Olimpíadas serão no Rio de Janeiro

Acaba de sair o resultado. Sim, os Jogos Olímpicos de 2016 acontecerão na dita cidade maravilhosa, onde este que vos escreve resiste. Essa é a boa notícia. Estão preparados para a má notícia?

rio2016-logo-big

Embora o Rio de Janeiro seja sim uma cidade linda – ao menos em alguns cantos -, não é de beleza natural que as olimpíadas vivem. Até 2016 as previsões não são nada boas. Só para começar essa conversa, o trânsito do Rio, que já tem sofrido com os fortes congestionamentos, deverá estar com cara de São Paulo até o fatídico 2016.

O transporte público também tem muitíssimo o que melhorar. Tente pegar o metrô para ver como falta infra-estrutura. A concessionária e o governo estadual prometem melhorias até lá. Você está crente nessa promessa? Eu  não, nem um pouco. Ônibus também deixam muito a desejar. Tem mais: a meu ver, deixar o transporte público de uma cidade pronto para atender à demanda dos jogos olímpicos não é criar faixas especiais para ônibus que levem os espectadores e atletas para as áreas de competição, como fizeram no Pan-Americano. O carioca, esse sim, tem que tirar proveito das obras que custarão muitos bilhões de reais.

Espero ver, também, que a segurança da capital esteja em foco. Se nunca antes na história desse país houve tanta sintonia entre governo municipal, governo estadual e governo federal, essa é a hora para transformar o Rio de Janeiro na cidade que ele tem potencial para ser. Conseguiram fazer isso com Barcelona, na Espanha… Será muito bom se fizerem o mesmo pelo Rio.

Também é preciso dar prioridade aos nossos esportistas. Ser somente cidade-sede não basta. É preciso que, desde já, o Estado e a iniciativa privada dêem apoio aos atletas, para que eles tenham reais chances de ganhar medalhas nos Jogos Olímpicos do Brasil. Lembro que, até pouco tempo atrás, uma ginasta olímpica tinha perdido patrocínio e estava sem ter onde treinar. Não podemos aceitar que esse tipo de coisa continue a acontecer.

Confesso que não estava muito otimista com a candidatura da minha cidade a cidade-sede dos jogos olímpicos. Mas, se não tem outro jeito, e se os dirigentes do esporte olímpico mundial consideram que estamos prontos para um evento de tais proporções, ao menos que façamos bonito. Não para inglês ver, mas para carioca e brasileiro ver.

Vídeo

Assista abaixo ao vídeo da candidatura carioca. É fascinante.

Foi dirigido pelo cineasta brasileiro Fernando Meirelles.

Seria FlashForward a nova Lost?

Embora você já saiba quais são as cinco séries (com uma de brinde) que você tem que assistir na temporada 2009, quero aproveitar esse post para falar de uma grande promessa do mundo televisivo. Refiro-me a FlashForward, série que por enquanto só teve o episódio piloto exibido, mas que, a meu ver, tem grande potencial.

Por que eu me pergunto se FlashForward poderia ser a nova Lost? Bem, para começar, a ideia que norteia a trama é fenomenal: imagine que, no mesmo instante, todos os seres humanos do planeta tivessem tido um piripaque e desmaiado. Dois minutos e 17 segundos depois eles recuperam a consciência e iniciam a busca pelo que de fato aconteceu com aquela gente toda.

O detalhe número 1 é que, enquanto desmaiados, todos os humanos “sonharam” com o que aconteceria em um mesmo dia do ano de 2010. Premonição? Sonho? O que importa é que os “sonhos” de várias pessoas coincidem, de modo que dá a entender que aquilo é uma previsão do que vai acontecer no futuro. Embora essa história de prever e viajar no tempo possa ser uma tormenta, como Lost mesmo prova, se for bem explorada pode ser um enorme sucesso.

