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Arquivo por categoria: Cinema

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Drive – Crítica

14/03/2012 por Thássius Veloso Cinema / Cultura

Na segunda eu comentei minha grata experiência de assistir a “A Dama de Ferro” com a inigualável Meryl Streep. Hoje eu tenho que soltar os cachorros em cima de outra produção cinematográfica que até concorreu ao Oscar em edição de som mas não levou: “Drive”. Que baita filme ruim!

Faço a ressalva de que a proposta do filme pode não se adequar ao meu gosto por cinema. Sempre há esse risco.

Ele faz essa mesma cara durante o filme inteiro. Direto da Escola "Kristen Stewart" de Atores.

A resenha impressa naquele jornalzinho da rede Cinemark era interessante: um dublê de cinema durante o dia assumia o papel de motorista de aluguel à noite para ajudar bandidos na fuga. Tudo bom, parecia um filme de ação. Pffff. Na verdade, até tem muitas disputas de carro. Porém, estraga no que se refere aos personagens.

O Ryan Gosling, prodígio do mundo do cinema, protagoniza sem soltar praticamente nenhum pio. Aposto que o roteiro resumindo as falas dele não passou de duas laudas — sim, eu escrevo “lauda” de vez em quando. O personagem é apático e sem graça na maior parte do tempo.

A produção é tão desastrosa que nem uma mocinha bonita conseguiram arrumar. Puseram uma moça mais ou menos, algo bem incomum na época das Angelinas Jolies e Megans Foxes que Hollywood paga tão bem para manter a forma e a beleza.

“Drive” tem uma história boa, porém mal executada. Eles insistem demais em músicas, músicas, músicas para momentos que claramente comportariam falas, diálogos. O espectador fica sem saber o que o motorista pensa até que ele senta a mão na cara de outra bandida. Ou se irrita e solta ameaças para um amigo de longa data, colocando-o contra a parede. Parece bondoso, mas quando estoura, não sobra para ninguém.

Resumindo… Não assista!

Passe longe de “Drive” no cinema e o ignore solenemente quando chegar à prateleira da sua locadora de bairro. Talvez valha à pena assistir quando sair na televisão por assinatura ou no Netflix. Eu não me arriscaria.

Outra opinião

A Vivi Maurey disse no Twitter que “Drive” é lento, mas ela gostou. Leia a crítica publicada pela Vivi faz uma semana e julgue por si próprio.

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crítica, Ryan Gosling 5

A Dama de Ferro – Crítica

12/03/2012 por Thássius Veloso Cinema / Cultura

Mais uma vez a Academia faz jus à responsabilidade de entregar um Oscar de melhor atriz. A preferida de sempre Meryl Streep aparece impecável em “A Dama de Ferro”, filme a que assisti na semana passada, mas só agora tive o tempo para colaborar com meus dois quinhões sobre o assunto.

“A Dama de Ferro” é Meryl Streep. Recomendo vivamente para quem quer acompanhar uma atuação primorosa dessa notável atriz.

Cabelo inabalável de pôr inveja à notável Cassandra Mathias Salão

O conteúdo do filme em si é algo que eu deixo para os historiadores. Há diversos relatos de erros cometidos pelo roteiro e pela direção. Sinceramente? Algo que não me fez falta. Quando quero uma reportagem de fôlego, acho mais prático ir direto no Discovery Channel ou similar. O cinema nos últimos tempos não tem sido uma fonte exatamente precisa de filmes que seguem à risca o que de fato aconteceu. Até porque a própria história em muitos momentos mostra-se questionável (os adeptos da teoria da conspiração que o digam).

Penso que o filme vale muito mais pelas caras, bocas, olhares, tons de voz da Margaret Thatcher vivida pela senhora Streep.

No início vem a dúvida: a mulher idosa mostrada na tela grande já é Streep? A maquiagem e os adereços são posicionados de uma forma que o ponto de interrogação permanece na face do espectador por um tempo. Até que a dama de ferro do título abre a boca. Meryl Streep abre a boca. E não restam mais dúvidas.

Durante todo o tempo conhecemos a pretensa intimidade, os conflitos pessoais e os momentos de tensão da maior líder (talvez a Rainha Victoria entre nesse páreo) que a Inglaterra já viu. Uma mulher de fibra, sem sombra de dúvida. Pulso firme — não por acaso levou o famoso apelido. Claro que, nem por isso, há pontos criticáveis na atuação política de Thatcher. Felizmente, não podemos dizer o mesmo da atuação cinematográfica de Streep.

Algo a construir

Em dado momento, numa entrevista à televisão, a Thatcher do filme volta de uma viagem aos Estados Unidos e comenta o que viu de mais interessante do outro lado do Atlântico, na ex-colônia. Fala da capacidade dos americanos de objetivarem e perseguirem um futuro. Essa é a regra na América. Enquanto isso, diz Thatcher, a Europa se prende na sua história.

