Dashboard do WordPress aparece em branco? É culpa da tradução

Quem acompanha este autor no Twitter sabe que, nos últimos dias, o Memórias Fracas passou por algumas turbulências. Primeiro ele sofreu um ataque de malware que fazia com que visitantes desavisados baixassem arquivos maliciosos e infectados. Não só o Memórias, mas vários blogs hospedados pela MediaTemple passaram por esse problema, diga-se de passagem. Felizmente estamos de volta no ar.

O outro problema diz respeito ao WordPress. Eu fazia o processo normal de atualização do WordPress, enviando os novos arquivos para o diretório do site na hospedagem, a fim de garantir que nada ficasse de fora. Perfeito, checava plugins, temas etc. E quando terminava o processo que já estava acostumado a realizar, vinha a dificuldade.

Primeiro a Dashboard do site desaparecia. Eu até conseguia acessar o wp-admin e efetuar o login com meu nome de usuário e senha. No entanto, em seguida abria uma página em branco. Bastante esquisito.

Parti para aquelas recomendações que todos os entendidos de WordPress fazem: desativei todos os plug-ins. Não é difícil que um plugin atualizado dê problema, mas ao apagar todos eles o site deveria voltar a funcionar normalmente. Não foi o que aconteceu. Cheguei a renomear a pasta plugins para plugins2, criando em seguida uma nova pasta plugins completamente renovada. O erro permanecia.

Chegou a vez de verificar os temas. Apaguei todos aqueles que eu havia baixado, inclusive o tema padrão do blog. Ficando somente o Twenty Ten, o novo tema default do WordPress 3, era possível que o blog voltasse a funcionar como antes. Mais uma vez fracassei na minha tentativa de recolocar o Memórias Fracas no ar.

Larguei um pouco de mão e fui realizar a migração de outros blogs, que já estava agendada. Mesmo esquema: envia os novos arquivos do WordPress, testa plugins, testa temas… E foi aí que eu finalmente descobri o que diabos fazia com o que blog parasse de funcionar. Era tudo uma questão de como traduzir os arquivos do site.

Tradicionalmente eu subia o WordPress em inglês e depois, manualmente, trocava o arquivo /wp-includes/locale.php para um locale.php traduzido para o português. Eu tinha o melhor dos mundos: painel de controle em inglês, como eu sempre gostei, e dias da semana e meses em português quando o usuário acessava o blog.

Com a nova versão do WordPress, no entanto, isso mudou. Ao subir o locale.php que eu sempre mantive armazenado na minha máquina, esse arquivo fazia todo o WordPress travar. Era ele que gerava a desesperadora tela em branco, sem que eu pudesse fazer nada.

Como contornar isso? Simplesmente baixado a versão do WordPress 3.0.1 em português do Brasil. Tudo bem que a Dashboard vai ficar em português também, mas é uma questão de hábito. Rapidamente você se acostuma com páginas no lugar de pages ou configurações em vez de settings.

Steve continua o mesmo

A vida de Steve Jobs na Apple pode ser dividida em duas partes. Lá no início, com o bonachão Steve Wozniak, Jobs fundou uma das empresas mais valiosas do Vale do Silício. Nos anos 80, foi expulso da empresa pelo homem que ele mesmo contratou, voltando muitos anos depois pra transformar a Apple no que conhecemos hoje.

Podemos dizer que a grande vergonha pela qual Mr. Jobs passou na sua primeira estada na Apple foi quando viu-se demitido da própria companhia, da qual se orgulhava quase loucamente, por uma pessoa de sua confiança. Steve ficou magoado, ressentido, até que retornou ao seu trono já no fim da década passada.

E talvez a grande vergonha da segunda vinda de Steve tenha sido na sexta-feira passada, quando ele foi obrigado a subir ao palco do pequeno teatro na sede da Apple, em Cupertino, pra mostrar ao mundo que, de fato, o badalado iPhone 4 tem problemas de recepção do sinal de celular, dependendo de como o usuário segura o aparelho.

mea culpa, no entanto, não foi integral. Cabisbaixo, o CEO da maçã multibilionária disse que sua empresa não é perfeita. Oh, por essa eu não esperava! Por alguns instantes, tive a impressão de que ele pediria desculpas. Mas o orgulho voltou logo em seguida, quando Jobs mostrou fatos e dados que comprovam que outros aparelhos de fabricantes diversos passam pelo mesmo problema.