Detalhe número 2, e esse sim eu só poderia descrever utilizando palavrões, é que os investigadores do FBI (sempre eles!) descobrem uma – somente uma – pessoa que não foi afetada pelo apagão geral. Quem é essa pessoa? O que ela fazia num estágio cheio de gente? Por que saiu calma e tranquila caminhando enquanto dezenas de milhares de pessoas estavam caídas no chão? Se os criadores de FlashForward conseguirem responder essas perguntas de forma satisfatória, a série tem tudo para desbancar Lost e se tornar o principal seriado de ficção da atualidade. É uma aposta minha; tomara que dê certo.

Já vi gente reclamando que os personagens principais são insossos. Digo a essas pessoas que tenham calma, pois só o piloto foi ao ar. Com o tempo a trama poderá ser melhor explicada (e de preferência aprofundada), desde que não se foque para os conflitos pessoais desses personagens.

De olho na narrativa transmidiática, a ABC já colocou no ar uma página especial chamada de Mosaic Collective. Nela pessoas do mundo inteiro podem responder à pergunta “O que você viu?”, com o objetivo de ajudar a formar um mosaico do que vai acontecer no fatídico dia que todos – ou quase todos – previram nos “sonhos”. “Juntos, temos um futuro” é a espécie de slogan que faz o Mosaic ficar no ar. Vamos ver como a ABC explora esse potencial.

Interessou-se pela série? Ela vai ao ar às quintas-feiras nos Estados Unidos. Se você já assistiu ao episódio piloto, não deixe de dar sua opinião nos comentários desse post.

Portal R7: primeiras impressões

Entrou no ar ontem, pouco antes das oito da noite, o R7, novo portal de conteúdo criado pela Grupo Record. Quem me acompanha no Twitter pôde ler alguns comentários acerca do novo estabelecimento, mas sempre há algo mais para comentar.

logo-r7Gostei da marca que o novo site adotou. Um balão de diálogo, em tempos de web 2.0 – detesto esse termo –, foi algo bastante inteligente de ser concebido. Pena que o nome do portal em si seja tão parecido com outro, justamente da principalmente concorrente da Record nos dias de hoje. Pelo menos é um nome conciso, fácil de lembra, e fica bem ao ser exibido na televisão.

O layout do portal deixou a desejar. Toda vez que a gente ouve falar em investimentos de centenas de milhões de reais, espera que aquele novo produto ou serviço seja matador mas que também seja original. Não é o caso do R7. A equipe de design fez uma alquimia qualquer na qual iG e Globo.com foram combinados, resultando no que é atualmente o novo portal do bispo Edir Macedo.

Barra de destaque patrocinada por montadora.

Barra de destaque patrocinada por montadora.

Uma coisa que me chamou a atenção foi a barra com a principal manchete do momento (por enquanto anunciando a chegada do portal na web brasileira). Não me lembro de ter visto, nos sites noticiosos brasileiros, implementação semelhante. É uma forma inteligente de explorar uma nova área de publicidade, que tira bom proveito da credibilidade que o portal espera construir.

Com relação ao conteúdo, muita coisa ainda precisa ser azeitada. O uso excessivo de fotos de bancos de imagem, por exemplo, pode ser um problema: colocar uma ruiva com celular de última geração na mão, em um ambiente que claramente não é o Brasil, faz a matéria sobre o mercado brasileiro perder o contexto.

Redes sociais estão presentes.

Redes sociais estão presentes. (+)

Pelo menos não deixaram as redes sociais de lado. Dias antes a Folha Online já havia estreado uma barra através da qual usuários poderiam recomendar os textos, e o R7 foi pelo mesmo caminho. Dependendo da página, esse link pode ter a formatação quebrada, mas é algo que, com o tempo, certamente será corrigido.

Gostei demais de saber que os vídeos da TV Record estariam no portal, principalmente os de telejornais. A realidade de quem acessa, no entanto, não é das melhores. Tentei ver vários vídeos no Chrome, mas somente um funcionou corretamente. Os outros sequer carregavam.

É bom ver que um grande grupo empresarial está investindo nesse meio. Independentemente da linha editorial que o R7 assumir, são milhões que vão gerar emprego e ajudar o mercado de internet a crescer ainda mais.

