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	<title>Memórias Fracas</title>
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	<description>Meus pitacos sobre jornalismo e tecnologia</description>
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		<title>Li e gostei do Manual de Redação CBN</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Jan 2012 01:15:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[CBN]]></category>
		<category><![CDATA[Organizações Globo]]></category>
		<category><![CDATA[rádio]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>

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		<description><![CDATA[Poucas coisas me fascinam tanto nesse mundinho do jornalismo como os manuais de redação. Quando pego um desses para ler, sinto-me dentro do prédio do veículo, acompanhando cada passo do fazer jornalístico. Sorte, então, ver que o Manual de Redação da CBN entra para minha pequena coleção de publicações do tipo depois de uma rápida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Poucas coisas me fascinam tanto nesse mundinho do jornalismo como os manuais de redação. Quando pego um desses para ler, sinto-me dentro do prédio do veículo, acompanhando cada passo do fazer jornalístico. Sorte, então, ver que o Manual de Redação da CBN entra para minha pequena coleção de publicações do tipo depois de uma rápida e agradável leitura.</p>
<p>Devorei-o. Ele não é lá muito grande, o que ajuda. Mas é bom. Parece que os responsáveis por ele (a organizadora é Mariza Tavares, diretora da CBN) aproveitaram o próprio livro para por em prática o texto para rádio — curto, leve, eficaz.</p>
<div id="attachment_2201" class="wp-caption aligncenter" style="width: 310px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-2201" title="Capa do Manual de Redação CBN" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2012/01/20120123-231526.jpg" alt="Capa do Manual de Redação CBN" width="300" height="364" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Capa</p></div>
<p>O manual da CBN traz todos os detalhes sobre o conceito de jornalismo da CBN, de como lidam com certas situações, de como fazem a divisão entre programação local e de rede. Enfim, esclarece diversos pontos com simplicidade.</p>
<p>Descobri pelo livro que a rádio mantém dois estúdios em São Paulo. Geralmente é da capital paulista que a cabeça de rede acontece durante a maior parte do dia, com o que é gerado na pauliceia sendo transmitido para o resto do país. Aí entram as inserções locais nos horários combinados. E para que dois estúdios? Quando há notícia urgente na cidade, um dos estúdios ganha programação local e o outro segue liderando a rede.</p>
<p>Curioso pensar que, em tempos de globalização, o local ainda tem tanta importância. No rádio acontece assim faz tempo. Há quem diga que a televisão vai pelo mesmo caminho.</p>
<p>Além de todos os verbetes sobre texto jornalístico para rádio, orientações para redes sociais e muito mais, o manual em questão traz anexos sobre economia e política. Bastante úteis pela consulta rápida, mesmo nos tempos de Wikipedia disponível a um clique.</p>
<p>Senti falta de duas coisas: a reprodução dos <a href="http://memoriasfracas.com/principios-editoriais-da-globo/princípios"> princípios editoriais das Organizações Globo</a> e comentários sobre a briga da CBN com &#8220;A Voz do Brasil&#8221;, aquele programa feito pelo governo que quebra a programação de rádio no início da noite. Parece-me que a CBN tem liminar para transmitir noticiário urgente mesmo se &#8220;A Voz&#8221; estiver no ar. Infelizmente não há qualquer comentário sobre o assunto no livro.</p>
<p>Custou próximo R$ 25 ou algo assim. Barato frente a outros manuais de redação maiores e mais completos. Li e gostei.</p>
<p>Depois de le-lo disparei uma mensagem para a Mariza Tavares comentando como havia gostado do livro. Resposta dela: &#8220;O jornalismo é uma atividade fascinante, você vai ver.&#8221; Estou vendo.</p>
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		<title>Meu mantra de todos os dias</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 23:08:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>

