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	<title>Memórias Fracas &#187; Vida mundana</title>
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	<description>Meus pitacos sobre jornalismo e tecnologia</description>
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		<title>Meu mantra de todos os dias</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 23:08:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>

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		<description><![CDATA[O Chico está coberto de razão. Chega uma hora em que não adianta mais tentar agradar. A audiência na rede é assim mesmo, feita de gente que concorda contigo e feita de gente que discorda de você. A partir do momento que você já fez de tudo para suprir as necessidades dessa audiência descontente, resta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/n5LuD2CFhYE?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O Chico está coberto de razão. Chega uma hora em que não adianta mais tentar agradar. A audiência na rede é assim mesmo, feita de gente que concorda contigo e feita de gente que discorda de você. A partir do momento que você já fez de tudo para suprir as necessidades dessa audiência descontente, resta torcer para que encontrem outro site, escritor, serviço ou o que quer que seja que faça o serviço por completo.</p>
<p>A nós, pobres profissionais das palavras, segue a missão de escrever para aqueles que querem nos ler.</p>
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		<title>Dos cartões natalinos</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 02:44:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem coisa mais bonita que cartão natalino? Sim, sou absolutamente piegas ao fazer uma afirmação dessas. Ainda mais quando me refiro aos cartões de papel, aqueles de árvore morta mesmo, que parecem estar em processo de aposentadoria desde que a gente se viciou nessas telas de CRT, LCD, LED, e qualquer que seja a sigla [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem coisa mais bonita que cartão natalino? Sim, sou absolutamente piegas ao fazer uma afirmação dessas. Ainda mais quando me refiro aos cartões de papel, aqueles de árvore morta mesmo, que parecem estar em processo de aposentadoria desde que a gente se viciou nessas telas de CRT, LCD, LED, e qualquer que seja a sigla de três letrinhas que está por vir.<span id="more-2187"></span></p>
<p>Sendo geek e editor de um site de tecnologia, digo que para essas ocasiões ainda prefiro o bom e velho cartão. Como o que eu recebi hoje, de uma gentileza sem tamanho, e de uma pessoa que – confesso – não imaginaria que me endereçaria uma belezoca dessas.</p>
<p>Cartão de Natal tem seu valor porque a pessoa se dispôs a ir a uma loja, escolher o cartão bonito, talvez até o envelope que vai proteger a mensagem de boas festas dos olhares do carteiro.</p>
<p>Aí chega o momento de escrever a mensagem. Hummm, intimista demais ou cordial? Com votos para a família inteira ou somente para o sujeito que você de fato conhece? (Preocupação importante nos tempos pós-modernos que vivemos, nos quais famílias se fazem e se desfazem sem que a gente nem perceba – a menos que esteja anunciado no Facebook).</p>
<p>A beleza dos cartões de Natal é justamente essa: você se dispôr a parar a sua vida corrida e atribulada para mandar uma mensagem muitas vezes repetitivas ou manjadas para uma pessoa querida</p>
<p>Dizem que o que conta é a intenção. O ditado referente aos presentes de aniversário e congêneres vale bem para os cartões natalinos. Ainda que sem mensagem alguma, exceto aquela já impressa, só a assinatura da pessoa que comprou, escreveu o endereço, postou nos correios e depois torceu para a correspondência enfrentar e vencer qualquer greve da categoria durante o período está valendo.</p>
<p>Sou adepto dos recursos digitais para agilizar a vida. Mas não abro mão de mandar meus cartões de Natal ao fim do ano. Nem de recebê-los. É um prazer dedicar uma mensagem de boas festas a alguém, e uma alegria ter para quem mandar o pedaço de papel que podia dizer pouco, mas chega berrando gentileza.</p>
<p>E se você me mandou um desses – ou pretende mandar, depois de ler o texto: muito obrigado!</p>
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		<title>Sonho de Murdoch</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jun 2011 15:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Fox News]]></category>