Eu amo meu MacBook White

No início do mês eu escrevi aqui sobre os motivos que me fazem odiar o meu MacBook White. Muito bem, hoje eu vou abordar o outro ponto de vista: quais características positivas do MB me fazem querer continuar com o aparelho.

Como eu disse no outro post, hoje em dia tanto faz escolher Windows, Mac OS ou Ubuntu para a maioria dos usuários. No entanto, o Mac OS X possui uma vantagem que impressiona os Mac users de primeira viagem. Refiro-me à forma como novos aplicativos são instalados: na maioria dos casos, basta arrastar o aplicativo em questão para a pasta “Aplicativos” que a mágica está feita. Não é preciso rodar instalador nem nada do tipo. Mais simples impossível.

Ainda falando em sistema operacional, a atualização dos aplicativos básicos da Apple acontece de forma muito fácil. Com dois cliques (um no logo da Maçã e outro em Atualização de Software), o Mac OS faz o servicinho sujo de procurar atualizações para o Mac OS, para o iLife e para o iWork. Os demais aplicativos, desenvolvidos por terceiros, normalmente também têm no próprio menu a opção de buscar por atualizações. Algo muito bacana que programas criados para Windows também têm adotado.

MagSafe: "Protegendo seu investimento".

MagSafe: "Protegendo seu investimento".

Saindo do software e indo para o hardware, nesse campo a Apple faz um trabalho de primeira ao manter todos os aspectos do MacBook bem integrados. Vai dizer que não é genial um conector de carregador que utiliza ímã para se manter preso? Com isso o risco de alguém esbarrar no fio e derrubar todo o equipamento cai drasticamente. Imagine o prejuízo que um MB esparramado no chão, com peças para todos os lados, causaria.

A bateria é outra vantagem do MacBook White. Lembro que no meu notebook anterior, da Acer, o máximo de tempo que eu conseguia utilizar eram aproximadamente duas horas (antes da bateria morrer de vez). No notebook da Apple a coisa é bem melhor: com a internet sem fio ligada, mas sem abusar dos recursos do sistema (nada de games ou aplicativos que fazem uso intensivo da máquina), já consegui ficar quatro horas direto com o MacBook funcionando, no colo. Nesse caso o problema passa a ser o aquecimento do MB, que costuma ser exagerado.

Por último, mas não menos importante, está a facilidade de não precisar desligar o MacBook. Sim, é virtualmente desnecessário desligar o notebook no fim do dia, para no dia seguinte iniciar a máquina dando boot. Tudo no equipamento foi muito bem construído para que, ao fechar a tampa, ele entre em modo de soneca; ao abrir a tampa, em poucos segundos o Mac OS está de volta com a área de trabalho (“mesa”) intacta. O Windows 7 ainda precisa comer muito feijão com arroz para oferecer um modo de hibernação soneca similar ao do MacBook. No entanto, como sabemos, a Microsoft não produz o hardware e o software, então podemos dar um desconto para a empresa do tio Bill.

Estão aí os motivos para você optar por comprar um MacBook White. Mas eu mantenho a minha opinião de que o cliente deve entrar no mundo Apple já comprando um MacBook Pro de alumínio, que custa bem caro. Ou então que fique com um excelente notebook de outro fabricante, como HP ou Dell, rodando Windows 7.

5 séries da temporada 2009 que você tem que assistir

Não é novidade ter posts especiais escritos por convidados aqui no Memórias Fracas. A novidade desse post é que, além do que o Rafa escreveu, você poderá ler os meus próprios comentários sobre as séries em questão. Serão notas curtas de quem não é tão viciado nos seriados americanos quanto o autor do post. Espero que gostem!

• • • • •

Post especial » Rafa Silva* recomenda séries de televisão da temporada 2009 que você tem que assistir.

Pra quem tem tempo livre, assistir a séries é uma ótima forma de preenchê-lo. Quem não tem, pode encaixar um episódio aqui e ali durante um intervalo qualquer, mas só se a série valer mesmo à pena. Fui convidado pelo Thas para escrever sobre esse tipo de série. Cinco delas, pra ser mais exato.

