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	<title>Memórias Fracas &#187; crítica</title>
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	<description>Meus pitacos sobre jornalismo e tecnologia</description>
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		<title>Amigo, estou aqui: Toy Story 3</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Jun 2010 21:11:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Leandro Alonso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[Pixar]]></category>
		<category><![CDATA[resenha]]></category>
		<category><![CDATA[Steve Jobs]]></category>

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		<description><![CDATA[Há 15 anos, meu pai me levava no cinema para ver um filme chamado Toy Story. Na época eu tinha 5 anos e mal posso descrever o quanto Woody, Buzz e companhia marcaram a minha infância. Para mim, ver os brinquedos criando vida na telona era mágico. A realização de um sonho. A partir dali, sempre ficava de olho nos meus brinquedos: será que algum deles estava em um lugar que não deixei? Será que quando eu saía do quarto eles se mexiam?]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Convidado » Leandro Alonso*</strong> correu para o cinema para assistir <em>Toy Story 3</em> o quanto antes. Nesse texto, ele divaga um pouco sobre o filme.</p>
<p>Há 15 anos, meu pai me levava no cinema para ver um filme chamado <em>Toy Story</em>. Na época eu tinha 5 anos e mal posso descrever o quanto Woody, Buzz e companhia marcaram a minha infância. Para mim, ver os brinquedos criando vida na telona era mágico. A realização de um sonho. A partir dali, sempre ficava de olho nos meus brinquedos: será que algum deles estava em um lugar que não deixei? Será que quando eu saía do quarto eles se mexiam?</p>
<p>No fim das contas, acho que o filme acabou marcando até mesmo o meu pai, que de tempos em tempos me perguntava se não iria sair uma sequência. Então 15 anos se passaram.</p>
<h3>O tempo vai passar, os anos vão confirmar&#8230;</h3>
<p><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-full wp-image-1796" title="Toy Story 3" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2010/06/toy_story_3.jpg" alt="" width="490" height="247" /></p>
<p>Após 8 anos desde <em>Toy Story 2</em>,a Pixar anunciou em 2007 que estava trabalhando no terceiro capítulo da série. De la pra cá tivemos <em>Ratatouille</em>, <em>Wall-E</em> e <em><a href="http://memoriasfracas.com/critica-up-altas-aventuras/">UP &#8211; Altas Aventuras</a></em>. Ótimas produções, principalmente <em>Wall-E</em>. Mas <em>Toy Story</em> é&#8230; <em>Toy Story</em>.</p>
<p>Antes de ir ao cinema conferir o terceiro capítulo da série, bisbilhotei algumas resenhas sobre o longa e fiquei empolgadissímo. Parece que a Pixar, para variar, não havia errado a mão. Então me mandei para o cinema com a namorada para assistir o filme (e, claro, <a href="http://twitpic.com/1yarsl">comprar os bonequinhos</a> do Woody, Buzz e Bala no Alvo <img src='http://memoriasfracas.com/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' /> ).</p>
<p>Se você ainda não viu o filme, veja: <strong>é sensacional</strong>. Como li por aí, é o melhor filme da Pixar desde&#8230; <em>Toy Story</em>.</p>
<p>Está tudo lá: o quarto de Andy, Woody, Buzz, Slinky, Rex, Porquinho, Sr. e Sra. Cabeça de Batata, etc. Mas a questão é que esse filme veio para encerrar o ciclo da história. Um pouco da história, aliás: Andy está com 17 anos, prestes a ir para a faculdade e não dá mais atenção a seus brinquedos. Ele acaba tendo que se desfazer deles e todos vão parar em uma creche. Cheia de crianças. Sedentas por brinquedos novos. Imagine. Pois é.</p>
<h3>Os velhos amigos e novos personagens</h3>
<p>Nessa creche conhecemos diversos novos personagens: Ken (o afeminado par romântico da Barbie), Lotso (um ursinho fofo com cheirinho de morango &#8211; <em>spoiler:</em> sim, ele é o vilão), Bebezão (uma dessas bonecas de neném que sua irmã provavelmente já teve), Twitch (um guerreiro inseto-homem), além de vários outros.</p>
<p>Apesar de uma boa quantidade de novos personagens, pouco deles se tornam marcantes. De cabeça posso me lembrar do vilão Lotso – que nutre um grande ódio pela sua antiga dona, Bebezão, Ken, Estica (um polvo marinho) e alguns personagens da casa da Bonnie, uma simpática menininha.</p>
<p>No entanto, isso não chega a ser um ponto negativo. A história é sensacional, com elementos atuais (já imaginou os brinquedos utilizando celular? E mensageiros instantâneos?), engraçada como sempre (um salve para <em>el conquistador</em> Buzz Lightyear) e emocionante no fim. Garanto que muitos irão às lágrimas, principalmente aqueles que acompanharam o início dessa história há 15 anos.</p>
<h3>O fim de um ciclo</h3>
<p><em>Toy Story 3</em> claramente leva a história a um fim. Não um final ao estilo The End ou todos viveram felizes para sempre, mas a finalização de um ciclo. Ele será ainda mais sensacional se você assistiu <em>Toy Story</em> em sua infância, irá facilmente se identificar neste filme. Por isso, se você cometeu a heresia de ainda não ter ido a um cinema ver essa obra-prima: CORRA.</p>
<p>E depois, faça como eu: tire os brinquedos do sótão. Afinal, eles devem estar com saudades de você. <img src='http://memoriasfracas.com/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p><em>*Leandro Alonso é estudante de Ciência da Computação. Raramente escreve no <a href="http://leandrow.net/">Leandrow.net</a>, mas resolveu dar as caras por aqui. É o homem por trás dos consertos para que o Memórias funcione direitinho.</em></p>
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		<title>O Seminarista, de Rubem Fonseca; ganhe exemplar</title>
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		<comments>http://memoriasfracas.com/o-seminarista-de-rubem-fonseca/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 22 Jan 2010 10:10:44 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Rubem Fonseca]]></category>

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		<description><![CDATA[Crítica do livro "O Seminarista", de Rubem Fonseca, publicado pela editora Agir.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Meu primeiro encontro com Rubem Fonseca foi somente no primeiro ano de faculdade (obrigado, professora Renata Feital!). Desde então admiro bastante o modo de escrever do romancista, que consegue propor temas sempre com caráter de atualidade a seus leitores. Claro que não podia deixar passar a oportunidade de ler <a href="http://memoriasfracas.com/loja/o-seminarista/">“O Seminarista”</a>, livro mais recente de Rubem publicado pela editora Agir (que gentilmente cedeu um exemplar para este escriba).</p>
<p> </p>
<p> </p>
<p><div id="attachment_1626" class="wp-caption alignleft" style="width: 198px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; float: left;"><img class="size-full wp-image-1626  " title="Capa de &quot;O Seminarista&quot;" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2010/01/o-seminarista-capa.jpg" alt="Capa de &quot;O Seminarista&quot;, de Rubem Fonseca" width="188" height="300" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Capa de &quot;O Seminarista&quot;</p></div>
<p> </p>
<p>“O Seminarista” começa com a história de um assassino de aluguel, que mata não por prazer, mas sim por profissão mesmo. Vai lá, executa a vítima (chamada no meio de “freguês”) e segue sua vida normalmente. O Especialista é o personagem principal do livro, contando suas histórias e mais histórias de execuções e muito sangue.</p>
