Estadão.com.br decide centralizar tweets em uma só página

O Estadão.com.br, site noticioso de O Estado de S. Paulo, disponibilizou nessa segunda-feira uma página na qual usuários poderão saber o que exatamente o jornal vem publicando em cada uma de suas contas no Twitter.

A rede de microblogging vem sendo usada com bastante frequência pelo grupo, que a utiliza para canalisar novas visitas para suas páginas internas. Nada mais inteligente, portanto, que concentrar esses links e comentários em um só lugar, de preferência dentro do próprio Estadão.com.br.

Página especial para Twitter do Estadão. (Clique para ampliar)

Página especial para Twitter do Estadão. (Clique para ampliar)

“Acompanhe tudo o que as editorias do Estadão publicam”, propagandeia a página que, no momento da redação desse post, tinha “Estadão”, “Link na Campus Party”, “Internacional”, “Ponto Edu” e “Trânsito” como widgets da página abertos nativamente. Isso mostra – ou pelo menos sugere – que as editorias do jornal abertas nativamente vão variar de acordo com o que o noticiário tiver a oferecer.

Hoje é Campus Party (por sinal, quem estiver no evento poderá concorrer a quatro Playstations 3 e uma viagem para Madri, graças a um concurso apoiado pelo Tecnoblog), mas amanhã pode ser um novo terremoto no Haiti (esperemos que não).

É interessante ver que a mídia dita tradicional está abraçando cada vez mais as mídias sociais e as utilizando a seu favor. Estudo recente indica que algo em torno de 10% das visitas do New York Times na internet já são provenientes de redes sociais. Eu aposto que esse número ainda vai aumentar. O que você acha?

José Serra grava mensagem em vídeo para seguidores do Twitter

Então é Natal… Não senhor, não é Natal. Já é 2010, pelo menos para os presidenciáveis que disputarão no próximo ano o mais importante cargo do executivo brasileiro. Depois de pouco mais de um mês sem posts, volto a escrever por aqui e já tratando de um assunto punk: política.

Seguindo um pouco a estratégia vitoriosa de Barack Obama de explorar bastante os novos meios de comunicação – leia-se internet -, os políticos brasileiros já vão brincando com as mídias sociais. Pode não parecer, mas a campanha eleitoral via Twitter já começou. Pelo menos para José Serra (PSDB), atual governador de São Paulo e, por enquanto, candidato mais forte da disputa.

@joseserra_, como é conhecido na rede de microblogging, aproveitou o espírito natalino para publicar uma mensagem em vídeo a todos os seus seguidores. Confira abaixo.

Em tom informal (mas não muito informal), o candidato cumprimenta os usuários do Twitter e os internautas de modo geral. Fala da diversidade de acesso à internet, da possibilidade de comentar praticamente qualquer coisa e ainda afirma que gosta de receber críticas, sugestões e elogios por meio da ferramenta.

Mas o melhor é a parte em que ele diz “Muitos de vocês me perguntam se eu vou continuar no Twitter no ano que vem ou em 2011. Bom, eu espero que sim. A menos que expulsem… É brincadeira”. Brincadeira mesmo? Vamos ver. 2010 começou.

As mídias sociais contra o laboratório Bristol e a suspensão do Corgard

Se você nunca ouviu falar no Corgard, sorte a sua. O medicamento é voltado para pessoas que têm algum tipo de problema cardíaco. Cardiopatas e hipertensos, por exemplo, podem precisar em alguma momento fazer uso do remédio. Ou poderiam, na condicional mesmo, pois o laboratório Bristol encerrou a venda da droga no país. A desculpa deles é que a matéria-prima, chamada nadolol, é difícil de ser encontrada.

Esse não é o primeiro caso em que usuários ficam prejudicados pela ganância empresarial. Bons remédios simplesmente somem do mercado porque não dão lucro e ninguém pode obrigar um laboratório a continuar produzindo um remédio. No caso do Corgard, os pacientes, pelo que leio nos relatos que chegam diariamente (já somos quase 100 pessoas no Brasil todo!) não estão reagindo bem aos outros betabloqueadores e vêm sofrendo evidente prejuízo em sua qualidade de vida.