Devo dizer que essa foi uma das sensações mais latentes após retornar da minha primeira e por enquanto única visita a Londres, em outubro passado. Parece que os ingleses não têm com o que se preocupar. A economia segue mal. Ainda assim, estão sempre mais interessados na família real e besteiras similares.

Grande preocupação dos londrinos: manter as praças impecáveis.

Não é para menos: a Inglaterra de Thatcher não tinha grandes preocupações sobre o que construir e parece-me que continua nesse pé. Visão de quem enxerga no Brasil uma série de melhorias necessárias, em todos os sentidos. Por lá está acertado na questão da educação, saúde, moradia etc.

Digamos que os ingleses têm mais oportunidade e tempo de se aborrecer com o chá das cinco ou com os atrasos milimétricos dos trens de metrô. Problemas maiores passaram.

Só que a Thatcher viu nos anos 80 que, quando tudo parece bem, problemas podem surgir. E o primeiro-ministro atual, do alto de sua libra poderosíssima, passa pela mesma pindaíba (dadas as proporções).

Resumindo… Assista!

“A Dama de Ferro” é um filme sobre superação pessoal e sobre a vitória da mulher nesse mundo machista. Caiu bem assisti-lo em plena semana de Dia Internacional da Mulher.

Recomendo que o assista, seja no cinema ou no DVD, em casa. Por Streep e pela personagem Thatcher. O resto é secundário. É história. Se queres história, melhor correr para os livros.

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crítica, Inglaterra, Meryl Streep 8

Esposa de Mentirinha

01/04/2011 por Thássius Veloso Cinema / Cultura

Entrou em cartaz faz algumas semanas mais uma produção cinematográfica no melhor estilo pipoca. “Esposa de Mentirinha”, como você pode bem ler nos resumos publicados em jornais, conta a história de um sujeito feio que não consegue arrumar uma namorada. O tempo passa, e ele descobre o que é notório para muita gente: mesmo sem estar casado, ter um aliança no dedo atrai muito mais mulher.

Tem até alguns estudos pernetas que confirmam tal fato. Parece-me, se bem lembro, que as mulheres se sentem atraídas por homens comprometidos porque, em tese, eles teriam sido escolhidos por outra colega de trabalho e, portanto, devem apresentar alguns predicados que façam jus à necessidade de perpetuar a espécie.

Com esse dado científico em mãos, os roteiristas do filme criam uma história bem engraçada que consiste, basicamente, num solteirão (vivido por Adam Sandler) que precisa provar para o novo amor da sua vida — que havia se apaixonado por ele num momento em que não portava o anel — de que não é mais um adúltero nesse mundo perdido.

Jennifer Aniston e Adam Sandler estrelam a comédia "Esposa de Mentirinha"

Quem é que o sujeito, um doutor de sucesso, convoca para fingir-se de sua ex-mulher? A inigualável Jennifer Aniston, aquela de “Friends”, que parece não ter envelhecido um dia sequer desde que largou sua eterna personagem Rachel. Ele compra roupas, sapatos, faz acordos da mais variada ordem, tudo para que a Katherine se passe por uma mulher sossegada com o novo relacionamento do marido.

A graça de “Esposa de Mentirinha” é também um alerta que pode ser resumido naquele velho ditado: mentira tem perna curta. Os personagens se envolvem tão profundamente com aquilo que contam de falso, que chega a um ponto em que perdem o controle. Não preciso nem dizer que o caos total é instaurado.

O filme tem seus clichês — o final, inclusive, é um deles. Mas não posso negar que serve de agradável passatempo para um sábado chuvoso, ainda mais se você estiver muito bem acompanhado, como eu estava quando fui assistir ao filme. Vale o ingresso, vale umas boas gargalhadas, e vale uma reflexão sobre até que ponto uma mentirinha é só uma mentirinha.

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Adam Sandler, comédia, filme, Jennifer Aniston, resenha 3

Burlesque: divas com pouca roupa e muito glamour

16/03/2011 por Convidado Cinema / Cultura

Convidada » Roxane Teixeira* é uma pessoa séria. Mentira, ela é fabulosa. Mas anda vestida por aí.

É o seguinte: quando “Burlesque” estreou nos cinemas nacionais, troquei umas figurinhas sobre o filme com o Thássius, e ele me pediu um texto para o Memórias Fracas. Ele é um bom amigo: me ajuda a editar, me ajuda com blogs, me ajuda com o Android. Me ajuda. Eu não sou uma boa amiga; o filme agora é pão velho.