<p>Um homem frio e sem remorsos, o Especialista surpreende o leitor ao se apaixonar pela bela Kirsten, uma descendente de alemães que conhece em um café do Rio de Janeiro. É aí que começa a reviravolta na vida do Especialista (ou Zé, como preferir). É possível que um assassino em série consiga amar alguém? Acho que essa é uma das perguntas que Rubem levanta em “O Seminarista”.</p>
<p>Falar mais do que isso seria desvendar o fascinante enredo dessa narrativa, que explora momentos de muita tensão policial e suspense com situações de puro amor e prazer. Rubem consegue explorar ambas como poucos, dando veracidade aos momentos e fazendo o leitor acreditar que de fato aquilo poderia acontecer. Não com qualquer um de nós, mas certamente com alguma pessoa afortunada o suficiente para ser <em>serial killer</em> e amante apaixonado ao mesmo.</p>
<p>“O Seminarista” é como um filme policial. Tem pequenas frases  que dão dinamismo aos acontecimentos, todos bastante urbanos. Dá gosto acompanhar o que Zé tem que fazer para descobrir quem está por trás de uma curiosa trama que parece não ter fim. Mas tem. E é um tanto quanto surpreendente.</p>
<h3>&#8220;O Seminarista&#8221;</h3>
<ul>
<li>Autor: Rubem Fonseca;</li>
<li>Editora: Agir;</li>
<li>Páginas: 181;</li>
<li><a href="http://memoriasfracas.com/loja/o-seminarista/">Comprar &#8220;O Seminarista&#8221; no Submarino</a>;</li>
<li><a href="http://www.oseminaristaolivro.com.br/">Acessar o site de &#8220;O Seminarista&#8221;</a>;</li>
<li><a href="http://www.youtube.com/watch?v=XSwahAokwyA">Assistir ao vídeo de divulgação de &#8220;O Seminarista&#8221;, com trecho do livro</a>.</li>
</ul>
<h3>Ganhe um exemplar de “O Seminarista” grátis</h3>
<p>Como seminarista, Zé aprendeu diversas frases em latim, que ele faz questão de ir citando durante a narrativa. Temos  “<em>Cuiusvis hominis est errare; nullius nisi insipientis in errore preservare</em>”, que significa “Qualquer um pode cometer um erro, só um tolo comente o mesmo erro novamente”; “<em>Uxoris probrum, ultimus qui resciat, est maritus</em>”, ou “O marido enganado é o último a saber”; e ainda “<em>De inimico non loquaris sed cogites</em>”, que quer dizer “Para o seu inimigo não deseje o mal, planeje-o”</p>
<p>Nada melhor que aproveitar a aula de latim que “O Seminarista” proporciona para fazer um pequeno concurso. A <a href="http://www.ediouro.com.br/templates/agir/">editora Agir</a> disponibilizou um exemplar para que eu pudesse presentear um leitor do <strong>Memórias Fracas</strong>. Portanto, a dinâmica será a seguinte: você posta nos comentários do site uma frase em latim, com sua respectiva tradução para o português. A que eu julgar mais interessante ou divertida leva o livro. O resultado sai na sexta-feira que vem, dia 29 de janeiro.</p>
<p>Mais fácil seria impossível. E eu já deixo minha dica: existem dezenas de sites com frases em latim. Boa sorte!</p>
<p><strong>Atualização em 04/fev/2010:</strong> cometi um lapso ao confundir o nome do personagem &#8220;Especialista&#8221; com &#8220;Despachante&#8221;. Obrigado ao leitor Rafael Queres por avisar do engano!</p>
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		<title>Crítica: Distrito 9</title>
		<link>http://memoriasfracas.com/critica-distrito-9/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Oct 2009 02:00:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[alien]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[ficção científica]]></category>

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		<description><![CDATA[De vez em quando aparecem uns filmes que prometem um ponto de vista completamente novo sobre determinado assunto, ou pelo menos uma forma nova de apresentá-lo. Distrito 9 (District 9 em inglês) é um desses filmes.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>De vez em quando aparecem uns filmes que prometem um ponto de vista completamente novo sobre determinado assunto, ou pelo menos uma forma nova de apresentá-lo. <strong>Distrito 9</strong> (<em>District 9</em> em inglês) é um desses filmes.</p>
<p>Veja se a premissa não é interessante: uma enorme nave espacial surge do nada cheia de aliens dentro. Nova Iorque? Paris? Não senhor, essa nave vai parar na pobre região de Johannesburgo, na <strong>África do Sul</strong>. Bem que esses ETs podiam ter escolhido um lugar melhor para ficar.</p>
<p>De uma forma completamente desconhecida, os aliens começam a sair da nave &#8211; essa sim fica planando sobre a cidade por décadas. Descobre-se, pois, que muitos deles estão <strong>famintos e enfermos</strong>. Em vez de propor a paz intergalática (ou destruir nosso planeta), muito pelo contrário: os extra-terrestres precisam mesmo de <strong>ajuda</strong>.</p>
<p>O interessante dessa história toda é que uma organização internacional é formada para transferir os aliens de lugar. Do centro de Johannesburgo, eles devem ir para uma região mais distante, onde poderão viver em paz. Entra em cena Wikus, o responsável por pela operação. Por sinal, um sujeito <strong>irritantemente atrapalhado</strong> que consegue estragar tudo.</p>
<p>Contar mais de Distrito 9 seria estragar a surpresa de quem assistir ao filme. Sem atores conhecidos, o filme explora um ponto de vista deveras interessante: e se os aliens pedissem ajuda para nós? No caso do filme, em plena África, o que vemos é um novo apartheid acontecer, dessa vez segregando humanos e “não-humanos”.</p>
<div id="attachment_1527" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-1527" title="distrito-9-alien" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/10/distrito-9-alien.jpg" alt="Distrito 9: possivelmente os aliens mais feios que você já viu." width="540" height="300" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Distrito 9: possivelmente os aliens mais feios que você já viu.</p></div>
<p>Não sei quanto a você, mas o final &#8211; calma, não vou contar &#8211; do filme não me agradou. Não totalmente. O que fica é aquela sensação de que um monte de <strong>perguntas ficaram em aberto</strong>. Mas o que aconteceu com ele? Os aliens sobrevivem? Só para citar algumas. O fechamento da história poderia ter sido feito de uma forma mais completa, para que não ficássemos com a impressão de que faltou algo.</p>
<p>Também me irrita um pouco a <strong>câmera nervosa</strong> do ínício do filme. Explico: em tese, <strong>Distrito 9</strong> seria um documentário sobre a chegada dos aliens. Ou seja, durante o começo do filme é muito comum aquela câmera que esteve presente durante todo o <a href="http://memoriasfracas.com/cloverfield/">Cloverfield</a>. O estranho é que, conforme a história se desenvolve, a câmera subjetiva começa a rarear. Podiam ter decidido entre o modo convencional de gravar ou o modo Cloverfield/Bruxa de Blair.</p>
<p>Distrito 9 peca quanto à sua distribuição. Não que o filme estará presente em poucas salas de cinema, pois certamente estará. O problema é que, assim como <a href="http://memoriasfracas.com/critica-up-altas-aventuras/">Up</a>, Distrito 9 estreará no Brasil <strong>dois meses depois</strong> da estréia ter ocorrido nos Estados Unidos. Lembro de uma época em que lançamentos cinematográficos eram eventos mundiais. Ultimamente os estúdios estão voltando com esse atraso irritante. O motivo de tal decisão continua sendo uma incógnita para mim.</p>
