Ana Paula Padrão: o tumulto

Após um hiato de exatas duas semanas, esse Memórias Fracas volta a ter posts freqüentes. Começando por um que fala sobre Jornalismo (acostume-se, pois esse assunto será cada vez mais constante aqui).

Nos últimos dias 12 e 13, aconteceu no Sesc Arte do Flamengo o 5° Seminário Esso-IETV de Telejornalismo. Fui aos dois dias de evento e gostei bastante. O evento segue o padrão de conferência tradicional, com um mediador - o excelente Antônio Brasil.

No segundo dia de evento, a jornalista Ana Paula Padrão apresentou “Trem da Escravidão”, produzido para o “SBT Realidade”. Após a palestra, formou-se um aglomerado de pessoas para falar com ela. Eu estava lá e registrei tudo. Inclusive, acabei fazendo uma pergunta (que ela respondeu em 1 segundo, diga-se de passagem). Acompanhe no vídeo.


Ana Paula Padrão: o tumulto | Memórias Fracas from Thássius Veloso on Vimeo.

Review do MacBook White (Modelo Early 2008)

Post especial » Vitor Hugo*, a.k.a. Lekrapo, faz sua análise do novíssimo Macbook

Demorou, mas finalmente fiz a troca (switch) de plataforma, migrei do Windows (PC) para Mac OSX (Mac). A espera foi longa, esperei quase dois anos para que pudesse adquirir o novo brinquedo branco. Ainda bem que esperei, o momento não poderia ser mais ideal tanto no quesito preço quanto na configuração. A máquina possui:

  • 2.4 GHz Intel Core 2 Duo (codinome Penryn);
  • 160GB de armazenamento;
  • 2GB de RAM;
  • placa gráfica Intel de 144 MB (DDR2 SDRAM) compartilhada;
  • 13.3″ Widescreen (1280×800);
  • SuperDrive (gravador de DVD e CD);
  • roda como sistema operacional Mac OS X (10.5.3, vulgo Leopard).

MacBook White (Modelo Early 2008) / Foto de Vitor Hugo (pratofundo.com)

A demora para fazer o texto foi pura procrastinação (desculpa ae, Thas), pois o sistema é simplesmente… simples! Como todo usuário de pc-windows, acreditava que seria complicado e difícil a adaptação a uma plataforma tão diferente, mas foi exatamente ao contrário: é muito fácil. Para resumir, usaria uma “frase” da própria Apple: just works (funciona). Para quem já teve a chance de mexer em qualquer produto da Apple tem uma idéia do que isso quer dizer, é intuitivo.

Lidando com o Leopard nos primeiros dias, fiquei com aquela sensação: como não pensaram nisso antes? Faz isso e aquilo… e pronto! Posso dizer que estou tão bem adaptado que, às vezes, quando uso um PC tento usar algum atalho e/ou outra função do Leopard. E olha que uso computadores há anos, cheguei a ter aqueles com tela verde de fósforo e que os dados eram salvos em fitas K7(!!!). Não se deixe enganar pela simplicidade, isso não quer dizer que não seja robusto.

Até o presente momento nunca o vi usar toda a memória disponível, o processamento tudo bem. Mesmo com programas pesados: iTunes, Firefox, Photoshop, Azureus que consomem memória que é uma beleza. Uma colher de chá para o iTunes, pois ele está no seu ambiente nativo, digamos. Para o meu tipo de uso não senti falta de nenhum programa. Para todos que realmente usava no PC, existe uma versão igual ou equivalente para o sistema da Apple.

Não estou dizendo “oh, troque que vai ter programa igual”; a migração deve ser pautada no que você precisa. Por exemplo, não existe versão para Mac do AutoCad. Isso me leva a um outro ponto, a razão pela qual migrei. A mais óbvia era a minha real necessidade de um novo computador. Se fosse possível, queria um Mac. E também não desejava, com todas as minhas forças, ter que usar o Windows Vista. Essa minha aversão ao Vista não é relacionada a essa “briguinha” de plataformas, mas sim caso o PC viesse com qualquer uma das versões do Vista, hardware teria que ser parrudo para agüentar e que em pouco tempo estaria bem defasado. Não tem muito o que dizer, foi ligar e usar. Fazer as configurações iniciais e pronto.

O vídeo de boas-vindas é um detalhe a parte. Acredito o que causa encantamento nos usuários de Mac é a soma de vários fatores. Design e simplicidade são os de maior peso. Ok, pode parecer futilidade, mas tanto por fora quanto por dentro o detalhe visual foi pensado, é lindo. Juntando tudo isso num único produto seria difícil não sair algo bom.

Configurar a rede wi-fi foi a coisa mais fácil do mundo, praticamente fez tudo sozinho, o mesmo para o bluetooth (com celular e mouse). Testei câmera e impressora como periféricos USB, foi plugar e boom! Sistema reconheceu, nada de drivers e coisas do gênero. Lógico que nem tudo são flores, alguns detalhes irritam.