		<category><![CDATA[News Corp]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Marinho]]></category>
		<category><![CDATA[Rupert Murdoch]]></category>

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		<description><![CDATA[O sujeito nasce na terra dos cangurus, lá na Austrália. Porém, é nos Estados Unidos que vai perseguir o tal american way of life. Faz fama, faz fortuna, conquista mulheres e o mundo. Quando tudo parecia estar perfeito para que o magnata (adoro esse termo, que não diz quase nada, mas pesa bastante num texto) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O sujeito nasce na terra dos cangurus, lá na Austrália. Porém, é nos Estados Unidos que vai perseguir o tal <em>american way of life</em>. Faz fama, faz fortuna, conquista mulheres e o mundo. Quando tudo parecia estar perfeito para que o magnata (adoro esse termo, que não diz quase nada, mas pesa bastante num texto) Rupert Murdoch finalmente se aposentasse, vem a internet e muda as coisas de um jeito que ninguém esperava. Logo ele, uma espécie de Roberto Marinho do Hemisfério Norte, teve que voltar ao batente nos diversos escritórios que a News Corp., seu conglomerado de mídia, tem América afora.</p>
<p>Murdoch não contava com as perspicácia de um pessoal que cansou dessa história de <em>gatekeeper</em>, <em>mass media</em>, e tantos outros jargões que são cuspido das bocas de professores de Jornalismo, Publicidade e sabe-se lá quais outros campos da Comunicação. O <em>publisher</em> de si mesmo compete com um <em>Wall Street Journal</em> da vida de igual para igual. Pode não ter a mesma audiência mastodôntica, mas às vezes tem mais credibilidade. Se for comparar com a <em>Fox News</em>, então, nem se fala. Graças à internet, claro.</p>
<p>A internet, essa nova “coisa” que misturou informática, tecnologia, telecomunicações e conteúdo, tudo num balaio só, abriu as portas para que qualquer sujeito com acesso a um PC e a uma rede de dados publique o que bem quiser, na hora que bem entender, e do jeito que achar mais conveniente. Sem pedir permissão a ninguém na maior parte dos países (a China é exceção, felizmente, com o seu Grande Firewall). Acredite, é verdade: o próprio Google, que embolsa bilhões por ano nesse negócio, tem um serviço gratuito para publicação daqueles textos rápidos chamados de <em>post</em>.</p>
<p>E como fica Murdoch nessa história? De início, não ficava. O quase centenário bateu pé dizendo que não iria para a rede, que seu negócio era jornal. Até que a receita com seus veículos, inclusive empresas conceituadas e tradicionais, começou a minguar como nunca antes na história da News Corp. E, claro, numa situação complicada, a gente faz qualquer coisa para não abrir mão do <em>croissant</em> e do suco de tâmaras importadas logo pela manhã. Murdoch abriu todo o conteúdo na web, mas também não deu muito certo. Qualquer pessoa com mais de dois anos de serviços prestados à internet sabe que a publicidade não é tão vasta assim. No fim das contas, alguns jornais virtuais do magnata (olha aí, de novo!) não conseguiam fechar suas contas.</p>
<p>Agora parece que Murdoch e sua trupe optaram pelo caminho do bom senso. Parte dos conteúdos dos veículos cai na rede com acesso livre e desregrado. Ou parte, o filé da produção jornalística, fica disponível somente para os leitores que toparem pagar a mais por esse conteúdo – ou que sejam assinantes do veículo impresso, o que costuma ajudar na hora de acessar o conteúdo online.</p>
<p>Bons tempos em que só os governos e suas censuras ameaçavam os jornais. Era muito mais fácil, deve pensar Murdoch, quando um cheque em branco lhe comprava o que fosse. Comprava inimigos, comprava concorrentes, e comprava até audiência (ou alguém acredita que, naquele tempo, dava para confiar no IBOPE e afins?) Com a internet, tudo mudou. Passou da hora de Murdoch mudar também.</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>De hoje, por favor</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 14:38:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[jornal]]></category>

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		<description><![CDATA[Os jornais estão com o pé na cova. Parece que o público leitor – que nunca foi dos maiores neste país, por sinal – está cada vez menos interessado em sentir a celulose do papel, em passar as mãos pelo texto, e quem sabe depois de ler a publicação de cabo a rabo. Essa noção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Os jornais estão com o pé na cova. Parece que o público leitor – que nunca foi dos maiores neste país, por sinal – está cada vez menos interessado em sentir a celulose do papel, em passar as mãos pelo texto, e quem sabe depois de ler a publicação de cabo a rabo. Essa noção de palpável faz falta aos textos da internet ou mesmo daqueles aparelhos em formato de tabuleta.</p>