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		<description><![CDATA[O Chico está coberto de razão. Chega uma hora em que não adianta mais tentar agradar. A audiência na rede é assim mesmo, feita de gente que concorda contigo e feita de gente que discorda de você. A partir do momento que você já fez de tudo para suprir as necessidades dessa audiência descontente, resta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><iframe width="500" height="281" src="http://www.youtube.com/embed/n5LuD2CFhYE?fs=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>O Chico está coberto de razão. Chega uma hora em que não adianta mais tentar agradar. A audiência na rede é assim mesmo, feita de gente que concorda contigo e feita de gente que discorda de você. A partir do momento que você já fez de tudo para suprir as necessidades dessa audiência descontente, resta torcer para que encontrem outro site, escritor, serviço ou o que quer que seja que faça o serviço por completo.</p>
<p>A nós, pobres profissionais das palavras, segue a missão de escrever para aqueles que querem nos ler.</p>
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		<title>Dos cartões natalinos</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Dec 2011 02:44:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>

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		<description><![CDATA[Tem coisa mais bonita que cartão natalino? Sim, sou absolutamente piegas ao fazer uma afirmação dessas. Ainda mais quando me refiro aos cartões de papel, aqueles de árvore morta mesmo, que parecem estar em processo de aposentadoria desde que a gente se viciou nessas telas de CRT, LCD, LED, e qualquer que seja a sigla [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tem coisa mais bonita que cartão natalino? Sim, sou absolutamente piegas ao fazer uma afirmação dessas. Ainda mais quando me refiro aos cartões de papel, aqueles de árvore morta mesmo, que parecem estar em processo de aposentadoria desde que a gente se viciou nessas telas de CRT, LCD, LED, e qualquer que seja a sigla de três letrinhas que está por vir.<span id="more-2187"></span></p>
<p>Sendo geek e editor de um site de tecnologia, digo que para essas ocasiões ainda prefiro o bom e velho cartão. Como o que eu recebi hoje, de uma gentileza sem tamanho, e de uma pessoa que – confesso – não imaginaria que me endereçaria uma belezoca dessas.</p>
<p>Cartão de Natal tem seu valor porque a pessoa se dispôs a ir a uma loja, escolher o cartão bonito, talvez até o envelope que vai proteger a mensagem de boas festas dos olhares do carteiro.</p>
<p>Aí chega o momento de escrever a mensagem. Hummm, intimista demais ou cordial? Com votos para a família inteira ou somente para o sujeito que você de fato conhece? (Preocupação importante nos tempos pós-modernos que vivemos, nos quais famílias se fazem e se desfazem sem que a gente nem perceba – a menos que esteja anunciado no Facebook).</p>
<p>A beleza dos cartões de Natal é justamente essa: você se dispôr a parar a sua vida corrida e atribulada para mandar uma mensagem muitas vezes repetitivas ou manjadas para uma pessoa querida</p>
<p>Dizem que o que conta é a intenção. O ditado referente aos presentes de aniversário e congêneres vale bem para os cartões natalinos. Ainda que sem mensagem alguma, exceto aquela já impressa, só a assinatura da pessoa que comprou, escreveu o endereço, postou nos correios e depois torceu para a correspondência enfrentar e vencer qualquer greve da categoria durante o período está valendo.</p>
<p>Sou adepto dos recursos digitais para agilizar a vida. Mas não abro mão de mandar meus cartões de Natal ao fim do ano. Nem de recebê-los. É um prazer dedicar uma mensagem de boas festas a alguém, e uma alegria ter para quem mandar o pedaço de papel que podia dizer pouco, mas chega berrando gentileza.</p>
<p>E se você me mandou um desses – ou pretende mandar, depois de ler o texto: muito obrigado!</p>
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		<title>Nada se vê por aqui</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Dec 2011 10:40:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Bom Dia Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Globo]]></category>

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		<description><![CDATA[O famoso &#8220;padrão Globo&#8221; para o Jornalismo não admite marcas. &#8220;O diretor dessa empresa&#8221;, &#8220;foram flagrados em uma rua da Zona Sul&#8221;, e assim sucessivamente. Até aí, tudo bem, é direito deles não citar ativamente uma marca porque ela não pagou pela aparição na emissora de maior audiência do país. Só que tem horas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O famoso &#8220;padrão Globo&#8221; para o Jornalismo não admite marcas. &#8220;O diretor dessa empresa&#8221;, &#8220;foram flagrados em uma rua da Zona Sul&#8221;, e assim sucessivamente. Até aí, tudo bem, é direito deles não citar ativamente uma marca porque ela não pagou pela aparição na emissora de maior audiência do país. Só que tem horas que extrapola.<span id="more-2180"></span></p>
