Li e gostei do Manual de Redação CBN

Poucas coisas me fascinam tanto nesse mundinho do jornalismo como os manuais de redação. Quando pego um desses para ler, sinto-me dentro do prédio do veículo, acompanhando cada passo do fazer jornalístico. Sorte, então, ver que o Manual de Redação da CBN entra para minha pequena coleção de publicações do tipo depois de uma rápida e agradável leitura.

Devorei-o. Ele não é lá muito grande, o que ajuda. Mas é bom. Parece que os responsáveis por ele (a organizadora é Mariza Tavares, diretora da CBN) aproveitaram o próprio livro para por em prática o texto para rádio — curto, leve, eficaz. Continuar lendo

Olha a Globo sendo cobrada por princípios editoriais

Não pensei que eu fosse voltar a esse assunto do documento de princípios editoriais das Organizações Globo tão cedo. Mas justamente um órgão militar fez o favor de invocar os tais princípios.

Na semana passada o “Fantástico” (sempre ele) apresentou uma reportagem sobre as dificuldades de uma aeronave particular em entrar em contato com as autoridades aéreas do País. Uma reportagem bastante negativa, diga-se de passagem — dava a entender que o famoso caos aéreo continua aí. Continuar lendo

O resultado pouco importa

Nessa história de controle social da mídia, o ex-ministro Franklin Martins rodou. Comandante-em-chefe da pasta da Comunicação Social até dezembro, Martins mostrou-se um grande proponente de uma forma pela qual a sociedade poderia exercer poder maior sobre os meios de comunicação. Paulo Bernardo, o ministro das Comunicações atual, avisou nessa semana que o projeto foi colocado de lado em definitivo.

Logo que o controle social da mídia entrou em pauta, os grandes grupos de comunicação fizeram ataques violentos a ele. A Folha de São Paulo não perdeu tempo: na sua artilharia, o argumento de que o governo tentaria censurar a imprensa. A Globo, ainda que de forma silenciosa, deu a entender que também faria coro contra o tal controle caso fosse necessário. Parece que nenhum deles entendeu de fato como a coisa ia funcionar.

Na Inglaterra existe faz tempo — atende pelo nome de Ofcom. Em vez de o governo assumir a posição de mediador no debate espinhoso sobre o controle social da mídia, os próprios veículos de comunicação se agremiaram. Resultado disso é um órgão independente e tido como suprapartidário, que tem autorização para fiscalizar e punir os meios de comunicação quando essa atitude se faz necessária. Parece que funcionou. A BBC é tradicional exemplo de como a mídia britânica pode oferecer conteúdo de qualidade excepcional.

Em comparação, os americanos espinafram qualquer tentativa de controle social da mídia. A livre iniciativa, que o American way of life tanto defende, rechaça o assunto. As empresas de comunicação podem dizer o que bem quiserem a qualquer momento, e não raro saem impunes quando lesam a informação, o bem mais precioso que a mídia pode oferecer. A liberdade em demasia vale tanto para veículos cujo conteúdo é reconhecidamente bom (caso da revista New Yorker) como para aqueles que deixam a desejar (a Fox News é um exemplo — não se passa um dia sequer sem que as reportagens ideologicamente direcionadas ataquem o governo do presidente Obama).

Cá no Brasil nós estamos num limbo quando o controle social da mídia entra em pauta. Franklin bem que tentou trazer a discussão à tona, mas não deu certo: à época da primeira Conferência Nacional de Comunicação (Confecom), nenhum grande grupo enviou participantes para discutir o assunto. Simplesmente se abstiveram de explicar seus pontos de vista para o público. E sempre que algum político volta a falar do controle social, lá vêm os editoriais inflamados destruindo cada possível aspecto positivo desse instrumento.

