Como é maravilhoso esse nosso mundinho, não? Até hoje a gente não sabe como e por que viemos parar aqui. Teria sido a mão de um Deus todo poderoso que nos criou? Quem sabe não é somente mais um desses tantos acasos que nos ocorrem diariamente, porém numa escala grandona? Porque é mais ou menos dessa maneira que a teoria do Big Bang explica a nossa criação. Teóricos de um lado, teólogos do outro, se espancando para ver em quem o povo vai acreditar.
E agora juntam-se a esses dois grupos, um seleto time de cientistas que têm uma nova explicação para a nossa criação. Nova em termos, porque a tese já passa pelo escrutínio da ciência faz tempo. Finalmente, alguns homens das luzes nos mostram dados mais embasados de que a vida na Terra poderia ter vindo, na verdade, de outro canto do universo. Somos alienígenas?! Não, não. Pode ficar calminho, porque ainda não se trata disso.
A panspermia é uma teoria científica que acredita que a vida na Terra foi iniciada, na verdade, em outro planeta. Mais ou menos assim: seres extraterrentes chegam ao nosso planeta desocupado, sem qualquer ser vivo, adaptam-se ao ambiente terrestre e sofrem o processo evolutivo. Até que, bilhões de anos depois, temos seres superevoluídos como o genial Stephen Hawking, que mesmo numa cadeira de rodas tenta provar a teoria da cordas. Albert Einstein e outros seres de uma importância tremenda também são, ao menos na visão panspermica, cria de uma vida forasteira que chegou por aqui faz muito tempo.
Se você está achando que essa história é proveniente de um cérebro doentio de cientistazinho qualquer, é bom saber que um estudo brasileiro reforça a hipótese da panspermia. Os pesquisadores do nosso Brasil descobriram que só 2% das bactérias sobrevivem a sessões de radiação, uma prévia do que uma vida extraterrestre teria que enfrentar para chegar por aqui. Pouco? Numa amostra de cem mil células, dariam duas mil células sobreviventes. Uma verdadeira invasão espacial.

A imagem que a maioria das pessoas tem de cientistas é um homem (ou mulher) excêntrico, descabelado, e que não tem nenhum outro assunto, a não ser seus projetos e conquistas. Este é um pensamento estereotipado, que prejudica, claro, o modo como os profissionais da ciência são vistos. Estes são pessoas como nós. Uns são novos, recém saídos da faculdade, enquanto que outros já têm mais idade (e ostentam mais títulos, como doutor ou mestre), experiência e teorias.