Conteúdo de qualidade: alguém tem que pagar a conta

A internet é um meio barato para anunciar. Com o Google jogando o preço de anúncios em texto para baixo e as agências com mais dificuldades em cobrar valores minimamente decentes de sua carteira de clientes, é o produtor de conteúdo quem sofre com o baixo investimento e a incapacidade de se manter no negócio. Mas isso está mudando, conforme o Tiago Dória sinalizou em um artigo recente.

O cálculo é muito simples: fazer Jornalismo custa caro. Seja no meio impresso ou no meio online, vá ver quantas pessoas uma redação de jornal emprega. Isso acontece porque, principalmente, apuração leva tempo. Em alguns segmentos do noticiário, releases e telefones dão para o gasto. Mas em outros, como política ou metrópole, não há saída: o repórter deve ir à rua, à notícia. E lá se vão preciosos minutos no trânsito, mais preciosos minutos esperando a fonte falar, depois tem que voltar à redação, escrever, revisar, reler, publicar. É uma trabalheira sem fim.

Com isso as redações vão inchando, até que chegamos no patamar atual. São grandes veículos com uma quantidade enorme de profissionais contratados, produzindo conteúdo todos os dias, porém sem um meio de remunerar esse conteúdo no meio online.

Mas isso está para mudar. Algumas empresas já reconhecem o verdadeiro valor do conteúdo produzido na rede, sabem que ele custa dinheiro e se dispõem a pagar decentemente pelos anúncios. Afinal de contas, todas as empresas querem isso mesmo: associar sua publicidade a veículos de qualidade, confiança e credibilidade.

Com o meio impresso migrando lentamente – e jamais definitivamente – para o online, é natural que o valor dessa produção online comece a subir. Os bons vão sobreviver. E ganharão o suficiente para isso.

Não use OpenX: lentidão ao extremo

Já passamos daquela fase inicial nessa interwebs brasileira na qual a pergunta chavão era blog dá dinheiro?. Dá sim, senhor. Basta perguntar ao Henrique Martin do Zumo, ou ao pessoal do Gizmodo Brasil, e quem sabe – puxando sardinha para o meu lado – ao Mobilon do Tecnoblog. Mas aí vem aquela dúvida: como ter um sistema de gerenciamento de publicidade que valha a pena.

Uma das primeiras opções é o OpenX, um sistema que anteriormente foi chamado de OpenAds. Ele é disponibilizado gratuitamente, visto que é de código aberto. Basta copiar os arquivos para o seu servidor privativo e rodar a instalação (ele requer uso de banco de dados). Foi o que eu fiz tem uns seis meses. Desde então, a velocidade de carregamento do Memórias Fracas chegou a níveis nunca antes imaginados na história desse país.

Tempo de carregamento médio em segundos. Quanto mais alto, pior.

Entrei em contato com a empresa que hospeda o Memórias, a americana MediaTemple, a fim de saber a causa de tanta demora no carregamento. Eles disseram que não era culpa deles. Até que, num sábado de tédio, fui desativar o OpenX. Resultado: as páginas estão rápidas como nunca!

Depois de checar nas  Ferramentas para Webmaters do Google (acima), fiquei alarmado: o Memórias Fracas podia levar até 25 segundos para carregar. Quase meio minuto. Nenhum usuário espera meio minuto para ler um conteúdo. E o próprio Google já falou que vai considerar a velocidade dos sites na hora de entregar resultados de busca para os usuários.

Com a remoção do OpenX, o Memórias voltou a ficar rápido. Eu fico feliz, porque consido publicar conteúdo com maior rapidez; o usuário fica feliz, porque acessa novos posts com rapidez; e os servidores ficam felizes, já que conseguem entregar mais páginas ao mesmo tempo, sem a lentidão de antes.

Portanto, se você quer um adserver, fuja do OpenX (uma opção é o Google DoubleClick for Publishers). Ou use OpenX, mas pague caro por um servidor que suporte todo o processamento que o sistema de publicidade requer.

Chrome OS não é o futuro

Não é de hoje que se fala bastante sobre o tão aguardado Chrome OS, o sistema operacional do Google. Baseado em Linux, ele seria absurdamente rápido e incrivelmente leve, com funcionamento garantido nos mais variados ambientes. Desde o netbook, até o desktop, praticamente qualquer máquina comprada recentemente teria os requisitos de sistema para rodá-lo. Até aí, somente flores. O que nos falta questionar são os motivos que levariam uma pessoa a adotar o novo SO.

O Google vem tentando levar tudo o que usamos com frequência para a nuvem. É assim com o nosso e-mail (alguém ainda usa o Outlook Express?), com as nossas interações sociais, com os nossos documentos. Mas até que ponto isso será possível? Não tenho dúvidas de que há um limite entre o que pode ser completamente baseado no tal cloud computing e o que merece uma atenção especial e um armazenamento local.