Enquanto isso, o público segue assistindo, lendo e ouvindo reportagens terríveis, mal apuradas, com erros de informação mais do que grotescos. Sem falar nos excessos amplamente conhecidos quando a opinião é fornecida travestida de fato. Se não vamos aprovar o controle social da mídia no fim das contas é algo que pouco importa. Para uma democracia jovem como a brasileira, está faltando discussão.

Por que o documento de princípios editoriais da Globo é importante

A Folha de São Paulo tem. O Grupo Estado, que entre outros veículos controla o Estadão tem. A Dow Jones tem. Reza a lenda que até O Globo, tradicional jornalão, carioca tem. Só faltava mesmo a alta cúpula das Organizações Globo se atentar para essa tradição do setor de Comunicação e lançar seu guia de princípios para fazer Jornalismo. E foi feito, no melhor estilo Globo de fazer as coisas.

Qualquer estudante de Jornalismo já sabia

Durante uma edição de sábado do Jornal Nacional. Com direito a 4 minutos de nota coberta por imagens (vídeo aqui), o telejornal mais importante da Globo mostrou o que é Jornalismo para o grupo. Tem que ter correção, isenção, pluralismo — tudo aquilo que a gente está cansado de saber.

Nas redes sociais, o barulho foi imediato. Vi muita gente comentar o assunto dizendo que a Globo nunca teve princípios. Que o documento é pura hipocrisia. Que é perda de tempo ler as 28 páginas de considerações sobre o que a Globo considera como correto no fazer jornalístico.

Discordo desse coro. O documento com princípios editoriais (PDF) formalmente registrado e válido para todos os produtos jornalísticos das Organizações Globo deve ser recebido com boas vindas. Agora, pela primeira vez em suas tantas décadas de existência, o grupo de mídia mais poderoso do Brasil tem um compromisso público justamente com seu público.

Na próxima vez que você perceber alguma coisa de errada na conduta de um produto jornalístico da Globo, poderá apontar que na seção X, item Y, tópico Z do documento de princípios editoriais do grupo está escrito expressamente que o funcionário não pode agir daquela maneira.

O documento é, mais do que um guia para os jornalistas da Globo. Trata-se de uma arma que o povo brasileiro tem para cobrar do grupo quando isso se fizer necessário. É uma ferramenta para que o público se assegure de que a prática condiz com a norma. E caso não seja assim, nós temos todo o direito de cobrar explicações.

Globo News de cara nova

Bem que eu estava achando estranho. Já tinha visto algumas inserções comerciais no intervalo do canal que falavam de uma Globo News de cara nova. Até aí, nada de mais… É comum canais de televisão passarem por alguma revitalização da marca.

No entanto, lendo a Revista da TV do Globo Online, finalmente descobri do que se tratava. De fato a Globo News vai passar por uma reformulação completa, muito maior do que eu imaginava. A começar pela marca da emissora, que está bem mais vigorosa na versão que estreia em 18 de outubro. Veja só:

Barba, cabelo e bigode. É assim que defino a mudança da emissora exclusivamente de notícias, que passa de uma marca atualmente mais simplinha, para algo de mais impacto.

A grade de programação também vai mudar, e talvez esteja aí a grande perda da “nova” Globo News. O tradicionalíssimo Em Cima da Hora, programa que é apresentado de meia em meia hora, vai seguir o que nome sugere: será apresentado a cada hora cheia. Ou seja, nada de informativos às 18h32 ou às 7h24 da matina. Ainda vai ganhar novo nome: Jornal da Globo News. Feioso, não? Eu preferia o nome antigo, que vai direto ao ponto sem deixar dúvidas. O novo nome tem “jornal” no meio, mas todos concordamos que o “Em Cima da Hora” nunca foi um jornal de fato, tendendo muito mais para um informativo. De qualquer forma, o jeito é esperar para ver se o Jornal da Globo News terá aspecto de jornal.

As outras novidades ficam por conta de cenários novos, vinhetas novas… Só espero que não haja apresentadores novos, pois atualmente a Globo News tem o melhor time para coberturas ao vivo da televisão brasileira.