O fato do teclado não ser ABNT, as teclas não são tão “sensíveis” assim, o fato Enter não abrir pastas e arquivos, quando existe mais de uma caixa de diálogo aberta para acessá-las tem que usar Command+Tab (equivale ao Alt+Tab) ou Exposé, as combinações loucas de atalhos no teclado que usam ícones para dizer qual tecla é, mas as teclas não possuem mais os ícones, e detesto o Track-Pad (bom, de qualquer notebook) e a proteção da área de DVD, que nem via software consegue dar jeito de maneira segura.

Era para ser um portátil, mas é um tanto quanto pesado: 2,27kg, maior do que esperava. Não que isso seja ruim, mas tinha em mente que 13.3” fosse pequeno. Está certo que a minha base comparativa era um Sony Vaio de 12″. Alguns podem dizer que a placa de vídeo é compartilhada… Olha, como não vou usar o vídeo tanto assim e nem rodar games, então isso não me preocupa.

Diferentemente dos computadores com Windows, os Macs para usuários domésticos/intermediários não são feitos para serem mexidos (troca de peças), mas sim usados. Além do mais, o Mac OS X é infinitamente mais simples (estou repetitivo hoje, não?) do que do Windows, mas de uma maneira boa. Não se faz necessária uma configuração monstruosa. Mas lógico, se for trabalhar com renderização de vídeos a conversa é outra, tanto em Mac quanto em PC. Nesse pouco tempo de uso, ouso a dizer que valeu muito a pena.

A próxima meta é trocar o desktop para um iMac

*Vitor Hugo é editor do blogs Prato Fundo (Receitas, Histórias & Conversas sobre comida) e Aleatório.

Nota 10 para o Samsung 932BW

Já faz quase duas semanas que estou brincando com meu computador novo. Devido a isso, acho que já dá para fazer uma análise geral do monitor que eu acabei escolhendo para fazer parte desse desktop.

O que eu queria mesmo era um outro monitor, que permitisse girar a tela em 90 graus. Como não encontrava ele em lojas de confiança, nem pela forma de pagamento que desejava, acabei ficando o Samsung 932WB. Não me arrependo da escolha que fiz.

Quando é para escolher produtos de informática de valor mais elevado, costumo dar preferência a marcas conhecidas, ainda que o preço seja mais elevado. Como recentemente já tinha feito uma pesquisa de preço para um parente, tinha na cabeça que o monitor deveria ser da LG ou da Samsung.

Widescreen ou formato convencional?

Depois de definir a marca, a outra dúvida que veio era com relação ao formato da tela. Standard ou widescreen? Como o widescreen está se tornando o padrão do mercado, não só em monitores mas também em televisores, optei pela segunda alternativa.

Tamanho

Ao fazer pesquisa de preço, ficou óbvio que a diferença dos modelos de 17 polegadas para os de 19″ era muito pequena. Assim, um de 19″ seria a escolha ideal. Certamente um monitor de 22 polegadas seria uma felicidade, mas o preço ainda não compensa:

  • De 17″ para 19″ há o acréscimo médio de R$ 100.
  • De 19″ para 22″ o aumento de preço é de quase R$250.

O Submarino entregou o aparelho um dia após a compra ter sido concretizada. Na verdade, entregou em teoria, pois na prática eles entregaram um televisor LCD também de 19 polegadas que é muito parecido com esse monitor. Dois dias depois apareceram aqui para trocar.

Samsung 932BW

LCD de 19 polegadas, widescreen

Logo de cara, o que se nota é a beleza dele - e como eu sou um péssimo fotógrafo. A Samsung caprichou neste design, todo em preto (o famoso black piano). A superfície é bastante lisa e brilhosa. Os cantos arredondados dão um ar arrojado e moderno. Parece uma peça de decoração. O tamanho também impressiona. Para quem está acostumado a tela de 14.1″ wide do notebook, 19 polegadas é uma extravagância de imagem.

Uma coisa que me incomodou tanto no televisor LCD quanto no monitor é a falta de instruções sobre a montagem da base. No caso da televisão, tive que ligar para o suporte da empresa só para perguntar como montar. No processo, a impressão que se tem é de que a peça vai quebrar na sua mão. Com o monitor, acertei após algumas tentativas.

A resolução é de 1440×900 (formato widescreen 16:10). Com isso, tive um ganhe pequeno na altura, se comparar com o notebook: apenas 100 pixels. As letras, claro, ficaram bem maiores. É muito confortável ler qualquer texto nessa tela. O brilho da tela é tão forte que atualmente estou mantendo o brightness em zero. Quando ligado em 100%, é possível que dê dor de cabeça no usuário.

Algumas especificações:

  • 2 ms de resposta, contra os 8 ms do televisor LCD.
  • Contraste dinâmico de 3000:1 e estático de 1000:1.
  • Integração total com o Windows Vista.
  • Modos predefinidos de configuração: texto, internet, jogo, esporte, filme, contraste dinâmico.
  • Vem com o cabo HDMI (DVI-D). A Samsung fez a lição de casa, e não está mais agindo como a HP, que vende multifuncional sem o cabo USB essencial para que ela funcional.
  • Também vem com o tradicional cabo VGA.
  • Não sei o peso exato, mas é bastante leve. Dá para carregar debaixo do braço (sim, eu tentei!).

