Carreira de jornalista

Se você pensa em fazer o curso superior de jornalismo, sugiro que leia uma entrevista com a Miriam Leitão produzida pelo O Globo e pela revista Magazine (pertencente ao Globo). Algumas pessoas poderão argumentar que Miriam trabalha para a Globo, e que por isso não deve ter sua opinião respeitada.

Já eu acredito que ela seja uma profissional notável dentro do jornalismo, e por isso mesmo qualquer um que pense em seguir a carreira de jornalista deve ler a reportagem e ouvir o áudio. Principalmente meus colegas da turma de JO. Alguns deles nem sabem por que freqüentam as aulas.

Miriam Leitão

Vale destacar o verbo “estudar”, que a jornalista utiliza várias vezes durante a entrevista. Deve estar claro para qualquer aspirante a jornalista - como eu - que a máxima dessa profissão é “não saber tudo, mas um pouquinho de cada coisa”. Fica a dica.

E você? O que espera da carreira jornalística?

Dementadores em sala

Um texto profundo da Maria Thereza no Pictolírica (blog muito bom, por sinal) falava da problemática universitária que envolve professores que supõem que você sabe tudo, e alunos que estão se iniciando no curso e obviamente não sabem nada. Isso me lembrou uma historinha. Senta aí, acompanha o texto e depois comenta, tá?

Para quem nunca leu/assistiu Harry Potter, dementadores se alimentam de boas lembranças, deixando somente as piores experiências e lembranças de uma pessoa. O beijo do dementador suga a alma da vítima. Este beijo não mata a vítima mas faz com que ela se torne um ser inválido (demente). [Com informações da Wikipedia]

Dementadores do filme Harry Potter

Eu tenho aula de economia política toda sexta-feira. E eu gosto muito dessa aula, já que economia e política são dois temas que eu procuro acompanhar bastante. O problema é quando as pessoas se aproveitam dessa aula para se engajarem em discussões filosóficas pouco construtivas.

Certa vez, quando discutíamos os fundamentos dos mercados e coisas desse tipo, um ser de pouca luz (copyright Ju Mello) interrompeu a aula para perguntar ao professor se ele achava que os mercados deveriam ter seus produtos limitados pelos estados-nação. O problema não é trazer esse tipo de discussão para sala. Mas sim como essa criatura trouxe.

Enquanto fala, ela parecia um filme em mega-slow-motion. Uma lentidão que dava sono, que dava vontade de ir embora de sala. Como eu gosto muito de economia, acabei ficando. Mas estava difícil de aturar. Se normalmente você leva um minuto para formular uma boa questão, ela deve ter levado quase uns cinco. E no ritmo dela, a impressão que tive é de que foram quase dez minutinhos.

A infeliz fez questão de citar o exemplo de Cuba. Logo Cuba, aquela ilhazinha mequetrefe que tem carros de meados do século passado. Aí não teve jeito: interrompi a fala da lesma lenta para avisar que estávamos saindo do campo econômico e começando a meter socialismo na história. Ela falou de um documentário chamado Surplus, que eu ainda não assisti e nem estou me animando a ver.

A aula prosseguiu mais um pouco com essa discussão entre livre mercado e determinações políticas. Até que ela me vem comentar sobre “um louco da Microsoft que ficava gritando coisas estranhas”. Frente à necessidade de dizê-la que não sabia absolutamente nada do que falava, consegui me controlar e me calei.

O vídeo em questão é do Steve Ballmer, manda-chuva da MS, gritando “Developers”. Do jeito que a pobre infeliz colocou, parecia que o cara era um doido varrido. Na verdade, se analisarmos bem o contexto, Ballmer nem parece tão insano assim: num evento sobre Windows, estava ovacionando os desenvolvedores da plataforma. É o estilo dele.

Imagino o que a dementadora que suga toda a alegria dos alunos da minha turma vai contar na próxima aula. Aposto que vai ser algo relacionado à Apple. Mas se falar mal da maçã, juro que taco meu iPod na cabeça dela.

No barbeiro

Antes de começar o texto, é importante ressaltar que homem vai ao barbeiro. Mulher que vai ao cabelereiro. E ao salão de beleza, ao hair stylist (cuma?), à manicura, ao cabelereiro, ao coiffeur. Todos os cuidados pessoais do homem se restringem a um único lugar: o barbeiro. Aquele que não tem muitas ferramentas de trabalho além da tesoura e dos anos de prática. Porque todo barbeiro é velho, pode reparar.

Debaixo dos caracóis dos teus cabelos…

Enfim, voltando ao assunto. Na semana passada fui cortar a juba - não posso me dar o luxo de ficar com o black muito grande -, e enquanto o seu Fonseca (todo barbeiro tem sobrenome português?) fazia uma coisa aqui, outra ali, começou a comentar um sorteio que passava na Record.

Dizia ele que aquilo era um absurdo; que a Record enganava os pobres com uma espécie de leilão ao contrário (ganha o lote quem der o menor ‘lance único’); que uma pessoa realmente ganhava, mas que centenas, milhares de matutos gastavam centavos para ligar e dar o lance.

Foi aí que eu o interrompi para avisar que não custavam centavos. Cada lance tinha o valor simbólico de quase cinco dinheiros brasileiros. Ele não acreditou. Parece que ficou mais entusiasmado ainda! Então parou o corte e pareceu ficar procurando algo. Até que uma mulher disse que aquilo que ele buscava estava ao lado do espelho.

