Comece com os dois pés no chão

Quando comecei um blog há uns cinco anos, nem lembro em que ferramenta foi. Tinha o Weblogger do Terra, além de um outro serviço do BrTurbo. Talvez tenha começado no Blogspot, na época em que ele ainda não havia sido engolido pelo Google. Comecei sem rumo e sem destino. Justificando o nome desse blog, memórias fracas, não lembro como nem por quê fiz meu primeiro blog.

Só sei que fiz. E não me arrependo nem um pouco de ter dado o pontapé inicial nessa maravilhosa forma de publicar conteúdo. Aprendi coisas, conheci pessoas. Hoje acho que entendo um pouco o motivo de ainda manter um blog, depois de tanto tempo. Meu blog me ajudou a crescer pessoal e profissionalmente. Meu blog abriu portas que nunca imaginaria que um espaço tão pequeno poderia abrir.

Pensando nisso, resolvi escrever esse texto. O título brinca um pouco com o post Comece com os dois pés, não só o direito, que o Rafa Silva escreveu no Futilidade Pública. Lá o Rafael deu algumas dicas para quem está iniciando agora seu primeiro blog, sem saber direito o que fazer. Ele aproveita para listar alguns casos de sucesso, na visão dele.

Pois bem, eu quero dar uma dica – apenas uma – para o blogueiro iniciante, que caçou dicas de como blogar no Google. A dica, por sinal, é bem simples: mantenha os pés no chão. Só isso. Não queira saber como ganhar qüinhentos dólares em um mês. Não queira saber as melhores técnicas de SEO. Não queira saber como ficar rico com blogs.

Essa situação é tão hipotética e improvável, que o melhor que o blogueiro iniciante faz é focar-se em produzir conteúdo. Tenha os pés no chão e uma meta na cabeça. Se você seguir essa dica, será imbatível. A blogosfera brasileira carece de bom conteúdo, que seja original e legítmo. Se você puder proporcionar isso para a sua audiência, de leitores e comentaristas, já está na trilha do sucesso.

Nesse ramo, ter um assunto é fundamental. Quer ser referência em algo? Parabéns, bem-vindo à luta. Eu levei um bom tempo para perceber quais assuntos tinha interesse em tratar, para perceber o que funciona e o que não funciona na internet. Portanto, prepare-se. Estude, leia e escreva. Só escrevendo é que se exercita o ato de blogar. Fazendo um trabalho de qualidade, o resto é conseqüência.

Que venha 2009. Com muito mais blogs, com muito mais conteúdo, com muito mais qualidade. (Leia essa última frase sem as vírgulas)

Bem escrito, pelo menos

Uma coisa que tem chamado a minha atenção em minhas andanças pela blogosfera é como as pessoas estão se relacionando com o bom português. Não, não. Não estou falando do Seu Manoel, dono da padaria. Refiro-me à língua mãe de todos nós. Para mim, escrever textos corretamente é o mínimo para que um conteúdo possa ser lido e comentado.

Pelo visto, muita gente discorda de mim. O que eu tenho visto de coisa mal escrita não foi previsto nem pelo mais pessimista dos dicionaristas. A cada novo pageview, o Aurélio deve se contorcer no túmulo como nunca. E eu não estou falando de estilo de escrita, que é algo que eu aprecio. Falo do português básico, de quinto ou sexto ano do ensino fundamental.

Ninguém está imune a erros. Eu mesmo tenho meus deslizes nesse Memórias Fracas. Também não é preciso que todos escrevamos como uma Miriam Bottan ou um Cardoso da vida, que têm estilos muito próprios. Mas saber conjugar verbos e ordenar frases de forma coerente é o fundamental para ter um blog. Se você tem preguiça de revisar seu texto, ao menos verifique no corretor ortográfico do Word se há algo errado. Pelo fim de posts mal escritos!

Um exemplo de pessoa que escreve muito – sem, no entanto, ser rebuscado – é o (mais novo bacharel em Direito) Rodrigo Ghedin. No blog pessoal dele você tem exemplos de como escrever bem, de forma técnica e eficiente. O Ghedin domina bem as palavras, de modo que todos entendemos. Sem grandes mistérios de escrita nem tentativas fracassadas de imitar o Luis Fernando Veríssimo.

É disso que precisamos: pessoas com técnica para escrever. Porque do jeito que as coisas vão, qualquer dia precisaremos contratar tradutores para nos explicar o que o editor do blog quis dizer. Talvez seja melhor esperar que o Google lance algum serviço com essa finalidade.