Por sinal, o slogan do canal também vai mudar: de “A vida em tempo real” para “Nunca desliga”. Ambos péssimos.

Como bem lembrou o Micael Silva, vai ter um especial contando todas as novidades do canal nesse domingo (17/out) às 23 horas.

As retrospectivas de 2009 na web

Falta pouco. Em mais algumas horas nós damos tchau ao ano de 2009 e saudamos a chegada de 2010. Nesse momento você deve estar aproveitando seu recesso, sem pensar em trabalho. Diferentemente do que foram as redações das empresas jornalísticas nas últimas semanas, que trabalharam a todo vapor para resumir tudo o que aconteceu nesses mais de trezentos dias. Sim, falo das retrospectivas.

A internet não poderia ter outro tratamento. Alguns grupos de comunicação investiram bastante para proporcionar ao usuário uma experiência bacana na hora de revisitar os fatos mais importantes de 2009. Outros ficaram no básico, mas mesmo assim deram espaço para as retrospectivas em seus sites.

Confira abaixo as retrospectivas que foram apresentadas por alguns dos principais sites jornalísticos e jornais virtuais, devidamente comentadas por mim. Clique nas capturas de tela para ampliá-las.

G1

A retrospectiva do G1, presença noticiosa mais importante do Grupo Globo na internet, foi a que mais me agradou. Em vez de texto, o site apostou em conteúdo multimídia, principalmente em vídeo. A retrospectiva foi dividida por assuntos afins, de modo que o usuário tem uma noção de linearidade entre cada fato ocorrido em 2009.

Eu gosto das retrospectivas em vídeo porque é preciso ter uma narrativa bastante interessante para prender a atenção da audiência, objetivo que o G1 cumpriu muito bem. Além disso, no rodapé do player aparecem links que permitem que o usuário vá diretamente para aquela notícia e possa ler novamente.

R7

Na cola do G1 vem o R7, atualmente o segundo site de notícias do Brasil. O veículo da Rede Record nasceu há alguns meses, então não tem como linkar para si mesmo na hora de mostrar os fatos mais relevantes de 2009. Optaram por um infográfico em texto e imagem, mas que pode conter vídeo (principalmente nos últimos meses do ano, quando o R7 já tinha iniciado suas operações).

Globo Online

O site do jornal carioca O Globo aproveitou a retrospectiva para fazer uma campanha institucional. Logo que o usuário abre a página especial, se depara com um mosaico no qual pode escolher uma das imagens e visualizar o conteúdo que os jornalistas do veículo produziram.

Interessante mesmo é a possibilidade de enviar mensagens para o jornal com a perspectiva para 2010. Vários usuários já participaram, inclusive com vídeos publicados no YouTube seguidos de um recado otimista para o próximo ano.

Folha Online

Para que investir algo em algo legal quando você pode fazer mais do mesmo? Provavelmente foi o que a chefia de redação da Folha Online pensou quando optou por fazer uma retrospectiva completamente em texto (para não ser injusto, também há algumas fotos).

Matérias enormes foram publicadas no site do jornal, na esperança de que algum usuário lesse. Os jornalistas do veículo conseguiram ignorar completamente a tendência de fazer textos mais enxutos para web, escrevendo justamente o contrário: reportagens extensas e chatas de ler na tela do computador.

Último Segundo

Não tenho o hábito de acessar o canal de notícias do iG por um motivo muito simples: o design me desagrada profundamente. Ainda assim fui lá dar uma olhada na retrospectiva. Seguiram a receita da Folha Online e produziram muito texto, porém sem dar destaque à multimídia. O máximo, pelo que pude ver, foram slideshows com no melhor estilo “fatos & fotos”.