<p>No &#8220;Bom Dia Brasil&#8221;, o telejornal matinal da Globo, uma reportagem falava sobre a ação de bandidos no Rio de Janeiro. Entre os itens apreendidos pela polícia, uma série de SIM Cards de telefonia. Aqueles utilizados por operadoras que adotam a tecnologia GSM em suas respectivas redes.</p>
<p>Em vez de mostrar os chips, a imagem sofreu um Blur violentíssimo. Por segundos – 1 segundo custa bem caro na emissora carioca – o espectador desejoso de se informar deu de cara com formas borradas na tela da sua televisão. Dava para perceber objetos com um vermelho forte no centro, nada mais que isso. Em se tratando de telefonia, acho que você já descobriu qual operadora teve sua marca apagada dali.</p>
<div id="attachment_2192" class="wp-caption aligncenter" style="width: 520px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><a href="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2011/12/chip-bom-dia-brasil.png"><img class="size-medium wp-image-2192" title="chip-bom-dia-brasil" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2011/12/chip-bom-dia-brasil-510x243.png" alt="" width="510" height="243" /></a><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">No &quot;Bom Dia Brasil&quot;</p></div>
<p>Curiosamente, a mesma reportagem tinha ido ao ar minutos antes no &#8220;Bom Dia Rio&#8221;, o matinal local para o Rio de Janeiro. Só que sem o tal do Blur. (<a href="http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2011/12/inspetores-sao-presos-com-drogas-que-seriam-levadas-para-presidios.html">vídeo aqui</a>)</p>
<div id="attachment_2182" class="wp-caption aligncenter" style="width: 341px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-2182" title="globo-chip-claro" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2011/12/globo-chip-claro.png" alt="No &quot;Bom Dia Rio&quot;" width="331" height="244" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">No &quot;Bom Dia Rio&quot;</p></div>
<p>Precisava disso no &#8220;Bom Dia Brasil&#8221;?</p>
<p>Como eu disse, uma coisa é evitar citar uma marca. Outra é manipular uma imagem, sabe-se lá por quais motivos.</p>
<p><strong>Atualização</strong></p>
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		<title>Não falarás sobre aquele que te banca</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Dec 2011 13:29:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[INFO]]></category>
		<category><![CDATA[publicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Wired]]></category>

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		<description><![CDATA[Hoje mais cedo, num artigo sobre a revista americana &#8220;PC Magazine&#8221; ter escolhido o Hotmail como aplicativo web do ano, li um coment&#225;rio mais ou menos assim: n&#227;o d&#225; para confiar nessa an&#225;lise porque o produto analisado &#233; de um anunciante da pr&#243;pria publica&#231;&#227;o. Ora, ora, vamos com calma! Uma revista tem um p&#250;blico-alvo definido. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Hoje mais cedo, num artigo sobre a revista americana &#8220;PC Magazine&#8221; ter escolhido o Hotmail como aplicativo web do ano, li um coment&aacute;rio mais ou menos assim: n&atilde;o d&aacute; para confiar nessa an&aacute;lise porque o produto analisado &eacute; de um anunciante da pr&oacute;pria publica&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Ora, ora, vamos com calma! Uma revista tem um p&uacute;blico-alvo definido. Classe econ&ocirc;mica, regi&atilde;o, idade, n&iacute;vel de cultura etc. Tudo isso ajuda a construir a identidade de uma publica&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o raro, os anunciantes querem atingir esse mesmo p&uacute;blico com mensagens publicit&aacute;rias sobre produtos espec&iacute;ficos. Afinal, o p&uacute;blico &eacute; o mesmo.<span id="more-2178"></span></p>
<p>Como &eacute; que uma revista sobre inform&aacute;tica vai receber an&uacute;ncios de empresas de agropecu&aacute;ria? N&atilde;o &eacute; assim que a ind&uacute;stria da Comunica&ccedil;&atilde;o Social funciona. Publicidade e Jornalismo andam lado a lado, de m&atilde;os dadas, e dependem um do outro. O que n&atilde;o quer dizer que eles precisam se confundir.</p>