Quem conta é Sandra Machado, blogueira novata, mas jornalista e professora de Comunicação Social veterana. A Sandra iniciou uma verdadeira campanha no blog dela, o Quase Sociopata (que faz parte da rede de blogs que administro), tentando mostrar ao mundo o descaso do Bristol-Myers Squibb com os doentes que dependem desse remédio para ter uma qualidade de vida menos pior.

Corgard, descontinuado pelo laboratório BristolCom faro jornalístico apurado e senso de comunidade, a blogueira agora faz uma reunião de depoimentos de pessoas que precisam (ou precisavam) do Corgard. Vitória das ditas mídias sociais? Eu acredito que sim, felizmente. Embora o laboratório ainda não tenha se manifestado sobre esse assunto, só a união que os posts da Sandra estão causando já é algo de admirar. São mais de 90 comentários, entre queixas de pessoas que não têm mais acesso ao Corgard e respostas escritas pela Sandra.

E aqui cabe lembrar: não falo de manifestação contra empresa de telefonia, como no post sobre o Oi Velox aqui no Memórias Fracas, que tem quase quinhentos comentários. Pelo contrário, falo de uma necessidade de saúde, que mexe diretamente com a vida das pessoas. Tem coisa mais complicada?

Ainda é uma incógnita o modo como as multinacionais vão se comportar diante dessa nova capacidade de mobilização que a internet permite. No caso do Corgard, a Sandra já orientou os visitantes do blog para que denunciem à Anvisa a recusa do Bristol em produzir o medicamento. Na minha luta antiga com a Oi – que atualmente vive momentos de paz -, até hoje a empresa não deu qualquer satisfação a mim ou a esse blog sobre a enorme quantidade de reclamações que estão disponíveis por toda a rede.

Fato é que a opinião particular das pessoas ganha cada vez mais peso, porque agora essa opinião está mais disponível e acessível do que jamais foi e qualquer post pode arruinar (ou quase) uma marca. Basta lembrar do caso Cicarelli (a apresentadora tentou tirar o YouTube do ar), ou mais recentemente de uma agência de publicidade que tentou censurar um blog.

E aí, dirigentes do Bristol, alguma explicação sobre o sumiço do Corgard será dada? Ou vão esperar que os blogs relatem os primeiros óbitos decorrentes do fim de comercialização do remédio?

Vem aí o 1º NewsCamp Rio

Finalmente o Rio está começando a receber aqueles eventos que geralmente vão para Sampa e a gente da ‘Cidade Maravilhosa’ acaba babando, mas não indo. Primeiro foi o Barcamp ano passado. Agora teremos nosso primeiro Newscamp. Sem contar os #botecamp, que estão se tornando habituais.

A versão carioca da Newscamp, como o próprio sufixo no nome já indica, segue o modelo de desconferência. Não são palestras, mas pessoas reunidas que definem assuntos a serem discutidos. Ou seja, não há hierarquia nem ordem de exposição de idéias.

É para jornalistas e interessados em jornalismo, mas acho que qualquer um pode ir por curiosidade. No meu crachá estará escrito “estudante de jornalismo e blogueiro”. Ou seja, no meio daquela pseudo-briga. Vamos ver no que vai dar.

O evento está sendo articulado pelo site Jornalistas da Web com apoio da Universidade Veiga de Almeida, que sediará o encontro. O wi-fi estará liberado, e, segundo o JW, salas multimídia também estarão disponíveis.

Blogueiros do meu Rio, compareçam! Alguns blogueiros – ligados ao jornalismo, por enquanto – já confirmaram presença. Eu estarei lá. Se você também for, não esqueça de avisar através dos comentários.

Informações

Logo do primeiro NewsCamp Rio, em 2008

Data: 17 de maio, sábado
Horário: das 9h às 17h
Endereço: Veiga de Almeida – Rua Ibituruna, 108, Tijuca
Para chegar: pegue o metrô e desça na estação São Cristovão. Não dá 5 minutos andando.

Inscrição: é gratuita. Basta mandar uma mensagem para admin@jornalistasdaweb.com.br com seu nome completo. Se quiser adicionar outros dados, não tem problema.