Blogs pagos e blogueiros vendidos


O Leandro, meu caro amigo e vestibulando desesperado, publicou no seu blog um post que falava sobre uma nova forma de rentabilização de blogues, que o John Chow adotou nesse fim de semana. Chow, um dos bloggers mais bem pagos do mundo, decidiu vender comentários sem o atributo “nofollow” (aquele que evita a indexação dos mecanismos de busca) por apenas dez dólares mensais.

A idéia é brilhante, como o Leandro mesmo disse e eu concordei. Mas surreal. Eu, atualmente, não consideraria comprar esse novo produto. Vender PageRank não é legal, e o Google deve muito em breve começar a rever suas políticas acerca do assunto.

Excluindo a venda de anúncios direcionados (Google Adsense?) e essa nova modalidade made by Chow, sobram muito poucas opções. Os banners normais ainda fazem sucesso nos grandes portais — no UOL um botão na home custa “apenas” 600 mil reais mensais —, mas não se aplicam a blogues que não têm visitação tão acentuada, na casa dos milhões de pageviews.

Os probloggers realmente profissionais — isso não é redundância, visto que alguns blogueiros profissas não são tão profissas assim — ainda têm a possibilidade de serem contratados por uma empresa ou grupo para escrever sobre determinados assuntos.

O exemplo prático é a Rosana Hermann. Ela mantém o Querido Leitor com acesso totalmente gratuito, adotando o Adsense como forma de monetizar, e também é paga para escrever a coluna Sala de TV do Babado e postar no blog Skype Brasil.

Rosana nunca escondeu que o Skype Brasil era um trabalho, nada mais. Lógico que quando a pessoa trabalha com o que gosta, esse trabalho converte-se em prazer. É o caso dela. O Skype divulga algumas notas oficiais através do blog e o resto fica por conta da editora.

O fundamental nisso tudo é deixar transparente para o usuário que as informações ali disponibilizadas refletem, em primeiro lugar, a vontade da empresa pela qual escrevem. Assim como os jornais disponibilizam os projetos de marketing, quando vendem espaços para que as assessorias de imprensa das corporações publiquem o que desejarem.

Honestidade é fundamental. Se for mandar o usuário para uma página de mercadorias relacionadas, que ele saiba disso. Se é pago para escrever sobre um produto ou serviço, que o usuário também saiba disso. Mentir só inflaciona o mercado publicitário, o que termina por afetar negativamente os blogueiros corretos e seus rendimentos.


Posts mais comentados

4 Comentários

Fazia tempo que eu não dava um pulo aqui, tava faltando tempo, mas quem sabe agora consiga voltar pras antigas …

Sobre o post, a cada vez mais necessidade de transparência em tudo relacionado ao mundo de negócios, o consumidor que ve como as coisas realmente funcionam se sente mais seguro, e nunca vai achar que a empresa (ou o blogueiro, ou ambos) está o enganando.

Abs!

Eu nunca compraria um link desses, mas vender não acho que seja problema, ninguém está obrigando ninguém e, se o Google for penalizar alguém, provavelmente será a quem compra. O W3C vende links com PR 8 por 80 dólares há horas.

Eu entendo que, compra quem quer.

Errado eu não acho, mas não compraria…

Como diria um blogueiro conhecido, não existem mais blogues moleques, de várzea, blogues-arte.

Deixe seu comentário




Ao enviar seu comentário, você concorda com a Política de Comentários.

Editor: Thássius Veloso · WP · Política de Comentários e Privacidade
© 2006-2008 Memórias Fracas — Conteúdo disponibilizado através de licença Creative Commons 2.5.
Memórias Fracas - Página inicial leanDrow Ponto Net