Dos cartões natalinos
Publicado em 7 de dezembro de 2011 às 23:44 por Thássius Veloso
Assunto: Vida mundana | Leia mais: Natal
Tem coisa mais bonita que cartão natalino? Sim, sou absolutamente piegas ao fazer uma afirmação dessas. Ainda mais quando me refiro aos cartões de papel, aqueles de árvore morta mesmo, que parecem estar em processo de aposentadoria desde que a gente se viciou nessas telas de CRT, LCD, LED, e qualquer que seja a sigla de três letrinhas que está por vir.
Sendo geek e editor de um site de tecnologia, digo que para essas ocasiões ainda prefiro o bom e velho cartão. Como o que eu recebi hoje, de uma gentileza sem tamanho, e de uma pessoa que – confesso – não imaginaria que me endereçaria uma belezoca dessas.
Cartão de Natal tem seu valor porque a pessoa se dispôs a ir a uma loja, escolher o cartão bonito, talvez até o envelope que vai proteger a mensagem de boas festas dos olhares do carteiro.
Aí chega o momento de escrever a mensagem. Hummm, intimista demais ou cordial? Com votos para a família inteira ou somente para o sujeito que você de fato conhece? (Preocupação importante nos tempos pós-modernos que vivemos, nos quais famílias se fazem e se desfazem sem que a gente nem perceba – a menos que esteja anunciado no Facebook).
A beleza dos cartões de Natal é justamente essa: você se dispôr a parar a sua vida corrida e atribulada para mandar uma mensagem muitas vezes repetitivas ou manjadas para uma pessoa querida
Dizem que o que conta é a intenção. O ditado referente aos presentes de aniversário e congêneres vale bem para os cartões natalinos. Ainda que sem mensagem alguma, exceto aquela já impressa, só a assinatura da pessoa que comprou, escreveu o endereço, postou nos correios e depois torceu para a correspondência enfrentar e vencer qualquer greve da categoria durante o período está valendo.
Sou adepto dos recursos digitais para agilizar a vida. Mas não abro mão de mandar meus cartões de Natal ao fim do ano. Nem de recebê-los. É um prazer dedicar uma mensagem de boas festas a alguém, e uma alegria ter para quem mandar o pedaço de papel que podia dizer pouco, mas chega berrando gentileza.
E se você me mandou um desses – ou pretende mandar, depois de ler o texto: muito obrigado!

3 comentários
Micael
08/12/2011 0:20
Tenho guardado na memória a imagem da árvore de natal e a quantidade de cartões posicionados embaixo dela diminuindo a cada ano que passava. Por mais triste que isso possa parecer a princípio vale pensar também numa troca da quantidade pela qualidade.
Pedro
10/12/2011 14:25
Não ta faltando em algum lugar do site o teu nome? Procurei rapidinho por aqui e não achei nada como uma página ‘O Autor’..
Adrienne Nascimento
10/12/2011 20:15
Eu não só já providenciei os meus cartões, como preparei cada um deles com cuidado e carinho. Personalizei com fotos e atentei para as coisas escritas, de modo a ser algo bem pessoal e individual.
Fiz tudo pela internet (num site de fotopresentes), encomendei, paguei e gostei do resultado final.
Agora só me resta a ansiedade para entregá-los. rs
=)
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