Quer dizer, mais ou menos. A gente pode partir dessa trama, e chegar a algo maior, que é a balbúrdia do burlesco fake de hoje. O gancho não é dos mais frescos, mas tem coisa boa no caminho. Vem comigo.

Aguilera solta a voz e ainda mostra o corpo

“Burlesque”, o filme, é uma produção talhada para a Sessão da Tarde dos nossos filhos. Não me entendam mal, o longa é uma graça. Garota do interior com um grande sonho e uma voz maior ainda vai para Hollywood tentar o sucesso. Começa como garçonete, mas, quando menos se espera (#not), o talento da donzela é descoberto, e ela salva a vida – ou, mais, precisamente, o salário – de todo o elenco. Isso com uma história de amor de fundo, e a presença da ilustre e magnânima diva mãe de todas nós, Cher.

Christina Aguilera está convincente no papel da mocinha que não precisa convencer ninguém de nada. Na atuação, rasinha, rasinha… Mas quando abre a boca, é incrível! Sem dúvida, o melhor momento vocal de uma cantora com alcance absurdo. Cher também está sublime. Suas duas canções são cheias de variações melódicas, e ela – com aquele tom cheio – pega agudos alucinantes, com potência total. Depois mergulha com graça nos graves-16-toneladas. Tudo isso, vale lembrar, com mais de 60 anos, e loucamente bem-resolvida (Adendo a quem possa interessar: em entrevista concedida à Marie Claire, a cantora e atriz foi questionada sobre a preferência por namorados mais jovens. Não pestanejou: “o problema é que estou tão velha, que até os homens ‘mais velhos’ são mais jovens do que eu”).

O filme deveria explorar mais o talento de Cher. Fato. E de Kristen Bell, que aparece em um sem-número de comédias como a girl next door loirinha e bonitinha, e surpreendeu no papel. Aliás, apesar do nome do longa, minha gente, o bater de pestanas da Veronica Mars é uma das poucas coisas burlescas nessa história. Pois é.

Isso é burlesco

Está no dicionário: “burlesco” é “o que incita o riso”. E essa vertente teatral começou assim, como comédia, sátira. Durante as apresentações, um ou outro número de striptease. Nada fino. Personagens bufonas, naquela que a gente conhece por “estética do grotesco”.

Mas, enfim, a coisa foi ficando mais rica. O ato de tirar a roupa ganhou mais e mais espaço em cada apresentação… E chegamos ao burlesco de hoje: um strip-chic coreografado, com muita pompa e pouca história – isso quando há alguma. Um e outro número de dublagem, umas poses de pinup e voilà! Temos um show – aos moldes do filme de Cher e Christina. Pouca roupa, mas pouca revolução. Aliás, ouso dizer, muita roupa e pouca revolução. O que é Chris cantando em um longo verde de cetim? Barbie Thanksgiving? E a choradeira no palco? Burlesco é riso. É festa e improviso.

Para quem se interessar loucamente pelo tema, indicações de leitura (é, amores, tem técnica. Não é só trançar as perninhas!): um bom livro é o “Burlesque and the Art of Teese/ Fetish and the Art of Teese”, da Dita Von Teese. Antes que me critiquem: sim, Dita (aka rainha do luxo na Terra) já é burlesque-pop. Mas bem mais na raiz de tudo do que o supracitado filme. E o mais bacana é que ela deixa claro que burlesco não é fetiche. Bettie Page apanhando é outra coisa, gente. O fetiche você conhece virando o livro, na parte que seus filhos não devem ver num futuro próximo.

Outra sugestão é o “The Burlesque Handbook”, da Jo Weldon. Primeiro, preciso criticar: apesar de o livrinho ser gracioso, algumas fotos tem resolução bem ruim. Eu sei. MORRAM. Mas é uma publicação cheia de curiosidades, que serve até como guia prático. Quer aprender como fazer pingentes de peito (é, é isso – como os da Elvira, a Rainha das Trevas)? Ela ensina. Tenho pra mim que deve ficar ridículo, mas sempre dá pra dizer que foi um ridículo über planejado. Um burlesco de verdade.

A canção “Show Me How Your Burlesque” está na trilha do filme. Cai na pista.

*Roxane Teixeira é acadêmica de Jornalismo na Faculdade Cásper Líbero. Cobriu a editoria de cultura de “O Bisturi”, a revista de medicina da USP, além de ter emprestado sua voz para a Gazeta AM. Atualmente desenvolve um blog feminino. Está no Twitter.

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Cher, Christina Aguilera, filme 3

Resenha do filme: “Tron: O Legado”

21/12/2010 por Thássius Veloso Cinema / Cultura

Muitos efeitos especiais… E só.

