O Metrô de São Paulo parece não ter mais o que inventar para complicar a vida de seus usuários – clientes, na verdade. Já faz algum tempo que as cabinas de compra de créditos do Bilhete Único, que ficam dentro das estações, têm fixado um glorioso recado para quem quer que esteja pensando em comprar mais passagens: cartão de débito não é mais aceito para pagamento. O mesmo vale para cartão de crédito.
Faz um ano que eu me mudei para São Paulo. Uma das vantagens do sistema de transporte metroviário era justamente essa: permitir que o sujeito sem um centavo no bolso garantisse sua passagem por meio do Bilhete Único. Bastava entregar o cartão de débito da bandeira Mastercard, digitar a senha e voilà! A partir daí, não era mais preciso se preocupar com esse tipo de coisa
Agora está de volta o velho problema de ter que andar com dinheiro na carteira. Por aqui é assim: até banca de jornal aceita cartões das mais variadas bandeiras – até Visa, que não era contemplado pelo Bilhete Único desde sempre. Se bobear, daqui a pouco os andarilhos que pedem dinheiro na rua também andam com seus terminais móveis da Cielo ou qualquer que seja a bandeira.
Foi-se o tempo da comodidade de pagar a viagem de metrô com o cartão. Mas esse não é o grande problema, que me faz escrever esse texto indignado. E o que dizer da segurança dos usuários do metrô? Numa cidade em que a compra eletrônica é uma maneira de evitar carregar dinheiro nos bolsos, cá estamos nós novamente obrigados a portar papel-moeda para adquirir nossas módicas passagens.
Não sei ao certo quem culpar. Possivelmente eu esteja imputando a culpa diretamente à Companhia do Metropolitano de São Paulo, que opera as estações, quando na verdade as cabinas do Bilhete Único são gerenciadas por uma empresa terceirizadas. Mas quer saber? Tanto faz! Como cidadão e usuário, continuo me sentindo prejudicado por essa “novidade”.
Resposta do Metrô de São Paulo
Via Twitter, a Companhia do Metropolitano de São Paulo deu a seguinte resposta em 05.04.2011 às 19h12:
@thassius Olá, a SPTrans é a responsável pelos postos de recarga do Bilhete Único. Mais informações: http://ow.ly/4tUkd
Agora a minha pergunta vai para a SP Trans: qual é o motivo dessa decisão?

