Steve continua o mesmo

A vida de Steve Jobs na Apple pode ser dividida em duas partes. Lá no início, com o bonachão Steve Wozniak, Jobs fundou uma das empresas mais valiosas do Vale do Silício. Nos anos 80, foi expulso da empresa pelo homem que ele mesmo contratou, voltando muitos anos depois pra transformar a Apple no que conhecemos hoje.

Podemos dizer que a grande vergonha pela qual Mr. Jobs passou na sua primeira estada na Apple foi quando viu-se demitido da própria companhia, da qual se orgulhava quase loucamente, por uma pessoa de sua confiança. Steve ficou magoado, ressentido, até que retornou ao seu trono já no fim da década passada.

E talvez a grande vergonha da segunda vinda de Steve tenha sido na sexta-feira passada, quando ele foi obrigado a subir ao palco do pequeno teatro na sede da Apple, em Cupertino, pra mostrar ao mundo que, de fato, o badalado iPhone 4 tem problemas de recepção do sinal de celular, dependendo de como o usuário segura o aparelho.

mea culpa, no entanto, não foi integral. Cabisbaixo, o CEO da maçã multibilionária disse que sua empresa não é perfeita. Oh, por essa eu não esperava! Por alguns instantes, tive a impressão de que ele pediria desculpas. Mas o orgulho voltou logo em seguida, quando Jobs mostrou fatos e dados que comprovam que outros aparelhos de fabricantes diversos passam pelo mesmo problema.

O iPhone 4, tido como aparelho perfeito, com design arrojado e uma forma inédita de construir e posicionar a antena, a menina dos olhos de Steve, foi o grande responsável por sua vergonha. Ao menos a solução dada pela empresa apaziguou os ânimos: capinhas de plástico grátis pra todos os compradores de iPhones.

Sobre apagar mensagens sobre o antenagate no fórum oficial da Apple, nenhuma palavra. Sobre como seria o cálculo para exibição das barrinhas de sinal do iPhone 4 em outros países (nos Estados Unidos eles adotam a fórmula da AT&T), também nenhuma palavra.

É, ele continua o mesmo Steve de sempre.

Apple e a reinvenção de coisas

Tecnologia é assim mesmo: a empresa que chega primeiro num mercado, leva ele quase que inteiramente. O preceito está listado no livro Free, do Chris Anderson, editor da cultuada revista de tendências Wired. Também há aquelas empresas que criam seu próprio mercado, abocanhando a maior parte dos clientes que a própria criação teria.

A Apple é mestra em fazer algo que poucas corporações fazem tão bem: reinventar coisas. O iPhone foi e é um aparelho realmente revolucionário, que trouxe a tecnologia da informação para a palma da mão com enorme sucesso. E o melhor: com comodidade. Ao lançar o smartphone, Steve Jobs disse: ” Hoje a Apple reinventa o telefone celular” . Pura verdade, a empresa conseguiu fazer o que ninguém tinha feito anteriormente.

Lembra quando Steve Jobs anunciou – finalmente! – a chegada do iPad? O chefão da Apple fez questão de colocar o gadget numa categoria intermediária entre celulares (preferencialmente o iPhone) e notebooks (ou melhor, MacBooks. Quase todo mundo quer o portátil da maçã…). Dessa forma, Jobs usou de sua esperteza empresarial para criar um novo segmento, que seria liderado pelo aparelho criado por ele e seus discípulos.

O iPad não tem nada que seja exatamente novo. O conceito do computador pequeno, para funções básicas como navegação na internet, já existia antes da sua chegada. Arqui-inimigo de Jobs, tio Bill Gates chegou a comentar em algumas entrevistas como seria a computação do futuro: o agora aposentado descrevia um equipamento que teria conectividade contínua e seria usado para carregar consigo. Lembra algum aparelhinho? Pois é.

Quem já viu a interface do iPad sabe que ela é, de modo bem básico, a do iPhone e iPod Touch, só que maior. Aí está algo que eu não chamaria de reinvenção, mas apenas de adaptação a uma tela maior. O Windows Mobile  já era mais ou menos assim, só que com resultado porco (tinha até botão de Iniciar num celular!). O design do iPad? Nada mais do que um iPhone grandão, que certamente não pode ser carregado no bolso. Porém é leve. Devido a isso, perfeito para ser levado na mochila ou bolsa.

Fica difícil tentar achar uma fórmula para a reinvenção de coisas que a Apple faz. Seus engenheiros geniais, um time de executivos casca grossa e uma filosofia empresarial devem ajudar bastante, mas não é tudo. N’algum momento, essa fonte de inspiração e pensar diferente vai secar. Será que as concorrentes vão esperar isso acontece para voltar a conquistar mercados? Se for assim mesmo, temos um caso crônico de mediocridade no mercado de tecnologia. Não costumava ser assim.

Apresentando a AppBox

Tenho uma boa notícia para usuários do iPhone e do iPod touch. Como você deve saber, existem milhares (mais de 20 mil) aplicativos disponíveis na App Store atualmente para que o consumidor escolha, dentre opções pagas e gratuitas.

No entanto, nem sempre é fácil descobrir qual é a melhor app para determinada funcionalidade, visto os rankings que a própria Apple disponibiliza não são tão completos quanto nós gostaríamos que fosse. E, pensando nisso, foi desenvolvida uma forma nova de garimpar as aplicações que a App Store oferece.