Cheguei à sala de cinema sem muitas expectativas para “Tron: O Legado”. Até sabia que o filme estava recebendo muita atenção de alguns blogs geeks dos Estados Unidos, mas somente isso. Ah, e também sabia que era uma espécie de retomada de um filme lá de 1982. No entanto, não tinha um grande desejo de assistir “Tron”. Felizmente, porque o filme é bastante ralo, para dizer o mínimo. Decepciona como cinema, embora seja grandioso em seus efeitos especiais.

A história por trás do filme não é exatamente nova: o encontro do mundo real com o digital, da carne e osso com o código binário. É a partir de uma descoberta científica que Kevin Flynn (interpretado por Jeff Bridges), o fundador de uma importante empresa de informática fictícia (a Encom, uma espécie de Microsoft) vai parar em outro mundo onde tudo é digitalizado, perfeito. O desejo desse homem é criar um ambiente onde não exista espaço para as imperfeições da vida mundana. Claro que a empreitada não dá muito certo, e ele acaba aprisionado nesse mundo por muitos anos, até que seu filho, já crescido, descobre esse portal entre o real e o virtual, chegando à realidade binária quase que por acaso.

“Tron” tem sua trama revelada depois que Sam Flynn (Garrett Hedlund) coloca os pés nesse maravilhoso mundo. Seu pai havia criado uma cópia de si mesmo, chamada de Clu, que funcionaria como um programa de computador, com o objetivo de criar o sistema perfeito. Talvez apenas cumprindo suas funções, Clu tenta destruir Flynn, por – se bem entendi – ser um usuário, e não um aplicativo nativo daquele ambiente. Bem a tempo de salvar tudo, Sam torna-se o herói por acaso que deve conduzir seu pai de volta para o mundo real, antes que o vilão Clu consiga acesso ao portal e escape junto com um exército de seres bastante habilidosos na arte da destruição.

Sam Flynn: de errante a herói em apenas 127 minutos de filme

O que chama a atenção nesse filme é a tradicional inversão de anti-herói rumo às boas ações. No começo de “Tron”, Sam é retratado como um jovem inconsequente. Ele chega até mesmo a invadir a sede da Encom, a empresa que ele deveria liderar mas furta-se disso, a fim de atrapalhar o lançamento de um novo sistema operacional. Durante a transmissão ao vivo para o mundo inteiro, Sam acessa os servidores da corporação e libera o OS 12 na internet, para que qualquer um baixe. Ou seja, um rapaz sem qualquer comprometimento com o seu próprio patrimônio. Além disso, mostra-se arrogante e prepotente durante boa parte da película, até que reencontra o pai já bastante velho e decide realizar uma boa causa. Termina a projeção como um verdadeiro herói, não por salvar Flynn, mas por cumprir o objetivo que seu mentor havia lhe pensado.

Esse encontro de Sam consigo mesmo, com seus ideais plantados faz muitos anos pelo pai intelectual, é algo que todos nós deveríamos procurar. Às vezes passamos por situações que acabam por nos endurecer, nos transformar em pessoas mais céticas – para bom entendimento: descrentes -. O problema desse comportamento é que, como o Sam do filme, acabamos por não acreditar no melhor que as demais pessoas podem nos oferecer. Ainda bem que certas jogadas – Da vida? Destino? – fazem com que enxerguemos isso a tempo de corrigir o rumo e seguir em frente. É justamente o que o fim de “Tron” propõe, embora a projeção deixe claro que esse caminho errante de um de seus protagonistas não é livre de consequências (mais uma vez, como tudo na vida). Talvez essa seja a mensagem mais aproveitável do filme.

Como eu disse, o roteiro de “Tron: O Legado” é bastante ralo. O mesmo não vale para os efeitos especiais, que são simplesmente espetaculares. Os técnicos da Disney tiveram bastante trabalho para construir um mundo que tenha cara de algo digital, pensado pixel a pixel. Abusa-se de cores fortes, como o azul e o laranja, até mesmo como forma de mostrar visualmente quem são os bons moços e quem são os vilões. A Grade (The Grid, em inglês) é um lugar absolutamente escuro, o que propicia uma perigosa combinação com os óculos 3D que são oferecidos na salas de cinema, pois fica bem mais difícil de enxergar cenas escuras com esses acessórios, que normalmente já deixam as coisas mais escuras.

Tron: excelente para um filme de tecnologia

Por sinal, o 3D desse filme merece um comentário à parte. Ainda não entendi por que cargas d’água a Disney decidiu fazer “Tron” em três dimensões com essa imersão de forma tão tímida. Praticamente todas as cenas anteriores à entrada de Sam no mundo virtual são no 2D convencional, e muito do que acontece depois disso é retratado com pouco uso dessa nova tecnologia. Ora, se quer anunciar um filme como 3D, que o faça direito. Ninguém merece pagar algo na casa dos trinta reais por um ingresso de filme supostamente em três dimensões para assistir, na melhor das hipóteses, a meio filme em três dimensões.