No meu caso, por exemplo: não consigo me imaginar usando o Chrome OS no meu notebook. Infelizmente não é a todo momento que tenho conectividade disponível, mesmo em grandes capitais (Rio e São Paulo). E mesmo que tivesse, há dados que eu simplesmente não quero que sejam enviados para a rede. No entanto, faço questão de que todos os meus documentos mais importantes – os da faculdade e os do Tecnoblog (menos os plano de dominação mundial, claro) – estejam sempre com um backup na nuvem, possibilitado por um aplicativo que executa a tarefa automaticamente.

E o que ficaria de fora? Músicas, apenas para exemplificar. Não consigo enxergar uma necessidade para que minhas músicas estejam todas duplicadas, com uma versão em algum servidor escondido em um mega-datacenter. A sincronização com o reprodutor de MP3 é muito simples e a minha experiência não poderia melhorar mais com o streaming das canções.

Tentar jogar tudo na nuvem é um erro do Google. Não temos infra-estrutura de conexão para esse tipo de coisa, muito menos desejo do usuário. Pode até ser que os geeks, nerds e aficcionados por tecnologia adotem o Chrome OS. Já o usuário médio, aquele que usa o Google Docs esporadicamente, adora checar seu Orkut e baixa dezenas de músicas no Rapidshare para depois copiar para o MP3, esse cara não vai ver muita utilidade para o novo sistema.

Novo Tecnoblog no ar

Eu estive envolvido nos últimos meses num projeto que finalmente poderá ser conhecido por todos. O novo Tecnoblog está no ar, com um design modernoso, nova identidade visual e outras novidades muito bacanas.

Tecnoblog 2.0

Vocês não têm noção do quanto nós trabalhos para que o TB 2.0 (como estamos chamando) entrasse no ar trazendo mais facilidade e principalmente mais conteúdo interessante para os leitores e comentaristas. Foram noites em claro pensando em quais features colocar, quais tirar, que categorias deveriam ter mais destaque. O resultado já pode ser visto. Aproveite para ler o texto inaugural do Mobilon.

Mas mais do que um redesign, um novo conceito editorial. O Tecnoblog continuará sendo um blog com artigos de opinião na capa, mas agora também oferecerá noticiário. Acesse o Tecnoblog News (ou TB News) para conhecer o canal de notícias que planejamos por tanto tempo.

Lá você vai encontrar as principais notícias de tecnologia. E o mais importante: diariamente. Com isso, a internet brasileira ganha mais uma fonte de informação tecnológica, que certamente se somará aos outros blogs exclusivamente de tech.

A equipe está se empenhando para não apenas postar as notícias, mas organizar esse conteúdo de forma que seja fácil para você encontrá-lo. Por isso temos uma organização de categorias muito bem definida e também utilizamos tags de forma inteligente. O motor de busca é o Google, que dispensa apresentações ou comentários.

O Tecnoblog 2.0 inicia suas operações com quase 3 mil assinantes de feeds, e muitos outros usuários que acessam o site através de referências, buscas ou digitando o endereço no navegador. A responsabilidade é grande, eu sei, mas nós temos certeza que não vamos desapontar nossos leitores.

Se você encontrar algum errinho ou tiver uma sugestão, entre em contato. O feedback é fundamental para que consigamos melhorar esse novo site.

Periodicidade não é tudo. É?

Teóricos e pseudoteóricos — nunca me esqueço deles — dessa rede de blogues costumam afirmar com veemência que freqüência de postagens é fundamental para que os acessos se ampliem e se mantenham. Nos últimos dias, checando o ritmo de acessos do Memórias Fracas, cheguei a uma conclusão que se opõe à deles.

Antes de continuar a me explicar, veja o gráfico de acessos, gerado pelo Google Analytics.

Gráfico de acessos do blog Memórias Fracas

Meu último post, sobre meu amor por Fernanda Young, foi publicado em 26 de fevereiro. Desde então não dei mais as caras por aqui, devido a motivos que certamente pouco lhe interessarão. Já são quase três semanas sem escrever e mesmo assim os acessos continuam os mesmos. Se prestar atenção, segue uma tendência de subir na terça-feira, e começar a cair nos dias seguintes.

É verdade que assim que o último post foi publicado, o número de acessos deu uma subida. Desde então ficou estagnado, como a imagem mostra. Talvez isso prove que não seja absolutamente necessário publicar coisa nova para manter a audiência. No entanto, eu acredito que para que o número de visitantes aumente, seja requisito fundamental ter conteúdo novo de tempos em tempos. Requisito, por sinal, que eu não tenho cumprido muito bem. Shame on me!