O iPhone 4, tido como aparelho perfeito, com design arrojado e uma forma inédita de construir e posicionar a antena, a menina dos olhos de Steve, foi o grande responsável por sua vergonha. Ao menos a solução dada pela empresa apaziguou os ânimos: capinhas de plástico grátis pra todos os compradores de iPhones.

Sobre apagar mensagens sobre o antenagate no fórum oficial da Apple, nenhuma palavra. Sobre como seria o cálculo para exibição das barrinhas de sinal do iPhone 4 em outros países (nos Estados Unidos eles adotam a fórmula da AT&T), também nenhuma palavra.

É, ele continua o mesmo Steve de sempre.

Meu iPod Touch vai morrendo aos poucos

Ê, tristeza. Quando você acha que a situação está ruim, aparece Steve Jobs pra te lembrar que um produto pode se rebelar contra você. Eu juro: dei amor e carinho para o meu iPod Touch, comprado faz 18 meses. Coloquei-o pra dormir numa cama quente todos os dias. E mesmo naqueles em que estava viajando durante a noite para SP, ele ficou confortável no meu bolso.

Não adiantou.

Meu iPod já começa a apresentar os primeiros sinais da velhice, que chega pra todos – inclusive para os eletrônicos. O Alzheimer já vinha se manifestando aos poucos, com a perda da memória e as irritantes telas de no content, mesmo tendo a certeza de que ele estava devidamente abastecido de conteúdo.

A saúde já debilitada faz com que a variação de disposição seja maior. Numa hora, o ThasPod Touch (nome bonitinho, vai…) tem tantos por cento de carga disponíveis. Minutos depois, esse número já mudou, e nunca sei quando o iPod está sóbrio ou quando está delirando.

Pensei que essa hora nunca iria chegar, mas o céu de iPods está pra receber mais um querido companheiro de músicas, vídeos e podcasts. Um guerreiro que, desde o começo, mostrou-se leal, praticamente negando-se a ir na mão dos outros.

Obrigado, nobre iPod, pelos serviços prestados. E tenha clareza de que, enquanto estiver carregando, estarei ao seu lado para o que der e vier (e jogar).

A morte prematura do Kin

Tudo começa com uma ideia. Oh, que tal produzirmos um equipamento novo, que possibilite aos nossos clientes ter acesso fácil aos amigos e à família? Como um relâmpago, vão sendo desenvolvidas as características desse novo produto. O que entra e o que sai? O preço também precisa ser camarada. Tudo pronto, uma boa agência de publicidade consegue estampar esse produto nos principais veículos de comunicação. E assim temos um lançamento de sucesso.

A fórmula parece ser tão fácil, mas quando colocada em prática, surgem tantos problemas, tantas dores de cabeça. O Kin, por exemplo: um aparelhinho modesto, com preço inicialmente mais elevado, e depois modesto, produzido por uma empresa nada modesta. A Microsoft tinha tudo para colocar no mercado um celular competitivo, que atingisse em cheio os adolescentes que gostam das redes sociais virtuais, mas não podem arcar com o preço de um iPhone – são 199 dólares, mas é preciso ter um plano de dados robusto e ficar preso à operadora por dois anos.

Em vez disso, a empresa do visionário Bill Gates colocou no mercado um celular inicialmente sem público definido, o que já dificulta na hora de vender. Para completar, havia dois modelos muito distintos, que demonstravam a falta de propósito da linha Kin. Um deles tinha cara de celular, mas design esquisitão. O outro parecia smartphone, com desenho bonito, mas faltava um sistema confiável. No fim das contas, nenhum deles vingou.

Não há discussão: a morte prematura dos aparelhos Kin foi a notícia dessa quarta-feira no mundo da tecnologia. Se cada dólar investido em pesquisa e desenvolvimento pela Microsoft fosse uma braçada, a empresa já teria nadado muito – muito mesmo: bilhões de braçadas -, mas sempre morrendo na praia. Como pode?