Em resumo, estou muito satisfeito. Recomendo a compra para qualquer um. Parece-me que o 19″ está se tornando o novo tamanho padrão do mercado - se é que já não é -, e por isso partir logo para um aparelho maior vale a pena. Até agora não tenho qualquer reclamação. A experiência de jogar “STALKER - Shadow of Chernobyl” tem sido perfeita.

Nota: Acabou que este virou um tutorial sobre como escolher seu próximo monitor.

Meramente ilustrativas

Já estou farto de, em minhas andanças pela vida, cruzar com as ‘imagens meramente ilustrativas’. Em qualquer painel que se pare, em qualquer anúncio de revista, em qualquer comercial televisivo, lá estão as já citadas imagens.

Tudo bem que a publicidade precisa peças atrativas, que nos levem a consumir. Mas há um limite. Nas últimas semanas estive em lojas do McDonalds’s e do Bob’s. Em ambas, quando você recebe seu pedido, pergunta-se se é aquilo mesmo o que pretendia comer. Na maioria das vezes não é.

Outra coisa que tem me incomodado são alguns comerciais que passam as informações sobre a compra -como condições de pagamento ou o aviso de que o diabo vem buscar sua alma em até 24 horas- tão rápido, mas tão rápido, que nem parece que passaram.

As Casas Bahia são mestres nisso. Poderia apostar que os textos de rodapé não levam sequer um segundo. E como são pequenos! Nem em tv de plasma com 42 polegadas o pobre indivíduo enxerga o que lá está escrito. Mas quem tem tv de plasma de 42″ não compra nas Casas Bahia. Nem é pobre.

A publicidade às vezes pode ser cruel. Mas muitas vezes também educa, diverte, alegra. No entanto, acabo ficando com uma opinião negativa ao lembrar das ‘imagens meramente ilustrativas’. Parece que é tudo de mentira; que eles querem nos empurrar qualquer coisa sempre, e a gente acaba aceitando isso.

Nasce a rede Influxo.org

Na quarta-feira, 7 de maio, entrou no ar a rede de blogs Influxo.org. Uma semana depois, venho falar sobre o assunto. Certamente você já notou uma topbar com os participantes dessa rede, mas nada melhor que dar uma satisfação.

A rede Influxo.org já vem sendo planejada há algum tempo. O objetivo é simples: dar casa e apoio tecnológico para que jovens promissores possam escrever sobre os mais variados assuntos. Nenhum blog tem temática fixa, mas lutamos por aquilo que está na homepage da rede: excelência editorial.

Parece uma meta difícil. Mas vamos trabalhar para que a blogosfera cresça e amadureça. Não basta sermos milhões, se não fizermos diferença na vida do usuário/leitor. Como o nome sugere, queremos humildemente influenciar sua vida com o melhor que temos a oferecer.

Nossa parceria é de conteúdo, e não comercial. A versão 0.9 da rede já está fechada, e conta com escritores de primeira linha. Vamos aos nomes:

  • Hugo Brisolla, do Ingenuidade. Já imaginou textos perfeitos? Os deles são assim.
  • Léo Ruas, do Fodástico. O próprio nome do blog já fala por si: Léo se acha o máximo. E tenta nos convencer disso.
  • Leandro Alonso, do Leandrow. Ele fala de tecnologia, blogs e tudo relacionado à vida digital de maneira acessível e -ainda bem- jovem.
  • Galileu Nogueira, do Prontofalei. Ele queria um espaço para falar, e a rede Influxo deu esse espaço. Boas histórias vêm por aí.
  • Juliana Mello, do Reticências Entre Parênteses. O nome do blog é complicado, mas os textos são simples, diretos e verdadeiros. Você vai gostar.
  • Mário Yanase, do Supra-Sumo. É o pegador mais romântico de nossos blogueiros. Mas também escreve contos eróticos, principalmente quando envolvem leitoras.

Também tem esse Memórias Fracas, que eu sinceramente não sei por que você insiste em acompanhar. O que importa é que são sete blogueiros unidos, e mais alguns blogs devem se juntar a nós em breve. Queremos o melhor conteúdo possível, pautado sempre pela liberdade de opinião. Acho que estamos no caminho certo.

Aproveito esse post para agradecer aos blogueiros da rede por terem abraçado com tanto entusiasmo a minha idéia. Tenho certeza que já estamos fazendo diferença nessa blogosfera. Só faltou, no entanto, citar um parceiro: você. Que nos dá audiência e incentiva nossa produção.

O muito obrigado da rede Influxo vai para você.

Editor: Thássius Veloso · WP · Política de Comentários e Privacidade
© 2006-2008 Memórias Fracas — Conteúdo disponibilizado através de licença Creative Commons 2.5.
Memórias Fracas - Página inicial leanDrow Ponto Net