks dos Estados Unidos, mas somente isso. Ah, e também sabia que era uma espécie de retomada de um filme lá de 1982. No entanto, não tinha um grande desejo de assistir “Tron”. Felizmente, porque o filme é bastante ralo, para dizer o mínimo. Decepciona como cinema, embora seja grandioso em seus efeitos especiais.

A história por trás do filme não é exatamente nova: o encontro do mundo real com o digital, da carne e osso com o código binário. É a partir de uma descoberta científica que Kevin Flynn (interpretado por Jeff Bridges), o fundador de uma importante empresa de informática fictícia (a Encom, uma espécie de Microsoft) vai parar em outro mundo onde tudo é digitalizado, perfeito. O desejo desse homem é criar um ambiente onde não exista espaço para as imperfeições da vida mundana. Claro que a empreitada não dá muito certo, e ele acaba aprisionado nesse mundo por muitos anos, até que seu filho, já crescido, descobre esse portal entre o real e o virtual, chegando à realidade binária quase que por acaso.

“Tron” tem sua trama revelada depois que Sam Flynn (Garrett Hedlund) coloca os pés nesse maravilhoso mundo. Seu pai havia criado uma cópia de si mesmo, chamada de Clu, que funcionaria como um programa de computador, com o objetivo de criar o sistema perfeito. Talvez apenas cumprindo suas funções, Clu tenta destruir Flynn, por – se bem entendi – ser um usuário, e não um aplicativo nativo daquele ambiente. Bem a tempo de salvar tudo, Sam torna-se o herói por acaso que deve conduzir seu pai de volta para o mundo real, antes que o vilão Clu consiga acesso ao portal e escape junto com um exército de seres bastante habilidosos na arte da destruição.

Sam Flynn: de errante a herói em apenas 127 minutos de filme

O que chama a atenção nesse filme é a tradicional inversão de anti-herói rumo às boas ações. No começo de “Tron”, Sam é retratado como um jovem inconsequente. Ele chega até mesmo a invadir a sede da Encom, a empresa que ele deveria liderar mas furta-se disso, a fim de atrapalhar o lançamento de um novo sistema operacional. Durante a transmissão ao vivo para o mundo inteiro, Sam acessa os servidores da corporação e libera o OS 12 na internet, para que qualquer um baixe. Ou seja, um rapaz sem qualquer comprometimento com o seu próprio patrimônio. Além disso, mostra-se arrogante e prepotente durante boa parte da película, até que reencontra o pai já bastante velho e decide realizar uma boa causa. Termina a projeção como um verdadeiro herói, não por salvar Flynn, mas por cumprir o objetivo que seu mentor havia lhe pensado.

Esse encontro de Sam consigo mesmo, com seus ideais plantados faz muitos anos pelo pai intelectual, é algo que todos nós deveríamos procurar. Às vezes passamos por situações que acabam por nos endurecer, nos transformar em pessoas mais céticas – para bom entendimento: descrentes -. O problema desse comportamento é que, como o Sam do filme, acabamos por não acreditar no melhor que as demais pessoas podem nos oferecer. Ainda bem que certas jogadas – Da vida? Destino? – fazem com que enxerguemos isso a tempo de corrigir o rumo e seguir em frente. É justamente o que o fim de “Tron” propõe, embora a projeção deixe claro que esse caminho errante de um de seus protagonistas não é livre de consequências (mais uma vez, como tudo na vida). Talvez essa seja a mensagem mais aproveitável do filme.

Como eu disse, o roteiro de “Tron: O Legado” é bastante ralo. O mesmo não vale para os efeitos especiais, que são simplesmente espetaculares. Os técnicos da Disney tiveram bastante trabalho para construir um mundo que tenha cara de algo digital, pensado pixel a pixel. Abusa-se de cores fortes, como o azul e o laranja, até mesmo como forma de mostrar visualmente quem são os bons moços e quem são os vilões. A Grade (The Grid, em inglês) é um lugar absolutamente escuro, o que propicia uma perigosa combinação com os óculos 3D que são oferecidos na salas de cinema, pois fica bem mais difícil de enxergar cenas escuras com esses acessórios, que normalmente já deixam as coisas mais escuras.

Tron: excelente para um filme de tecnologia

Por sinal, o 3D desse filme merece um comentário à parte. Ainda não entendi por que cargas d’água a Disney decidiu fazer “Tron” em três dimensões com essa imersão de forma tão tímida. Praticamente todas as cenas anteriores à entrada de Sam no mundo virtual são no 2D convencional, e muito do que acontece depois disso é retratado com pouco uso dessa nova tecnologia. Ora, se quer anunciar um filme como 3D, que o faça direito. Ninguém merece pagar algo na casa dos trinta reais por um ingresso de filme supostamente em três dimensões para assistir, na melhor das hipóteses, a meio filme em três dimensões.

Resumindo: “Tron: O Legado” tenta ser algo cinematográfico e tecnológico ao mesmo tempo. Falha na primeira proposição, mas certamente é bem sucedido como uma história de ficção científica ordinária. Se é disso que você gosta, corra para o cinema e assista o filme, porém mantenha distância das exibições em 3D. Não vale o ingresso.