O que falta à Microsoft é fôlego. Enquanto a empresa não decidir em quais mercados quer realmente jogar, terá um caminho de pedras e derrotas pela frente. O Xbox é um caso de sucesso, porque criou um verdadeiro concorrente ao mercado antes dominado por Sony e Nintendo. Já o Kin vai para o histórico de investidas mal sucedidas, com seu encerramento anunciado apenas dois meses depois do lançamento. Ainda havia tempo para tentar salvar a linha, mas jogaram a toalha.

E na linha intermediária, temos o Zune. O player de mídia parece ter características interessantes, mas todo mundo ainda prefere comprar um iPod. Mérito da Apple, que cria uma aura de desejo no entorno do seu tocador de música, enquanto que a Microsoft apenas lança mais um produto. Daqui a pouco também vai parar no cemitério de tecnologias fracassadas.

Amigo, estou aqui: Toy Story 3

Convidado » Leandro Alonso* correu para o cinema para assistir Toy Story 3 o quanto antes. Nesse texto, ele divaga um pouco sobre o filme.

Há 15 anos, meu pai me levava no cinema para ver um filme chamado Toy Story. Na época eu tinha 5 anos e mal posso descrever o quanto Woody, Buzz e companhia marcaram a minha infância. Para mim, ver os brinquedos criando vida na telona era mágico. A realização de um sonho. A partir dali, sempre ficava de olho nos meus brinquedos: será que algum deles estava em um lugar que não deixei? Será que quando eu saía do quarto eles se mexiam?

No fim das contas, acho que o filme acabou marcando até mesmo o meu pai, que de tempos em tempos me perguntava se não iria sair uma sequência. Então 15 anos se passaram.

O tempo vai passar, os anos vão confirmar…

Após 8 anos desde Toy Story 2,a Pixar anunciou em 2007 que estava trabalhando no terceiro capítulo da série. De la pra cá tivemos Ratatouille, Wall-E e UP – Altas Aventuras. Ótimas produções, principalmente Wall-E. Mas Toy Story é… Toy Story.

Antes de ir ao cinema conferir o terceiro capítulo da série, bisbilhotei algumas resenhas sobre o longa e fiquei empolgadissímo. Parece que a Pixar, para variar, não havia errado a mão. Então me mandei para o cinema com a namorada para assistir o filme (e, claro, comprar os bonequinhos do Woody, Buzz e Bala no Alvo :D).

Se você ainda não viu o filme, veja: é sensacional. Como li por aí, é o melhor filme da Pixar desde… Toy Story.

Está tudo lá: o quarto de Andy, Woody, Buzz, Slinky, Rex, Porquinho, Sr. e Sra. Cabeça de Batata, etc. Mas a questão é que esse filme veio para encerrar o ciclo da história. Um pouco da história, aliás: Andy está com 17 anos, prestes a ir para a faculdade e não dá mais atenção a seus brinquedos. Ele acaba tendo que se desfazer deles e todos vão parar em uma creche. Cheia de crianças. Sedentas por brinquedos novos. Imagine. Pois é.

Os velhos amigos e novos personagens

Nessa creche conhecemos diversos novos personagens: Ken (o afeminado par romântico da Barbie), Lotso (um ursinho fofo com cheirinho de morango – spoiler: sim, ele é o vilão), Bebezão (uma dessas bonecas de neném que sua irmã provavelmente já teve), Twitch (um guerreiro inseto-homem), além de vários outros.

Apesar de uma boa quantidade de novos personagens, pouco deles se tornam marcantes. De cabeça posso me lembrar do vilão Lotso – que nutre um grande ódio pela sua antiga dona, Bebezão, Ken, Estica (um polvo marinho) e alguns personagens da casa da Bonnie, uma simpática menininha.

No entanto, isso não chega a ser um ponto negativo. A história é sensacional, com elementos atuais (já imaginou os brinquedos utilizando celular? E mensageiros instantâneos?), engraçada como sempre (um salve para el conquistador Buzz Lightyear) e emocionante no fim. Garanto que muitos irão às lágrimas, principalmente aqueles que acompanharam o início dessa história há 15 anos.