Não vou entrar no mérito da pseudo-pirataria envolvida em baixar arquivos de vídeo através de redes de compartilhamento. Baixa quem quer, grava em DVD quem puder, assiste na TV quem tiver e se arrisca a vender o disco quem quiser. Focarei nas séries em si e não no método usado para chegar até elas.

Como bônus, no final do texto, deixarei duas dicas ótimas para não perder nenhum episódio das séries citadas ou de qualquer outra. Lá vai.

5. Glee

glee

Glee (não é "glitter")

Não sou chegado a musicais. Quando eles envolvem escolas e coreografias então, eu saio correndo na direção oposta com os braços pra cima e gritando de horror. Mas Glee é diferente. É definitivamente algo divertido de se assistir. A edição é sensacional. E o elenco conta com Jayma Mays, que é uma daquelas atrizes que é impossível de não gostar. Eles já usaram as músicas Don’t Stop Believing e Say A Little Prayer For You, então há um bom gosto musical escondido por aí. Atualmente, Glee está na primeira temporada e teve apenas três episódios exibidos. Ainda dá tempo de acompanhar.

Thássius » Ainda não estou cem por cento convencido sobre Glee, pois lembra muito os High School Musical da vida. Mas para quem se satisfaz apenas com os musicais, é uma boa pedida. Se você quer um aperitivo do que é Glee, dê uma olhada nesse vídeo.

4 . Supernatural

Dois irmãos da pesada se metendo em altas confusões...

Dois irmãos da pesada se metendo em altas confusões...

A série entrou, há duas semanas, na quinta temporada. E estreou com estilo. Dean e Sam Winchester são irmãos que se esforçam para trancafiar de volta no inferno os demônios que escaparam de lá. Embora a primeira temporada tenha sido meio fraca em termos de efeitos especiais, a história e o roteiro sempre se mantiveram excelentes, principalmente com a reviravolta apresentada na quarta temporada. E vez ou outra os roteiristas fazem um episódio engraçadalho, meio nada a ver, mas ainda assistível.

Thássius » Assisti ao primeiro episódio da quinta temporada. Sem dúvidas a série parece se encaminhar para um drama familar, o que é deveras interessante.

3. Fringe

Anna Torv xD

Anna Torv =D

Com J. J. Abrams como criador, as chances de algo dar errado é minúscula. A prova disso é exibida em Fringe, série que mistura uma dose de Arquivo X (sem aliens até agora) com meia dose de Lost (porque os mistérios são revelados sem muita enrolação). A personagem principal é a agente Olivia, que foi contratada por uma divisão do governo americano para investigar eventos sobrenaturais. O episódio final da primeira temporada foi excelente e a segunda começou na quinta-feira passada.

Thássius » Comentar Fringe em três ou quatro linhas é um exercício de concisão. Na falta de um palavrão começado por “f”, posso dizer que Fringe é demais. E que se você não assistiu até hoje, corra para a Fox (na TV paga) e assista à primeira temporada antes de se jogar na segunda. Se você não quer ver Fringe pelos monstros, nem pelos efeitos especiais que às vezes deixam a desejar, veja apenas por causa da Anna Torv (motivo 1, motivo 2, motivo 3).

2. Warehouse 13

"Armazém 13"

"Armazém 13"

Em Warehouse 13, série do canal americano SyFy, há doses iguais de ficção científica e de piadas inteligentes (algumas nem tanto). Os criadores pegaram um clichê das séries (casal de agentes especiais procurando eventos sobrenaturais) e transformaram em um programa engraçado e com efeitos especiais bem feitos. A série mal começou a já está quase acabando: o season finale da primeira temporada foi ao ar ontem. Felizmente, ela foi renovada e deve voltar no ano que vem.

Thássius » Não conheço, mas o plot parece ser interessante. Diferentemente do nome “SyFy”, que é muito besta.

1. Lie To Me

Não adianta mentir.

Não adianta mentir.