Todo dia é dia de blog

Ontem, 31 de agosto, aconteceu o Blog Day. O Dia do Blog em bom português. A idéia é que o editor do blog faça a indicação de outros cinco blogs, de preferência que não sejam popularzões nem de nicho semelhante àquele do qual o editor costuma tratar.

Decidi não participar dessa festa de links porque acho que, no fim das contas, o objetivo maior é que o inventor do evento ganhe algumas muitas referências. E também porque acredito que não dê mais para indicar apenas cinco blogs, ainda mais quando diariamente você se depara com tantos.

Se você quer mesmo saber o que eu leio e o que eu recomendo, basta dar uma olhada na lista de links do Memórias Fracas. Nela estão absolutamente todos os blogs que, na minha concepção, merecem ser lidos. Só textos de primeira linha.

E também há a rede Influxo.org. Idealizada por mim, com o apoio de uma galera muito bacana, nosso objetivo é correr atrás do melhor conteúdo e trazê-lo de bandeja para você. No topo do Memórias Fracas estão listados os parceiros de Influxo.org, além da homepage da rede.

Por isso que todo dia é dia de blog. Não apenas em um, mas nos 365 dias do ano. Todo dia tem conteúdo novo, conteúdo bom e conteúdo que vale a pena ser lido. Basta saber procurar.

Ainda assim, obrigado a todos que linkaram esse humilde Memórias Fracas. É uma honra e uma vitória para mim. Agora dá licença, que preciso continuar trabalhando no próximo layout desse blog…

Plugin do Last.fm para WP: iLast.fm

O Leandro Alonso, um dos parceiros na rede Influxo.org, lançou recentemente um novo plugin que faz a integração entre o perfil no serviço Last.fm e o tema do blog, desde que o gerenciador de conteúdo seja o WordPress.

O plugin iLast.fm tem várias features muito bacanas que só poderiam ter sido pensadas pelo Leandro, um apaixonado pelo Last.fm. Vamos a algumas delas:

  • Widgetizado! Não sabe nada de PHP, HTML e afins? Basta usar o widget do plugin. Mais fácil que isso, só se o Leandro instalasse e configurasse o plugin no seu blog. De graça.
  • Cache. O plugin salva na sua hospedagem as capinhas dos CDs, o que deixa o carregamento das páginas bem mais rápido.
  • Várias modalidades de exibição dos álbuns, dentre elas: músicas ouvidas recentemente, artistas mais ouvidos, músicas mais ouvidas, álbuns mais ouvidos e músicas amadas (loved tracks).

Sugiro que você teste esse plugin o quanto antes. Se você é viciado mesmo em Last.fm, ele pode mudar sua vida. Embora tenha sido beta tester dele, não sou um usuário tão afoito do site e por isso não coloco aqui no Memórias Fracas.

Como já era de se esperar, o Leandro mais uma vez demonstrou seu fanboyism pela Apple. Tascou a medíocre letra I na frente do nome do plugin e acha que está fazendo algo novo (iPhone, iPod, iMac etc). Mas tá valendo! Parabéns, Leandro, pela criação.

Nasce a rede Influxo.org

Na quarta-feira, 7 de maio, entrou no ar a rede de blogs Influxo.org. Uma semana depois, venho falar sobre o assunto. Certamente você já notou uma topbar com os participantes dessa rede, mas nada melhor que dar uma satisfação.

A rede Influxo.org já vem sendo planejada há algum tempo. O objetivo é simples: dar casa e apoio tecnológico para que jovens promissores possam escrever sobre os mais variados assuntos. Nenhum blog tem temática fixa, mas lutamos por aquilo que está na homepage da rede: excelência editorial.

Parece uma meta difícil. Mas vamos trabalhar para que a blogosfera cresça e amadureça. Não basta sermos milhões, se não fizermos diferença na vida do usuário/leitor. Como o nome sugere, queremos humildemente influenciar sua vida com o melhor que temos a oferecer.

Nossa parceria é de conteúdo, e não comercial. A versão 0.9 da rede já está fechada, e conta com escritores de primeira linha. Vamos aos nomes:

  • Hugo Brisolla, do Ingenuidade. Já imaginou textos perfeitos? Os deles são assim.
  • Léo Ruas, do Fodástico. O próprio nome do blog já fala por si: Léo se acha o máximo. E tenta nos convencer disso.
  • Leandro Alonso, do Leandrow. Ele fala de tecnologia, blogs e tudo relacionado à vida digital de maneira acessível e -ainda bem- jovem.
  • Galileu Nogueira, do Prontofalei. Ele queria um espaço para falar, e a rede Influxo deu esse espaço. Boas histórias vêm por aí.
  • Juliana Mello, do Reticências Entre Parênteses. O nome do blog é complicado, mas os textos são simples, diretos e verdadeiros. Você vai gostar.
  • Mário Yanase, do Supra-Sumo. É o pegador mais romântico de nossos blogueiros. Mas também escreve contos eróticos, principalmente quando envolvem leitoras.