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3D, Disney, ficção científica, resenha 11

“A Rede Social”: como o Facebook virou o que é

19/12/2010 por Thássius Veloso Cinema / Cultura

A indecisão era grande: “Tron”, “Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada” ou “A Rede Social”. O último dos filmes parecia-me o de menor apelo cinematográfico. Oras, quem quer conhecer a história da criação do Facebook? Tudo bem que a rede social do título atualmente conta com 500 milhões de usuários ativos, mas somente isso não justifica que uma pessoa comum vá ao cinema descobrir como um site virou o que é hoje. Como não sou uma pessoa normal, mas sim um geek (com muito orgulho!), lá fui eu assistir à película.

Para início de conversa, nunca pensei que uma pessoa pudesse ser tão chata como Mark Zuckerberg (o personagem do filme, evidentemente). Está sempre tentando antecipar seus interlocutores, numa verborragia de ideias que ninguém em sã consciência poderia entender. Jesse Eisenberg, que interpreta o jovem fundador do Facebook, deve ter tido muito trabalho para decorar aquelas falas sempre tão rápidas e sempre tão ríspidas. Até que se sai bem no papel, dando ar de anti-herói ao verdadeiro Zuckerberg. A pergunta que nos fazemos durante toda a projeção é como uma pessoa inconstante como Zuckerberg poderia inventar algo de tanto sucesso.

Mark Zuckerberg retratado por "A Rede Social": irritante ao extremo

Ao longo do filme a pergunta é respondida: sorte, inteligência e um empurrãozinho das pessoas certas. Que o Facebook começou do nada, disso ninguém tem dúvida. Exceto os dois irmãos que contrataram Mark Zuckerberg para desenvolver uma rede social, que nunca ficou pronta até chegou a ficar pronta, mas nunca emplacou. Em paralelo, o mesmo Zuckerberg trabalhava no que se tornaria, anos depois, essa febre que está chegando com força total ao Brasil.

A sorte da fórmula mágica que fez do Facebook o que ele é pode ser representada pelos insights de seu criador. Depois de levar o fora da namorada, ele estava com raiva e trabalhou num código que denegria a imagem da moça (de todas as moças da conceituada Universidade Harvard, por sinal). Com o tempo, aquilo foi fazendo sucesso, a ponto de interessar dois irmãos, que supostamente deram a fagulha inicial para que Zuckerberg programasse o que viria a ser o Facebook dos dias de hoje.

Sem sombra de dúvida também houve muita inteligência no momento de desenvolver o Facebook. Ao impedir que os anúncios chegassem ao site em seu momento de maior expansão, Zuckerberg fez uma aposta certeira para que o site continuasse a se popularizar, antes de finalmente abrir as pernas para os anunciantes. E mesmo assim, se pararmos para refletir, o Facebook não é dos sites mais agressivos no que diz respeito à exibição de propaganda: não tem banners gigantescos, muito menos aqueles anúncios que cobram metade da página com imagens em movimento e sem nenhum botão “fechar”.

O empurrãozinho ao qual me refiro deve-se a Sean Parker, o lendário fundador do Napster. Retratado como um showman, Parker teve participação decisiva para que o Facebook crescesse tanto. Foi ele que conseguiu o investimento inicial de quinhentos mil dólares, que viabilizou a sede da empresa e permitiu que os planos de dominação mundial orquestrados por Mark Zuckerberg dessem certo. Sem Parker certamente não existiria esse Facebook que nós conhecemos.

O brasileiro Eduardo Saverin bancou o Facebook por vários meses

Para apimentar a coisa, ainda há o brasileiro Eduardo Saverin, que ajudou a bancar as operações iniciais da rede social. Depois de idas e vindas, foi sorrateiramente removido do expediente do Facebook, até que recorreu à justiça americana e conseguiu um acordo com Mark Zuckerberg. Ninguém sabe de quanto, mas certamente envolveu dezenas de milhões de dólares (na pior das hipóteses).

Talvez a principal mensagem de “A Rede Social” seja que todos somos humanos e todos podemos errar vez ou outra. O Zuckerberg retratado no filme é justamente assim: um jovem na casa dos vinte anos que vai errando e acertando, passando por cima da boa educação e de seus amigos para chegar onde quer. Mas não duvido que ele não tivesse clareza do que estava fazendo; apenas estava tentando manter sua cria viva (e crescendo, claro). Todos passamos por momentos assim durante a vida. Em alguns momentos dá ódio do protagonista, mas depois fica claro que ele só fez o que achava ser o correto. E, ao fim do filme, até esboça um arrependimento no episódio envolvendo Eduardo.

“A Rede Social” (“The Social Network“, de  David Fincher) é desses filmes que não tem extrapola nos efeitos especiais, nem na carga dramática, nem em nada. Em vez disso, conta uma história de forma primorosa. E para os geeks de plantão tem um apelo a mais: conta a história de um dos maiores sites que já existiram. Você tem que assistir.

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Facebook, Mark Zuckerberg, resenha 15

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Thássius Veloso

Thássius VelosoCarioca em SP, jornalista, blogueiro. Escreve sobre jornalismo, cultura e televisão, entre outras coisas mais.

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