<p>De qualquer forma, <strong>corra para o cinema em <del datetime="2009-10-18T15:16:30+00:00">23 de outubro</del> 16 de outubro e assista a Distrito 9</strong>. Mesmo com os problemas que eu apresentei nesse post, continua sendo um filme que vale à pena ser assistido na tela grande.</p>
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		<title>Gamer</title>
		<link>http://memoriasfracas.com/filme-gamer/</link>
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		<pubDate>Tue, 06 Oct 2009 07:00:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Gerard Butler]]></category>
		<category><![CDATA[Michael C. Hall]]></category>

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		<description><![CDATA[Estreou no último dia 2 o filme “Gamer”, que eu assisti ontem sem qualquer informação adicional. O resultado foi um filme irritantemente chato, que promete um enredo de primeira linha, mas entrega um monte de cenas de impacto sem grande significação para o espectador que vai ao cinema.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estreou no último dia 2 o filme “Gamer”, que eu assisti ontem sem qualquer informação adicional. O resultado foi um filme irritantemente chato, que promete um enredo de primeira linha, mas entrega um monte de cenas de impacto sem grande significação para o espectador que vai ao cinema.</p>
<p><img style=' display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;'  class="aligncenter size-full wp-image-1508" title="gerard-butler-gamer" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/10/gerard-butler-gamer.jpg" alt="gerard-butler-gamer" width="540" height="225" /></p>
<p>A premissa de “Gamer” é incrível: prisioneiros podem participar de um jogo no melhor estilo Counter-Strike ou Gears of War, que é transmitido ao vivo para milhões (talvez bilhões) de pessoas ao redor do mundo. O livre arbítrio desses homens, que podem sair do corredor da morte caso vençam as batalhas, entra em conflito com as decisões feitas por jogadores que pagam para, do conforto de suas casas, controlar por completo a mente do guerreiro.</p>
<p>Infelizmente a execução da ideia não foi das melhores. Do meu ponto de vista, faltou mais substância a uma história que mistura a fúria de um matador controlado remotamente com o amor de um pai (vivido por Gerard Butler, de &#8220;300&#8243;) que quer reencontrar a esposa e a filha. Tudo isso com pitadas de injustiça, o que normalmente serve de catalisador para as histórias bacanudas (<a href="http://memoriasfracas.com/prison-break/">Prison Break que o diga</a>).</p>
<p>A edição de “Gamer” também me incomodou muito. Os cortes de câmera são feitos sempre com muita rapidez, sem dar tempo de o espectador entender o que a cena está apresentando. Como já não sou um grande fã de filmes que têm como mote assassinos que só fazem puxar o gatilho de uma arma, me vi várias vezes pensando “<em>Boring!</em>” enquanto as sequências de explosões grandiosas aconteciam.</p>
<p>Mas o filme também tem seu lado bom. Como bem <a href="http://judao.mtv.uol.com.br/cinema/gostosas-com-pouca-roupa-e-acao-em-novas-imagens-de-gamer/">escreveu o blog Judão</a>, “gostosas com pouca roupa” não faltam à produção. Quem está a fim de ver peitos, bundas e beijos lésbicos encontrará um prato cheio em “Gamer”. A tecnologia também tem certo destaque, uma vez que conseguiram criar um PC gamer futurista que, de certa forma, convence. Dá aquela dúvida sobre como o ambiente computacional para essa finalidade será daqui a alguns anos.</p>
<p>O destaque do filme vai para Michael C. Hall, também conhecido como Dexter Morgan. Com maestria, ele consegue tirar a máscara de serial killer encubado e se transformar em um megalomaníaco que deseja controlar todos os seres humanos a partir de uma tecnologia militar que pode ser implantada no cérebro. A sequência dele cantando, junto com capangas, uma música de Sinatra (não recordo o nome) é deveras divertida.</p>
<p>Conclusão: não assista a “Gamer”. Ao menos não no cinema. Espere o filme sair em DVD e veja no conforto da sua poltrona. Se, assim como eu, você não gostar da produção, bastará desligar o aparelho de DVD. Sem grandes problemas.</p>
<h3>Veja trailer</h3>
<p>Assista abaixo ao trailer de &#8220;Gamer&#8221;, dirigido por Brian Taylor e Mark Neveldine.</p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="540" height="445" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/lvF2FVCO3co" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="540" height="445" src="http://www.youtube.com/v/lvF2FVCO3co"></embed></object></p>
<p>Detalhe: o filme estreou nos Estados Unidos em 4 de setembro, mas só chegou ao Brasil quase um mês depois.</p>
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		<title>Eu amo meu MacBook White</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 15:07:49 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Acer]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Dell]]></category>
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		<category><![CDATA[Windows 7]]></category>

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		<description><![CDATA[No início do mês eu escrevi aqui sobre os motivos que me fazem odiar o meu MacBook White. Hoje eu vou abordar o outro ponto de vista: quais características positivas do MB me fazem querer continuar com o aparelho.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No início do mês eu escrevi aqui sobre os <a href="http://memoriasfracas.com/eu-odeio-meu-macbook-white/">motivos que me fazem odiar o meu MacBook White</a>. Muito bem, hoje eu vou abordar o outro ponto de vista: quais características positivas do <a href="http://memoriasfracas.com/loja/macbook-white/">MB</a> me fazem querer continuar com o aparelho.</p>
<p>Como eu disse no outro post, hoje em dia tanto faz escolher Windows, Mac OS ou Ubuntu para a maioria dos usuários. No entanto, o Mac OS X possui uma vantagem que impressiona os <em>Mac users</em> de primeira viagem. Refiro-me à forma como novos aplicativos são instalados: na maioria dos casos, basta arrastar o aplicativo em questão para a pasta “Aplicativos” que a mágica está feita. Não é preciso rodar instalador nem nada do tipo. Mais simples impossível.</p>
<p>Ainda falando em sistema operacional, a atualização dos aplicativos básicos da Apple acontece de forma muito fácil. Com dois cliques (um no logo da Maçã e outro em Atualização de Software), o Mac OS faz o servicinho sujo de procurar atualizações para o Mac OS, para o iLife e para o iWork. Os demais aplicativos, desenvolvidos por terceiros, normalmente também têm no próprio menu a opção de buscar por atualizações. Algo muito bacana que programas criados para Windows também têm adotado.</p>
<div id="attachment_1420" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-1420" title="macbook-white-magsafe" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/09/macbook-white-magsafe.jpg" alt="MagSafe: &quot;Protegendo seu investimento&quot;." width="500" height="290" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">MagSafe: &quot;Protegendo seu investimento&quot;.</p></div>
<p>Saindo do software e indo para o hardware, nesse campo a Apple faz um trabalho de primeira ao manter todos os aspectos do MacBook bem integrados. Vai dizer que não é genial um conector de carregador que utiliza ímã para se manter preso? Com isso o risco de alguém esbarrar no fio e derrubar todo o equipamento cai drasticamente. Imagine o prejuízo que um MB esparramado no chão, com peças para todos os lados, causaria.</p>