Ele me entregou um e-mail que contava a história de um participante do quadro Lata Velha. O cidadão teve o carro consertado, tunado e transformado em carruagem pelos funcionários do Luciano Huck. No entanto, depois de o homem receber o carro, a produção pediu ele de volta para regularizar a situação cadastral. E devolveram um carro totalmente diferente.

No fim das contas, corre um processo na justiça do Rio contra a Rede Globo. O participante do quadro quer o carro antigo de volta, etc etc etc. A história mais ou menos completa está aqui.

O e-mail era meio estranho. Algumas coisas pareciam forjadas. Mas sabe quando você precisa fingir que concorda com a pessoa? Foi o que eu fiz. “Hmmmm”, “aham”, “claro, claro”. Foi o que eu mais disse. Então seu Fonseca me confidenciou: “quando meus filhos ainda eram pequenos, sabe qual foi a primeira coisa que eu ensinei para eles? Que na televisão tudo é mentira”.

Diz ele que o filho perguntou se no noticiário também era tudo a mais pura balela, e ele respondeu que “só um pouquinho é verdade”. Fico pensando até onde vai a teoria da conspiração. Tudo bem que a pessoa tenha desconfianças quanto ao que é apresentado na tevê, mas chegar a esse ponto é muito exagero.

Assim como acho exagero ficarem brandando por aí que não assistem mais à televisão. Que em casa não tem aparelho de TV. E coisas que o valham. Mas isso é assunto para outro post, já que este está enorme e já falou do que tinha que falar.

Periodicidade não é tudo. É?

Teóricos e pseudoteóricos — nunca me esqueço deles — dessa rede de blogues costumam afirmar com veemência que freqüência de postagens é fundamental para que os acessos se ampliem e se mantenham. Nos últimos dias, checando o ritmo de acessos do Memórias Fracas, cheguei a uma conclusão que se opõe à deles.

Antes de continuar a me explicar, veja o gráfico de acessos, gerado pelo Google Analytics.

Gráfico de acessos do blog Memórias Fracas

Meu último post, sobre meu amor por Fernanda Young, foi publicado em 26 de fevereiro. Desde então não dei mais as caras por aqui, devido a motivos que certamente pouco lhe interessarão. Já são quase três semanas sem escrever e mesmo assim os acessos continuam os mesmos. Se prestar atenção, segue uma tendência de subir na terça-feira, e começar a cair nos dias seguintes.

É verdade que assim que o último post foi publicado, o número de acessos deu uma subida. Desde então ficou estagnado, como a imagem mostra. Talvez isso prove que não seja absolutamente necessário publicar coisa nova para manter a audiência. No entanto, eu acredito que para que o número de visitantes aumente, seja requisito fundamental ter conteúdo novo de tempos em tempos. Requisito, por sinal, que eu não tenho cumprido muito bem. Shame on me!

Caro leitor, seja você blogueiro ou não, qual sua opinião? Depois de um certo tempo, um blog começa a se manter sem novidades? Eu sou uma besta quadrada? Aguardo seu comentário.

Amando Fernanda Young

Amigos leitores,

Estou apaixonado. Ela é verdadeira, direta, incisiva. Ela não tem papas na língua: fala o que quer, quando quer e como quer. De uma inteligência muito peculiar, consegue transformar tudo em motivo de riso.

Fernanda Young, apresentadora do GNT e humorista

Ela é Fernanda Young. Mas como eu fui cair de amores por essa pessoa da foto acima? Nem eu sei.Provavelmente foi assistindo ao programa Irritando Fernanda Young, que passa no GNT. Neste talk show Fernanda recebe os convidados mais inusitados, desde cantores como Fábio Jr. até apresentadores como Hebe Camargo.

Fora a excelente entrevista, o programa contém alguns quadros muito bacanas. A intenção da produção é sempre irritar Fernanda Young, e é daí que vem o nome da atração. Durante a participação do internauta, espectadores mandam através do site da emissora coisas muito irritantes, como por exemplo o novo CD da Banda Calypso.

Fernanda também é conhecida pelos humorísticos que emplacou na TV aberta. Dentre eles se destacam o falecido Os Normais e O Supersincero, que tem sido exibido durante o Fantástico. Um dos melhores momentos do programa em que ela entrevista Rita Lee é logo na abertura:

Irritando Fernanda Young: Rita Lee vestida com uma burca

— Rita , vou fingir que nada tá acontecendo. Com quem você tem se irritado ultimamente? Com quem você mais tem se irritado ultimamente?
— Olha, eu fui orientada pelo meu advogado. Eu não vou responder.

O detalhe é que Rita Lee está vestida, dos pés à cabeça, com uma burca muçulmana. Para você ter uma idéia do quanto Fernanda Young é engraçada sem deixar de ser inteligente, irônica e nem descambando para a mesmice, cá estão alguns vídeos relacionados a ela.

As esquetes que Fernanda faz nas vinhetas do programa são uma atração à parte. Espero que vocês gostem e passem a assistir o programa. No GNT ele vai ao ar às terças-feiras dez da noite, com reprises em vários horários.

PS’s: 1) Dizer que eu estou apaixonado foi apenas uma licença poética, ok? Que bom que deixamos isso bem claro. 2) Essa não é uma resenha paga!

Última observação: o estagiário que errou o título do post levou 90 chibatadas nas costas e depois foi demitido.

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