Google Adsense e seu uso abusivo

A internet mundial, e paralelamente a brasileira, vem acompanhando o fenômeno dos blogs há uns quatro, talvez cinco anos. Período recente, é verdade, e que em pouco tempo nos trouxe muitas surpresas. Tudo que é novo demora um pouco para ser absorvido e empregado de forma mais consciente. A exemplo dos discos de dvd, que inicialmente eram rejeitados pelo seu custo. Hoje quem não tem dvd não assiste aos lançamentos.

Os blogueiros escreviam por prazer, diversão ou passatempo. É difícil encontrar um que, há dois anos atrás, ganhasse para escrever em seu blog sobre assuntos dos quais entendia ou queria comentar. E neste segmento, que fique claro, os blogs que os grandes portais vieram a criar depois – como os do G1 ou da Folha – não são considerados. Apenas as pessoas físicas, não atreladas a qualquer empresa, são a temática deste post.

Tudo isso mudou em 2003, quando o Google comprou um sistema de gerenciamento de publicidade: o Adsense. O todo poderoso da internet permitiu, desde então, que qualquer site, blog, ou o que quer que seja, monetizasse – termo amplamente defendido pelo Rodrigo Ghedin – seu conteúdo. Deixo bem claro que não é vender o conteúdo.

A oportunidade foi vista com muito bons olhos. Não raramente já nos deparávamos com páginas apinhadas de anúncios, banners e pop-ups do início ao fim. Uma completa falta de respeito com o visitante, que foi lá em busca de uma informação, e não em busca de anúncios em demasia. Esse comportamento, pensando apenas no lucro, faz o caminho exatamente oposto: uma vez que o visitante não tolera aquele abuso, vai embora e não clica no anúncio. Ou seja, o dono da página perde dinheiro e também uma pessoa que poderia acrescentar comentários.

Como usar o Adsense

O uso do Google Adsense não é proibido, mas deve ser moderado. Repito que o visitante não é obrigado a ter uma quantidade de anúncios grande demais. Não há uma regra para isso. Há pessoas que colocam banners a cada texto, outros em cada página (como eu, na sidebar) e outros colocam no topo da página, no rodapé e acha que é o suficiente.

O visitante é quem julgará se aquele nível de publicidade é aceitável ou não. Se não for, basta a instalação de um plugin, Adblock, para que o problema seja resolvido. Mais uma vez quem perde é o dono do blog. Na verdade, em geral todos os blogueiros perdem, pois bloquendo uma url de anúncio, a mesma não será exibida em todas as páginas que a utilizem. Exemplifico com a url http://pagead2.googlesyndication.com/, do Google Adsense. Caso seja bloqueada, todos os blogs que usam o serviço terão seus anúncios suprimidos.

O que custa clicar?

Uma vez que o uso da publicidade é consciente, fica a minha pergunta: o que custaria ao visitante clicar no anúncio? Não é uma obrigação, mas encaro o clique em uma propaganda como incentivo para manter o conteúdo como está e melhorá-lo na medida do possível.

Fazendo uma analogia, o clique é uma gorjeta. Prestamos um serviço gratuito. Se for bom, o visitante não vai tirar um centavo do bolso, mas apenas gastar alguns segundos da sua preciosa navegação: o tempo de a página ser carregada e, se o assunto não interessar, ser fechada.

13 comentários em “Google Adsense e seu uso abusivo

  1. Mutio Bom o Post!!
    Engraçado que postei sobre o mesmo assunto hoje!
    Msas você conseguiu caminhar por uma outra vertente, apesar de termos umas coisas em comum!
    Gostei do post … uma maneira de dizer tudo que todos os blogueiros querem dizer mas LITERALEMTE não podem!
    Abs

  2. Discordo amiguinho.

    Não foi isso que o anunciante pagou… Nós devemos incentivar os usuários a Lerem os anúncios, e apenas em caso de interesse clicarem.

    Ponha-se do outro lado da moeda. Se você paga anúncios, você quer retorno. Sou contra o incentivo ao clique como forma de gorjeta. Sou a favor do incentivo à leitura das propagandas.