<p>A bateria é outra vantagem do MacBook White. Lembro que no meu notebook anterior, da Acer, o máximo de tempo que eu conseguia utilizar eram aproximadamente duas horas (antes da bateria morrer de vez). No notebook da Apple a coisa é bem melhor: com a internet sem fio ligada, mas sem abusar dos recursos do sistema (nada de games ou aplicativos que fazem uso intensivo da máquina), já consegui ficar quatro horas direto com o MacBook funcionando, no colo. Nesse caso o problema passa a ser o aquecimento do MB, que costuma ser exagerado.</p>
<p>Por último, mas não menos importante, está a facilidade de não precisar desligar o MacBook. Sim, é virtualmente desnecessário desligar o notebook no fim do dia, para no dia seguinte iniciar a máquina dando <em>boot</em>. Tudo no equipamento foi muito bem construído para que, ao fechar a tampa, ele entre em modo de soneca; ao abrir a tampa, em poucos segundos o Mac OS está de volta com a área de trabalho (“mesa”) intacta. O Windows 7 ainda precisa comer muito feijão com arroz para oferecer um modo de hibernação soneca similar ao do MacBook. No entanto, como sabemos, a Microsoft não produz o hardware e o software, então podemos dar um desconto para a empresa do tio Bill.</p>
<p>Estão aí os motivos para você optar por comprar um MacBook White. Mas eu mantenho a minha opinião de que o cliente deve entrar no mundo Apple já comprando um MacBook Pro de alumínio, que custa bem caro. Ou então que fique com um excelente notebook de outro fabricante, como HP ou Dell, rodando Windows 7.</p>
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		<title>Resenha: Jornal Nacional, Modo de Fazer</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Sep 2009 02:14:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal Nacional]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Globo]]></category>
		<category><![CDATA[William Bonner]]></category>

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		<description><![CDATA[Crítica do livro "Jornal Nacional: Modo de Fazer", escrito pelo editor-chefe do telejornal, William Bonner, em comemoração aos 40 anos que o JN está no ar.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1352" class="wp-caption alignright" style="width: 210px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; float: right;"><a href="/loja/jornal-nacional-modo-de-fazer/"><img class="size-full wp-image-1352" title="capa-jn-modo-de-fazer" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/09/capa-jn-modo-de-fazer.jpg" alt="Capa de &quot;Jornal Nacional: Modo de Fazer&quot;" width="200" height="286" /></a><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Capa de &quot;Jornal Nacional: Modo de Fazer&quot;</p></div>
<p>Em primeiro de setembro desse ano o principal telejornal do país celebrou seus quarenta anos no ar. Sim, estou falando do &#8220;Jornal Nacional&#8221;, que atualmente é apresentado por Fátima Bernardes e William Bonner. Tendo em vista a comemoração, Bonner aproveitou para escrever um livro que mostra um pouco de como é o processo de feitura do JN. Essa é a proposta de &#8220;<a href="/loja/jornal-nacional-modo-de-fazer/">Jornal Nacional: Modo de Fazer</a>&#8220;.</p>
<p>Longe de ser um manual de redação mais completo, como aqueles de O Globo ou da Folha de São Paulo, &#8220;Modo de Fazer&#8221; fala de decisões mais práticas que o editor-chefe William Bonner e seus superiores já tiveram que tomar, visando ao cumprimento do objetivo primordial do JN. Anote aí:  mostrar o que de mais importante aconteceu no Brasil e no mundo naquele dia, com isenção, pluralidade, clareza e correção. Bonner martela esse objetivo várias (muitas!) vezes durante o livro.</p>
<p>O que eu mais gostei em &#8220;Jornal Nacional: Modo de Fazer&#8221; foram as histórias das edições atípicas do telejornal. Como naquela fatídica sexta-feira, quando o Jornal Nacional terminou e Bonner, com sua equipe, pegou o primeiro avião rumo a Roma. Horas depois, quando chegavam à capital italiana, teriam que fazer a cobertura histórica da morte do papa João Paulo 2º (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=VK5OTl8Iyas">vídeo aqui</a>).</p>
<p>Outra história das mais interessantes foi quando São Paulo deu lugar, no ano de 2006, aos atentados praticamente terroristas organizados pelo PCC. Bonner confessa no livro que percebeu que seria necessário apresentar o telejornal da capital paulista no fim da tarde. Numa verdadeira operação de guerra, lá se foi a equipe dele rumo a São Paulo, de onde ele apresentaria o JN. Detalhe: sentado em uma banqueta, numa laje do prédio onde meses depois seria inaugurada a nova sede da TV Globo em São Paulo (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=JFVclbBkgQc">vídeo aqui</a>).</p>
<p>Não espere encontrar em &#8220;Jornal Nacional: Modo de Fazer&#8221; uma obra prima literária. Nem é a isso que o livro se propõe. Bonner escreve de forma muito simples e fluida, como se estivesse conversando com o leitor. Mais ou menos como os blogs funcionam, com uma linguagem bem mais próxima do coloquial que aquela adotada pelos jornalões.</p>
<p>Vale a pena para estudantes de Jornalismo como eu e para quem tem o simples interesse de saber como o principal telejornal do país funciona. Também vale a pena para quem quer saber em que circunstâncias William Bonner gritou &#8220;Puta que pariu!&#8221; na frente de um presidente eleito. <img src='http://memoriasfracas.com/wp-includes/images/smilies/icon_razz.gif' alt=':P' class='wp-smiley' /> </p>
<h3>&#8220;Jornal Nacional: Modo de Fazer&#8221;</h3>
<ul>
<li>Autor: William Bonner</li>
<li>Editora: Globo</li>
<li>Páginas: 248</li>
<li>IBSN: 9788525047243</li>
<li>Publicado originalmente no Brasil em 2009</li>
<li><a href="/loja/jornal-nacional-modo-de-fazer/">Comprar &#8220;Jornal Nacional: Modo de Fazer&#8221;, de William Bonner</a></li>
</ul>
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		<title>Crítica: Up, Altas Aventuras</title>
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		<pubDate>Sat, 05 Sep 2009 05:49:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[3D]]></category>
		<category><![CDATA[animação]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Disney]]></category>
		<category><![CDATA[filmes]]></category>
		<category><![CDATA[Pete Docter]]></category>
		<category><![CDATA[Pixar]]></category>
		<category><![CDATA[Steve Jobs]]></category>

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		<description><![CDATA[Quando estamos falando de estreias da Pixar, é complicado não correr para o cinema logo na primeira sessão. A pergunta que fica, até o início da projeção, é “O que será que a empresa de Steve Jobs aprontou dessa vez?”. Tudo bem que Steve pouco manda no lugar, mas é difícil não ligar a invejosamente [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quando estamos falando de estreias da Pixar, é complicado não correr para o cinema logo na primeira sessão. A pergunta que fica, até o início da projeção, é “O que será que a empresa de Steve Jobs aprontou dessa vez?”. Tudo bem que Steve pouco manda no lugar, mas é difícil não ligar a invejosamente comum inovação da empresa ao ex-dono dela.</p>
