WordPress em definitivo

Logo do WordPress

Depois de muito tempo sem uma definição quanto a qual serviço usar, hoje estou oficialmente estreando meu blog baseado no WordPress. Foi uma decisão demorada, até porque a ferramenta Movable Type também me parecia muito boa para gerenciamento de blogs e conteúdo em geral.

Contudo, a praticidade e a força de mercado me fizeram escolher o WP. Não apenas por ser bastante difundido, pois o Blogspot também o é, mas sim por ser bom. Em vezes anteriores já tinha tido a oportunidade de utilizá-lo e gostei bastante. Migrei, pois, do Blogger para cá.

O endereço, como pode-se notar, também mudou. Estamos em uma hospedagem própria. O domínio é semjuizo.com, já a url do blog é memoriasfracas.com; não se esqueça de adicionar aos seus favoritos e também ao seu gerenciador de feeds. O até o momento a excelente DreamHost nos presta um dos melhores pacotes da internet, que inclui 200 gigas de espaço (e cresce semanalmente) e 2 (inimagináveis) terabytes de tráfego mensal. Não é a toa que plano se chama “Crazy Domain Insane!”.

E o uso neste post da terceira pessoa do plural não é apenas para parecer mais bonito e profissional não. Junto comigo estão no Sem Juízo o Rafael de Castro, do Futilidade Pública, e o Vitor Clow (ou Lekrapo), do Aleatório. Estaremos no mesmo espaço a disposição de vocês. E este é só o começo. Mais novidades virão.

Sem posts. Por quê?

Impressionante como meu último post foi em cinco de outubro. Ou seja, há exatos 17 dias. Muito tempo se passou. Muitos devem ter se perguntado o que diabos havia de ter acontecido com este blogger que vos escreve. Seguem breves esclarecimentos.

O primeiro e mais básico é o tempo. É um item raríssimo e não tenho encontrado com tanta freqüência. Dizem que quem não tem tempo é incompetente por não saber gerenciá-lo. Pode até ser. Tenho tentado incessantemente descobrir uma forma de distribuir melhor os preciosos minutos e horas do meu dia, mas está difícil.

Acho que é compreensível. Estou no quarto bimestre deste ano, e no último ano do Ensino Médio. Muita coisa acontecendo. Mesmo. Além da tradicional necessidade de passar de ano (e não estou dizendo que isto seja o principal problema — longe disso), meu colégio veio inventar um projeto que se assemelha a uma incubadora de empresas, mantendo-se, claro, as proporções. Acabei por ficar no setor de pesquisa de campo e mercado, o que demanda um longo planejamento. Ademais, tenho também o curso de inglês, no qual estou no penúltimo semestre, e também o tão temido vestibular.

O segundo motivo, e esse sim me envergonha, é a falta de assunto. Evidente que assunto existe sim, mas está difícil trabalhá-lhos da forma inteligente e eficiente como tento abordar neste blog. Já iniciei vários posts e os abortei por achar que não obtinham um mínimo padrão de qualidade. Lixo eu não publico. E por isso fui procrastinando, e cheguei à marca de 17 dias sem post.

Mesmo no meio desta bagunça toda, vou tentar postar mais freqüentemente. E vou me desculpando aos que acessaram o blog com entusiasmo e não acharam nada de novo. Obrigado pela preferência, e volte sempre.

Cabelos presos

Fátima com cabelos soltos, e depois presos

Qual não foi minha surpresa, na sexta-feira, ao ver Fátima Bernardes apresentando o Jornal Nacional? Tudo normal, exceto pelas madeixas da jornalista: cabelo preso. Queria saber quem autorizou Fátima a manter os cabelos daquele jeito em pleno jornal.

A Globo tem um protocolo severo quanto às roupas, acessórios e aparência em geral de seus repórteres. Tenho quase certeza que li em “Jornal Nacional – A notícia faz história”, o livro que conta a história do JN, que não era permitido prender os cabelos.

Em todo o caso, não ficou tão ruim. Ou ficou?

A voz do governo. Digo, Brasil

Sabe quando você está tão “entretido” (para não dizer ocupado) com alguma atividade que acaba esquecendo o que ocorre a sua volta? Acabo de me pegar nesta situação. Desagradável.

Mas pior que essa constatação só mesmo perceber que a rádio que eu supostamente ouvia, ou melhor, usava para encarecer a conta de luz, já tinha finalizado a sua programação para transmitir o programa estatal “A Voz do Brasil”, produzido pela agência de notícias do governo Radiobrás.