Resumindo: “Tron: O Legado” tenta ser algo cinematográfico e tecnológico ao mesmo tempo. Falha na primeira proposição, mas certamente é bem sucedido como uma história de ficção científica ordinária. Se é disso que você gosta, corra para o cinema e assista o filme, porém mantenha distância das exibições em 3D. Não vale o ingresso.

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3D, Disney, ficção científica, resenha 11

“A Rede Social”: como o Facebook virou o que é

19/12/2010 por Thássius Veloso Cinema / Cultura

A indecisão era grande: “Tron”, “Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada” ou “A Rede Social”. O último dos filmes parecia-me o de menor apelo cinematográfico. Oras, quem quer conhecer a história da criação do Facebook? Tudo bem que a rede social do título atualmente conta com 500 milhões de usuários ativos, mas somente isso não justifica que uma pessoa comum vá ao cinema descobrir como um site virou o que é hoje. Como não sou uma pessoa normal, mas sim um geek (com muito orgulho!), lá fui eu assistir à película.

Para início de conversa, nunca pensei que uma pessoa pudesse ser tão chata como Mark Zuckerberg (o personagem do filme, evidentemente). Está sempre tentando antecipar seus interlocutores, numa verborragia de ideias que ninguém em sã consciência poderia entender. Jesse Eisenberg, que interpreta o jovem fundador do Facebook, deve ter tido muito trabalho para decorar aquelas falas sempre tão rápidas e sempre tão ríspidas. Até que se sai bem no papel, dando ar de anti-herói ao verdadeiro Zuckerberg. A pergunta que nos fazemos durante toda a projeção é como uma pessoa inconstante como Zuckerberg poderia inventar algo de tanto sucesso.

Mark Zuckerberg retratado por "A Rede Social": irritante ao extremo

Ao longo do filme a pergunta é respondida: sorte, inteligência e um empurrãozinho das pessoas certas. Que o Facebook começou do nada, disso ninguém tem dúvida. Exceto os dois irmãos que contrataram Mark Zuckerberg para desenvolver uma rede social, que nunca ficou pronta até chegou a ficar pronta, mas nunca emplacou. Em paralelo, o mesmo Zuckerberg trabalhava no que se tornaria, anos depois, essa febre que está chegando com força total ao Brasil.

A sorte da fórmula mágica que fez do Facebook o que ele é pode ser representada pelos insights de seu criador. Depois de levar o fora da namorada, ele estava com raiva e trabalhou num código que denegria a imagem da moça (de todas as moças da conceituada Universidade Harvard, por sinal). Com o tempo, aquilo foi fazendo sucesso, a ponto de interessar dois irmãos, que supostamente deram a fagulha inicial para que Zuckerberg programasse o que viria a ser o Facebook dos dias de hoje.

Sem sombra de dúvida também houve muita inteligência no momento de desenvolver o Facebook. Ao impedir que os anúncios chegassem ao site em seu momento de maior expansão, Zuckerberg fez uma aposta certeira para que o site continuasse a se popularizar, antes de finalmente abrir as pernas para os anunciantes. E mesmo assim, se pararmos para refletir, o Facebook não é dos sites mais agressivos no que diz respeito à exibição de propaganda: não tem banners gigantescos, muito menos aqueles anúncios que cobram metade da página com imagens em movimento e sem nenhum botão “fechar”.

O empurrãozinho ao qual me refiro deve-se a Sean Parker, o lendário fundador do Napster. Retratado como um showman, Parker teve participação decisiva para que o Facebook crescesse tanto. Foi ele que conseguiu o investimento inicial de quinhentos mil dólares, que viabilizou a sede da empresa e permitiu que os planos de dominação mundial orquestrados por Mark Zuckerberg dessem certo. Sem Parker certamente não existiria esse Facebook que nós conhecemos.

O brasileiro Eduardo Saverin bancou o Facebook por vários meses

Para apimentar a coisa, ainda há o brasileiro Eduardo Saverin, que ajudou a bancar as operações iniciais da rede social. Depois de idas e vindas, foi sorrateiramente removido do expediente do Facebook, até que recorreu à justiça americana e conseguiu um acordo com Mark Zuckerberg. Ninguém sabe de quanto, mas certamente envolveu dezenas de milhões de dólares (na pior das hipóteses).