O fim de um ciclo

Toy Story 3 claramente leva a história a um fim. Não um final ao estilo The End ou todos viveram felizes para sempre, mas a finalização de um ciclo. Ele será ainda mais sensacional se você assistiu Toy Story em sua infância, irá facilmente se identificar neste filme. Por isso, se você cometeu a heresia de ainda não ter ido a um cinema ver essa obra-prima: CORRA.

E depois, faça como eu: tire os brinquedos do sótão. Afinal, eles devem estar com saudades de você. ;)

*Leandro Alonso é estudante de Ciência da Computação. Raramente escreve no Leandrow.net, mas resolveu dar as caras por aqui. É o homem por trás dos consertos para que o Memórias funcione direitinho.

Ativando a OpenDNS para acessar o Tecnoblog

Olá para você que é leitor do Tecnoblog. Esse é o meu blog pessoal, mas hoje vai ser usado para dar uma ajudinha àqueles leitores que continuam dando de cara com o erro Error establishing a database connection quando tentam acessar o TB.

Isso acontece por conta da propagação lenta do DNS (quando o navegador lê o endereço do site, mas acessa o servidor que contém tais arquivos por meio de um número de IP). Para resolver isso é bem fácil: só precisa habilitar um serviço de resolução de DNS decente (o do seu provedor, qualquer que seja ele, provavelmente está te impedindo de acessar o site).

Eu fiz um vídeo que mostra como dar um jeito nisso. Pode demorar um pouco para começar a ser exibido…


(vídeo do Screencast.com)

Passo a passo

  1. Acesse o Painel de Controle.
  2. Clique em Rede e Internet > Central de Rede e Compartilhamento > Alterar as configurações do adaptador (na barra lateral).
  3. Dê dois cliques no adaptador de rede que você está usando no momento e depois vá em Propriedades.
  4. Na área Esta conexão utiliza os seguintes itens, dê dois cliques em Protocolo TCP/IP Versão 4.
  5. Agora que você está nas configurações do seu adaptador de rede, adicione o seguinte número no campo de Servidor DNS preferencial: 208.67.222.222. Em Servidor DNS alternativo digite 208.67.220.220 e clique em OK.

Clique para ampliar.

A primeira parte da configuração está feita. Agora só falta limpar o cache de DNS do sistema operacional, a fim de que ele use as novas informações. Para isso, vá no menu Windows e digite cmd, seguido de Enter. Quando a janela de terminal abrir, digite ipconfig /flush dns e pressione Enter mais uma vez.

Prontinho! Seu PC agora está usando o serviço da OpenDNS e apto a acessar o Tecnoblog. O bom de manter a OpenDNS instalada no seu computador é que se algum site mudar de endereço IP – assim como o TB fez -, as chances de você ficar sem acessá-lo são bem menores.

Já escrevi sobre os benefícios de usar a OpenDNS no Tecnoblog. Depois de acertar as configurações, acesse os artigos:

Caso você tenha alguma dificuldade em alterar seu serviço de DNS para a OpenDNS, deixe um comentário nesse post. Na medida do possível, irei responder.

Não use OpenX: lentidão ao extremo

Já passamos daquela fase inicial nessa interwebs brasileira na qual a pergunta chavão era blog dá dinheiro?. Dá sim, senhor. Basta perguntar ao Henrique Martin do Zumo, ou ao pessoal do Gizmodo Brasil, e quem sabe – puxando sardinha para o meu lado – ao Mobilon do Tecnoblog. Mas aí vem aquela dúvida: como ter um sistema de gerenciamento de publicidade que valha a pena.

Uma das primeiras opções é o OpenX, um sistema que anteriormente foi chamado de OpenAds. Ele é disponibilizado gratuitamente, visto que é de código aberto. Basta copiar os arquivos para o seu servidor privativo e rodar a instalação (ele requer uso de banco de dados). Foi o que eu fiz tem uns seis meses. Desde então, a velocidade de carregamento do Memórias Fracas chegou a níveis nunca antes imaginados na história desse país.

Tempo de carregamento médio em segundos. Quanto mais alto, pior.