<p>&Eacute; natural que a &#8220;Wired&#8221;, a b&iacute;blia sagrada da tecnologia, receba propaganda de empresas como LG, Microsoft, Samsung e Verizon. Assim como &eacute; natural que a &#8220;INFO&#8221; tenha comercial da NET ou da Nokia. Isso afeta o julgamento da empresa ao produzir an&aacute;lises de produtos? N&atilde;o deveria. S&atilde;o ve&iacute;culos s&eacute;rios, conceituados e com uma credibilidade constru&iacute;da ao longo de anos. Espera-se que os jornalistas dessas publica&ccedil;&otilde;es saibam separar interesses comerciais da produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do.</p>
<p>Ter departamento comercial separado do de Jornalismo n&atilde;o &eacute; coincid&ecirc;ncia. Dessa forma cria-se um distanciamento entre as equipes para que o trabalho de uma &mdash; notadamente a de comercial; desculpem-me os publicit&aacute;rios que leem este blogue &mdash; contamine o trabalho de outra.</p>
<p>Desconsiderar uma an&aacute;lise porque a empresa dona do produto anuncia na revista nos levaria a desconsiderar o produto editorial como um todo. A maioria dos anunciantes &eacute; pass&iacute;vel de virar assunto da publica&ccedil;&atilde;o.</p>
<p>Como eu disse, o material publicit&aacute;rio e conte&uacute;do jornal&iacute;stico t&ecirc;m o mesmo alvo. &Eacute; assim que funciona.</p>
<p>E isso vale n&atilde;o s&oacute; para revistas, mas para qualquer coisa que envolva Comunica&ccedil;&atilde;o e tenha o objetivo de ser lucrativa.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Juramento do Jornalista</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Nov 2011 11:21:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>

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		<description><![CDATA[Juro dedicar minha vida a serviço da sociedade, tendo o Jornalismo como instrumento para exposição de fatos e de ideias. Reconheço a meus professores, mestres e colegas a contribuição para a minha formação. Buscarei o conhecimento acima de tudo. Admito a inexistência de uma verdade absoluta. É meu dever expor fatos para que a sociedade [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Juro dedicar minha vida a serviço da sociedade, tendo o Jornalismo como instrumento para exposição de fatos e de ideias.</p>
<p>Reconheço a meus professores, mestres e colegas a contribuição para a minha formação.</p>
<p>Buscarei o conhecimento acima de tudo.</p>
<p>Admito a inexistência de uma verdade absoluta. É meu dever expor fatos para que a sociedade tire suas próprias conclusões.</p>
<p>Comprometo-me a dar o máximo de empenho na atividade de apuração.</p>
<p>Manterei o respeito pelas pessoas, as protagonistas de histórias que futuramente contarei.</p>
<p>Atrevo-me a utilizar recursos imediatamente questionáveis, sempre tendo como norte o dever de bem informar.</p>
<p>Não me apequenarei diante da pressão corporativa. O compromisso primeiro do jornalista é com os fatos; depois com a empresa para a qual presta serviço.</p>
<p>Deixo a atividade de propaganda para os publicitários.</p>
<p>Faço esse juramento de minha própria vontade e pela minha própria honra.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Olha a Globo sendo cobrada por princípios editoriais</title>
		<link>http://memoriasfracas.com/olha-a-globo-sendo-cobrada-por-principios-editoriais/</link>
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		<pubDate>Tue, 16 Aug 2011 17:17:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Organizações Globo]]></category>

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		<description><![CDATA[Não pensei que eu fosse voltar a esse assunto do documento de princípios editoriais das Organizações Globo tão cedo. Mas justamente um órgão militar fez o favor de invocar os tais princípios. Na semana passada o &#8220;Fantástico&#8221; (sempre ele) apresentou uma reportagem sobre as dificuldades de uma aeronave particular em entrar em contato com as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não pensei que eu fosse voltar a esse assunto do <a href="http://memoriasfracas.com/principios-editoriais-da-globo/">documento de princípios editoriais das Organizações Globo</a> tão cedo. Mas justamente um órgão militar fez o favor de invocar os tais princípios.</p>
<p>Na semana passada o &#8220;Fantástico&#8221; (sempre ele) apresentou uma reportagem sobre as dificuldades de uma aeronave particular em entrar em contato com as autoridades aéreas do País. Uma reportagem bastante negativa, diga-se de passagem &#8212; dava a entender que o famoso caos aéreo continua aí.</p>