Talvez a principal mensagem de “A Rede Social” seja que todos somos humanos e todos podemos errar vez ou outra. O Zuckerberg retratado no filme é justamente assim: um jovem na casa dos vinte anos que vai errando e acertando, passando por cima da boa educação e de seus amigos para chegar onde quer. Mas não duvido que ele não tivesse clareza do que estava fazendo; apenas estava tentando manter sua cria viva (e crescendo, claro). Todos passamos por momentos assim durante a vida. Em alguns momentos dá ódio do protagonista, mas depois fica claro que ele só fez o que achava ser o correto. E, ao fim do filme, até esboça um arrependimento no episódio envolvendo Eduardo.

“A Rede Social” (“The Social Network“, de  David Fincher) é desses filmes que não tem extrapola nos efeitos especiais, nem na carga dramática, nem em nada. Em vez disso, conta uma história de forma primorosa. E para os geeks de plantão tem um apelo a mais: conta a história de um dos maiores sites que já existiram. Você tem que assistir.

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Facebook, Mark Zuckerberg, resenha 15

Amigo, estou aqui: Toy Story 3

25/06/2010 por Leandro Alonso Cinema / Cultura

Convidado » Leandro Alonso* correu para o cinema para assistir Toy Story 3 o quanto antes. Nesse texto, ele divaga um pouco sobre o filme.

Há 15 anos, meu pai me levava no cinema para ver um filme chamado Toy Story. Na época eu tinha 5 anos e mal posso descrever o quanto Woody, Buzz e companhia marcaram a minha infância. Para mim, ver os brinquedos criando vida na telona era mágico. A realização de um sonho. A partir dali, sempre ficava de olho nos meus brinquedos: será que algum deles estava em um lugar que não deixei? Será que quando eu saía do quarto eles se mexiam?

No fim das contas, acho que o filme acabou marcando até mesmo o meu pai, que de tempos em tempos me perguntava se não iria sair uma sequência. Então 15 anos se passaram.

O tempo vai passar, os anos vão confirmar…

Após 8 anos desde Toy Story 2,a Pixar anunciou em 2007 que estava trabalhando no terceiro capítulo da série. De la pra cá tivemos Ratatouille, Wall-E e UP – Altas Aventuras. Ótimas produções, principalmente Wall-E. Mas Toy Story é… Toy Story.

Antes de ir ao cinema conferir o terceiro capítulo da série, bisbilhotei algumas resenhas sobre o longa e fiquei empolgadissímo. Parece que a Pixar, para variar, não havia errado a mão. Então me mandei para o cinema com a namorada para assistir o filme (e, claro, comprar os bonequinhos do Woody, Buzz e Bala no Alvo :D).

Se você ainda não viu o filme, veja: é sensacional. Como li por aí, é o melhor filme da Pixar desde… Toy Story.

Está tudo lá: o quarto de Andy, Woody, Buzz, Slinky, Rex, Porquinho, Sr. e Sra. Cabeça de Batata, etc. Mas a questão é que esse filme veio para encerrar o ciclo da história. Um pouco da história, aliás: Andy está com 17 anos, prestes a ir para a faculdade e não dá mais atenção a seus brinquedos. Ele acaba tendo que se desfazer deles e todos vão parar em uma creche. Cheia de crianças. Sedentas por brinquedos novos. Imagine. Pois é.

Os velhos amigos e novos personagens

Nessa creche conhecemos diversos novos personagens: Ken (o afeminado par romântico da Barbie), Lotso (um ursinho fofo com cheirinho de morango – spoiler: sim, ele é o vilão), Bebezão (uma dessas bonecas de neném que sua irmã provavelmente já teve), Twitch (um guerreiro inseto-homem), além de vários outros.

Apesar de uma boa quantidade de novos personagens, pouco deles se tornam marcantes. De cabeça posso me lembrar do vilão Lotso – que nutre um grande ódio pela sua antiga dona, Bebezão, Ken, Estica (um polvo marinho) e alguns personagens da casa da Bonnie, uma simpática menininha.

No entanto, isso não chega a ser um ponto negativo. A história é sensacional, com elementos atuais (já imaginou os brinquedos utilizando celular? E mensageiros instantâneos?), engraçada como sempre (um salve para el conquistador Buzz Lightyear) e emocionante no fim. Garanto que muitos irão às lágrimas, principalmente aqueles que acompanharam o início dessa história há 15 anos.

O fim de um ciclo

Toy Story 3 claramente leva a história a um fim. Não um final ao estilo The End ou todos viveram felizes para sempre, mas a finalização de um ciclo. Ele será ainda mais sensacional se você assistiu Toy Story em sua infância, irá facilmente se identificar neste filme. Por isso, se você cometeu a heresia de ainda não ter ido a um cinema ver essa obra-prima: CORRA.