<p>E quando o sujeito resolve comprar o jornal, ainda coloca em dúvida um dos tradicionais pilares do jornalismo: a atualidade. Na semana passada, por exemplo, estava indo à padaria comprar um pão fresquinho. Fiz meu pedido, peguei os produtos e fui para a fila. Lá, um moço aparentemente humilde comprava uns biscoitos e um suco. “Também vou querer o jornal”, ele diz para a atendente. Simpática que só, a funcionária primeiro abre um sorriso para depois perguntar qual jornal ele queria. Eis que o homem vira para ela e responde: “O de hoje, por favor”.</p>
<p>Oras, existe jornal que não seja de hoje? Até onde eu sei, existe um esforço descomunal de empresas como a Folha e o Estado para que, logo cedo, as vans e kombis distribuidoras de jornal percorram a cidade inteira, entregando as notícias nos jornaleiros e nas casas das pessoas. Acabou-se o dia, é como se os jornais antigos que encalharam nas gôndolas automaticamente desaparecessem de vista. E então leva mais algumas horas para que o outro jornal, agora sim desse mesmo dia, pinte nos estabelecimentos comerciais, inclusive na padaria onde eu tinha ido.</p>
<p>A atendente ficou meio desconcertada. Respondeu que o senhor precisava escolher o título do jornal que pretendia levar, já que os preços variam. “Tem a Folha, o Jornal da Tarde, o Estadão, o Agora&#8230;”, disse. No fim das contas, ele levou o Agora, vai ver porque é o que mais se assemelha com o “de hoje” que ele queria – o Jornal da Tarde não estava valendo; imagine ler as notícias que só vão acontecer dali a algumas horas!</p>
<p>Depois que o moço pegou seu exemplar e se escafedeu de vista, fui comentar com a atendente sobre o episódio. Disse que estava perplexo e que, como bom estudante de Jornalismo, não acreditava que alguém pediria um jornal “de hoje”, sendo que todos os jornais são, apenas em tese, pelo visto, do mesmo dia em que são comprados.</p>
<p>Ou talvez eu não tenha entendido nada sobre esse tal de Jornalismo e o moço só queria um papel qualquer para forrar a gaiola dos seus pássaros de estimação. Nada mais justo. Afinal, esse sempre foi outro nobre papel do papel-jornal.</p>
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		<title>Metrô de São Paulo não aceita mais cartão de débito</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Apr 2011 01:13:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[metrô]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[SP Trans]]></category>

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		<description><![CDATA[O Metrô de São Paulo parece não ter mais o que inventar para complicar a vida de seus usuários – clientes, na verdade. Já faz algum tempo que as cabinas de compra de créditos do Bilhete Único, que ficam dentro das estações, têm fixado um glorioso recado para quem quer que esteja pensando em comprar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Metrô de São Paulo</strong> parece não ter mais o que inventar para complicar a vida de seus usuários – clientes, na verdade. Já faz algum tempo que as cabinas de compra de créditos do Bilhete Único, que ficam dentro das estações, têm fixado um glorioso recado para quem quer que esteja pensando em comprar mais passagens: cartão de débito não é mais aceito para pagamento. O mesmo vale para cartão de crédito.</p>
<p>Faz um ano que eu me mudei para São Paulo. Uma das vantagens do sistema de transporte metroviário era justamente essa: permitir que o sujeito sem um centavo no bolso garantisse sua passagem por meio do Bilhete Único. Bastava entregar o cartão de débito da bandeira Mastercard, digitar a senha e <em>voilà</em>! A partir daí, não era mais preciso se preocupar com esse tipo de coisa</p>
<p>Agora está de volta o velho problema de ter que andar com dinheiro na carteira. Por aqui é assim: até banca de jornal aceita cartões das mais variadas bandeiras – até Visa, que não era contemplado pelo <strong>Bilhete Único</strong> desde sempre. Se bobear, daqui a pouco os andarilhos que pedem dinheiro na rua também andam com seus terminais móveis da Cielo ou qualquer que seja a bandeira.</p>