Também tem esse Memórias Fracas, que eu sinceramente não sei por que você insiste em acompanhar. O que importa é que são sete blogueiros unidos, e mais alguns blogs devem se juntar a nós em breve. Queremos o melhor conteúdo possível, pautado sempre pela liberdade de opinião. Acho que estamos no caminho certo.

Aproveito esse post para agradecer aos blogueiros da rede por terem abraçado com tanto entusiasmo a minha idéia. Tenho certeza que já estamos fazendo diferença nessa blogosfera. Só faltou, no entanto, citar um parceiro: você. Que nos dá audiência e incentiva nossa produção.

O muito obrigado da rede Influxo vai para você.

Rafacast: "A blogosfera evoluiu"

Interrompendo um pouco a linha editorial “posts com opinião” deste humilde blogue, hoje irei vos apresentar uma entrevista.

No último fim de semana aproveitei que o Rafael de Castro Silva (o Rafa!) estava disponível no Messenger e perguntei se poderia entrevistá-lo. Ele queria saber quando, e eu tasquei como resposta: “agora”. E a entrevista rolou.

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Você cansou de blogar?
Definitivamente não.

Por que seus posts são cada vez mais raros?
Por falta de tempo e pela minha pressa em fazer sempre três posts por vez.

Durante o encontro de blogueiros no Espirito Santo, alguns blogueiros que não participaram do evento reclamaram da ‘cobertura’. O que você tem a dizer sobre isso?
Tenho um post só sobre isso, recheado de ironia. Ou seja, nele eu digo que não concordo de uma maneira sarcástica, para que achem que eu estou nervoso. Só pra deixar claro, caso alguém mais interprete errado.

Você foi mal interpretado?
Duas vezes.

Você tem freqüentado muitos eventos sobre tecnologia e blogs: Barcamp Rio, Blogcamp ES, Campus Party. É importante o contato presencial com aquelas pessoas que você já conhece através da rede?
Não só considero importante. Considero essencial pra qualquer relação, seja ela construída pela internet, telefone ou fax. Conhecer na vida real alguém que você já conhece num mundo diferente desse é incrivelmente bom.

Nesses eventos você acabou sendo chamado de “RafaCast”, uma notável confusão com seu nick “Rafa CST” e a palavra podcast ou videocast. Você se considera uma pessoa em constante transmissão?
Não tanto quanto eu gostaria. Acho que um podcast seria ideal pra passar minhas idéias adiante com mais frequência, mas não me vejo fazendo isso sozinho.

Você teve um podcast sobre tecnologia.
Sim, mas o meu parceiro de podcast era meio travado e quase nunca podia gravar. Acabou falecendo de causas naturais. O podcast, não meu amigo.

Já pensou em fazer um videocast sobre tecnologia, como o Geek Brief?
Sim, videocast é algo que já pensei em fazer sozinho, mas infelizmente não tenho equipamento necessário. Se arranjasse uma câmera decente, um servidor bom pra hospedar vídeos e alguém que saiba editá-los, com certeza mandaria pro ar. Essa é a diferença do áudio, os recursos necessários são extremamente diferentes.

Voltando a falar de blogosfera… Você acredita que, se compararmos a organização atual dos blogs brasileiros com a de dois anos atrás, muita coisa mudou?
Uma vez um otorrinolaringologista mexicano (não me pergunte como :P) me disse que nosso corpo muda por completo a cada 90 dias, mais ou menos. Acho que acontece exatamente o mesmo com a blogosfera brasileira. A cada época descobrimos mais sobre o impacto que causamos em alguma área da mídia e evoluímos com isso. Algumas vezes damos ré no Kibe, mas como blogueiros temos essa liberdade.

A blogosfera evoluiu?
Sim, e não vai parar tão cedo. Seja por inveja do poder que blogs de outros países têm ou por pura falta de coisa melhor pra fazer, os blogueiros vão sempre achar um jeito de mostrar o quão suas opiniões são relevantes. E cada vez que essa opinião é passada adiante ou influencia alguém, a blogosfera evolui.

Existe uma briga entre blogueiros e jornalistas?
Não, existe uma rixa boba de crianças. Tipo guris de 10 anos batalhando por um pirulito que acharam ao mesmo tempo no chão. Nenhum dos dois está disposto a largar o doce e ainda temem a possibilidade de reparti-lo.