E depois, faça como eu: tire os brinquedos do sótão. Afinal, eles devem estar com saudades de você. ;)

*Leandro Alonso é estudante de Ciência da Computação. Raramente escreve no Leandrow.net, mas resolveu dar as caras por aqui. É o homem por trás dos consertos para que o Memórias funcione direitinho.

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crítica, Disney, Pixar, resenha, Steve Jobs 11

Centopeia Humana… WTF?

26/04/2010 por Thássius Veloso Cinema / Cultura

No último sábado, fui assistir a “Alice no País das Maravilhas” (que é uma sublime porcaria directed by Tim Burton, por sinal) com os senhores Rafael Silva, Gabriel Justo e Fábio Perez. Eis que o último, tirando um assunto bizarro da cartola, fala sobre um tal filme no qual um cientista transformaria três pessoas distintas em gêmeos siameses.

Como? Muito simples: interligando os sistemas digestivos digestórios dos três indivíduos, conectando um ao outro. Se você ainda se pergunta como, aí vai o trailer de “Centopeia Humana” (assista por sua conta e risco).

Bizarro. E, ainda de acordo com o sr. Fábio, tudo o que é mostrado no filme é 100% medicamente possível.

A estreia nos Estados Unidos é em 30 de abril. Se você tiver coragem de assistir a “Centopeia Humana” (The Human Centipede – First Sequence), não deixe de destilar seus comentários neste post. Eu ainda estou tomando coragem.

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filme, terror 12

Capitalism: A Love Story, de Michael Moore

05/03/2010 por Thássius Veloso Cinema / Cultura

Michael Moore é Michael Moore. Partindo do pressuposto de que o cineasta tem um jeitinho muito próprio de apresentar determinados temas em seus documentários, como o excelente e ácido “Fahrenheit 9/11″ prova, não é de surpreender que em “Capitalism: A Love Story” (Capitalismo: Uma História de Amor em português) Moore mais uma vez desconstrói crenças norte-americanas e prove o quão complicada é a situação daquele país.

Como o próprio nome sugere, “Capitalism” é uma produção que versa sobre como esse modelo econômico foi implementado e é executado nos Estados Unidos. Versa sobre a capacidade do cidadão americano de viver para o dinheiro, e como isso pode ser perigoso, principalmente quando o país se afunda em uma crise gravíssima graças à especulação imobiliária, que teve origem na ganância de poucos e na falta de informação de muitos proprietários de imóveis.

Triste mesmo são as cenas em que famílias são expulsas de suas casas depois de terem renegociado a hipoteca. Por quê? Porque anúncios e mais anúncios (tinha que ser culpa da publicidade!) foram feitos nos mais variados meios de comunicação, nos quais bancos afirmavam que ter uma casa é como ter um cofre. Ao negociá-la, você tem dinheiro para gastar no que quiser. Claro que isso não é de graça, juros são inseridos na conta. E quando começa a faltar dinheiro para pagar a hipoteca, bem, você já sabe: começa o efeito em cadeia que deixou a economia yankee em frangalhos.

Mas mais do que mostrar que a situação americana é ruim, Moore dá exemplos de como inverter esse quadro. Como no caso de trabalhadores de uma fábrica de janelas que foram dispensados sem direito ao pagamento que lhes era devido. Esses pobres trabalhadores organizaram uma greve pacífica, negando-se a sair da fábrica enquanto não fossem pagos. O Bank of America, novo dono da fábrica e destinatário de 45 bilhões de dólares em ajudas do governo federal, dizia não ter dinheiro para as compensações trabalhistas. No entanto, o mesmo Bank of America gastava milhões em bônus para seus executivos, que claramente não faziam um bom trabalho e estava no olho do derretimento econômico (foi assim que a mídia americana apelidou a crise).

Com ajuda da cobertura da imprensa local, os trabalhadores chamaram atenção da população, que passou a apoiá-los. Com o passar das horas, congressistas também demonstraram apoio aos grevistas, que ganhavam cada vez mais força. Claro que o banco decidiu pagá-los, não por achar que mereciam, mas por querer evitar que a greve virasse modelo para outras classes de trabalhadores.

Cheio de graça, Michael Moore também grava passagens memoráveis que mostram, com certa ironia, a sua indignação diante do que banqueiros e autoridades financeiras conseguiram fazer com a economia americana. Dê uma olhada:

É isso mesmo, Moore pegou um carro de transporte de valores e foi cobrar os bilhões de dólares de volta, para que o povo americano não colaborasse para mais bônus milionários que dirigentes de bancos ganhariam. Não conseguiu pegar uma nota de um dólar sequer, mas não deixa de ser uma cena simbólica do que mais americanos deveriam fazer.

