Gamer

Estreou no último dia 2 o filme “Gamer”, que eu assisti ontem sem qualquer informação adicional. O resultado foi um filme irritantemente chato, que promete um enredo de primeira linha, mas entrega um monte de cenas de impacto sem grande significação para o espectador que vai ao cinema.

gerard-butler-gamer

A premissa de “Gamer” é incrível: prisioneiros podem participar de um jogo no melhor estilo Counter-Strike ou Gears of War, que é transmitido ao vivo para milhões (talvez bilhões) de pessoas ao redor do mundo. O livre arbítrio desses homens, que podem sair do corredor da morte caso vençam as batalhas, entra em conflito com as decisões feitas por jogadores que pagam para, do conforto de suas casas, controlar por completo a mente do guerreiro.

Infelizmente a execução da ideia não foi das melhores. Do meu ponto de vista, faltou mais substância a uma história que mistura a fúria de um matador controlado remotamente com o amor de um pai (vivido por Gerard Butler, de “300″) que quer reencontrar a esposa e a filha. Tudo isso com pitadas de injustiça, o que normalmente serve de catalisador para as histórias bacanudas (Prison Break que o diga).

A edição de “Gamer” também me incomodou muito. Os cortes de câmera são feitos sempre com muita rapidez, sem dar tempo de o espectador entender o que a cena está apresentando. Como já não sou um grande fã de filmes que têm como mote assassinos que só fazem puxar o gatilho de uma arma, me vi várias vezes pensando “Boring!” enquanto as sequências de explosões grandiosas aconteciam.

Mas o filme também tem seu lado bom. Como bem escreveu o blog Judão, “gostosas com pouca roupa” não faltam à produção. Quem está a fim de ver peitos, bundas e beijos lésbicos encontrará um prato cheio em “Gamer”. A tecnologia também tem certo destaque, uma vez que conseguiram criar um PC gamer futurista que, de certa forma, convence. Dá aquela dúvida sobre como o ambiente computacional para essa finalidade será daqui a alguns anos.

O destaque do filme vai para Michael C. Hall, também conhecido como Dexter Morgan. Com maestria, ele consegue tirar a máscara de serial killer encubado e se transformar em um megalomaníaco que deseja controlar todos os seres humanos a partir de uma tecnologia militar que pode ser implantada no cérebro. A sequência dele cantando, junto com capangas, uma música de Sinatra (não recordo o nome) é deveras divertida.

Conclusão: não assista a “Gamer”. Ao menos não no cinema. Espere o filme sair em DVD e veja no conforto da sua poltrona. Se, assim como eu, você não gostar da produção, bastará desligar o aparelho de DVD. Sem grandes problemas.

Veja trailer

Assista abaixo ao trailer de “Gamer”, dirigido por Brian Taylor e Mark Neveldine.

Detalhe: o filme estreou nos Estados Unidos em 4 de setembro, mas só chegou ao Brasil quase um mês depois.

Apenas um comentário em “Gamer

  1. Dearest,
    O nome da música é "I've got you under my skin" do Sinatra.
    É deveras hilário, principalmente por causa da letra…. dá uma olhada:
    "I've got you under my skin
    I've got you deep in the heart of me
    So deep in my heart, that you're really a part of me
    Ive got you under my skin
    Don't you know you fool, you never can win
    Use your mentality, wake up to reality"
    Link: http://www.youtube.com/watch?v=ukmb_7fBYqo&fe…
    E ao que parece, ele realmente está cantando e dançando! Não é dublê! A-DO-REI!
    É, também só essa parte… porque de resto, "Gamer" é só tiros e explosões…

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