<p>Depois da matéria ir ao ar, a Força Aérea Brasileira não se furtou de emitir um comunicado à imprensa sobre o assunto. No segundo parágrafo do comunicado lemos:</p>
<p>&#8220;A reportagem contradiz os princípios editoriais da própria Rede Globo ao apresentar argumentos com falta de Correção e falta de Isenção, itens considerados pela própria emissora como sendo atributos da informação de qualidade.&#8221;</p>
<p>Lembra quando eu escrevi que o documento de princípios editoriais tinha sua importância no caráter normativo da coisa? Na formalização de um compromisso com o consumidor dos produtos jornalísticos da Globo?</p>
<p>Eu me esqueci de falar que os documentos também servem de arma para quem se sente injustiçado pelas reportagens que o maior grupo de comunicação apresenta em seus jornais, telejornais, sitesde notícias e programas de rádio.</p>
<p>A FAB talvez tenha sido a primeira &#8216;vítima&#8217; a evocar o documento. Não será a única, contudo. Os profissionais da Comunicação (e eu!) já devem ter decorado os parágrafos, artigos e afins que a documentação global apresenta.</p>
<p>Isso é bom. Mostra, em primeiro lugar, que a Globo está dando a cara a tapa. Em segundo lugar, que os participantes de seu noticiário estão batendo. Quem ganha com isso é o espectador, que tende a receber material jornalístico de melhor qualidade com o passar do tempo.</p>
<p style="text-align: center;">* * *</p>
<p>Em tempo: o &#8220;Jornal Nacional&#8221; de sábado mostrou uma reportagem sobre a curiosa organização de um jogo amistoso da Seleção Brasileira faz alguns anos. Quem apareceu como vilão da história? Sim, ele, Ricardo Teixeira, o todo-poderoso da CBF. Será mais um caso do documento de princípios éticos dando frutos? Lá diz que nenhum assunto é tabu.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>O resultado pouco importa</title>
		<link>http://memoriasfracas.com/o-resultado-pouco-importa/</link>
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		<pubDate>Thu, 11 Aug 2011 22:24:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[BBC]]></category>
		<category><![CDATA[Folha de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Ofcom]]></category>
		<category><![CDATA[Organizações Globo]]></category>

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		<description><![CDATA[Nessa história de controle social da mídia, o ex-ministro Franklin Martins rodou. Comandante-em-chefe da pasta da Comunicação Social até dezembro, Martins mostrou-se um grande proponente de uma forma pela qual a sociedade poderia exercer poder maior sobre os meios de comunicação. Paulo Bernardo, o ministro das Comunicações atual, avisou nessa semana que o projeto foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nessa história de controle social da mídia, o ex-ministro <a href="http://memoriasfracas.com/franklin-martins-lei-de-imprensa-blog/">Franklin Martins</a> rodou. Comandante-em-chefe da pasta da Comunicação Social até dezembro, Martins mostrou-se um grande proponente de uma forma pela qual a sociedade poderia exercer poder maior sobre os meios de comunicação. <strong>Paulo Bernardo</strong>, o ministro das Comunicações atual, <a href="http://veja.abril.com.br/blog/radar-on-line/governo/o-controle-da-midia-foi-para-o-lixo/">avisou</a> nessa semana que o projeto foi colocado de lado em definitivo.</p>
<p>Logo que o controle social da mídia entrou em pauta, os grandes grupos de comunicação fizeram ataques violentos a ele. A <strong>Folha de São Paulo</strong> não perdeu tempo: na sua artilharia, o argumento de que o governo tentaria censurar a imprensa. A <strong>Globo</strong>, ainda que de forma silenciosa, deu a entender que também faria coro contra o tal controle caso fosse necessário. Parece que nenhum deles entendeu de fato como a coisa ia funcionar.</p>
<p>Na <strong>Inglaterra</strong> existe faz tempo — atende pelo nome de <strong>Ofcom</strong>. Em vez de o governo assumir a posição de mediador no debate espinhoso sobre o controle social da mídia, os próprios veículos de comunicação se agremiaram. Resultado disso é um órgão independente e tido como suprapartidário, que tem autorização para fiscalizar e punir os meios de comunicação quando essa atitude se faz necessária. Parece que funcionou. A <strong>BBC</strong> é tradicional exemplo de como a mídia britânica pode oferecer conteúdo de qualidade excepcional.</p>