Em “Capitalism”, o cineasta mostra que a crise era previsível. E que, mais do que isso, outras virão se a América não tiver uma regulação financeira mais forte, como analistas econômicos dizem ser no Brasil. De acordo com Moore, a bolsa de valores de Nova Iorque tornou-se um grande cassino cheio de apostadores. Isso tem que mudar, e ele conta com os espectadores do filme para que essa mudança comece já.

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documentário, economia, Estados Unidos, Michael Moore 3

Crítica: This Is It

02/11/2009 por Thássius Veloso Cinema / Cultura

Quando eu fui ao cinema, no último sábado, pronto para assistir a “This Is It”, não sabia o que esperar. Um filme sobre Michael Jackson, sendo que o próprio rei do pop já morreu? Difícil pré-visualizar o que Kenny Ortega, diretor do filme e também diretor da última turnê que nunca aconteceu, pretendia aprontar.

Pôster de "This Is It"

Pôster de "This Is It"

Depois que metade da sala de cinema já estava devidamente acomodada em suas poltronas (eu pensei que estaria lotado), finalmente começamos a descobrir a que esse documentário se propõe: tentar, de alguma forma, transformar a turnê “This Is It” em um filme, a partir de imagens originalmente para o arquivo pessoal de MJ. Não é por acaso que muitas das cenas são tremidas, principalmente no começo do filme, mas com o tempo a música e a genialidade do astro começam a fluir e o espectador esquece esse mero detalhe.

Podemos ver em cena um Michael Jackson dedicado, que sabe o que está fazendo e demonstra querer fazer ainda mais. Nem de longe lembra aquele homem de meia idade sem energia, que tomava sistematicamente remédios para combater a dor. Pelo contrário: tendo visto imagens de MJ desde a década passada, devido aos programas especiais dedicados à sua morte, afirmo que fazia tempo que não via o cantor tão vivo. Irônico, não?

As músicas são um show à parte. Está para nascer uma pessoa que não se habilite ao menos para cantarolar algumas músicas do astro, como “Thriller” ou “Man In The Mirror”. São tantas as canções famosas na voz de MJ que fica impossível não se deixar pela “empatia musical” que o filme carrega.

Também em “This Is It” conhecemos um Michael Jackson absurdamente perfeccionista. Ele interrompe canções para mostrar aos músicos como se faz corretamente. E o melhor: os músicos concordam com eles. MJ sabe que é o astro do show e, mesmo com sua fala mansa e voz afeminada, não se deixa sair dessa posição. Quem manda ali é ele, pois ele sabe o que está fazendo.

Foi como a Faby Lovati escreveu em sua crítica sobre “This Is It” no Achei Tendência:

Fato que fica constatado quando MJ interrompe os ensaios para dizer à banda o jeito que ele quer que os arranjos soem. Tudo de uma forma carinhosa, diga-se de passagem. “All for love”, ele dizia. Dessa forma, pudemos ver músicas como Human Nature e The Way You Make Me Feel nascendo lindamente na frente dos nossos olhos. Isso sem falar no dueto feito com uma de suas backing vocalists em I Just Can’t Stop Loving You, na qual ele canta brilhantemente.

Uma passagem especial no filme que me chamou a atenção foi quando começam as músicas da época mirim de Michael Jackson, no grupo Jackson 5. Com “I Want You Back” ao fundo, eu pensei que seria um dos momentos mais animados do filme, até perceber que o astro simplesmente não consegue pôr sua voz a serviço da bela música. Diz ele que o som estava alto; pelas expressões de MJ no palco, eu creio que essa seja só uma desculpa esfarrapada.

Todo mundo sabe que Michael Jackson não teve uma infância das mais saudáveis, trabalhando como louco e ainda tendo que suportar um pai que o espancava. A pergunta que fica é: MJ estava preparado para retomar músicas da infância no show de despedida? Ficaremos sem saber.

Infelizmente por serem ensaios para a turnê de despedida, não é em toda música que Michael Jackson coloca sua voz de verdade. Com isso, também não dá para saber o quão preparado o cantor estava para essa última prova de sua grandiosidade musical. No entanto, naquelas músicas em que ele canta de verdade é visível que a voz do astro ainda tem muita presença e agrada.

michael-jackson-this-is-it

Seja por curiosidade, seja por fanboyism, acho sim que vale à pena ir ao cinema assistir a “This Is It”. É evidente que a polêmica que envolveu o nome de Michael Jackson continuará existindo, mas como filme estritamente musical “This Is It” é bem bom. E mais: eu te desafio a ir assisti-lo e conseguir ficar sem balançar a perna ao ritmo de pelo menos uma das músicas. :P

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Kenny Ortega, Michael Jackson, musical 5

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Thássius Veloso

Thássius VelosoCarioca em SP, jornalista, blogueiro. Escreve sobre jornalismo, cultura e televisão, entre outras coisas mais.

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