Caro leitor, seja você blogueiro ou não, qual sua opinião? Depois de um certo tempo, um blog começa a se manter sem novidades? Eu sou uma besta quadrada? Aguardo seu comentário.

Não subestimem o Yahoo!

A blogosfera brasileira acostumou-se a tentar agradar o Google. O sistema de busca ainda é o principal provedor de acesso da maioria dos blogs que conheço. Os pára-quedistas afoitos por novidades garantem o leite (ou cerveja) de muita gente.

O que não podemos esquecer é o Google não é o único serviço de busca da web. O chinês Baidu, por exemplo, é o terceiro colocado no ranking geral, com 3.3 bilhões de pesquisas. No entanto, ele é o líder na China de mais 1 bilhão de habitantes e tem potencial igualmente gigantesco.

Outro exemplo, que motiva este artigo, é o Yahoo/Cadê. Segundo colocado nas buscas com quase um quinto do fluxo de requisições que o Google processa, o Yahoo pode ajudar muito um site a aumentar a audiência e, consequentemente, os rendimentos.

É o caso deste Memórias Fracas. Em 10 de outubro eu publiquei um post com título “Mônica Veloso pelada na Playboy“. A verdade é que não foi pensado para atrair pára-quedistas, mas acabou por fazer exatamente o contrário. Repare no gráfico do Analytics:

Audiência medida pelo Google Analytics

No dia em que o artigo foi publicado o número de acessos era o médio deste blog. Nos dias seguintes a audiência foi subindo sutilmente, até que em 14 de outubro houve o primeiro salto. Em 15 de outubro o Memórias Fracas atingiu um de seus picos, só ultrapassado dois dias depois (17 de outubro).

Normalmente a maioria dos leitores chega ao Memórias Fracas vinda do Google, mas no caso Mônica Veloso foi o Yahoo que capitaneou o alto fluxo de acessos. O aumento em comparação à média do blog foi de 470%, e o Yahoo foi responsável por mais da metade disso.

Não é difícil de entender, visto que a busca no Yahoo por “monica veloso pelada” dá este blog como primeiro resultado. Já procurando por apenas pelo nome da jornalista, o Memórias Fracas aparece na primeira página, desta vez em nono lugar.

Fica a lição de que Google não é tudo. Pode até ser nosso oráculo, mas ainda não é deus. Ainda.

Mudanças nos anúncios do Google (Adsense)?

No início do mês o Google decidiu fazer algumas mudanças na sua política do Adsense. É dispensável dizer que isso afeta em cheio a blogosfera consciente (não os blogs sobre RBD e High School Musical), que faz dos programas de afiliados uma forma de complementar a renda e, em alguns casos, a fonte primária para ganhos financeiros.

À época, o Google passou a exigir que o blogger seguisse diretrizes mais severas. A atitude da companhia foi comemorada por tornar as regras mais rígidas e a concorrência mais leal, e também por permitir que fossem exibidos mais blocos de links ao mesmo tempo. O que quero sublinhar nisso é que Google tem plenos poderes para mudar essas políticas.

Apresentação dos anúncios alterada?

Esse poder também se aplica aos formatos dos anúncios e na forma como são exibidos. Quem não se lembra de quando a empresa decidiu (unilateralmente) mudar o texto “Anúncios Google” para uma imagem bem mais perceptível?

Mudança nos anúncios do Adsense - Banner

Parece que eles querem fazer novamente uma mudança do tipo. Ontem, enquanto “navegava” pela internet, deparei-me com uma nova mudança: a imagem “Anúncios Google”, que ficava ao fim dos blocos de anúncio, passou a ficar no início. Isso já vinha sendo feito no banner chamado de “arranha-céu”, que é o mais comprido. No entanto, como você pode ver nas imagens de “antes e depois” que ilustram o post, o resultado foi vergonhoso.

Mudança nos anúncios do Adsense - 2Num primeiro momento eu considero essa possível mudança ruim para o blogueiro, por expor ainda mais a condição de publicidade aos anúncios contextuais. Em especial porque os blocos de anúncio em formato 336×280 (como o no início deste post), que comumente são usados antes da “dobra” da página, passarão a ficar demasiado óbvios (clique e veja como esse formato de anúncio poderá ser exibido).

O Google nos incentiva a inserir e camuflar os banners no conteúdo normal do site ou blog. Por outro lado, cria ferramentas que tornam essa diferenciação gritante. A transparência é importante para esse tipo de atividade, mas, fazendo uma comparação com a mídia televisiva, ninguém que vê “Anúncios a seguir” durante uma programação permanece naquele canal para assistir à propaganda. Entendo que a publicidade deva fisgar o usuário (e possível consumidor) exatamente por ser inesperado.