<div id="attachment_1331" class="wp-caption aligncenter" style="width: 490px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-1331" title="still-up-altas-aventuras" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/09/still-up-altas-aventuras.jpg" alt="Up: Russell, o guri chato, e Carl, o velhote ranzinza." width="480" height="260" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Up: Russell, o guri chato, e Carl, o velhote ranzinza.</p></div>
<p>Desde que “<a href="http://memoriasfracas.com/loja/dvd-wall-e">Wall-E</a>” se tornou “Wall-E”, o marco da animação que transformou um ser inanimado no mais interessante dos personagens, a responsabilidade aumentou enormemente. O alívio vem na hora em que descobrimos que Pete Docter, o diretor de “Up”, foi roteirista de “Wall-E”; dá mais confiança antes mesmo de assistir ao filme.</p>
<p>Se “Wall-E” foi apaixonante e emocionante, “Up” vai mais para a linha do humor. A partir dos 15 minutos de filme, é riso que não acaba mais. E faço essa ressalva porque, antes disso, a história se desenrola de forma muito triste, por tratar de assuntos que envolvem morte e por aí vai. Não conto mais para não estragar a surpresa.</p>
<p>Uma vez que a jornada pelos ares começa, a diversão é mais do que garantida. É um filme voltado para crianças, sem dúvidas que é, mas vai agradar a adultos da mesma forma. Com tecnologia de ponta, a Pixar consegue criar ambientes e personagens que são sabidamente computadorizados – diferentemente do que outros estúdios tentam fazer –, mas que não deixam de transmitir empatia e identificação.</p>
<div id="attachment_1332" class="wp-caption alignright" style="width: 190px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; float: right;"><img class="size-full wp-image-1332 " title="poster-up-dug-golden" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/09/poster-up-dug-golden.jpg" alt="Dug, o cão falante." width="180" height="260" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Dug, o adorável cão falante.</p></div>
<p>Gostei demais de Dug, o golden retriever que torna-se amigo do velhote ranzinza Carl e do guri excessivamente chato Russell. Tenho uma golden em casa, e por isso digo que é incrível como eles conseguiram reproduzir o jeito e a personalidade comuns a essa raça. Sem falar que os cães apresentados no filme (e são muitos!) usam coleiras especiais que os permitem falar, gadget que traz surpresas muito divertidas (dica: preste atenção no macho alfa).</p>
<p>“Up” (<a href="http://www.youtube.com/watch?v=USpI6Jzl3No">trailer em HD aqui</a>) trata de alegria, de tristeza, de momentos de descontração, de momentos de tensão, da sabedoria da velhice, da animação da juventude&#8230; Trata de muitas coisas, sem ser em excesso ou com uma execução ruim. Recomendo que você corra já para os cinemas e o assista! Se tiver um irmão ou priminha pequena, aí está uma boa desculpa para quem olhar de cara feia para o marmanjo entrando em uma sala de cinema que exibe animação.</p>
<p>De preferência assista em algum cinema que tenha tecnologia 3D. Tudo bem que aqueles óculos especiais são muito irritantes (ainda mais para quem já usa óculos de grau), mas mesmo assim vale a pena. A experiência é sem igual.</p>
<p>Essa vai para a Pixar: eu adoraria colocar um link para a página oficial de &#8220;Up&#8221;, mas infelizmente, até o momento da publicação desse post, a <a href="http://www.pixar.com.br/">versão brasileira do site do estúdio</a> não informava nada sobre a animação (na verdade, praticamente não existia, <a href="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/09/screen-pixar-com-br.jpg">como a <em>screenshot</em> pode provar</a>). Outra bronca com a Pixar é com relação ao atraso para trazer ao Brasil: o filme estreou por outros cantos no fim de maio, mas só em 4 de setembro <em>aterrisou</em> em terras brasileiras.</p>
<p><strong>[Atualização]</strong> Quase me esqueço de dizer nessa crítica que quem empresta a voz para Carl é o mestre do humor brasileiro Chico Anysio. Ou seja, mais um excelente motivo para assistir a &#8220;Up&#8221;.</p>
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		<title>Eu odeio meu MacBook White</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 21:02:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Mac OS]]></category>
		<category><![CDATA[MacBook]]></category>
		<category><![CDATA[Microsoft]]></category>
		<category><![CDATA[Ubuntu]]></category>
		<category><![CDATA[Windows 7]]></category>

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		<description><![CDATA[Já vinha comentando com amigos há algum tempo que quase não utilizava meu MacBook White, que foi comprado no início desse ano. Normalmente as pessoas torcem o nariz para a minha opinião: “Como assim, não gostou de um Mac?!”. Aproveitando a deixa dada pela Fabi Neves, que escreveu no Vida de Blogueira sobre a decepção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Já vinha comentando com amigos há algum tempo que quase não utilizava meu <a href="http://memoriasfracas.com/loja/macbook-white/">MacBook White</a>, que foi comprado no início desse ano. Normalmente as pessoas torcem o nariz para a minha opinião: “Como assim, não gostou de um Mac?!”. Aproveitando a deixa dada pela <a href="http://twitter.com/fabineves">Fabi Neves</a>, que escreveu no <a href="http://vidadeblogueira.com.br/">Vida de Blogueira</a> sobre a <a href="http://vidadeblogueira.com.br/macbook-black-ame-o-ou-deixe-o.html">decepção que teve com o MacBook versão Black</a> dela, vou explicar aqui os meus motivos.</p>
<div id="attachment_1324" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-1324" title="apple-macbook-white" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/09/apple-macbook-white.jpg" alt="Bonitinho, mas ordinário. E fica imundo!" width="500" height="290" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Bonitinho, mas ordinário. E fica imundo!</p></div>
<p>Uma coisa que me incomoda enormemente é a posição da Apple com relação ao mercado brasileiro. Como você já deve saber, eu sou editor do <a href="http://tecnoblog.net/news/">Tecnoblog News</a>, então lido com notícias da Apple norte-americana e da Apple brasileira várias vezes por semana. Em uma sentença com palavras de baixo calão, poderia dizer: a empresa está <em>cagando e andando</em> para o Brasil.</p>
<p>Eu esperei vários meses antes de comprar meu <a href="http://memoriasfracas.com/loja/macbook-white/">MB</a>, na esperança de que o novo modelo – anunciado no ano anterior, com gráficos da Nvidia – chegasse ao país e eu pudesse comprá-lo. Pois bem, não chegou e a empresa não tinha previsão de quando chegaria. Eis que, mais ou menos três semanas depois de comprar o meu MB White, começaram a importar a nova versão. Custava avisar isso antes? Não, e quem comprou o MacBook algumas poucas semanas antes se lascou, porque ficou com um produto “defasado”.</p>
<p>Comentar as especificações dos notebooks da Apple já se tornou algo redundante. Dizem que a empresa dita tendências, e pode até ser em alguns casos, mas os notebooks custam caro e não entregam tudo o que poderiam. Por exemplo, ter somente duas portas USB (como a Fabi Neves apontou) é de uma burrice descomunal. Acho que nenhum outro fabricante sério faz isso, exceto a Apple. E se faz, merece críticas também. Quase não uso o meu MacBook, então até que o disco rígido de 160GB tem atendido muito bem, mas por um laptop custando mais de três mil reais eles poderiam melhorar isso.</p>
<p>Sem falar na saída de vídeo, que ninguém exceto a própria Apple usa. Tenho que confessar que até hoje não gravei o nome dessa saída. Também nunca liguei meu MacBook em um projetor ou segundo monitor que tivesse entrada compatível; sempre precisei usar o adaptador VGA, que custou R$ 90 adicionais.</p>