A série tem seus altos e baixos, mas merece ser mencionada por causa do roteiro único e incrivelmente realista. Tim Roth interpreta o doutor Cal Lightman que é dono de uma companhia peculiar. Ele e seus consultores são especialistas em micro-expressões faciais e através das menores variações delas, podem detectar no interlocutor qualquer sinal de inverdade, ansiedade, raiva e uma gama enorme de sentimentos humanos.

Ela é realista porque foi baseada em um estudo verdadeiro pelo psiquiatra Paul Ekman. A série começa sua segunda temporada no dia 28 lá fora e estréia aqui no Brasil no canal Fox no dia seguinte.

Thássius » Concordo em gênero, número e grau! (Mesmo não sendo possível concordar em grau)

Hors Concours: Leverage

A melhor da temporada

A melhor da temporada

De longe, a melhor série na TV americana. Nela, cinco ladrões com diferentes habilidades se juntam para, a cada episódio, se vingar de grandes corporações que prejudicaram indivíduos inocentes. Eles ultrapassam a lei para que a justiça seja feita, soltando uma piada ou outra no caminho e sem pedir recompensa. Já está na segunda temporada.

Thássius » Já me recomendaram Leverage outras vezes. Não sei por que diabos ainda não comecei a assistir.

Bônus

O Orangotag é um ótimo tracker para séries. Nas palavras do próprio criador do serviço, ele é “um bloquinho de notas virtual que você usa pra marcar os episódios aos quais você já assistiu”. Tenho um perfil no site desde que ele lançou, por isso consegui pegar o username “rafael”. E sim, assisto a todas as séries listadas.

Thássius » O melhor do Orangotag é que ele gera um Feed RSS personalizado, de modo que você pode saber quando suas séries preferidas vão passar (nos Estados Unidos) diretamente no seu agregador de feeds. Sem falar que o site funciona como debate do que já passou e está por vir nas séries.

O segundo é o TV Calendar, que serve para mostrar que dia os episódios vão ao ar e permite exportá-los em formato aceito pelo Google Calendar. Ele fica 125% mais útil depois que você se cadastra e passa a poder marcar quais séries pretende acompanhar.

*Rafael Silva é blogueiro do Tecnoblog, Tecnoblog News e também do Futilidade Pública (que não é atualizado há séculos). Como todo bom geek, está no Twitter.

TSE libera pedido de título de eleitor via internet

Fiquei sabendo dessa enquanto assistia à televisão e vi um comercial do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre o assunto. Agora qualquer brasileiro poderá solicitar o título de eleitor de forma muito cômoda, através da internet. Também será possível solicitar a transferência do domicílio eleitoral e ainda revisar dados que estejam errados no título.

Para usar o Título Net basta acessar esse link. Lá há opções de fazer uma nova requisição ou acompanhar alguma que já tenha sido feita. Excelente para os preguiçosos, embora em uma das etapas do processo será preciso comparecer ao centro da Justiça Eleitoral.

Veja essa iniciativa como importante para tentar convencer aqueles jovens entre 16 e 18 anos, para os quais a participação na eleição é opcional, a de fato irem às urnas. Dessa forma, o Tribunal Superior Eleitoral facilita a vida do cidadão que quer exercer o seu direito (e dever ao mesmo tempo).

Espero que em breve nós vejamos outras facilidades do chamado e-government, quando o governo disponibiliza alguns de seus serviços na web.

Resenha: Jornal Nacional, Modo de Fazer

Capa de "Jornal Nacional: Modo de Fazer"Em primeiro de setembro desse ano o principal telejornal do país celebrou seus quarenta anos no ar. Sim, estou falando do “Jornal Nacional”, que atualmente é apresentado por Fátima Bernardes e William Bonner. Tendo em vista a comemoração, Bonner aproveitou para escrever um livro que mostra um pouco de como é o processo de feitura do JN. Essa é a proposta de “Jornal Nacional: Modo de Fazer“.