<p>Foi-se o tempo da comodidade de pagar a viagem de metrô com o cartão. Mas esse não é o grande problema, que me faz escrever esse texto indignado. E o que dizer da segurança dos usuários do metrô? Numa cidade em que a compra eletrônica é uma maneira de evitar carregar dinheiro nos bolsos, cá estamos nós novamente obrigados a portar papel-moeda para adquirir nossas módicas passagens.</p>
<p>Não sei ao certo quem culpar. Possivelmente eu esteja imputando a culpa diretamente à Companhia do Metropolitano de São Paulo, que opera as estações, quando na verdade as cabinas do Bilhete Único são gerenciadas por uma empresa terceirizadas. Mas quer saber? Tanto faz! Como cidadão e usuário, continuo me sentindo prejudicado por essa “novidade”.</p>
<h3>Resposta do Metrô de São Paulo</h3>
<p>Via Twitter, a Companhia do Metropolitano de São Paulo deu a seguinte <a href="http://twitter.com/#!/metrosp_oficial/status/55391990963113984">resposta</a> em 05.04.2011 às 19h12:</p>
<blockquote><p>@<a href="http://twitter.com/thassius">thassius</a> Olá, a SPTrans é a responsável pelos postos de recarga do Bilhete Único. Mais informações: <a rel="nofollow" href="http://ow.ly/4tUkd" target="_blank">http://ow.ly/4tUkd</a></p></blockquote>
<p>Agora a minha pergunta vai para a <strong>SP Trans</strong>: qual é o motivo dessa decisão?</p>
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		<title>Eles estão certos</title>
		<link>http://memoriasfracas.com/eles-estao-certos/</link>
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		<pubDate>Tue, 19 Oct 2010 04:02:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>

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		<description><![CDATA[Um descuido e pá! Levam-te a dignidade, a cidadania. Depois não sabemos porque nossos avós vêm dizer com toda a propriedade que a idade lhes confere que as coisas hoje estão piores que no seu tempo, quando eram piores que no tempo dos avós deles. Eles estão certos, esse mundo está perdido. Antigamente não existia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um descuido e <strong>pá</strong>! Levam-te a dignidade, a cidadania. Depois não sabemos porque nossos avós vêm dizer com toda a propriedade que a idade lhes confere que as coisas hoje estão piores que no seu tempo, quando eram piores que no tempo dos avós deles. Eles estão certos, esse mundo está perdido.</p>
<p>Antigamente não existia aquela malícia que nós encontramos nos dias de hoje. Um olhar disperso para o outro já é suficiente para despertar a <strong>fúria</strong> como se fosse um titã sendo ultrajado por algum ser inferior, que o olha e o provoca com os olhos. Não, antes não tinha disso, dizem os nossos avós. Eles estão certos, esse mundo está perdido.</p>
<p>Temos uma economia pujante, o acesso ao crédito como nunca antes na história desse país. Temos famílias que vão à concessionária comprar aquele primeiro carrinho, usado mesmo, mas com um sorriso no rosto, certos de que estão realizando um sonho. Mal sabem eles o que nossos avós já avisam: em pouco tempo estarão com <strong>lágrimas</strong> nos olhos ao descobrir que o novo xodó foi levado. Eles estão certos, esse mundo está perdido.</p>
<p>Por mais que se fale no respeito ao outro, cadê a cordialidade? Ninguém mais deseja bom dia. Até porque, só de abrir a boca, é possível que o outro já esteja a dar-lhe bordoadas, achando que é um assalto, ou então chamando a polícia, também achando que é assalto.  No tempo dos nossos avós não existia essa falta de cuidado com o próximo. Eles estão certos, esse mundo está perdido.</p>
<p>Tem criança que nunca vai descobrir o real sentido de desfrutar a infância, como nossos avós faziam. Hoje em dia reinam os condomínios fechados, os prédios de segurança máxima, os clubes de acesso quase impossível. Não convivemos mais com os outros. No máximo, <strong>fugimos</strong> uns dos outros. Nossos avós, eles estão certos, esse mundo está perdido.</p>
<p>E o pior de tudo é saber que, enquanto fugimos dos outros, fugimos de nós mesmos. Somos <strong>prisioneiros</strong> de uma existência que não é nossa, que não é de ninguém. Perambulamos por aí acreditando nos aproximar de algum lugar, mas estamos mesmo é nos distanciando daquela fagulha de sociedade que um dia existiu.</p>
<p>Esse mundo está perdido.</p>
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		<title>Paulista gosta de uma fila</title>
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		<pubDate>Fri, 03 Sep 2010 00:28:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Vida em Sampa]]></category>

