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	<title>Memórias Fracas &#187; língua portuguesa</title>
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	<description>Tecnologia e Jornalismo</description>
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		<title>Existe uma forma cem por cento correta de escrever iPod touch/Touch?</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Aug 2009 01:30:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tecnologia]]></category>
		<category><![CDATA[Apple]]></category>
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		<description><![CDATA[Ontem o Rodrigo Ghedin iniciou no blog uma discussão muito interessante sobre como a nova mídia deve escrever nomes de empresas, produtos e marcas. Tudo começou com uma conversa por Messenger, na qual o Ghedin dizia que é errado escrever “iPod Touch”, conforme eu faço em meus posts para o Tecnoblog News. Ele diz que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="attachment_1202" class="wp-caption alignright" style="width: 210px"><img class="size-full wp-image-1202 " title="ipod-touch-marca" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/08/ipod-touch-marca.jpg" alt="Tinha quer culpa da Apple" width="200" height="50" /><p class="wp-caption-text">Tinha que ser culpa da Apple</p></div>
<p>Ontem o <a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/">Rodrigo Ghedin</a> iniciou no blog uma <a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/2009/08/03/nomes-de-marcas-e-produtos-existe-uma-maneira-correta-de-escreve-los/">discussão muito interessante</a> sobre como a nova mídia deve escrever nomes de empresas, produtos e marcas. Tudo começou com uma conversa por Messenger, na qual o Ghedin dizia que é errado escrever “iPod Touch”, conforme eu faço em meus posts para o<a href="http://tecnoblog.net/news/"> Tecnoblog News</a>. Ele diz que a Apple, fabricante do produto, sempre escreveu “iPod touch” (com o tê minúsculo, como na <a href="http://www.apple.com/br/ipodtouch/">página do produto</a>) em seus comunicados e anúncios, e que, portanto, essa seria a forma correta de escrever.</p>
<p>Eu fui consultar os dois manuais de redação que eu tenho, um do Estadão e outro da Folha de São Paulo. Na esperança de ter uma resposta, acabei encontrando mais dúvidas, visto que nenhum dos manuais fala explicitamente de casos semelhantes ao do “iPod Touch”. No máximo, uma citação ou outra sobre nomes próprios, mas nada muito extenso ou determinante.</p>
<p>O manual de redação do Estado diz o seguinte na página 191, sobre nomes de institutos, órgãos, entidades, empresas e produtos: “Os nomes de órgãos, entidades e institutos públicos ou oficiais deverão ser adaptados às normas ortográficas vigentes”. Entre os exemplos dados, temos Butantã (e não Butantan, com “an” no final) e Fundação Osvaldo Cruz (sem o “w” em “Osvaldo”). Nada, no entanto, chega sequer próximo do aparelho da Apple, o que complica a discussão.</p>
<p>Penso que, nesses casos em que há dúvida, fica a critério do redator (ou do veículo, caso trabalhe em um) decidir qual grafia adotar. É evidente que a empresa faz um esforço criativo e econômico para conceber os nomes dos produtos, inclusive com agências especializadas na criação de marcas, mas ainda assim nenhum veículo é obrigado a seguir o que a cartilha de publicidade da empresa em questão determina.</p>
<p>Pelo que me lembro dos tempos de alfabetização, nomes próprios prevêem suas primeiras letras iniciadas em caixa alta. A pergunta que eu faço: até que ponto “iPod Touch” é um nome próprio? Do meu ponto de vista, é sim um nome próprio e merece ter sua segunda palavra iniciada por maiúscula, ainda que a empresa detentora da marca pense o contrário.</p>
<p>Outro exercício necessário a quem escreve é ponderar se o nome do produto vai causar confusão ou estranheza a quem lê o texto. Uma pessoa que lê “A Apple anunciou hoje um iPod touch com sistema iPhone OS” vai entender que o nome do produto é “iPod touch”? Ou vai pensar que “iPod” é o produto em si e o “touch” é algum complemento, sem descobrir qual? No entanto, ao escrever “A Apple anunciou hoje um iPod Touch com sistema iPhone OS”, fica evidente que o nome completo do produto é “iPod Touch”. Ou não?</p>
<p>A decisão da empresa de veicular o nome do produto com minúsculas em seus anúncios é soberana, pois é questão de marca. Mas o redator, mais do que preocupado com a marca, está preocupado com que o leitor compreenda completamente a mensagem. Se for desnecessário capitalizar uma letra ou outra, excelente; na maioria das vezes isso não será preciso. E quando for necessário, que se faça a capitalização.</p>
<p>Como não existem exemplos (eu não consegui lembrar de um sequer) de marcas e produtos brasileiros que possuam a mesma dinâmica do “iPod Touch”, falta-nos material para consulta e referências. Nesse caso, o melhor é deixar que o autor do texto opte pelo que acha melhor.</p>
<p>Eu devolvo a pergunta para os comentaristas do <strong>Memórias</strong>: qual forma (touch ou Touch) vocês preferem e por que motivo?</p>
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		<title>Bem escrito, pelo menos</title>
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		<pubDate>Tue, 09 Dec 2008 01:40:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[língua portuguesa]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma coisa que tem chamado a minha atenção em minhas andanças pela blogosfera é como as pessoas estão se relacionando com o bom português. Não, não. Não estou falando do Seu Manoel, dono da padaria. Refiro-me à língua mãe de todos nós. Para mim, escrever textos corretamente é o mínimo para que um conteúdo possa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma coisa que tem chamado a minha atenção em minhas andanças pela blogosfera é como as pessoas estão se relacionando com o bom português. Não, não. Não estou falando do Seu Manoel, dono da padaria. Refiro-me à língua mãe de todos nós. Para mim, escrever textos corretamente é o <strong>mínimo </strong>para que um conteúdo possa ser lido e comentado.</p>
<p>Pelo visto, muita gente discorda de mim. O que eu tenho visto de coisa mal escrita não foi previsto nem pelo mais pessimista dos dicionaristas. A cada novo <em>pageview</em>, o Aurélio deve se contorcer no túmulo como nunca. E eu não estou falando de estilo de escrita, que é algo que eu aprecio. Falo do português básico, de quinto ou sexto ano do ensino fundamental.</p>
<p>Ninguém está imune a erros. Eu mesmo tenho meus deslizes nesse <strong>Memórias Fracas</strong>. Também não é preciso que todos escrevamos como uma <a href="http://substantivolatil.com/">Miriam Bottan</a> ou um <a href="http://contraditorium.com/">Cardoso</a> da vida, que têm estilos muito próprios. Mas saber conjugar verbos e ordenar frases de forma coerente é o <strong>fundamental </strong>para ter um blog. Se você tem preguiça de revisar seu texto, ao menos verifique no corretor ortográfico do Word se há algo errado. Pelo fim de posts mal escritos!</p>
<p>Um exemplo de pessoa que escreve muito &#8211; sem, no entanto, ser rebuscado &#8211; é o (mais novo bacharel em Direito) <a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/">Rodrigo Ghedin</a>. No <a href="http://www.rodrigoghedin.com.br/">blog pessoal</a> dele você tem exemplos de como escrever bem, de forma técnica e eficiente. O Ghedin domina bem as palavras, de modo que todos entendemos. Sem grandes mistérios de escrita nem tentativas fracassadas de imitar o <strong>Luis Fernando Veríssimo</strong>.</p>
<p>É disso que precisamos: pessoas com técnica para escrever. Porque do jeito que as coisas vão, qualquer dia precisaremos contratar tradutores para nos explicar o que o editor do blog quis dizer. Talvez seja melhor esperar que o Google lance algum serviço com essa finalidade.</p>
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