Ô programinha chato! Só serve mesmo para falar bem do governo. Fala de IBGE, ministro da Fazenda, Senado, etc etc. E só. De notícia interessante, nada. Claro que cada informação é minimamente pensada para dar a melhor impressão possível do que acontece. [ironia] Nem tem manipulação. [/ironia]

Ainda dizem que querem fazer uma versão para TV desse tal programa. Espero que não. Mas se acontecer vocês podem ter certeza de que a audiência da televisão paga e da internet, no horário em que o programa seria transmitido, aumentaria muito.

Vote consciente

Nosso País é marcado pela desigualdade social. Aprendemos desde pequenos, nas aulas de ciências sociais, que são “poucos com muito e muitos com pouco”. E acrescento: mais ainda com quase nada. E é amanhã, na “Festa da Democracia”, que este rumo pode ser alternado. Tanto nos âmbitos estadual e federal quanto legislativo e executivo.

Uma seqüência de números, por mais incrível que possa parecer, pode causar toda essa diferença. São mais de cem milhões de pessoas engajadas em decidir o que é melhor para si e para o todo. Pois somente na hora do voto cada pessoa é única, e seu voto também. Sendo pobre, sendo rico, cada cidadão tem direito a um único voto. A uma única forma de expressar o que sente e o que deseja.

É imprescindível que os brasileiros votemos de forma consciente. Tivemos bastante tempo para analizar propostas e idéias. Tivemos muito tempo para debater planos e candidatos. Agora temos um dia para decidir o futuro da Nação. Nossa sorte somos nós que fazemos. Façamos direito.

* * * * *
No site da ONG Transparência Brasil você encontra a lista dos candidatos que merecem (ou não) o seu voto.

Como ser emo – parte 2

Voltando ao assunto da cultura emo, que repercutiu bastante (?) no post anterior. Recebi por MSN uma música que diz muito bem o que é ser emo.

Mamãe, quero ser emo!
(Vinte!)

A galera tá mudando, eu quero mudar também
Todo mundo ouvindo Emo., Fresno e Dance of days
Me falaram que é style e que isso é ter atitude
Mamãe quero ser emo, por favor alguém me ajude

Vou deixar uma franjinha e jogar de lado
Vou usar meia soquete e camisa 16
Boné de redinha, uma touca pode ser
Mas a munhequeira e o cinto eu não posso esquecer

Mamãe quero ser emo, a galera vai gostar
Mamãe quero ser emo, até aprendi a chorar
Mamãe também sou emo, agora eu sou feliz
Mamãe essa é a moda e não da pra resistir

Vou ter uma banda emo tipo as todas iguais
Vou chorar na chuva, se não não morro em paz
Eu tenho um fotolog pra todo mundo comentar
Tenho tantos amigos, nossa como eu sou popular

Agora sou emo, igual a todo mundo
Sempre vou nos shows no Black Jack e no Hangar
Falando nisso, nem posso acreditar
Que semana que vem o NX Zero vai tocar!

Leia mais » Como ser emo – parte 1

Resenha de "Plano de Vôo"

Jodie Foster em “Plano de Vôo”

“Se alguém lhe tomasse algo para o qual você vive, o quão longe você iria para recuperá-lo?”. Essa é a pergunta que o filme “Plano de Vôo” (Flightplan) tenta responder. Assisti ontem, em DVD. Só em dizer que a protagonista é Jodie Foster já garante 50% do sucesso do filme.

A história começa com Kyle (Jodie) levando sua filha Julia para o aeroporto de Berlim, de onde partiriam para os Estados Unidos. Junto com elas está o corpo do marido de Kyle, falecido uns dias antes. As duas embarcam no avião tranquilamente e este, então, decola. Até que chega em um ponto que ambas vão dormir. Passa-se por volta de duas ou três horas, e ao acordar Kyle percebe que sua filhinha não estava ao seu lado. A mulher começa uma busca no avião.

Conforme o tempo passa Kyle fica mais desesperada. Ainda traumatizada pela morte do marido, mobiliza todos os comissários para que procurem Julia. É então que a problemática aparece: após levantar a lista dos passageiros, o capitão descobre que a menina supostamente não havia embarcado, pois seu nome não constava lá. Começa aí o “Deus nos acuda” de uma mãe em busca da única filha.

Se contar mais estraga… Caso assista, repare bem no tamanho do avião (Aalto Air E-474). Simplesmente descomunal! Nos aviões da Varig e da TAP, onde já viajei, não há nem metade daquele espaço para que trafeguemos. Sem contar que a dona tem muita sorte por conhecer o avião nos mínimos detalhes. Caso contrário, não sei se conseguiria tal desfecho.

Recomendo bastante o filme. Não sei como foi seu desempenho nos cinemas, mas para um domingo à noite está muito bom. Como diria naquela vinheta das salas Severiano Ribeiro: “bom divertimento!”.