<p>Aposto que os defensores da empresa vão dizer que eu já conhecia as restrições do hardware antes de comprar o aparelho. É verdade, mas ainda assim tenho o direito de me arrepender e concluir que não vale a pena trocar mais hardware – de qualidade, diga-se de passagem – por uma marca.</p>
<p>A Fabi diz que só fica no MacBook porque o Mac OS X é excelente. É mesmo, mas tenho usado o Windows 7 no meu desktop e não vejo tantas diferenças entre os dois sistemas. Dá na mesma escolher o da Apple ou o da Microsoft, ao menos para o usuário doméstico comum. Não morreria por ficar sem usar o Snow Leopard.</p>
<p>Hoje em dia a maioria das nossas tarefas pode ser feita através da web, o que minimiza a importância do sistema operacional. Portanto, tanto faz se você quer usar o Windows, o Mac OS ou o Ubuntu. Talvez até mesmo um Satux, mas aí é preciso coragem além da conta.</p>
<p>Comprar um Mac é para quem pode. Se você não tem condições de comprar um bacanudo MacBook Pro, deixe para lá: adquira um notebook da Dell ou da HP e seja feliz com o preço mais em conta e os recursos em abundância. Sim, a Apple tem um <em>tech appeal</em> incrível, mas não é o bastante. O custo-benefício não é tão vantajoso quanto os maravilhosos anúncios da empresa insinuam. Ainda mais com as nossas taxas de importação nas alturas.</p>
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		<title>Crítica: “A Tirania do Petróleo”, de Antonia Juhasz</title>
		<link>http://memoriasfracas.com/a-tirania-do-petroleo-de-antonia-juhasz/</link>
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		<pubDate>Mon, 17 Aug 2009 09:42:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Livros]]></category>
		<category><![CDATA[Canadá]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Ediouro]]></category>
		<category><![CDATA[Estados Unidos]]></category>
		<category><![CDATA[ExxonMobil]]></category>
		<category><![CDATA[John Rockefeller]]></category>
		<category><![CDATA[literatura]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>

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		<description><![CDATA[Imagine que você pudesse ter um dossiê completo de como nasceu e é atualmente o setor de petróleo nos Estados Unidos, e por conseguinte em quase todo o mundo. Foi isso o que Antonia Juhasz conseguiu fazer ao escrever “A Tirania do Petróleo”, publicado no Brasil pela Editora Ediouro. Acessar site de “A Tirania do [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagine que você pudesse ter um <strong>dossiê completo</strong> de como nasceu e é atualmente o setor de petróleo nos Estados Unidos, e por conseguinte em quase todo o mundo. Foi isso o que Antonia Juhasz conseguiu fazer ao escrever “A Tirania do Petróleo”, publicado no Brasil pela Editora Ediouro.</p>
<ul>
<li><a href="http://www.atiraniadopetroleo.com.br/">Acessar site de “A Tirania do Petróleo”</a></li>
<li><a href="http://www.atiraniadopetroleo.com.br/download/TiraniaDoPetroleo_primcap.pdf">Baixar primeiro capítulo de “A Tirania do Petróleo” (em PDF)</a></li>
<li><a href="http://memoriasfracas.com/loja/a-tirania-do-petroleo/">Comprar “A Tirania do Petróleo”, de Antonia Juhasz</a></li>
</ul>
<div id="attachment_1289" class="wp-caption alignright" style="width: 200px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; float: right;"><a href="http://memoriasfracas.com/loja/a-tirania-do-petroleo/"><img class="size-full wp-image-1289  " title="capa-a-tirania-do-petroleo" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/08/capa-a-tirania-do-petroleo.jpg" alt="&quot;A Tirania do Petróleo&quot;, de Antonia Juhasz" width="190" height="280" /></a><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Capa de &quot;A Tirania do Petróleo&quot;</p></div>
<p>Quando o meu exemplar foi enviado pela <strong>Ediouro</strong>, eu fiquei em dúvida se ele capturaria a minha atenção. No entanto, tive uma grata surpresa com o texto de Antonia Juhasz. Ela não se utiliza daquela linguagem intelectual e rebuscada que muitas vezes mais atrapalha do que ajuda na comunicação. Tenho algumas restrições com relação à tradução de Carlos Zslak, mas de modo geral é uma publicação inteligível.</p>
<p>O livro começa, como já poderíamos esperar, pelo começo da história do petróleo nos EUA. Na segunda metade do século 19, o empreendedor <strong>John Rockefeller</strong> funda a Standard Oil of New Jersey, que viria a ser um dos maiores conglomerados do mundo. E faria de Rockefeller o homem <strong>mais rico de todos os tempos</strong>. A título de curiosidade, a fortuna dele valeria hoje cerca de trezentos bilhões de dólares (ou sete vezes a fortuna de Bill Gates).</p>
<h3>Dissoluções e fusões</h3>
<p>Dois momentos do livro são, em definitivo, os mais interessantes. O primeiro deles é quando Antonia Juhasz descreve o processo de <strong>diluição da Standard Oil</strong>, devido ao monopólio que a empresa de Rockefeller estava se tornando. Isso mesmo, naquela época – início do século 20 – o governo e os cidadãos dos Estados Unidos já se preocupavam com a excessiva concentração de mercado. Como resultado da ação governamental, a Standard se tornou<strong> trinta e seis empresas distintas</strong>, mas com desejos muito semelhantes.</p>
<p>Passam-se os anos, as <strong>décadas</strong>, até que chegamos ao segundo momento que mais me interessou do livro: o reagrupamento das empresas que um dia foram a Standard Oil. Assim como tem acontecido em alguns setores econômicos brasileiros nos últimos anos, nos Estados Unidos as empresas <strong>petrolíferas voltaram a se unir</strong>. Em dado momento, a onda de fusões e compras entre grandes petrolíferas teve início.</p>
<p>Hoje em dia elas são conhecidas como as <strong>Big Oil</strong>. A maior delas é a <strong>ExxonMobil</strong>, fusão da Exxon com a Mobil que teve lucro líquido de <strong>quarenta bilhões de dólares</strong> no ano passado. Isso mesmo, o lucro foi de quarenta bilhões. O faturamento passou dos quatrocentos bilhões. Também temos a Shell, a BP, a Chevron/Texaco, a ConocoPhilips e a Total consideradas como Big Oil. Todas são donas de verdadeiros impérios do petróleo, e controlam mais de dez por centro da oferta mundial da commodity.</p>
<p>Juhasz conhece muitos detalhes da negociata por trás desses negócios, que permitiram que algo próximo da inicial Standard Oil ressurgisse. Segundo a autora, essas empresas com lucros fabulosos têm poder de decisão sobre muitos aspectos da vida dos norte-americanos. Elas conseguem <strong>comprar votos</strong>, proibir leis e fazer daquele país o que bem entendem. Por isso mesmo a autora defende que elas sejam diluídas novamente.</p>
<p>A história de como essas empresas se articularam para fazer dos Estados Unidos um <strong>grande campo de extração de petróleo</strong> é impressionante. Antonia Juhasz conseguiu documentos e detalhes até então nunca conhecidos, porque a indústria de petróleo mantém seus assuntos internos protegidos de uma tal forma que só os que participam e compartilham interesses com as grandes corporações têm acesso a alguns deles.</p>
<h3>Areias betuminosas</h3>
<p>Em “A Tirania do Petróleo” não é falado somente da face econômica da indústria norte-americana de petróleo. Antonia Juhasz também explica o funcionamento de alguns aspectos mais técnicos das petrolíferas. Ela apresenta seus leitores a dados muito curiosos, como o da extração de petróleo a partir de areia.</p>