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		<description><![CDATA[Ao reabrir o espaço de perguntas do meu Formspring, faz pouco mais de uma semana, voltaram a me aparecer questões bastante interessantes sobre trabalho, tecnologia e a vida pessoal. As pertences à última categoria acabam não sendo respondidas todas, mas uma em especial inspirou-me a aproveitar este Memórias Fracas para contar um pouco da minha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ao reabrir o espaço de perguntas do meu Formspring, faz pouco mais de uma semana, voltaram a me aparecer questões bastante interessantes sobre trabalho, tecnologia e a vida pessoal. As pertences à última categoria acabam não sendo respondidas todas, mas uma em especial inspirou-me a aproveitar este <strong>Memórias Fracas</strong> para contar um pouco da minha experiência em São Paulo.</p>
<p>Afinal, já vou para o sexto mês de morador da maior cidade brasileira; já devo ter alguns causos e ideias relacionados a Sampa. E se não os tiver, pelo menos atualizarei o <strong>Memórias</strong> com alguns posts que vão certamente amolar a sua paciência.</p>
<p>Mas voltando a São Paulo, a primeira coisa que percebe um não-paulista quando chega nessa gigantesca selva de motores, elevadores e doutores são as filas. Como eu odeio as filas de São Paulo! Chegou pela terminal rodoviário Portuguesa-Tietê? As lojinhas de comida, a bilheteria do metrô, as catracas de transportes público, tudo. Não há formas de fugir das filas que empacam São Paulo.</p>
<p>São filas inevitáveis, eu sei. Quando milhões e milhões de pessoas dependemdos mesmos serviços para chegar a um dos cantos dessa gigantesca cidade, é até natural que essas filas apareçam. Para um carioca, não chega a ser tão grave assim, pois na minha cidade maravilhosa também pintam filas em lugares movimentados, de uso público.</p>
<p>O que dá nos nervos é quando paulista faz fila por motivos desnecessários. Por exemplo, bar! A praia dos moradores dessa cidade não raramente é o alvo de filas numerosas, pois todo mundo quer ir para os mesmos bares, para os mesmos lugares. Sim, alguns são bons e merecem essa atenção a mais. Mas certamente não são todos os barezinhos da cidade.</p>
<p>Oras, se você quer a tranquilidade de se reunir com os amigos do peito, tomar alguma coisa com álcoole e saborear uns petiscos que melecam os dedos de gordura, não precisa ficar meia hora esperando as mesas <em>daquele</em> bar vagarem. São tantas opções em Sampa que simplesmente não faz sentido encarar uma fila para tomar um choppinho.</p>
<p>Se o meu ódio mortal pudesse ser destinado a apenas a um tipo de fila, certamente seriam as filas para o cinema. Nobre paulista, por favor, me explique: por que diabos chegar à sala de cinema cinquenta minutos antes das portas serem abertas? Quase uma hora&#8230; Dá tempo de ir no McDonald&#8217;s tomar um Top Sundae de morango ou correr no Bob&#8217;s e pedir um milkshake de Ovomaltine delicioso. Fosse no meu Rio de Janeiro, isso é o que eu estaria fazendo uma hora antes do filme começar.</p>
<p>Já aqui em Sampa a regra é outra: ou chega muito tempo antes, ou não consegue pegar um lugar decente na sala de cinema. Isso porque nessa cidade são poucas as salas de cinema que efetivamente oferecem marcação de lugar no momento de comprar o ingresso. Ora, será uma tecnologia tão cara essa que exibe no monitor do balcão de compra do cinema os lugares ocupados? Creio que não&#8230; Bastaria instalar esses terminais nos cinemas daqui para dar mais comodidade aos clientes.</p>
<p>Parece que não é o que esses paulistas querem. Nessa cidade da pujança econômica e das empresas de alta tecnologia, ainda se vende ingresso de cinema como dez anos atrás. Uma defasagem que só confirma a minha ideia: paulista gosta de uma fila!</p>
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		<title>Vindos de Marte?</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Jun 2010 01:10:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[ciência]]></category>
		<category><![CDATA[faculdade]]></category>

