Fios, cabos, adaptadores, gadgets

Na última semana, fui a São Paulo cobrir o TechEd, evento da Microsoft voltado para desenvolvedores. Inclusive, você pode ver alguns de meus posts sobre o evento no WinAjuda. Mas voltando ao assunto, foi um cobertura voltada para o mercado de tecnologia e envolvia equipamentos tecnológicos.

Numa manhã, enquanto eu, Carlos Cardoso e Thiago Mobilon tomávamos café no hotel – acho que foi o café da manhã mais demorado da minha –, esse último soltou uma pérola interessante. Mobilon comparou a necessidade de arrumação de uma mulher com a necessidade que um geek tem de se manter conectado e cheio de equipamentos.

Explico: a mulher, antes de sair, leva duas horas para escolher um bendito de um vestido. Fica sempre em dúvida, entre o azul bebê e o azul cerúleo (?). Quando vai viajar, precisa de uma mala bem grande. Porque pode fazer sol, e então precisa de uma camisetinha. Mas pode chover, e para isso ela leva aquele casaco de gola que foi comprado em Petrópolis e nunca mais usado.

Precisa de pelo menos uma calça, que pode combinar com duas camisas. E para cada combinação de camisa com calça, há a necessidade de pelo menos uma opção de sapato. Porque nada pode ficar sem combinar, não é mesmo? E assim vai. A mala dela pesa quinze quilos, enquanto que a do parceiro é uma mochila com uma calça, três camisas e um conjunto de roupas de baixo.

Nessas horas, vem a comparação com o nerd ou geek. O cara precisa se preocupar, primeiro, em trazer todos os equipamentos. Celular, smartphone, iPod, câmera digital, filmadora, notebook, entre tantos outros dispositivos. Cada aparelho, obviamente, possui uma entrada única e proprietária para que a carga seja feita. O carregador do iPod não serve na câmera, que por sua vez se não pode ser carregada com o adaptador do celular.

Uma bagunça! Nessa brincadeira, acabamos fazendo o mesmo que as mulheres com suas roupas na hora de sair: pensar em várias combinações de tomadas, plugs e afins. Se for levar o celular, tem que carregar a câmera digital porque as fotos tiradas com celular são ruins. Ah, vai levar o smartphone e tirar fotos boas? Mas precisa levar o iPod também, porque o player do smartphone deixa muito a desejar.

E assim cria-se a síndrome do geek que precisa viajar. Veja bem, nem estamos contando com os tês, benjamins, filtros de linha, adaptadores para formatos de tomada diferentes, dentre tantas outras coisas. Nós, homens, acabamos gastando pouquíssimo tempo arrumando a mala. E um enorme tempo combinando gadgets e pensando em como utilizá-los da melhor maneira possível.

- foto encontrada no flickr de psd