<p>Nunca tinha ouvido falar nas <strong>areias betuminosas</strong>, mas elas são a mais nova esperança da indústria de petróleo para que a matéria-prima não se acabe nos próximos vinte ou trinta anos. Em Alberta, no <strong>Canadá</strong>, as corporações descobriram um tipo de areia que contém <strong>betume</strong>, um óleo muito grosso que, quando refinado, se transforma em óleo cru.</p>
<p>O processo de extração desse óleo não é tão fácil quanto poderíamos imaginar. Primeiro é preciso revirar o solo do local, em busca da areia de melhor qualidade. Depois começam os processos químicos, que eu não saberia explicar como funcionam, mas que, no fim do processo, fazem com que <strong>apenas dez por cento</strong> da areia “processada” vire o óleo cru. O resto é descartado, muitas vezes de forma descuidada.</p>
<p style="text-align: center;">
<div id="attachment_1297" class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img class="size-full wp-image-1297  " title="areias-betuminosas-alberta" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/08/areias-betuminosas-alberta.jpg" alt="Destruição: extração de óleo nas areias betuminosas de Alberta. (Wikipedia)" width="490" height="368" /><p style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Destruição: extração de óleo nas areias betuminosas de Alberta, Canadá. (Wikipedia)</p></div>
<p>Incrível, não? Mais incríveis são imagens da <strong>destruição</strong> que a Exxon e suas irmãs menores estão causando às areias de Athabasca, em Alberta. Máquinas gigantes são necessárias para fazer a extração da areia e do óleo. Pelo caminho dos campos de extração, as empresas vão construindo grandes tanques nos quais os químicos usados durante o processo são despejados. Alguns desses tanques são tão grandes que podem ser <strong>vistos do espaço</strong>, e a magnitude é tamanha que algumas petrolíferas já consideram a construção de <strong>usinas nucleares</strong> próximas aos campos de extração, para que seja gerada energia suficiente para extração do óleo das areias betuminosas.</p>
<h3>Conclusão</h3>
<p>Infelizmente “A Tirania do Petróleo” é muito focado nos Estados Unidos. Portanto, fica difícil fazer comparações entre o modelo do setor de petróleo americano e o brasileiro, que é basicamente monopolista. <strong>Seria interessante</strong> que a Ediouro contratasse algum especialista brasileiro em petróleo para escrever um posfácio, no qual faça considerações sobre a indústria do petróleo nacional.</p>
<p>Ainda assim, é um livro muito bom e <strong>altamente recomendado</strong>, não só para quem tem interesse no setor de petróleo, mas também para quem gosta de atualidades e curiosidades. Nos últimos capítulos, por exemplo, Antonia Juhasz prova por A mais B que a guerra no Iraque foi por petróleo. E inclusive já nos alerta para o próximo alvo das Big Oil na <strong>guerra por petróleo</strong>, que você só vai conhecer se comprar o livro.</p>
<h3>&#8220;A Tirania do Petróleo&#8221;</h3>
<ul>
<li>Autora: Antonia Juhasz</li>
<li>Editora: Ediouro</li>
<li>Páginas: 430</li>
<li>ISBN: 9788500024771</li>
<li>Publicado originalmente nos Estados Unidos em 2008</li>
<li><a href="../loja/a-tirania-do-petroleo/">Comprar “A Tirania do Petróleo”, de Antonia Juhasz</a></li>
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		<title>Crítica: “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”, o filme</title>
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		<pubDate>Fri, 17 Jul 2009 09:30:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>
		<category><![CDATA[crítica]]></category>
		<category><![CDATA[Harry Potter]]></category>
		<category><![CDATA[J.K. Rowling]]></category>

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		<description><![CDATA[Crítica cinematográfica de "Harry Potter e o Enigma do Príncipe", com Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint. Baseado no livro de J. K. Rowling, tem direção de David Yates.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Aviso »</strong> Antes de começar o texto, é preciso deixar claro que eu sou fã da série de livros “Harry Potter” e que, portanto, para mim é inevitável fazer comparações entre o roteiro do filme e o que foi originalmente escrito pela J.K. Rowling.</p>
<p>E mais uma coisa: <strong>contém spoilers!</strong> Leia por sua conta e risco.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1095" title="Logo de &quot;Harry Potter and the Half-Blood Prince&quot;" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/07/hp6-Logo.jpg" alt="hp6-Logo" width="490" height="230" /></p>
<p>Logo no início de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe” (“<a href="http://www.imdb.com/title/tt0417741/"><em>Harry Potter and the Half-Blood Prince</em></a>”) fica evidente que, sob o comando de David Yates, alguns detalhes importantes foram postos de lado e outros inexpressivos foram transformados em situações importantes. No entanto, é imperdoável perceber que os responsáveis por esse &#8220;HP&#8221; tenham deixado de lado a (chamemos assim) <a href="http://www.youtube.com/watch?v=vH_u2RO35z4">assinatura musical da série, aquela breve música</a>, muito agradável, que costumava aparecer junto com o título do filme. No “Enigma do Príncipe” há uma trilha sonora bastante sóbria, como poderíamos prever, mas “esquecer” desse pequeno detalhe foi um erro.</p>
<p>Como o roteirista precisava mostrar a que veio, o filme já começa com algo que não estava no livro. Já imaginou Harry Potter preparando-se para pedir para sair com uma garota? Pois é assim que começa. O encontro, no entanto, não acontece, pois Dumbledore aparece para levar Harry à casa de um certo professor, o que faz o filme voltar ao que o livro diz.</p>
<p>A escolha de Jim Broadbent para o professor Slughorn não poderia ser mais acertada. Broadbent parece realmente ter lecionado em uma escola legendária e também parece realmente ter formado um clubinho de alunos preferidos para si, como que para poder gabar-se perante outros bruxos. No entanto, não espere ver o Clube do Slugue no filme. Ele não aparece, embora não haja perdas na história devido a isso.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1093" title="Gina Weasley beija Harry Potter em &quot;Enigma do Príncipe&quot;" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/07/hp6-Gina-Harry-Beijo.jpg" alt="Gina Weasley beija Harry Potter em &quot;Enigma do Príncipe&quot;" width="490" height="230" /></p>
<p>Infelizmente por acompanhar a série de “Harry Potter” faz tempo, é possível notar que Daniel Radcliffe deixa a desejar como ator. Se antes a falta de expressão era aceitável porque ele ainda era jovem e inexperiente, depois de quatro filmes contracenando com grandes nomes do cinema britânico e mundial era de se esperar que o ator ganhasse em qualidade. Junto a Bonnie Wright, que interpreta Gina Weasley, Daniel faz uma das cenas de beijo mais insossas que provavelmente o cinema já teve. Talvez por timidez ou inexperiência, o beijo, que ocorre na Sala Precisa, não funciona. O diretor do filme deveria ter percebido esse problema e removido a cena do longa (ou feito o casal regravá-la até dar certo).</p>