<p>Em comparação, os americanos espinafram qualquer tentativa de controle social da mídia. A livre iniciativa, que o <em>American way of life</em> tanto defende, rechaça o assunto. As empresas de comunicação podem dizer o que bem quiserem a qualquer momento, e não raro saem impunes quando lesam a informação, o bem mais precioso que a mídia pode oferecer. A liberdade em demasia vale tanto para veículos cujo conteúdo é reconhecidamente bom (caso da revista New Yorker) como para aqueles que deixam a desejar (a Fox News é um exemplo — não se passa um dia sequer sem que as reportagens ideologicamente direcionadas ataquem o governo do presidente Obama).</p>
<p>Cá no Brasil nós estamos num <strong>limbo</strong> quando o controle social da mídia entra em pauta. Franklin bem que tentou trazer a discussão à tona, mas não deu certo: à época da primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), nenhum grande grupo enviou participantes para discutir o assunto. Simplesmente se abstiveram de explicar seus pontos de vista para o público. E sempre que algum político volta a falar do controle social, lá vêm os editoriais inflamados destruindo cada possível aspecto positivo desse instrumento.</p>
<p>Enquanto isso, o público segue assistindo, lendo e ouvindo reportagens terríveis, mal apuradas, com erros de informação mais do que grotescos. Sem falar nos excessos amplamente conhecidos quando a opinião é fornecida travestida de fato. Se não vamos aprovar o controle social da mídia no fim das contas é algo que pouco importa. Para uma democracia jovem como a brasileira, está faltando discussão.</p>
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		<title>Por que o documento de princípios editoriais da Globo é importante</title>
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		<pubDate>Mon, 08 Aug 2011 02:49:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Globo]]></category>
		<category><![CDATA[Organizações Globo]]></category>
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		<description><![CDATA[A Folha de São Paulo tem. O Grupo Estado, que entre outros veículos controla o Estadão tem. A Dow Jones tem. Reza a lenda que até O Globo, tradicional jornalão, carioca tem. Só faltava mesmo a alta cúpula das Organizações Globo se atentar para essa tradição do setor de Comunicação e lançar seu guia de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Folha de São Paulo tem. O Grupo Estado, que entre outros veículos controla o Estadão tem. A Dow Jones tem. Reza a lenda que até O Globo, tradicional jornalão, carioca tem. Só faltava mesmo a alta cúpula das Organizações Globo se atentar para essa tradição do setor de Comunicação e lançar seu guia de princípios para fazer Jornalismo. E foi feito, no melhor estilo Globo de fazer as coisas.</p>
<div id="attachment_2137" class="wp-caption aligncenter" style="width: 479px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-medium wp-image-2137 " title="William Bonner apresenta os princípios editoriais do grupo (imagem reprodução)" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2011/08/bonner-principios-editoriais-469x350.png" alt="" width="469" height="350" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Qualquer estudante de Jornalismo já sabia</p></div>
<p>Durante uma edição de sábado do Jornal Nacional. Com direito a 4 minutos de nota coberta por imagens (<a href="http://g1.globo.com/videos/jornal-nacional/v/organizacoes-globo-divulgam-documento-com-principios-editoriais/1589000/">vídeo aqui</a>), o telejornal mais importante da Globo mostrou o que é Jornalismo para o grupo. Tem que ter correção, isenção, pluralismo &#8212; tudo aquilo que a gente está cansado de saber.</p>
<p>Nas redes sociais, o barulho foi imediato. Vi muita gente comentar o assunto dizendo que a Globo nunca teve princípios. Que o documento é pura hipocrisia. Que é perda de tempo ler as 28 páginas de considerações sobre o que a Globo considera como correto no fazer jornalístico.</p>
<p>Discordo desse coro. O documento com <a href="http://extra2.globo.com/projetos/principios-editoriais/">princípios editoriais</a> (<a href="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2011/08/Princípios-Editoriais-Organizações-Globo.pdf">PDF</a>) formalmente registrado e válido para todos os produtos jornalísticos das Organizações Globo deve ser recebido com boas vindas. Agora, pela primeira vez em suas tantas décadas de existência, o grupo de mídia mais poderoso do Brasil tem um compromisso público justamente com seu público.</p>
<p>Na próxima vez que você perceber alguma coisa de errada na conduta de um produto jornalístico da Globo, poderá apontar que na seção X, item Y, tópico Z do documento de princípios editoriais do grupo está escrito expressamente que o funcionário não pode agir daquela maneira.</p>