Como ser emo

Depois do hardcore, encabeçado no Brasil pelo CPM 22, a onda do momento é ser “Emo”. No colégio, nos shoppings, praças, logradouros e afins, o que mais se vê é aquele pessoalzinho considerado esquisito por quem passa.

Para começar, “emo” é uma abreviação do termo inglês “emocore”, que por sua vez vem de “emotional hardcore”. É um movimento musical que consiste em empregar muita, mas muita emoção nas canções e tal. De acordo com um guia que eu achei, algumas regras básicas para se apresentar como emo (ou pagador de emo, em alguns casos) são:

  1. Cabelo negro e liso (mesmo que artificialmente), com uma franja jogada pro lado – Admite-se também cabelo em cores pouco usuais.
  2. Maquiagem em tons sombrios.
  3. Roupa em tamanho menor que o seu, com temática infantil. Se forem desenhos dos anos 70 e 80, melhor ainda.
  4. Munhequeira.
  5. Tatuagens de estrelas.
  6. Cintos exóticos.
  7. Toca/boné.
  8. Calça da Gap.
  9. Tênis All Star ou Reebok.

Que fique claro: as regras são válidas tanto para moças quanto rapazes, inclusive o tópico sobre maquiagem (!!!). Além disso tudo, claro, tem que ouvir música emo. Há controvérsias quando se fala nas bandas que seguem este estilo, mas algumas destacáveis são Emo., Dashboard Confessionals, Fresno e Nx Zero.

Não sei até que ponto o comportamento emo vai sobreviver, e não pretendo julgar ninguém por isso. Vale lembrar que gosto não se discute, se respeita.

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Leia mais » Como ser emo – parte 2

Frio no Rio

Aqui na região sudeste chegou uma frente fria que fez com que nós, do Rio, finalmente tirássemos nossos casacos e roupas mais aconchegantes do armário. Eu, claro, estou feliz da vida. Adoro frio e adoro chuva. Embora os politicamente corretos possam dizer que muita gente vai passar noites ao frio do luar, ainda assim e ao contrário da maioria dos cariocas, eu continuo satisfeito com a chegada (na prática) do inverno.

Guarda-chuvas » Mas por outro lado essa época mais friazinha serve também para perceber algumas coisas que não acontecem nos dias calorosos, cada vez mais freqüentes no Brasil. Por exemplo, basta cair meia dúzia de pingos do céu para que grande parte da população urbana comece a andar por aqui e ali com seus volumosos (e abertos) guarda-chuvas. Até mesmo quando não está chovendo. Um conveniente, de certo. E dizem que andar com guarda-chuva aberto sem necessidade atrai azar.

Janelas » Nos ônibus da cidade é comum vermos todas as janelas fechadas. Tudo bem que ninguém queira se molhar, mas há limites. Sem contar que com os vidros fechados todos respiramos o mesmo ar e, conseqüentemente, corremos mais riscos de pegar doenças transmissíveis por via respiratória (falei bonito!).

Preguiça » Sem dúvidas que o que mais marca o inverno é a preguiça. Se normalmente ao acordar às 5h30 eu quero mais 15 minutinhos de descanso, quando se está debaixo das cobertas, em sua própria cama quentinha, este prazo aumenta para pelo menos umas duas horas. Infelizmente não dá pra atender a esta vontade. A soneca irremediável ficará para o fim de semana.

Fim de jogo

Montagem sobre foto da AP. Fonte: Fifa.

Aconteceu de novo. Assim como em 98, a França mostrou do que era capaz e passou por cima do Brasil. Aliás, que Brasil? Brasil mesmo só na legenda da televisão, porque aquele time que estava em campo não poderia ser o que ganhou por 3 a 0 da temida Gana.

Não foi o Brasil que, em 90 minutos, conseguiu criar uma mísera chance a gol. Não foi o Brasil que viu seus jogadores caírem no chão sem qualquer explicação. Não foi ao Brasil que faltou ânimo, coragem, determinação, movimentação, vontade.

Atitude. Acima de tudo faltou àquele time, de verde e amarelo, atitude. De nada adiantou o time formado pelos melhores. Ronaldinho Gaúcho estava em campo? Não vi. Até que o “Fenômeno” tentou alguma coisa, mas só quando a chance veio a ele de mão beijada. E errou. Pra variar.

Zidane se despede feliz do futebol. Cafú encerra sua participação em copas chorando. E porque diabos Robinho somente aos 33 do segundo tempo? Em 15 minutos um único jogador não consegue levar um time inteiro nas costas. Cartão vermelho pro Parreira, que se acomodou!

É Robinho… Sua vaga para 2010 já está garantida. E você vai jogar num time que mereça ser chamado de “Seleção Brasileira”, e que mereça as 5 estrelas na camisa. O time que nós vimos hoje não era “Brasil”.