Longe de ser um manual de redação mais completo, como aqueles de O Globo ou da Folha de São Paulo, “Modo de Fazer” fala de decisões mais práticas que o editor-chefe William Bonner e seus superiores já tiveram que tomar, visando ao cumprimento do objetivo primordial do JN. Anote aí:  mostrar o que de mais importante aconteceu no Brasil e no mundo naquele dia, com isenção, pluralidade, clareza e correção. Bonner martela esse objetivo várias (muitas!) vezes durante o livro.

O que eu mais gostei em “Jornal Nacional: Modo de Fazer” foram as histórias das edições atípicas do telejornal. Como naquela fatídica sexta-feira, quando o Jornal Nacional terminou e Bonner, com sua equipe, pegou o primeiro avião rumo a Roma. Horas depois, quando chegavam à capital italiana, teriam que fazer a cobertura histórica da morte do papa João Paulo 2º (vídeo aqui).

Outra história das mais interessantes foi quando São Paulo deu lugar, no ano de 2006, aos atentados praticamente terroristas organizados pelo PCC. Bonner confessa no livro que percebeu que seria necessário apresentar o telejornal da capital paulista no fim da tarde. Numa verdadeira operação de guerra, lá se foi a equipe dele rumo a São Paulo, de onde ele apresentaria o JN. Detalhe: sentado em uma banqueta, numa laje do prédio onde meses depois seria inaugurada a nova sede da TV Globo em São Paulo (vídeo aqui).

Não espere encontrar em “Jornal Nacional: Modo de Fazer” uma obra prima literária. Nem é a isso que o livro se propõe. Bonner escreve de forma muito simples e fluida, como se estivesse conversando com o leitor. Mais ou menos como os blogs funcionam, com uma linguagem bem mais próxima do coloquial que aquela adotada pelos jornalões.

Vale a pena para estudantes de Jornalismo como eu e para quem tem o simples interesse de saber como o principal telejornal do país funciona. Também vale a pena para quem quer saber em que circunstâncias William Bonner gritou “Puta que pariu!” na frente de um presidente eleito. :P

“Jornal Nacional: Modo de Fazer”

Crítica: Up, Altas Aventuras

Quando estamos falando de estreias da Pixar, é complicado não correr para o cinema logo na primeira sessão. A pergunta que fica, até o início da projeção, é “O que será que a empresa de Steve Jobs aprontou dessa vez?”. Tudo bem que Steve pouco manda no lugar, mas é difícil não ligar a invejosamente comum inovação da empresa ao ex-dono dela.

Up: Russell, o guri chato, e Carl, o velhote ranzinza.

Up: Russell, o guri chato, e Carl, o velhote ranzinza.

Desde que “Wall-E” se tornou “Wall-E”, o marco da animação que transformou um ser inanimado no mais interessante dos personagens, a responsabilidade aumentou enormemente. O alívio vem na hora em que descobrimos que Pete Docter, o diretor de “Up”, foi roteirista de “Wall-E”; dá mais confiança antes mesmo de assistir ao filme.

Se “Wall-E” foi apaixonante e emocionante, “Up” vai mais para a linha do humor. A partir dos 15 minutos de filme, é riso que não acaba mais. E faço essa ressalva porque, antes disso, a história se desenrola de forma muito triste, por tratar de assuntos que envolvem morte e por aí vai. Não conto mais para não estragar a surpresa.

Uma vez que a jornada pelos ares começa, a diversão é mais do que garantida. É um filme voltado para crianças, sem dúvidas que é, mas vai agradar a adultos da mesma forma. Com tecnologia de ponta, a Pixar consegue criar ambientes e personagens que são sabidamente computadorizados – diferentemente do que outros estúdios tentam fazer –, mas que não deixam de transmitir empatia e identificação.

Dug, o cão falante.

Gostei demais de Dug, o golden retriever que torna-se amigo do velhote ranzinza Carl e do guri excessivamente chato Russell. Tenho uma golden em casa, e por isso digo que é incrível como eles conseguiram reproduzir o jeito e a personalidade comuns a essa raça. Sem falar que os cães apresentados no filme (e são muitos!) usam coleiras especiais que os permitem falar, gadget que traz surpresas muito divertidas (dica: preste atenção no macho alfa).