Entrei em contato com a empresa que hospeda o Memórias, a americana MediaTemple, a fim de saber a causa de tanta demora no carregamento. Eles disseram que não era culpa deles. Até que, num sábado de tédio, fui desativar o OpenX. Resultado: as páginas estão rápidas como nunca!

Depois de checar nas  Ferramentas para Webmaters do Google (acima), fiquei alarmado: o Memórias Fracas podia levar até 25 segundos para carregar. Quase meio minuto. Nenhum usuário espera meio minuto para ler um conteúdo. E o próprio Google já falou que vai considerar a velocidade dos sites na hora de entregar resultados de busca para os usuários.

Com a remoção do OpenX, o Memórias voltou a ficar rápido. Eu fico feliz, porque consido publicar conteúdo com maior rapidez; o usuário fica feliz, porque acessa novos posts com rapidez; e os servidores ficam felizes, já que conseguem entregar mais páginas ao mesmo tempo, sem a lentidão de antes.

Portanto, se você quer um adserver, fuja do OpenX (uma opção é o Google DoubleClick for Publishers). Ou use OpenX, mas pague caro por um servidor que suporte todo o processamento que o sistema de publicidade requer.

Vindos de Marte?

Como é maravilhoso esse nosso mundinho, não? Até hoje a gente não sabe como e por que viemos parar aqui. Teria sido a mão de um Deus todo poderoso que nos criou? Quem sabe não é somente mais um desses tantos acasos que nos ocorrem diariamente, porém numa escala grandona? Porque é mais ou menos dessa maneira que a teoria do Big Bang explica a nossa criação. Teóricos de um lado, teólogos do outro, se espancando para ver em quem o povo vai acreditar.

E agora juntam-se a esses dois grupos, um seleto time de cientistas que têm uma nova explicação para a nossa criação. Nova em termos, porque a tese já passa pelo escrutínio da ciência faz tempo. Finalmente, alguns homens das luzes nos mostram dados mais embasados de que a vida na Terra poderia ter vindo, na verdade, de outro canto do universo. Somos alienígenas?! Não, não. Pode ficar calminho, porque ainda não se trata disso.

A panspermia é uma teoria científica que acredita que a vida na Terra foi iniciada, na verdade, em outro planeta. Mais ou menos assim: seres extraterrentes chegam ao nosso planeta desocupado, sem qualquer ser vivo, adaptam-se ao ambiente terrestre e sofrem o processo evolutivo. Até que, bilhões de anos depois, temos seres superevoluídos como o genial Stephen Hawking, que mesmo numa cadeira de rodas tenta provar a teoria da cordas. Albert Einstein e outros seres de uma importância tremenda também são, ao menos na visão panspermica, cria de uma vida forasteira que chegou por aqui faz muito tempo.

Se você está achando que essa história é proveniente de um cérebro doentio de cientistazinho qualquer, é bom saber que um estudo brasileiro reforça a hipótese da panspermia. Os pesquisadores do nosso Brasil descobriram que só 2% das bactérias sobrevivem a sessões de radiação, uma prévia do que uma vida extraterrestre teria que enfrentar para chegar por aqui. Pouco? Numa amostra de cem mil células, dariam duas mil células sobreviventes. Uma verdadeira invasão espacial.

Apple e a reinvenção de coisas

Tecnologia é assim mesmo: a empresa que chega primeiro num mercado, leva ele quase que inteiramente. O preceito está listado no livro Free, do Chris Anderson, editor da cultuada revista de tendências Wired. Também há aquelas empresas que criam seu próprio mercado, abocanhando a maior parte dos clientes que a própria criação teria.

A Apple é mestra em fazer algo que poucas corporações fazem tão bem: reinventar coisas. O iPhone foi e é um aparelho realmente revolucionário, que trouxe a tecnologia da informação para a palma da mão com enorme sucesso. E o melhor: com comodidade. Ao lançar o smartphone, Steve Jobs disse: ” Hoje a Apple reinventa o telefone celular” . Pura verdade, a empresa conseguiu fazer o que ninguém tinha feito anteriormente.

