
Em primeiro de janeiro os novos prefeitos tomaram posse em suas respectivas cidades. No nosso Rio de Janeiro, foi a hora de dar tchau ao ex-prefeito Cesar Maia (Democratas) e ver a chegada de Eduardo Paes (PMDB).
Paes já começou seu governo cumprindo algumas promessas de campanha, dentre elas a de acabar com a aprovação automática nas escolas municipais. Esse completo absurdo (idéia de Cesar Maia), que premiava o aluno que não estudava, teve fim. Resta saber qual será o novo modelo proposto pela secretaria de educação.
Também já foi divulgada a previsão de orçamento para o ano de 2009. Os cariocas precisam começar a temer pelas promessas de campanha de Eduardo Paes, que demandam muito dinheiro. O caixa da prefeitura está tão raquítico que chega a dar pena.
No ano corrente serão gastos 12 bilhões de reais nos mais diversos pagamentos e compromissos previamente assumidos pelo município. A educação tem a maior parte do orçamento, com 2,3 bilhões de reais, seguida da saúde, com pouco mais de 2 bilhões de reais. Para ter uma idéia desse comprometimento, em terceiro lugar no ranking da gastança está o Funprevi, fundo de previdência municipal.

Sobram apenas 744 milhões de reais para novos investimentos. São apenas 6% dos gastos, praticamente uma esmola que – em teoria – teria que financiar os projetos de revitalização, reforma urbana, construção de novos centros médicos etc. A título de curiosidade, com esses 744 milhões dariam para fazer uma Cidade da Música e meia, considerando um custo de mais ou menos 500 milhões.
Eduardo Paes tem 83 propostas de campanha muito custosas. Vai ser difícil cumprir todas elas com um caixa tão magro. Enquanto isso, em São Paulo, o prefeito empossado Gilberto Kassab tem quase 3 bilhões em caixa para gastar. Sorte dos paulistanos.