“Up” (trailer em HD aqui) trata de alegria, de tristeza, de momentos de descontração, de momentos de tensão, da sabedoria da velhice, da animação da juventude… Trata de muitas coisas, sem ser em excesso ou com uma execução ruim. Recomendo que você corra já para os cinemas e o assista! Se tiver um irmão ou priminha pequena, aí está uma boa desculpa para quem olhar de cara feia para o marmanjo entrando em uma sala de cinema que exibe animação.

De preferência assista em algum cinema que tenha tecnologia 3D. Tudo bem que aqueles óculos especiais são muito irritantes (ainda mais para quem já usa óculos de grau), mas mesmo assim vale a pena. A experiência é sem igual.

Essa vai para a Pixar: eu adoraria colocar um link para a página oficial de “Up”, mas infelizmente, até o momento da publicação desse post, a versão brasileira do site do estúdio não informava nada sobre a animação (na verdade, praticamente não existia, como a screenshot pode provar). Outra bronca com a Pixar é com relação ao atraso para trazer ao Brasil: o filme estreou por outros cantos no fim de maio, mas só em 4 de setembro aterrisou em terras brasileiras.

[Atualização] Quase me esqueço de dizer nessa crítica que quem empresta a voz para Carl é o mestre do humor brasileiro Chico Anysio. Ou seja, mais um excelente motivo para assistir a “Up”.

Eu odeio meu MacBook White

Já vinha comentando com amigos há algum tempo que quase não utilizava meu MacBook White, que foi comprado no início desse ano. Normalmente as pessoas torcem o nariz para a minha opinião: “Como assim, não gostou de um Mac?!”. Aproveitando a deixa dada pela Fabi Neves, que escreveu no Vida de Blogueira sobre a decepção que teve com o MacBook versão Black dela, vou explicar aqui os meus motivos.

Bonitinho, mas ordinário. E fica imundo!

Bonitinho, mas ordinário. E fica imundo!

Uma coisa que me incomoda enormemente é a posição da Apple com relação ao mercado brasileiro. Como você já deve saber, eu sou editor do Tecnoblog News, então lido com notícias da Apple norte-americana e da Apple brasileira várias vezes por semana. Em uma sentença com palavras de baixo calão, poderia dizer: a empresa está cagando e andando para o Brasil.

Eu esperei vários meses antes de comprar meu MB, na esperança de que o novo modelo – anunciado no ano anterior, com gráficos da Nvidia – chegasse ao país e eu pudesse comprá-lo. Pois bem, não chegou e a empresa não tinha previsão de quando chegaria. Eis que, mais ou menos três semanas depois de comprar o meu MB White, começaram a importar a nova versão. Custava avisar isso antes? Não, e quem comprou o MacBook algumas poucas semanas antes se lascou, porque ficou com um produto “defasado”.

Comentar as especificações dos notebooks da Apple já se tornou algo redundante. Dizem que a empresa dita tendências, e pode até ser em alguns casos, mas os notebooks custam caro e não entregam tudo o que poderiam. Por exemplo, ter somente duas portas USB (como a Fabi Neves apontou) é de uma burrice descomunal. Acho que nenhum outro fabricante sério faz isso, exceto a Apple. E se faz, merece críticas também. Quase não uso o meu MacBook, então até que o disco rígido de 160GB tem atendido muito bem, mas por um laptop custando mais de três mil reais eles poderiam melhorar isso.

Sem falar na saída de vídeo, que ninguém exceto a própria Apple usa. Tenho que confessar que até hoje não gravei o nome dessa saída. Também nunca liguei meu MacBook em um projetor ou segundo monitor que tivesse entrada compatível; sempre precisei usar o adaptador VGA, que custou R$ 90 adicionais.

Aposto que os defensores da empresa vão dizer que eu já conhecia as restrições do hardware antes de comprar o aparelho. É verdade, mas ainda assim tenho o direito de me arrepender e concluir que não vale a pena trocar mais hardware – de qualidade, diga-se de passagem – por uma marca.