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		<description><![CDATA[Como é maravilhoso esse nosso mundinho, não? Até hoje a gente não sabe como e por que viemos parar aqui. Teria sido a mão de um Deus todo poderoso que nos criou? Quem sabe não é somente mais um desses tantos acasos que nos ocorrem diariamente, porém numa escala grandona? Porque é mais ou menos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como é maravilhoso esse nosso mundinho, não? Até hoje a gente não sabe como e por que viemos parar aqui. Teria sido a mão de um Deus todo poderoso que nos criou? Quem sabe não é somente mais um desses tantos acasos que nos ocorrem diariamente, porém numa escala grandona? Porque é mais ou menos dessa maneira que a teoria do Big Bang explica a nossa criação. Teóricos de um lado, teólogos do outro, se espancando para ver em quem o povo vai acreditar.</p>
<p>E agora juntam-se a esses dois grupos, um seleto time de cientistas que têm uma nova explicação para a nossa criação. Nova em termos, porque a tese já passa pelo escrutínio da ciência faz tempo.  Finalmente, alguns homens das luzes nos mostram dados mais embasados de que a vida na Terra poderia ter vindo, na verdade, de outro canto do universo. Somos alienígenas?! Não, não. Pode ficar calminho, porque ainda não se trata disso.</p>
<p>A panspermia é uma teoria científica que acredita que a vida na Terra foi iniciada, na verdade, em outro planeta. Mais ou menos assim: seres extraterrentes chegam ao nosso planeta desocupado, sem qualquer ser vivo, adaptam-se ao ambiente terrestre e sofrem o processo evolutivo. Até que, bilhões de anos depois, temos seres superevoluídos como o genial Stephen Hawking, que mesmo numa cadeira de rodas tenta provar a teoria da cordas. Albert Einstein e outros seres de uma importância tremenda também são, ao menos na visão panspermica, cria de uma vida forasteira que chegou por aqui faz muito tempo.</p>
<p>Se você está achando que essa história é proveniente de um cérebro doentio de cientistazinho qualquer, é bom saber que um estudo brasileiro reforça a hipótese da panspermia. Os pesquisadores do nosso Brasil descobriram que só 2% das bactérias sobrevivem a sessões de radiação, uma prévia do que uma vida extraterrestre teria que enfrentar para chegar por aqui. Pouco? Numa amostra de cem mil células, dariam duas mil células sobreviventes. Uma verdadeira invasão espacial.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Somos como cadernos</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Apr 2010 01:00:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[faculdade]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>

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		<description><![CDATA[Paixão dos escritores, que fazem dele o início do desencadeamento de ideias que mais tarde tornar-se-ão uma bela publicação. O que não é o caderno, senão o máximo símbolo das proporções que a criação humana pode atingir a partir de uma pequeníssima fagulha de inspiração? Iniciando-se nela, o escritor lapida sua história, fazendo de forma [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Paixão dos escritores, que fazem dele o início do desencadeamento de ideias que mais tarde tornar-se-ão uma bela publicação. O que não é o caderno, senão o máximo símbolo das proporções que a criação humana pode atingir a partir de uma pequeníssima fagulha de inspiração? Iniciando-se nela, o escritor lapida sua história, fazendo de forma artesanal a junção de letras e palavras e frases e parágrafos, a fim de que, mais tarde, possa ter outras pessoas a ler tal obra.</p>
<p>Ele começa vazio, desprovido de conhecimento, de saber. No entanto, vê a si mesmo ser preenchido conforme o escritor deposita nele o discurso que aos poucos vai sendo construído. Com o tempo, deixa de ser um ignorante; passa a ser um sábio, daquilo que diz respeito ao que seu dono quer contar.</p>
<p>Até que chega o momento crucial no qual, contendo muitos dos rabiscos do autor e pouco espaço para novas anotações, é deixado em uma gaveta. Normalmente para consulta futura, nostálgica. Poucos são os que chegam a se tornar belos livros de capa dura e papel macio, mas todos cumprem seu propósito inicial: permitir que até mesmo o escritor de menor perícia e conhecimento possa tomar notas, escrever textos e contar histórias.</p>
<p>Tantos são os cadernos que preenchemos durante a nossa vida, que contêm dados sobre nós, sobre o que aprendemos, sobre o que é importante para a nossa história. Poucos homens, porém, são os que percebem que nós também fazemos as vezes do papel. Assim como aquele caderno que é obtido vazio, livre de conceitos, numa livraria, também os seres humanos nascemos assim. A vida nos escreve, à medida que a vivência nos acontece.</p>