AppBox

A AppBox é um serviço que varre a App Store por completo, indexando cada uma das apps disponíveis. Depois, as insere num sistema que possibilita dividi-las por categoria, ou então por ser uma opção gratuita ou paga. Essa é a parte automática.

No entanto, a AppBox depende da ajuda do usuário para se tornar mais inteligente e eficiente. Funciona da seguinte forma: toda vez que você encontrar uma app que lhe interesse, que você já conhece e confia ou que simplesmente parece ser de boa qualidade, você pressiona o botão iLike. Tendo feito isso, essa app ganha pontos no nosso ranking.

Com o tempo e com a ajuda da comunidade, o sistema fica mais preciso. Ele saberá identificar quais apps são destaques e quais não devem ser recomendadas. Até porque, além do botão iLike, o usuário também terá a possibilidade de comentar sobre a aplicação em questão.

Inicialmente a AppBox está disponível em inglês, por ser capaz de atingir um público muito maior. No entanto, acredito que a maioria dos usuários de iPhone ou iPod touch saiba inglês razoavelmente bem para buscar apps da na loja da Apple.

No futuro, o serviço será integrado a sites de análise de apps e também a vídeos que demonstram como essas apps (e games!) funcionam, tornando-se um verdadeiro concentrador de conteúdo sobre as aplicações.

Por enquanto, faço o convite para que você acesse http://myappbox.net/ e conheça o site. Faça uma busca pelas suas apps preferidas, que você já tem no seu iPhone/touch, e ‘iLike’-as, para que o ranking comece a ser construído. Esse é um projeto comunitário, desenvolvido pelo Leandro Alonso com uma ajudinha minha, no qual a sua participação é crucial.

Bem-vindo à AppBox. xD

Vídeo do iPod Touch

A Apple fez de novo. Steve Jobs transformou o seu lindíssimo iPod Nano em relíquia hoje, ao lançar o iPod Touch. Trocando em miúdos, o Touch é um iPhone sem… o phone. Fica só com as funcionalidades já consagradas do iPod mais calendário, agenda de contatos, calculadora e relógio.

Segundo o Mac Magazine, ele vem com sistema operacional Mac OS X (uau!), acesso à internet wifi (uau!²), tela wide-touchscreen e outros etceteras. O preço? 299 dólares pela versão de 8 gigas e 399 pela versão de 16 gigas.

Vídeo

Não vá babar no seu teclado assistindo à demonstração do novo iPod Touch.

Importadoras, chegou a hora de vocês ganharem dinheiro!

Steve Jobs, mestre na arte de vender idéias

Steve Jobs com seu iPhone

Que aconteceu em São Francisco, nos Estados Unidos, a MacWorld, todo mundo sabe. Que lá foi lançado o revolucionário ipod-celular, chamado iPhone, todo mundo também já sabe. Percebo que, por trás de toda essa magia que envolve a MacWorld e também o mundo Apple se resume em um homem: Steve Jobs.

Quem falava em Apple nos idos anos 1990? Ninguém. Isso porque seu grande fundador, mr. Jobs, foi afastado do cargo de presidente da empresa. Foi uma década perdida, até que ele retornasse à “maçã” em 1997, como CEO. Depois disso só veio glória. Um exemplo? iPod! Em 2000 foi lançado o reprodutor de áudio que hoje domina 62% do mercado. Eu atribuo todo esse sucesso a Steve Jobs (e sua fantástica equipe).

Keynote

Por definição, “keynote” é um software lançado pela Apple (ou seja, para Macs) que faz frente ao PowerPoint, da Microsoft. É um programa para criação de apresentações, multímidias ou estáticas. Só que o tal programa, como tudo que é feito na Apple, era melhor. No próprio site eles dizem que o Keynote tem efeitos de cinema.

Devido a essa maravilha que é o software, hoje em dia ele é sinônimo para as apresentações feitas em conferências. Até Bill Gates, que é da concorrência, fez um keynote na CES deste ano, que aconteceu em Las Vegas.

Jobs: o mago

Assistindo ao vídeo da apresentação do iPhone, não há nenhum sentimento mais forte que o entusiamo. Este porque Steve Jobs conduz toda a explanação do produto de forma única, magestal. Este homem, sim, sabe vender. E não é vender um produto, mas sim vender um conceito. Tanto que o slogan da Apple é “Think different” (Pense diferente). Se não fosse americano, diria que Jobs fez escola com Silvio Santos, o mestre das comunicações.

No momento em que os símbolos de telefone, iPod e internet começam a girar, e ele vai repetindo cada característica, mas em maior velocidade, até que salta aos olhos se tratar de um único produto, a platéia bate palmas. Não há mais nada a fazer. Babar, talvez. Mas isso fica para quando o produto for efetivamente mostrado.

Steve Jobs também domina como poucos a arte de explicar. É claro, objetivo, sucinto. Praticidade é a palavra-chave. Se todos os executivos aprendessem a fazer seus keynotes, sejam estes em grandes conferências ou em salas de reunião na hora de apresentar projetos, da forma como Jobs faz, seria muito mais divertido ir a congressos e afins.