Ê, tristeza. Quando você acha que a situação está ruim, aparece Steve Jobs pra te lembrar que um produto pode se rebelar contra você. Eu juro: dei amor e carinho para o meu iPod Touch, comprado faz 18 meses. Coloquei-o pra dormir numa cama quente todos os dias. E mesmo naqueles em que estava viajando durante a noite para SP, ele ficou confortável no meu bolso.
Não adiantou.
Meu iPod já começa a apresentar os primeiros sinais da velhice, que chega pra todos – inclusive para os eletrônicos. O Alzheimer já vinha se manifestando aos poucos, com a perda da memória e as irritantes telas de no content, mesmo tendo a certeza de que ele estava devidamente abastecido de conteúdo.
A saúde já debilitada faz com que a variação de disposição seja maior. Numa hora, o ThasPod Touch (nome bonitinho, vai…) tem tantos por cento de carga disponíveis. Minutos depois, esse número já mudou, e nunca sei quando o iPod está sóbrio ou quando está delirando.

Pensei que essa hora nunca iria chegar, mas o céu de iPods está pra receber mais um querido companheiro de músicas, vídeos e podcasts. Um guerreiro que, desde o começo, mostrou-se leal, praticamente negando-se a ir na mão dos outros.
Obrigado, nobre iPod, pelos serviços prestados. E tenha clareza de que, enquanto estiver carregando, estarei ao seu lado para o que der e vier (e jogar).
