Brasileiro morre no Peru sem auxílio diplomático

O niteroiense Carlos Werneck de Souza Santos, 46, morreu no último dia 4 na cidade de Ayaviri, no Peru, depois de ter uma insuficiência respiratória. O professor de educação física e motociclista estava acompanhado da esposa Simone Santos para uma viagem dos sonhos: percorrer a América do Sul de moto. No décimo oitavo dia de viagem, no entanto, Carlos Werneck passou mal e foi internado.

A altitude da cidade, de quase 4 quilômetros acima do nível do mar, pode ter contribuido para o mal estar de Carlos Werneck. Desde o falecimento do marido, Simone vem enfrentando enormes dificuldades para conseguir o traslado do corpo. Ela procurou a embaixada do Brasil em Lima, capital do Peru, mas não obteve sucesso. Segundo o site SRZD, “as únicas providências tomadas pela embaixada foram certificar o atestado de óbito de Carlos Werneck dos Santos e ligar para os líderes religiosos locais para que ajudassem Simone”.

Parece que o serviço diplomático brasileiro só serve mesmo para isso: ajudar a enterrar os brasileiros que morrem lá fora. Já é hora do Ministério das Relações Exteriores ter alguma verba para ajudar brasileiros em dificuldade, como a que Simone enfrenta. Preparar o atestado de óbito não é ajuda em lugar nenhum do mundo.

Enquanto isso, amigos tentam enviar dinheiro a ela em Ayaviri, mas a cidade não conta com nenhuma agência bancária para que o saque seja feito. Na falta de traslado, o corpo do brasileiro será cremado no Peru.

3 comentários em “Brasileiro morre no Peru sem auxílio diplomático

  1. é a vida, cheia de chaturas. ela devia armar um plano desses legais de filme pra trazer o corpo ilegalmente e enterrar perto da casa dela. :D

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