Estadão.com.br

Não entendi muito bem qual foi a proposta do Estadão.com.br ao permitir que seus usuários votassem nos fatos mais importantes dos anos 2000, que vão desde 2000 a 2009. A apresentação dos resultados foi em forma de mosaico, no qual você pode descobrir quem é o blogueiro mais votado (no caso, a Rosana Hermann, que atualmente mantém o blog Querido Leitor dentro do portal R7) ou a empresa da década (Google, é claro).

A TV digital da Rede Globo

Convidado » Vinícius Theodoro* esteve presente a encontro promovido pela Rede Globo sobre a TV Digital brasileira. Ele conta suas impressões nesse post especial.

Sair da agência no meio da tarde para uma apresentação da Rede Globo já tem as suas vantagens: ver a luz do sol e enfrentar um trânsito tranqüilo para a Zona Sul, o que há muito tempo eu não via.

Eu e meus amigos da RedCafé fomos convidados para um evento sobre o início das transmissões da TV Digital aqui no Rio de Janeiro. Não sei por qual motivo eu fui o único convidado para o horário da tarde; todos os outros Reds iriam na parte da manhã.

Saí sozinho da agência no meio da tarde do dia 17 de junho, rumo ao salão nobre do Jockey Club, com o objetivo de ouvir sobre a TV Digital pelas vozes que comandam a maior emissora do país.

Cláudio Paim, diretor comercial da Rede Globo, fez as honras da casa e explicou para os convidados do mercado publicitário tudo sobre a TV digital. Ele mostrou que as pesquisas e estudos para a implementação da TV Digital na Globo começaram em 1994, acompanhando algumas pesquisas realizadas nos mercados europeu, japonês e americano.

Apesar da fatídica crise dos tigres asiáticos terem elevado o dólar e inviabilizado os custos para a continuação das pesquisas, os primeiros testes de transmissão foram feitos durante a Copa do Mundo de 1998. A compra de material acabou sendo suspensa e muitos estudos foram interrompidos até 2001.

Após várias pesquisas, a Rede Globo e alguns órgãos que fazem parte do Conselho Consultivo da TV Digital escolheram o padrão japonês, como todos já sabem. A explicação da escolha foi que a TV aberta tem uma penetração no Japão muito parecida com a da TV aberta brasileira, e que, além das vantagens de ser um modelo de transmissão avançado – o que evita muitos erros técnicos iniciais –, esse sinal digital será transmitido gratuitamente sem que ele passe pelas telefônicas para chegar aos celulares, computadores e TVs portáteis.

Tudo muito lindo, tudo muito pomposo para agradar os publicitários. Mas o que eu pude perceber é que a grande vantagem da TV Digital para a Rede Globo é desprender o telespectador do compromisso de ver TV apenas em casa e, assim, atingir níveis maiores de audiência. Tudo isso é para fazer frente ao acesso de conteúdo via internet móvel, que só vem crescendo no Brasil.

A previsão da interatividade, que promete ser algo parecido com o que nós já conhecemos nas transmissões da SKY, só está dependendo da burocracia, que tem que liberar a produção do Ginga, o middleware de plataforma aberta para gerenciar as funções de interatividade do Sistema Brasileiro de TV Digital (SBTVD). O Ginga deve estar presente em todos os set-top boxes produzidos a partir de agosto desse ano. Agora é esperar para ver o preço das TVs de plasma de 42″ Full HD (que custam hoje em média 3,5 mil reais) ou um set-top box (R$ 500 na versão mais básica) baixarem. Dessa forma, todo o povo brasileiro poderá apreciar o potencial da TV Digital. Quando isso vai acontecer? Eu não sei, mas corra! O sinal analógico vai acabar em 2016 e sua linda TV de 29” periga virar um aquário ou obra de arte retrô.