Veronica Belmont ou Cali Lewis? [Foto das duas juntas - Para quem agüenta emoções fortes]
Ambas adoram tecnologia, são lindas e, infelizmente comprometidas. Por esse fato, minha cabeça explodiria antes que eu pudesse tomar qualquer atitude.

Uma última pergunta: por que “Futilidade Pública”?
Por que há 3 anos esse nome não aparecia em resultados no google e eu achava que o que eu escrevia tinha bastante relevância pra quem lia, por isso a ironia no título. Como que algo fútil pode passar a ser útil?

Se quiser mandar um beijo pro seu cachorro, pra sua mãe e outro pra Xuxa, a hora é agora.
Não, só pra interwebs que merece. :F

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Rafael de Castro Silva

Rafael de Castro Silva, 20 anos, mora no Espírito Santo. Mantém o blog Futilidade Pública e é um dos blogueiros mais networkizados (acredite, ele conhece muita gente) do Brasil. Atualiza de vez em quando seu twitter.

Periodicidade não é tudo. É?

Teóricos e pseudoteóricos — nunca me esqueço deles — dessa rede de blogues costumam afirmar com veemência que freqüência de postagens é fundamental para que os acessos se ampliem e se mantenham. Nos últimos dias, checando o ritmo de acessos do Memórias Fracas, cheguei a uma conclusão que se opõe à deles.

Antes de continuar a me explicar, veja o gráfico de acessos, gerado pelo Google Analytics.

Gráfico de acessos do blog Memórias Fracas

Meu último post, sobre meu amor por Fernanda Young, foi publicado em 26 de fevereiro. Desde então não dei mais as caras por aqui, devido a motivos que certamente pouco lhe interessarão. Já são quase três semanas sem escrever e mesmo assim os acessos continuam os mesmos. Se prestar atenção, segue uma tendência de subir na terça-feira, e começar a cair nos dias seguintes.

É verdade que assim que o último post foi publicado, o número de acessos deu uma subida. Desde então ficou estagnado, como a imagem mostra. Talvez isso prove que não seja absolutamente necessário publicar coisa nova para manter a audiência. No entanto, eu acredito que para que o número de visitantes aumente, seja requisito fundamental ter conteúdo novo de tempos em tempos. Requisito, por sinal, que eu não tenho cumprido muito bem. Shame on me!

Caro leitor, seja você blogueiro ou não, qual sua opinião? Depois de um certo tempo, um blog começa a se manter sem novidades? Eu sou uma besta quadrada? Aguardo seu comentário.

O Silvio Santos da blogosfera

Aconteceu neste sábado em Curitiba o primeiro BlogCamp do Paraná, que dá prosseguimento à série de eventos organizados pela blogosfera brasileira sobre a blogosfera brasileira. Infelizmente eu não pude dar o ar da minha graça por lá, mas todos os blogueiros de fora puderam contar com uma excelente transmissão ao vivo do evento via web.

Nesse streaming foi notável a participação de Rafael Ziggy, criador do Sim Viral, fazendo cover do maior animador do Brasil. Sim, Ziggy despiu-se de qualquer timidez e interpretou no palco do Você é mais espert BlogCamp Silvio Santos. Com direito a todas as músicas temáticas do apresentador e participação fervorosa da platéia.

Abaixo você encontra dois vídeos do Ziggyo Santos se apresentando no BlogCamp Paraná 2007. O primeiro foi captado por mim a partir de uma transmissão ao vivo do pessoal da Webalive. Já o segundo foi encontrado neste videolog a partir de um twit do próprio Ziggy. Continuar lendo

Quando não tem assunto

Quem acessa este blog com regularidade deve ter estranhado a data do então último post: primeiro de novembro. Passaram-se vinte e um dias sem que eu publicasse qualquer tipo de texto por aqui. Vários motivos causaram este hiato, mas já estou trabalhando para resolvê-los. Não vou repetir por aqui a famigerada desculpa da falta de tempo. Todos temos 24 horas em um dia e precisamos aprender a lidar com elas.

O Memórias Fracas vai ganhar em breve um novo tema. Quem é blogueiro sabe o quanto é angustiante olhar para o tema ‘velho’, ficar pensando no ‘novo’ e enquanto isso deixar de atualizar o blog. Foi isso que aconteceu comigo, mas agora vamos sacudir a poeira e correr atrás do tempo perdido.