A Fabi diz que só fica no MacBook porque o Mac OS X é excelente. É mesmo, mas tenho usado o Windows 7 no meu desktop e não vejo tantas diferenças entre os dois sistemas. Dá na mesma escolher o da Apple ou o da Microsoft, ao menos para o usuário doméstico comum. Não morreria por ficar sem usar o Snow Leopard.

Hoje em dia a maioria das nossas tarefas pode ser feita através da web, o que minimiza a importância do sistema operacional. Portanto, tanto faz se você quer usar o Windows, o Mac OS ou o Ubuntu. Talvez até mesmo um Satux, mas aí é preciso coragem além da conta.

Comprar um Mac é para quem pode. Se você não tem condições de comprar um bacanudo MacBook Pro, deixe para lá: adquira um notebook da Dell ou da HP e seja feliz com o preço mais em conta e os recursos em abundância. Sim, a Apple tem um tech appeal incrível, mas não é o bastante. O custo-benefício não é tão vantajoso quanto os maravilhosos anúncios da empresa insinuam. Ainda mais com as nossas taxas de importação nas alturas.

JN estreia novo cenário hitech

Agora há pouco, às 20h15 (como de costume), o Jornal Nacional estreou finalmente o seu novo cenário, que faz parte das comemorações dos quarenta anos do jornalístico. Antes da tradicional escalada, Fátima Bernardes mostrou como é a nova redação da Globo no Jardim Botânico. Na bancada suspensa, William Bonner foi o responsável por apresentar aos milhões de brasileiros que acompanham o JN o novo cenário.

JN: Bonner mostra globo giratório.

JN: Bonner mostra globo giratório.

À primeira vista, tudo ficou muito bonito. Mas quando vemos o cenário “em funcionamento”, alguns problemas aparecem. O principal deles é o globo azul que fica girando atrás dos apresentadores, substituindo um outro mapa mundi, que se revelava quando a câmera geral focalizava de um ângulo muito específico. Qual o problema do novo globo? Bem, ele gira. E mesmo que o movimento seja muito devagar, poderá levar algumas pessoas a prestar mais atenção ao globo do que a notícia em si. Há alguns anos atrás o SBT já tinha tentado a mesma coisa, mas com a Ana Paula Padrão. Depois de um tempo a diretoria de jornalismo da emissora desistiu de dar movimento ao globo; acho que no JN não será diferente. Por mais que o efeito seja bonito, cansa rápido.

JN: painel feito de vários televisores ao fundo.

JN: painel feito de vários televisores ao fundo.

JN: nova bancada.

JN: nova bancada.

Gostei do painel, montado com vários monitores de muitas polegadas, ao fundo da redação. Em vez da arte no chroma key atrás dos apresentadores, será nessa grande tela que as falas de Bonner e Fátima serão contextualizadas, com bandeiras de países e outros efeitos gráficos. Ficou muito bacana, embora de longe a faixa de televisores fique às vezes pequena demais.

Outra coisa que poderá incomodar os telespectadores são as vinhetas que mostram de onde aquela notícia em questão vem. Por exemplo, quando se tratar de uma matéria vinda de Nova Iorque, mostrará um globo terrestre centralizado no Brasil que brevemente se desloca para os Estados Unidos. Embora dure poucos segundos, também cansará o espectador do JN. Sem falar que ficou com cara de iMovie ’09, aplicativo de edição de vídeos da Apple com mapas muito similares.

Por último, o GC também ficou no mínimo esquisito. Nesse caso podemos levar em conta que ainda não nos acostumamos com a forma como o nome e a função das pessoas que aparecem na tela são apresentadas. Mas eu tenho a impressão de que o movimento em 3D está acentuado demais; poderia ser ou mais devagar, ou menos acentuado.

O novo cenário do Jornal Nacional é lindo e high tech, como a emissora já havia dito que seria. Mas precisa realizar alguns ajustes.

E aí, o que você achou dos novos cenário e bancada do JN? Agradou?

[Atualização às 21:30] Antes que me esqueça: o logo repaginado do Jornal Nacional ficou com cara de web 2.0. Se isso é bom ou ruim, deixo por sua conta.