São Paulo em crise

Ônibus em chamas. Por Bruno Miranda, da Folha Imagem.

São Paulo está um verdadeiro caos. Diversos ataques ocorreram na capital e adjacências. Coordenado pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), é uma represália dos bandidos à polícia porque alguns chefões do tráfico estavam sendo transferidos para penitenciárias mais seguras durante o Dia das Mães.

A revolta iniciou-se na última sexta-feira. Em dado momento estavam em curso mais de 60 rebeliões ao mesmo tempo, com aproximadamente 150 reféns. Na capital houve ataques a delegacias, policiais militares, guardas civis e agentes penitenciários. Infelizmente esta guerra entre a polícia e o poder paralelo gerou vítimas inocentes. Até o momento a informação que se tem é que 15 civis inocentes foram mortos. No total 94 pessoas – número não confirmado – foram mortas.

Ao longo do dia dezenas de ônibus foram incêndios. O medo provocou a retirada de mais de 4 mil ônibus de circulação, deixando mais de 3 milhões de pessoas sem condução. Escritórios, shoppings, instituições de ensino e até mesmo fóruns finalizaram seus expedientes antes do horário habitual. O rodízio de veículos, que nesta segunda-feira não permitiria o acesso de placas finalizadas por 1 ou 2 à região metropolitana, também foi suspenso.

Também ocorreram rebeliões no Paraná e no Mato Grosso do Sul. O ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, colocou à disposição do Governo de São Paulo 4.000 homens da Força Nacional da Segurança. No entanto o governador Cláudio Lembo recusou a ajuda. Afirmou que a situação estava “sob controle”.

Se a afirmação insana do governador estiver certa, me resta a dúvida: quem comanda a principal cidade do País e terceira maior do mundo?

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