A folha em branco

Pior que ficar postergando uma postagem é querer publicar um artigo novo mas não saber de que assunto tratar. Dá o famoso “branco” e você fica sem saber o que escrever, ou melhor, o que escrever com qualidade e que vá chegar aos seus leitores como conteúdo legítimo e interessante.Nessas horas é bom apelar para a infalível lista de assuntos que nunca vão se esgotar, que eu mesmo inventei e que espero que sirva para as pessoas que andam em busca de inspiração. Só para lembrar, inspiração não se acha por aí; ela é feita a partir de processos muitas vezes mecânicos e metódicos.

A infalível lista de assuntos que nunca vão se esgotar

1. Notícias.
Essa é a mais infalível de todas. Notícia tem o tempo todo, basta tentar achar aquela com a qual o público do seu blog vai se identificar com mais facilidade. Só faça o favor de copiar e colar os textos. Blog é opinião.2. Resenhas de livros e filmes.

2. Resenhas de livros e filmes.
Outro assunto que vai depender da temática do blog, ou da flexibilidade com que o autor costuma passear por vários assuntos dissonantes dos habituais. Evite os lugares-comuns. Tente achar um aspecto do filme ou livro que ainda não foi resenhado e será bem mais fácil atrair a atenção e posterior opinião dos leitores.

3. Histórias/Crônicas.
Contar histórias é sempre bom, mas não é todo mundo que sabe fazê-lo. Eu de vez em quando me pego pensando em como inventar crônicas, mas na maioria das vezes acabo desistindo. Sou muito mais propenso ao discurso argumentativo/opinativo.
Quer saber o que é contar histórias bem? Dê uma olhada no Substativolátil, da Mirian “Mobilon”, ou no Comentários Abertos, do Flávio Voight.

4. Moda.
Escreva sobre os hypes do momento. Esta dica, no entanto, deve ser usada com precaução. Você poderá não ser bem visto pelos freqüentadores habituais do seu blog. Usar sempre hypes acaba até mesmo sendo ofensivo à inteligência dos leitores. Já se o seu único objetivo é ganhar dinheiro, siga em frente que este é um bom caminho.

5. Lista.
Invente a sua própria lista de qualquer coisa, desde que seja interessante ou relevante ou pelo menos funcional. Por exemplo, “a lista das melhores cenas de High School Musical 2” certamente vai atrair montes de visitantes. Mas assegure-se de que no post realmente estão listadas as melhores cenas do filme da Disney.

Vale lembrar que para todos esses casos sempre há a necessidade de que o texto seja bom, bem escrito e que prenda a atenção do leitor. No mais, na blogosfera pode-se tudo. Quem vai decidir se você sobrevive ou não é quem acompanha seu trabalho. Respeite essas pessoas.

Não subestimem o Yahoo!

A blogosfera brasileira acostumou-se a tentar agradar o Google. O sistema de busca ainda é o principal provedor de acesso da maioria dos blogs que conheço. Os pára-quedistas afoitos por novidades garantem o leite (ou cerveja) de muita gente.

O que não podemos esquecer é o Google não é o único serviço de busca da web. O chinês Baidu, por exemplo, é o terceiro colocado no ranking geral, com 3.3 bilhões de pesquisas. No entanto, ele é o líder na China de mais 1 bilhão de habitantes e tem potencial igualmente gigantesco.

Outro exemplo, que motiva este artigo, é o Yahoo/Cadê. Segundo colocado nas buscas com quase um quinto do fluxo de requisições que o Google processa, o Yahoo pode ajudar muito um site a aumentar a audiência e, consequentemente, os rendimentos.

É o caso deste Memórias Fracas. Em 10 de outubro eu publiquei um post com título “Mônica Veloso pelada na Playboy“. A verdade é que não foi pensado para atrair pára-quedistas, mas acabou por fazer exatamente o contrário. Repare no gráfico do Analytics:

Audiência medida pelo Google Analytics

No dia em que o artigo foi publicado o número de acessos era o médio deste blog. Nos dias seguintes a audiência foi subindo sutilmente, até que em 14 de outubro houve o primeiro salto. Em 15 de outubro o Memórias Fracas atingiu um de seus picos, só ultrapassado dois dias depois (17 de outubro).

Normalmente a maioria dos leitores chega ao Memórias Fracas vinda do Google, mas no caso Mônica Veloso foi o Yahoo que capitaneou o alto fluxo de acessos. O aumento em comparação à média do blog foi de 470%, e o Yahoo foi responsável por mais da metade disso.

Não é difícil de entender, visto que a busca no Yahoo por “monica veloso pelada” dá este blog como primeiro resultado. Já procurando por apenas pelo nome da jornalista, o Memórias Fracas aparece na primeira página, desta vez em nono lugar.

Fica a lição de que Google não é tudo. Pode até ser nosso oráculo, mas ainda não é deus. Ainda.