    Don’t be evil

    abraço

  3. Monetização é o que há! :D.

    Particularmente, eu acredito veementemente que as pessoas só passarão a encarar a publicidade como algo natural quando os próprios bloggers assim a verem. Vejo que muita gente veicula anúncios no blog, mas fica receoso com um possível impacto negativo que estes venham a causar em seus leitores. Anúncio publicado em lugares estratégicos, que chamam a atenção do leitor, mas não estragam o layout da página, não incomodam.

    A conscientização a ser feita é no sentido de tornar a coisa natural. Da mesma maneira que eu assisto uma propaganda na TV, não me incomodo com ela (na maioria das vezes), é que deve ser encarada a publicidade na web. Afinal, é um mercado emergente, crescerá muito nos próximos anos, e só os espertos (e conscientizados) é que tirarão proveito deste nicho a longo prazo.

    []‘s!

    Ps: se eu cometi erros ortográficos ou de concordância, perdão :P. Muito texto, sem revisar, sabe como é…

  4. Rapaz, eu escrevo pelo prazer do desaforo. rsss
    Beincadeiras à parte, eu escrevo sem intenção de grana, não uso adsense, não pretendo usar. Gosto de escrever e fazer as pessoas pensarem, podem pensar o que for, mas esse é o meu estimulo. Abração broder, bom final de semana pra ti.

  5. Discordo também. Fazer “caridade para blogueiro” com o dinheiro dos anúnciantes não é nem um pouco legal. Pra ninguém.
    Explico: Se um anúnciante tiver um ROI(retorno de investimento) baixo, ele não anúncia mais naquela mída. Ou seja, um anúnciante a menos, um “concorrente” a menos na hora da escolha dos anúncios. Prejuízo pra todos os editores.

  6. Olá Tiago. Infelizmente você não inseriu um e-mail válido, logo não pude responder através dele.
    Agradeço pelo comentário. Sugiro que você leia o post do Lucas sobre este assunto.
    Sugiro também que você leia meu último post, que foi desencadeado a partir do que o Lucas disse.

  7. Uma coisa que ninguém levou em conta é que quando se faz anuncio no radio, tv e jornais, nem todos os que veêm seu anuncio compra seu produto/serviço.
    Outra coisa, como vou saber se algo que não conheço é bom se eu não for no seu site e verificar?
    É claro que não podemos ao visitantes cliquem nos anúncios e pronto, só para contar o clique, mas acredito que o fato aqui levantado é o de se ter 1000 visitantes únicos em um dia e nenhum clique! É praticamente impossível que não tenha aparecido um mísero link que despertasse no mínimo a curiosidade de alguém.

  8. Pingback: Design Livre

  9. Pingback: Usuário é quem decide se clica no Google Adsense » Memórias Fracas

  10. O termo gorjeta quase me remeteu a esmola…
    Mas afinal, quanto vale um clique? Será que apenas alguns centavos ou alguns dólares?
    Como usuário, posso deixar claro que a Google poderia ter mais cliques em seus anúncios, se eles quisessem, em primeiro lugar, remover sites do AdWords com conteúdo absolutamente vazio e puramente com o intuito de ganhar dinheiro apenas, acima de qualquer coisa.
    Eu nunca cliquei em nenhum anúncio da Google pq eu tinha plena convicção de que teria mais segurança e precisão na busca daquilo que eu queria abrindo outra aba do navegador e pesquisando diretamente do site deles.
    Hoje, como anunciante, vejo que as coisas precisam ser melhor readaptadas. Não que a Google não esteja ganhando dinheiro, mas porque nós, os anunciantes, os que colaboram para o enriquecimento da Google, temos pouco lucro com essa história.

  11. Einar: ainda é muito difícil esperar altas conversões no ambiente da internet, diferentemente do que acontece quando alguém anuncia na televisão. O que ocorre com mais freqüência é a fixação da marca que anuncia, e não tanto a venda do produto.

    Esse quadro está mudando. O Google, com o Adsense, investe pesado em pesquisa e desenvolvimento para que seus robôs fiquem mais apurados e ofereçam os melhores anúncios. Vale lembrar que foi o Google quem iniciou essa nova forma de publicidade online, com propaganda contextual.

  12. Pingback: Usuário é quem decide se clica no Google Adsense (Anúncios Google) » Memórias Fracas

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