PageRank 5. Como e porquê

Memórias Fracas, PageRank 5Na última atualização da classificação de conteúdo do Google, o PageRank deste humilde blog atingiu mais um recorde. Agora o Memórias Fracas é 5, em uma escala de 5 a 10. Diferentemente do sr. Cobalto, ainda falta bastante para meu cheque do Adsense chegar. Ainda assim, é uma felicidade enorme ter o trabalho reconhecido por Aquele que tudo sabe.

Como

O PageRank é uma nota que o Google dá para cada domínio. Quanto mais alta essa nota for, mais bem posicionado nas páginas de resultados do Google o site ou blog estará. E, óbvio, quanto melhor a posição, mais visitantes correm o risco de cair no seu site.

Para tanto é indispensável implementar as famosas táticas de SEO (Search Engine Optimization – Otimização para mecanismos de busca). Alguns blogs são voltados exclusivamente para a divulgação dessas dicas, então não há motivo para eu me ater aos detalhes. O SEO Brasil — que faz parte do “conglomerado bloguístico” BrPoint — e o BlogAjuda, do Rodrigo Ghedin, são duas dicas para quem quer saber mais sobre o assunto.

No entanto só táticas de SEO não bastam, e o segundo ingrediente para ter um blog com PageRank bom é conteúdo. E esse “conteúdo” é no sentido amplo da palavra. Seu blog tem que ter posts interessantes, notícias realmente importantes (ou inusitadas), textos que interessem ao leitor, as últimas fotos da Playboy etc. O usuário quer conteúdo, sempre. Tentar enganá-lo é um erro.

Por quê

Por que eu quero um blog com PageRank 5? Basicamente, porque eu quero ser lido. E com uma posição melhor nos mecanismos de busca, mais gente chegará aqui e poderá desfrutar (!) de tudo que o Memórias Fracas oferece.

É difícil manter um blog que não tenha um nicho ou temática específicos. Mas não é impossível, visto que este blog consegue tamanha façanha. Não sou associado a nenhum site ou portal de blogs, o que me leva à conclusão de que todo o sucesso alcançado aqui é fruto de muito esforço.

Comecei a postar sério em dezembro do ano passado, quando, em conjunto com o Rafa e o Vitor, foi lançado o semjuízo.com. São seis meses, o que resultaria em um ponto de PR por mês. De lá pra cá eu aluguei um domínio próprio, o que poderia diminuir a nota atribuída ao Memórias Fracas. No entanto, ambas as urls (http://memoriasfracas.com e http://memoriasfracas.semjuizo.com) estão com PageRank 5, o que prova que o Google gostou do que encontrou por aqui.

Você, blogger de primeira viagem, não desanime. O caminho é difícil, visto que a quantidade de opções é muito grande. Mas, reitero, não é impossível. E a você, que prestigia esse blog, fica o agradecimento por me permitir disseminar as besteiras que eu penso, as histórias medíocres que eu conto, e as notícias de quinta que eu posto.

Mais » Verifique o PageRank do seu site ou blog através do CheckPageRank.com.

Como deixar os anúncios do Adsense em português do Brasil

Na estréia do novo layout do Memórias Fracas, deparei-me com um problema um tanto quanto esquisito. Os anúncios do Google, que voltaram a figurar por aqui, estavam sendo exibidos em diversas línguas. Em especial o espanhol.

Chamou minha atenção porque o tema original, Dalarnas, era em espanhol. Deveria haver alguma coisa no código que estivesse forçando o Adsense a se apresentar na língua dos nossos hermanos. Contudo, não encontrei nada que indicasse o espanhol como língua dos posts e nem no painel de controle do Adsense havia alguma opção para determinar o idioma do anúncio.

Cheguei à conclusão de que os Anúncios Google começaram a achar que o Memórias Fracas era en español durante os testes do novo layout, e acabou ficando por isso mesmo. Veja abaixo o tutorial que mostra como tentar forçar que os Anúncios do Google fiquem em português.

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Yahoo! no Google

Acabo de me deparar com uma cena curiosa. Acessando um blog de grande visitação, reparei na seguinte propaganda:

Reprodução internet: Yahoo! faz anúncios no Google

O Yahoo decidiu apelar e agora está anunciando no próprio AdWords, do Google, seu buscador Yahoo! Cadê? (a leitura fica tão estranha: afirmação seguida de pergunta). Alguém saberia me explicar o que está escrito no anúncio? Eu não entendi.

Atualização [13/abr 16:15] » Encontrei mais um relato de propaganda do Yahoo! no Google. Acesse o blog Biestando (em espanhol), que publicou outro screenshot curioso.