A internet é um meio barato para anunciar. Com o Google jogando o preço de anúncios em texto para baixo e as agências com mais dificuldades em cobrar valores minimamente decentes de sua carteira de clientes, é o produtor de conteúdo quem sofre com o baixo investimento e a incapacidade de se manter no negócio. Mas isso está mudando, conforme o Tiago Dória sinalizou em um artigo recente.
O cálculo é muito simples: fazer Jornalismo custa caro. Seja no meio impresso ou no meio online, vá ver quantas pessoas uma redação de jornal emprega. Isso acontece porque, principalmente, apuração leva tempo. Em alguns segmentos do noticiário, releases e telefones dão para o gasto. Mas em outros, como política ou metrópole, não há saída: o repórter deve ir à rua, à notícia. E lá se vão preciosos minutos no trânsito, mais preciosos minutos esperando a fonte falar, depois tem que voltar à redação, escrever, revisar, reler, publicar. É uma trabalheira sem fim.
Com isso as redações vão inchando, até que chegamos no patamar atual. São grandes veículos com uma quantidade enorme de profissionais contratados, produzindo conteúdo todos os dias, porém sem um meio de remunerar esse conteúdo no meio online.
Mas isso está para mudar. Algumas empresas já reconhecem o verdadeiro valor do conteúdo produzido na rede, sabem que ele custa dinheiro e se dispõem a pagar decentemente pelos anúncios. Afinal de contas, todas as empresas querem isso mesmo: associar sua publicidade a veículos de qualidade, confiança e credibilidade.
Com o meio impresso migrando lentamente – e jamais definitivamente – para o online, é natural que o valor dessa produção online comece a subir. Os bons vão sobreviver. E ganharão o suficiente para isso.




Deve-se ficar claro que essa visibilidade da moça na América não é de hoje. O jornal