<p>Ainda falando em beijo, é o apaixonado Rupert Grint, que vive Rony Weasley, quem surpreende. Rupert ganhou conhecimento no assunto e consegue fazer seu papel com relativo sucesso, ainda mais quando precisa colocar em cena o primeiro beijo de seu personagem. As cenas em que Rony bebe acidentalmente a Amortentia, uma poderosa poção do amor, e fica inebriado pela paixão latente são hilárias. E o ator também acertou no tom ao mostrar um Weasley inicialmente “looser” no Quadribol, mas que com o tempo ganha ânimo e acaba por merecer os gritos de “Weasley é nosso rei!” dos alunos da Grifinória.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1100" title="Rony Weasley e Hermione Granger se apaixonam" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/07/hp6-Rony-Hermione.jpg" alt="Rony Weasley e Hermione Granger se apaixonam" width="490" height="230" /></p>
<p>Outra surpresa agradável é Emma Watson, a Hermione Granger. Assim como sua personagem, Emma deve ter estudado muito para poder mostrar na telona uma Hermione mais madura, porém emotiva e claramente apaixonada por Rony, sem descambar para a pieguice. Espero vê-la em outros bons papéis no futuro, porque a atriz tem talento.</p>
<p>Não ficou muito claro o motivo de terem mantido o título do filme como “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”. Explico: na publicação original há uma grande preocupação com o livro de Poções com instruções alternativas para o preparo das misturas e também com dicas para encantamentos que o trio protagonista ainda desconhece. Hermione fica aturdida com a possibilidade de algum aluno, ainda que seu melhor amigo, seja melhor que ela em alguma matéria. Por isso faz investidas graves para que tentem descobrir a origem do tal livro, sem grande sucesso. Mas o mesmo não acontece no filme, que trata do livro de Poções somente nos primeiros minutos e também no final, quando Snape revela ser o Príncipe Mestiço. São raros os momentos em que o mote para o título do livro tem a devida atenção.</p>
<p>Que Dumbledore está ficando velho, isso é inegável. Mas o roteiro exagera ao mudar o comportamento do diretor. Não me lembro de nenhum dos outros livros e filmes vê-lo perguntar a Harry não uma, mas duas vezes sobre garotas. O diretor de Hogwarts também comenta a rala barba de Harry, numa demonstração de intimidade incomum para o mago. Ele e o pupilo se tratavam com respeito e cortesia, mas não de forma tão profundo sobre assuntos particulares a Harry. Seriam sinais de que Dumbledore está ficando gagá?</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1096" title="Harry Potter e Alvo Dumbledore vão à procura da horcrux" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/07/hp6-Potter-Dumbledore.jpg" alt="Harry Potter e Alvo Dumbledore vão à procura da horcrux" width="490" height="230" /></p>
<p>A passagem em que Harry Potter e o Alvo Dumbledore vão ao litoral da Inglaterra em busca da horcrux é particularmente perturbadora. Como o filme usa durante todo o tempo uma fotografia bastante própria, com tons de cor aparentemente desgastados, falta algo que torne as cenas dessa parte do filme mais aterrorizantes. O ritmo com que os eventos acontecem também é descabido. Tudo acontece muito rápido: com uma simples aparatação, estão na rocha; de repente estão no portão de entrada; de repente estão navegando no lago cheio de Inferi; de repente Dumbledore está tomando a poção contida na pia; de repente Harry está sendo atacado; e por fim, puf!, estão de volta a Hogwarts.</p>
<p>Faltou dar clima à situação, que é crucial para mostrar até que ponto Voldemort vai para se consolidar como o pior e mais poderoso bruxo de todos os tempos. Uma vez que tudo acontece sem ritmo e sem a gravidade que mereciam, a impressão que temos é de é um momento desimportante, gravado por burocracia, quando é justamente o contrário: os momentos finais de Dumbledore são vitais para o que será desencadeado no sétimo e oitavo filmes (sim, serão dois).</p>
<p>Sobre o final&#8230; Que final? Nessa parte, que também é fundamental porque é a morte de um dos personagens mais importantes da saga, muito do livro foi mudado. Por exemplo, os membros remanescentes da Armada de Dumbledore não ficam a postos em Hogwarts, como Harry pede, e detêm os muitos Comensais da Morte. Até porque é um grupelho de Comensais que vai ao castelo, o que tira a grandiosidade do momento. Quem esperava ver uma guerra respeitável nesse filme, com extravagantes efeitos especiais e muitos figurantes se decepciona bastante: os Comensais não enfrentam dificuldade alguma nem para entrar, muito menos para sair da escola de magia.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1097" title="Severo Snape mata o diretor de Hogwarts" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/07/hp6-Severus-Snape.jpg" alt="Severo Snape mata o diretor de Hogwarts" width="490" height="230" /></p>
<p>O roteirista também alterou um pouco da participação de Snape, vivido pelo impecável Alan Rickman. Nos momentos finais de Dumbledore no livro, um Harry Potter coberto pela capa da invisibilidade é paralisado pelo diretor e obrigado a ver Draco Malfoy ameaçar o bruxo, até que Snape vêm e executa Dumbledore. Já no filme Snape não só vê Potter na torre, escondido na parte de baixo da aparelhagem de astronomia, como vai pedir ao herói que fique quieto. Depois sobe, encara Dumbledore e o assassina com um simples “Avada Kedavra”.</p>
<p>Dumbledore despenca em queda livre, e fica por isso mesmo. Alguns alunos se reúnem em volta do professor (não me pergunte de onde eles vieram, pois a passagem estava completamente deserta segundos antes) e lá ficam, em silêncio. Em dado momento, liderados pela professora McGonagall, todos apontam suas varinhas para o céu a fim de desfazer a Marca Negra. Só.</p>
<p>Não há comoção, quase não há choros e certamente não há o respeito devido ao grande bruxo Dumbledore. Aqueles que, como eu, forem ver o filme na expectativa de assistir ao funeral do diretor também irão se decepcionar. Não há sequer uma menção sobre Dumbledore ter sido sepultado ou não, o que deixa a questão em aberto para ser abordada em um próximo filme.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1092" title="Bellatrix Lestrange é a líder dos Comensais da Morte" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/07/hp6-Bellatrix.jpg" alt="Bellatrix Lestrange é a líder dos Comensais da Morte" width="490" height="230" /></p>
<p>Há, no entanto, risos da insuportável Bellatrix Lestrange. Não poderia deixar de comentar como Helena Bonham Carter incorpora perfeitamente a megera que assassinou o padrinho de Harry. Ela é um show à parte quando, dentro de Hogwarts, detona completamente o Salão Principal. Outra cena deliciosamente ruim é quando, no matagal próximo à Toca, Harry persegue Bellatrix, que está risonha e cantarolando &#8220;Eu matei Sirius Black! Eu matei Sirius Black&#8221;. Uma louca agradável de ser vista cometendo suas atrocidades.</p>
<p>“Harry Potter e o Enigma do Príncipe” deve ser assistido porque transforma em imagens boas passagens do texto de Rowling, mas aparentemente deixa de fora justamente o mais importante: a busca pelo horcrux, a morte de Dumbledore e o consequentemente funeral do diretor. Os momentos de maior emoção foram burramente negligenciados pelo roteiro, o que é uma pena.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-1103" title="Daniel Radcliffe é Harry Potter" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/07/hp6-Harry-Potter.jpg" alt="Daniel Radcliffe é Harry Potter" width="490" height="230" /></p>
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