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Crítica: "Separados pelo Casamento"

27/11/2006 por Thássius Veloso Cinema

Todo casal passa por algumas conturbações durante a relação. Normal, claro. Basta saber contornar a situação e resolver o conflito. No fim de tudo, depois das brigas e desencontros, o amor acaba por se confirmar e expandir. Ou não.

Este outro lado da briga entre o masculino e o feminino é o que o filme “Separados pelo casamento” apresenta. A história é a já apresentada no início do texto, exceto pelo final, um tanto quanto inusitado (ou inusitados). Brooke (a belíssima Jennifer Aniston) e Gary (Vince Vaughn) moram juntos há dois anos num apartamento bem localizado na cidade de Chicago. Brooke, uma historiadora de arte que trabalha em uma galeria, sente-se incomodada pelo fato como Gary (guia turístico da empresa da família) trata seus assuntos, considerando-os pouco importantes.

A luta é travada a partir do momento que ela pede que ele traga 12 limões para o jantar em família, mas ele trás apenas três.

Deflagrada a confusão, alvo dos dois passa a ser o apartamento, pois um dos amigos do (ex)casal é corretor de imóveis e diz que o imóvel valeria uma bela grana dali a alguns anos. Tanto ela quanto ele, pois, quer ficar com o apartamento. E também não querem sair de lá. Dividem-no em territórios (os cômodos) e passam a guerrear.

Há um certo capricho na história, porque nenhum dos dois queria realmente se separar. Mas essa separação definitiva acaba acontecendo e o final impressiona. No maior estilo “A Bela e a Fera”, a vida dos dois toma rumos peculiares.

Comentários finais » O roteiro lembra um pouco “Sr. e Sra. Smith” (com Brad Pitt e Angelina Jolie), mas ganha deste na originalidade e na comédia. Também vale muito a pena pela beleza estonteante de Aniston, que dá, mais uma vez, show de interpretação. Não conhecia Vaughn, mas ele demonstrou também um certo talento para o humor. Vale a pena para assistir num sábado à tarde, de preferência com o seu parceiro(a), para rir do que um dia pode acontecer com vocês mesmos.

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análise 1

Resenha de "Plano de Vôo"

28/08/2006 por Thássius Veloso Cinema

Jodie Foster em “Plano de Vôo”

“Se alguém lhe tomasse algo para o qual você vive, o quão longe você iria para recuperá-lo?”. Essa é a pergunta que o filme “Plano de Vôo” (Flightplan) tenta responder. Assisti ontem, em DVD. Só em dizer que a protagonista é Jodie Foster já garante 50% do sucesso do filme.

A história começa com Kyle (Jodie) levando sua filha Julia para o aeroporto de Berlim, de onde partiriam para os Estados Unidos. Junto com elas está o corpo do marido de Kyle, falecido uns dias antes. As duas embarcam no avião tranquilamente e este, então, decola. Até que chega em um ponto que ambas vão dormir. Passa-se por volta de duas ou três horas, e ao acordar Kyle percebe que sua filhinha não estava ao seu lado. A mulher começa uma busca no avião.

Conforme o tempo passa Kyle fica mais desesperada. Ainda traumatizada pela morte do marido, mobiliza todos os comissários para que procurem Julia. É então que a problemática aparece: após levantar a lista dos passageiros, o capitão descobre que a menina supostamente não havia embarcado, pois seu nome não constava lá. Começa aí o “Deus nos acuda” de uma mãe em busca da única filha.

Se contar mais estraga… Caso assista, repare bem no tamanho do avião (Aalto Air E-474). Simplesmente descomunal! Nos aviões da Varig e da TAP, onde já viajei, não há nem metade daquele espaço para que trafeguemos. Sem contar que a dona tem muita sorte por conhecer o avião nos mínimos detalhes. Caso contrário, não sei se conseguiria tal desfecho.

Recomendo bastante o filme. Não sei como foi seu desempenho nos cinemas, mas para um domingo à noite está muito bom. Como diria naquela vinheta das salas Severiano Ribeiro: “bom divertimento!”.

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análise, filmes 1

"O Código Da Vinci": melhor para quem não leu

20/05/2006 por Thássius Veloso Cinema

» Esta resenha pode conter spoilers. Leia por sua conta e risco.

Tom Hanks (Robert Langdon) e Audrey Tautou (Sophie Neveu)

Assisti hoje à estréia de O Código Da Vinci (The DaVinci Code), baseado no livro homônimo de Dan Brown. O filme foi uma surpresa. Uma desagradável surpresa. A começar pela escolha do ator principal: Tom Hanks. Ele não tem aquele ar acadêmico que o professor Robert Langdon apresenta no livro, e que certamente contagia os leitores.

Já Audrey Tautou, como a criptógrafa Sophie Neveu, mostrou um grande talento para, num momento mostrar-se inteligentíssima, e em outro fazer o inverso, ou seja, ser desentendida com relação a assuntos como Maria Madalena e o Priorado de Sião.

Em algumas cenas as falas são idênticas às do livro, o que me agradou bastante. Nesta hora eu pude ter certeza que o filme foi baseado na versão original, de papel, e que Dan Brown realmente foi produtor dele. Claro que adaptar um livro para o cinema dá um trabalho imenso e muita informação é perdida, mas nesta adaptação em especial há uma perda grandiosa no ritmo da história. Desenvolve-se de forma lenta e não intimida, emociona ou faz o espectador participar. Este simplesmente acompanha; não se insere na história.

Ian McKellen como sir Leigh Teabing
Quem impressiona pela maestria é Ian McKellen (o Magnetto de “X-Men” e Gandalf de “O Senhor dos Anéis”). Ele interpreta o velho aleijado sir Leigh Teabing, que entende tudo sobre o Santo Graal e é quem ajuda a esclarecer ao interlocutor, tanto no livro como no filme, como os fatos eram encarados pela História e como realmente foram. Excêntrico e milionário, não poupa recursos na busca obsessiva pelo segredo da Igreja e é quem banca toda a expedição deles. O que inclui até mesmo uma fuga de jatinho.

Como bom entusiasta da tecnologia que sou, não pude deixar de reparar nos “brinquedos” de última geração que aparecem no filme. Logo no início Langdon está dando uma palestra com um telão ao fundo e parece mentira quando o aparelho começa a projetar sucessivas imagens que explicam vários símbolos. O banco suíço também impressiona pelos seus traços futuristas, embora mesclados com características arquitetônicas e de decoração clássicas da Europa medieval.

O filme, que me gerou grandes expectativas, decepcionou um pouco. Mas só para ver aqueles belíssimos sets, e em especial o Museu do Louvre (Musée du Louvre), o valor do ingresso já vale a pena. Talvez os que não leram o livro gostem mais do filme. Pelo menos isso aconteceu comigo. Fui com grupo de amigos, e como só eu havia lido a obra literária, fui quem menos adorou o filme. De qualquer forma, é um banho de cultura.

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Thássius Veloso

Thássius VelosoCarioca em SP, jornalista, blogueiro. Escreve sobre jornalismo, cultura e televisão, entre outras coisas mais.

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