Crítica: “Tom e Vinícius, o musical”

Ainda hoje muitas pessoas torcem o nariz para a bossa nova, um ritmo brasileiro que, dizem, é cópia mal feita do jazz. Outros defendem a bossa nova como variação do samba. Não importa. O som é muito agradável, e por isso mesmo sobrevive há cinquenta anos.

Marcelo Serrado e Thelmo Fernandes como Tom e Vinicius. Foto: Vani Toledo, divulgação

Grandes expoentes da bossa nova, Vinícius de Moraes e Tom Jobim são o tema central do espetáculo “Tom e Vinícius, o musical”, em cartaz no Rio de Janeiro. Se pudesse resumir a peça em uma palavra, seria a seguinte: impecável. A direção não tem grandes pretensões, exceto de contar a história que Tom e Vinícius compartilham. A fórmula é simples e absolutamente funcional.

O musical é recheado de canções conhecidas por quase todos nós, que ficamos com imensa vontade de sair cantando junto com os atores, todos muito bem afinados. A banda presente não deixa por menos: executa as músicas com uma precisão incrível. Em alguns momentos pessoas mais emotivas não seguram as lágrimas diante de obra tão bem feita.

Marcelo Serrado, ator da TV Record, faz o papel de Tom. Baseando-me nas poucas vezes que vi o ator participando de uma novela qualquer, nunca poderia pensar que ele faria Tom de forma tão perfeita. No entanto, é o “Vinícius de Moraes” quem surpreende. O ator Thelmo Fernandes contagia o público logo na primeira cena. Ao longo da história, torna-se ainda mais cativante pela sua graça. Ele é engraçado sem ser bobo, muito menos se utilizando de um humor forçado.

A presença de Guilhermina Guinle, que vive duas das nove esposas de Vinícius, fica em segundo plano. A atriz poderia ter sido mais bem aproveitada, mas concentra-se em apenas algumas poucas cenas, algumas com enorme carga emocional. Ainda assim, é uma presença interessante e que vale a pena ser vista.

Outro que merece destaque é o ator que interpreta Juscelino, o presidente bossa nova, e mais tarde Frank Sinatra. Quando Tom e Vinícius cantam a famosa Girl From Ipanema, fui obrigado a perguntar a algumas pessoas próximas se era playback. E o melhor é que não, os dois atores levam a música no gogó, de forma absolutamente igual ao original (clique aqui para ver o vídeo), com a mesma expressão corporal, os mesmos tiques e as mesmas falas de Sinatra durante a música, numa sincronia perfeita.

O cenário de “Tom e Vinícius , o musical” é simples, mas cumpre bem seu papel. Dezenas de milhares de reais não foram gastas no cenário, mas isso pouco importa. A grandiosidade dos atores e das músicas, ouso dizer, dispensaria qualquer tipo de cenário.

Tendo a oportunidade, corra para o teatro e assista a “Tom e Vinícius, o musical”. Recomendadíssimo.

Serviço
“Tom e Vinícius, o musical” (clique para ver o teaser no YouTube)
Teatro Carlos Gomes (Praça Tiradentes s/nº, Centro).
Preços: quinta-feira – R$ 30,00; sexta, sábado e domingo – R$ 40,00. Ingressos disponíveis no Ticketronics.

Plugin do Last.fm para WP: iLast.fm

O Leandro Alonso, um dos parceiros na rede Influxo.org, lançou recentemente um novo plugin que faz a integração entre o perfil no serviço Last.fm e o tema do blog, desde que o gerenciador de conteúdo seja o WordPress.

O plugin iLast.fm tem várias features muito bacanas que só poderiam ter sido pensadas pelo Leandro, um apaixonado pelo Last.fm. Vamos a algumas delas:

  • Widgetizado! Não sabe nada de PHP, HTML e afins? Basta usar o widget do plugin. Mais fácil que isso, só se o Leandro instalasse e configurasse o plugin no seu blog. De graça.
  • Cache. O plugin salva na sua hospedagem as capinhas dos CDs, o que deixa o carregamento das páginas bem mais rápido.
  • Várias modalidades de exibição dos álbuns, dentre elas: músicas ouvidas recentemente, artistas mais ouvidos, músicas mais ouvidas, álbuns mais ouvidos e músicas amadas (loved tracks).

Sugiro que você teste esse plugin o quanto antes. Se você é viciado mesmo em Last.fm, ele pode mudar sua vida. Embora tenha sido beta tester dele, não sou um usuário tão afoito do site e por isso não coloco aqui no Memórias Fracas.

Como já era de se esperar, o Leandro mais uma vez demonstrou seu fanboyism pela Apple. Tascou a medíocre letra I na frente do nome do plugin e acha que está fazendo algo novo (iPhone, iPod, iMac etc). Mas tá valendo! Parabéns, Leandro, pela criação.

Como ser emo

Depois do hardcore, encabeçado no Brasil pelo CPM 22, a onda do momento é ser “Emo”. No colégio, nos shoppings, praças, logradouros e afins, o que mais se vê é aquele pessoalzinho considerado esquisito por quem passa.

Para começar, “emo” é uma abreviação do termo inglês “emocore”, que por sua vez vem de “emotional hardcore”. É um movimento musical que consiste em empregar muita, mas muita emoção nas canções e tal. De acordo com um guia que eu achei, algumas regras básicas para se apresentar como emo (ou pagador de emo, em alguns casos) são:

  1. Cabelo negro e liso (mesmo que artificialmente), com uma franja jogada pro lado – Admite-se também cabelo em cores pouco usuais.
  2. Maquiagem em tons sombrios.
  3. Roupa em tamanho menor que o seu, com temática infantil. Se forem desenhos dos anos 70 e 80, melhor ainda.
  4. Munhequeira.
  5. Tatuagens de estrelas.
  6. Cintos exóticos.
  7. Toca/boné.
  8. Calça da Gap.
  9. Tênis All Star ou Reebok.

Que fique claro: as regras são válidas tanto para moças quanto rapazes, inclusive o tópico sobre maquiagem (!!!). Além disso tudo, claro, tem que ouvir música emo. Há controvérsias quando se fala nas bandas que seguem este estilo, mas algumas destacáveis são Emo., Dashboard Confessionals, Fresno e Nx Zero.

Não sei até que ponto o comportamento emo vai sobreviver, e não pretendo julgar ninguém por isso. Vale lembrar que gosto não se discute, se respeita.

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Leia mais » Como ser emo – parte 2