<p>Tal qual num caderno, uma criança saída da maternidade está em branco. Não tem o que dizer, muito menos impressões a contar. Somos nós que, ao educar o pequeno, fazemos escolhas que acabam por ser escritas nele. Como um lápis, a maioria de nós tenta escrever nesse novo caderno em branco as boas maneiras, costumes que sejam interessantes à sociedade.</p>
<p>Mais tarde, é o próprio sujeito quem escreve em seu caderno: o caderno da vida. Ao longo de anos e décadas, vai aprendendo, pensando, refletindo, interagindo. E tudo isso fica registrado, ainda que não percebamos, naquele caderno, que não está mais em branco. Já tem páginas de histórias, alguns borrões e espaços para que possamos comentar.</p>
<p>Como no caderno, as anotações da vida podem não ser do interesse de qualquer um, mas ainda assim é do interesse de seu autor. Todos gostamos de contar histórias de nós mesmos, narrar nossos momentos de gargalhadas ou experiências complicadas. Portanto, recorremos ao nosso caderno individual e único. Ele pode dizer quem somos.</p>
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		<title>Amo muito tudo isso?</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 02:00:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[alimentação]]></category>
		<category><![CDATA[fast food]]></category>
		<category><![CDATA[McDonald's]]></category>

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		<description><![CDATA[Como cliente, você espera sempre o melhor. Certo? Bem, não se nós estivermos falando da rede de restaurantes McDonald's.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como cliente, você espera sempre o melhor. <strong>Certo?</strong> Bem, não se nós estivermos falando da rede de restaurantes <strong>McDonald&#8217;s</strong>. Dizem que, nos Estados Unidos, os hambúrgueres da rede são comida de pobre e que nem ninguém dá valor à empresa. Como nunca fui para aquele país, falo o que tenho percebido nos últimos anos aqui no Brasil mesmo.</p>
<p>Houve um tempo em que McDonald&#8217;s foi sinônimo de comida cara e boa. <strong>Lanches bem servidos, preparados com capricho</strong> e apresentados de forma impecável eram a regra. Os funcionários? Sempre motivados, desejando um sonoro &#8220;boa tarde&#8221; a cada cliente que aparecia próximo à caixa registrado e fazendo o máximo para nos satisfazer. Dava gosto ir a um dos restaurantes da rede de <em>fast food</em>.</p>
<div id="attachment_1579" class="wp-caption alignright" style="width: 180px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; float: right;"><img class="size-full wp-image-1579" title="mcdonalds-marca" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/11/mcdonalds-marca.jpg" alt="Arcos dourados já foram sinônimo de bom atendimento." width="170" height="131" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Arcos dourados já foram sinônimo de bom atendimento.</p></div>
<p>No entanto, o tempo passa, o tempo voa&#8230; E o resultado é que McDonald&#8217;s, hoje em dia, é sinônimo de <strong>descaso completo</strong> com o cliente. Para dizer o mínimo. Por exemplo, como pode um quiosque que faz venda de sorvetes não ter troco para dez reais? É óbvio que eles precisam estar preparados para entregar trocos, e mais óbvio ainda é que a empresa tem acordos com bancos para receber sacolas de moedas.</p>
<p>Não bastasse a falta de troco, o atendimento vai de mal a pior. Os escravos funcionários da rede já demonstraram mais apreço pelo cliente que paga seus diminutos salários; atualmente nos tratam <strong>como se estivéssemos pedindo um favor</strong>, e não pagando (caro!) por aquele produto e aquele atendimento.</p>
<p>A cereja do bolo é a <strong>sujeira</strong>, claro. Outro dia vi, na loja do McDonald&#8217;s de um shopping conhecido, uma funcionária praticamente patinando em chocolate que vazou da máquina de sorvete. Essa mesma funcionária se enfureceu quando uma senhora chegou pedindo um sorvete tipo casquinha misto, sendo que a aparelhagem que prepara esse sabor estava quebrada. Diante da recusa da mulher em receber um sorvete derretendo, a funcionária começou a <strong>gritar</strong> perguntando qual outro cliente estava interessado na casquinha mista. Um vexame que só terminou quando uma das pessoas na fila aceitou.</p>
<p>Como pode uma empresa que já foi símbolo de bom atendimento estar quase que <strong>entregue aos ratos e baratas</strong>? Dinheiro não falta à rede McDonald&#8217;s. A meu ver, o que falta mesmo é <strong>vergonha na cara</strong>.</p>
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