<p>O documento é, mais do que um guia para os jornalistas da Globo. Trata-se de uma arma que o povo brasileiro tem para cobrar do grupo quando isso se fizer necessário. É uma ferramenta para que o público se assegure de que a prática condiz com a norma. E caso não seja assim, nós temos todo o direito de cobrar explicações.</p>
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		<title>Sonho de Murdoch</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Jun 2011 15:54:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Fox News]]></category>
		<category><![CDATA[News Corp]]></category>
		<category><![CDATA[Roberto Marinho]]></category>
		<category><![CDATA[Rupert Murdoch]]></category>

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		<description><![CDATA[O sujeito nasce na terra dos cangurus, lá na Austrália. Porém, é nos Estados Unidos que vai perseguir o tal american way of life. Faz fama, faz fortuna, conquista mulheres e o mundo. Quando tudo parecia estar perfeito para que o magnata (adoro esse termo, que não diz quase nada, mas pesa bastante num texto) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O sujeito nasce na terra dos cangurus, lá na Austrália. Porém, é nos Estados Unidos que vai perseguir o tal <em>american way of life</em>. Faz fama, faz fortuna, conquista mulheres e o mundo. Quando tudo parecia estar perfeito para que o magnata (adoro esse termo, que não diz quase nada, mas pesa bastante num texto) Rupert Murdoch finalmente se aposentasse, vem a internet e muda as coisas de um jeito que ninguém esperava. Logo ele, uma espécie de Roberto Marinho do Hemisfério Norte, teve que voltar ao batente nos diversos escritórios que a News Corp., seu conglomerado de mídia, tem América afora.</p>
<p>Murdoch não contava com as perspicácia de um pessoal que cansou dessa história de <em>gatekeeper</em>, <em>mass media</em>, e tantos outros jargões que são cuspido das bocas de professores de Jornalismo, Publicidade e sabe-se lá quais outros campos da Comunicação. O <em>publisher</em> de si mesmo compete com um <em>Wall Street Journal</em> da vida de igual para igual. Pode não ter a mesma audiência mastodôntica, mas às vezes tem mais credibilidade. Se for comparar com a <em>Fox News</em>, então, nem se fala. Graças à internet, claro.</p>
<p>A internet, essa nova “coisa” que misturou informática, tecnologia, telecomunicações e conteúdo, tudo num balaio só, abriu as portas para que qualquer sujeito com acesso a um PC e a uma rede de dados publique o que bem quiser, na hora que bem entender, e do jeito que achar mais conveniente. Sem pedir permissão a ninguém na maior parte dos países (a China é exceção, felizmente, com o seu Grande Firewall). Acredite, é verdade: o próprio Google, que embolsa bilhões por ano nesse negócio, tem um serviço gratuito para publicação daqueles textos rápidos chamados de <em>post</em>.</p>
<p>E como fica Murdoch nessa história? De início, não ficava. O quase centenário bateu pé dizendo que não iria para a rede, que seu negócio era jornal. Até que a receita com seus veículos, inclusive empresas conceituadas e tradicionais, começou a minguar como nunca antes na história da News Corp. E, claro, numa situação complicada, a gente faz qualquer coisa para não abrir mão do <em>croissant</em> e do suco de tâmaras importadas logo pela manhã. Murdoch abriu todo o conteúdo na web, mas também não deu muito certo. Qualquer pessoa com mais de dois anos de serviços prestados à internet sabe que a publicidade não é tão vasta assim. No fim das contas, alguns jornais virtuais do magnata (olha aí, de novo!) não conseguiam fechar suas contas.</p>
<p>Agora parece que Murdoch e sua trupe optaram pelo caminho do bom senso. Parte dos conteúdos dos veículos cai na rede com acesso livre e desregrado. Ou parte, o filé da produção jornalística, fica disponível somente para os leitores que toparem pagar a mais por esse conteúdo – ou que sejam assinantes do veículo impresso, o que costuma ajudar na hora de acessar o conteúdo online.</p>
<p>Bons tempos em que só os governos e suas censuras ameaçavam os jornais. Era muito mais fácil, deve pensar Murdoch, quando um cheque em branco lhe comprava o que fosse. Comprava inimigos, comprava concorrentes, e comprava até audiência (ou alguém acredita que, naquele tempo, dava para confiar no IBOPE e afins?) Com a internet, tudo mudou. Passou da hora de Murdoch mudar também.</p>
<p>&nbsp;</p>
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