Lembra quando Steve Jobs anunciou – finalmente! – a chegada do iPad? O chefão da Apple fez questão de colocar o gadget numa categoria intermediária entre celulares (preferencialmente o iPhone) e notebooks (ou melhor, MacBooks. Quase todo mundo quer o portátil da maçã…). Dessa forma, Jobs usou de sua esperteza empresarial para criar um novo segmento, que seria liderado pelo aparelho criado por ele e seus discípulos.

O iPad não tem nada que seja exatamente novo. O conceito do computador pequeno, para funções básicas como navegação na internet, já existia antes da sua chegada. Arqui-inimigo de Jobs, tio Bill Gates chegou a comentar em algumas entrevistas como seria a computação do futuro: o agora aposentado descrevia um equipamento que teria conectividade contínua e seria usado para carregar consigo. Lembra algum aparelhinho? Pois é.

Quem já viu a interface do iPad sabe que ela é, de modo bem básico, a do iPhone e iPod Touch, só que maior. Aí está algo que eu não chamaria de reinvenção, mas apenas de adaptação a uma tela maior. O Windows Mobile  já era mais ou menos assim, só que com resultado porco (tinha até botão de Iniciar num celular!). O design do iPad? Nada mais do que um iPhone grandão, que certamente não pode ser carregado no bolso. Porém é leve. Devido a isso, perfeito para ser levado na mochila ou bolsa.

Fica difícil tentar achar uma fórmula para a reinvenção de coisas que a Apple faz. Seus engenheiros geniais, um time de executivos casca grossa e uma filosofia empresarial devem ajudar bastante, mas não é tudo. N’algum momento, essa fonte de inspiração e pensar diferente vai secar. Será que as concorrentes vão esperar isso acontece para voltar a conquistar mercados? Se for assim mesmo, temos um caso crônico de mediocridade no mercado de tecnologia. Não costumava ser assim.

Chrome OS não é o futuro

Não é de hoje que se fala bastante sobre o tão aguardado Chrome OS, o sistema operacional do Google. Baseado em Linux, ele seria absurdamente rápido e incrivelmente leve, com funcionamento garantido nos mais variados ambientes. Desde o netbook, até o desktop, praticamente qualquer máquina comprada recentemente teria os requisitos de sistema para rodá-lo. Até aí, somente flores. O que nos falta questionar são os motivos que levariam uma pessoa a adotar o novo SO.

O Google vem tentando levar tudo o que usamos com frequência para a nuvem. É assim com o nosso e-mail (alguém ainda usa o Outlook Express?), com as nossas interações sociais, com os nossos documentos. Mas até que ponto isso será possível? Não tenho dúvidas de que há um limite entre o que pode ser completamente baseado no tal cloud computing e o que merece uma atenção especial e um armazenamento local.

No meu caso, por exemplo: não consigo me imaginar usando o Chrome OS no meu notebook. Infelizmente não é a todo momento que tenho conectividade disponível, mesmo em grandes capitais (Rio e São Paulo). E mesmo que tivesse, há dados que eu simplesmente não quero que sejam enviados para a rede. No entanto, faço questão de que todos os meus documentos mais importantes – os da faculdade e os do Tecnoblog (menos os plano de dominação mundial, claro) – estejam sempre com um backup na nuvem, possibilitado por um aplicativo que executa a tarefa automaticamente.

E o que ficaria de fora? Músicas, apenas para exemplificar. Não consigo enxergar uma necessidade para que minhas músicas estejam todas duplicadas, com uma versão em algum servidor escondido em um mega-datacenter. A sincronização com o reprodutor de MP3 é muito simples e a minha experiência não poderia melhorar mais com o streaming das canções.

Tentar jogar tudo na nuvem é um erro do Google. Não temos infra-estrutura de conexão para esse tipo de coisa, muito menos desejo do usuário. Pode até ser que os geeks, nerds e aficcionados por tecnologia adotem o Chrome OS. Já o usuário médio, aquele que usa o Google Docs esporadicamente, adora checar seu Orkut e baixa dezenas de músicas no Rapidshare para depois copiar para o MP3, esse cara não vai ver muita utilidade para o novo sistema.