Nova logomarca da Rede Globo, com retângulo em formato widescreen

Drops

  • Dá pra pegar sinal de TV com um clipe de papel. “Ele será o novo Bombril na antena”. Palavras do engenheiro-chefe da Globo!
  • A pós-produção de “A Favorita” é f*! A maioria das cenas que parecem ser gravadas em externas do Sampa são gravadas no Projaquistão (apelido carinhoso do Projac).
  • “Novela com áudio 5.1 é mentira. Não dá para editar o som de um dia pro outro. Impossível!” Palavras do engenheiro chefe da Globo.
  • A onda da Globo é vender TV digital móvel para celular. Eles estão afirmando que até o fim do ano o set-top box vai custar menos de R$ 200.
  • A primeira transmissão em HDTV foi a Copa de 1998. Morria sem saber.
  • Até o fim de 2008 todo o Sul e Sudeste terão o sinal digital.

*Vinícius Theodoro é pai da Sofia, redator publicitário na RedCafé Comunicação e viciado em cappuccino. Você pode acompanhar suas opiniões sobre propaganda no blog Criar e Procriar e no twitter.com/vtheodoro.

Carreira de jornalista

Se você pensa em fazer o curso superior de jornalismo, sugiro que leia uma entrevista com a Miriam Leitão produzida pelo O Globo e pela revista Magazine (pertencente ao Globo). Algumas pessoas poderão argumentar que Miriam trabalha para a Globo, e que por isso não deve ter sua opinião respeitada.

Já eu acredito que ela seja uma profissional notável dentro do jornalismo, e por isso mesmo qualquer um que pense em seguir a carreira de jornalista deve ler a reportagem e ouvir o áudio. Principalmente meus colegas da turma de JO. Alguns deles nem sabem por que freqüentam as aulas.

Miriam Leitão

Vale destacar o verbo “estudar”, que a jornalista utiliza várias vezes durante a entrevista. Deve estar claro para qualquer aspirante a jornalista – como eu – que a máxima dessa profissão é “não saber tudo, mas um pouquinho de cada coisa”. Fica a dica.

E você? O que espera da carreira jornalística?

Tchau Glória. Oi Patrícia.

Parece que as coisas estão estremecidas na Pérola de Jacarepaguá (copiando meu amigo Bruno). Depois de dez anos tendo que ver religiosamente todo domingo a jornalista Glória Maria, idade não revelada, na televisão, finalmente neste domingo o Fantástico terá uma nova cara.

Estréia como apresentadora da revista eletrônica ninguém mais ninguém menos que Patrícia Poeta. Faz tempo que acompanho a carreira de Patrícia, mas desde que ela foi trabalhar no escritório da emissora em Nova Iorque passei a não vê-la mais com tanta frequencia. Ano passado ela voltou ao país, fazendo reportagens de comportamento e entretenimento para o mesmo Fantástico.

Patrícia Poeta, de apenas 31 anos, me parece ser uma profissional completa. Pelo menos é isso o que ela tem demonstrado quando aparece na tevê. Embora alguns queiram Glória de volta, eu acredito que o tempo dela a frente do dominical já passou. No entanto, não me incomodaria em vê-la fazendo daquelas entrevistas com astros internacionais ou se enfurnando nos lugares mais estranhos.

A jovem jornalista certamente trará características novas ao programa, como o dinamismo e mesmo seus toques pessoais na hora de apresentar. E além disso tudo, trará mais beleza às noites de domingo. Patrícia Poeta é poesia para os olhos dos telespectadores.

Glória Maria e Patrícia Poeta
Glória Maria, de não-sei-quantos-anos, e Patrícia Poeta, de 31

G1 exibe comentários

Mais uma novidade no mundo dos jornais via internet. O G1 (“o portal de notícias da Globo”) está permitindo que os usuários comentem algumas notícias (como essa, sobre a distribuição do gás boliviano).

Comentário em notícia do G1 / Reprodução internet

É a primeira vez que eu vejo o G1 disponibilizar os comentários dos internautas. O mesmo já acontecia com O Globo Online desde a última reforma gráfica, mas dependia de cadastro com senha. Será que a moda pega?