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> <channel><title>Memórias Fracas &#187; petróleo</title> <atom:link href="http://memoriasfracas.com/tag/petroleo/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://memoriasfracas.com</link> <description>Pitacos sobre jornalismo, cultura e televisão.</description> <lastBuildDate>Wed, 14 Mar 2012 14:10:32 +0000</lastBuildDate> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <generator>http://wordpress.org/?v=3.3.1</generator> <xhtml:meta xmlns:xhtml="http://www.w3.org/1999/xhtml" name="robots" content="noindex" /> <item><title>Crítica: “A Tirania do Petróleo”, de Antonia Juhasz</title><link>http://memoriasfracas.com/a-tirania-do-petroleo-de-antonia-juhasz/</link> <comments>http://memoriasfracas.com/a-tirania-do-petroleo-de-antonia-juhasz/#comments</comments> <pubDate>Mon, 17 Aug 2009 09:42:10 +0000</pubDate> <dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator> <category><![CDATA[Cultura]]></category> <category><![CDATA[Livros]]></category> <category><![CDATA[Canadá]]></category> <category><![CDATA[crítica]]></category> <category><![CDATA[Ediouro]]></category> <category><![CDATA[Estados Unidos]]></category> <category><![CDATA[ExxonMobil]]></category> <category><![CDATA[John Rockefeller]]></category> <category><![CDATA[literatura]]></category> <category><![CDATA[petróleo]]></category> <guid
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href="http://www.atiraniadopetroleo.com.br/">Acessar site de “A Tirania do Petróleo”</a></li><li><a
href="http://www.atiraniadopetroleo.com.br/download/TiraniaDoPetroleo_primcap.pdf">Baixar primeiro capítulo de “A Tirania do Petróleo” (em PDF)</a></li><li><a
href="http://memoriasfracas.com/loja/a-tirania-do-petroleo/">Comprar “A Tirania do Petróleo”, de Antonia Juhasz</a></li></ul><div
id="attachment_1289" class="wp-caption alignright" style="width: 200px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; float: right;"><a
href="http://memoriasfracas.com/loja/a-tirania-do-petroleo/"><img
class="size-full wp-image-1289  " title="capa-a-tirania-do-petroleo" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/08/capa-a-tirania-do-petroleo.jpg" alt="&quot;A Tirania do Petróleo&quot;, de Antonia Juhasz" width="190" height="280" /></a><p
style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Capa de &quot;A Tirania do Petróleo&quot;</p></div><p>Quando o meu exemplar foi enviado pela <strong>Ediouro</strong>, eu fiquei em dúvida se ele capturaria a minha atenção. No entanto, tive uma grata surpresa com o texto de Antonia Juhasz. Ela não se utiliza daquela linguagem intelectual e rebuscada que muitas vezes mais atrapalha do que ajuda na comunicação. Tenho algumas restrições com relação à tradução de Carlos Zslak, mas de modo geral é uma publicação inteligível.</p><p>O livro começa, como já poderíamos esperar, pelo começo da história do petróleo nos EUA. Na segunda metade do século 19, o empreendedor <strong>John Rockefeller</strong> funda a Standard Oil of New Jersey, que viria a ser um dos maiores conglomerados do mundo. E faria de Rockefeller o homem <strong>mais rico de todos os tempos</strong>. A título de curiosidade, a fortuna dele valeria hoje cerca de trezentos bilhões de dólares (ou sete vezes a fortuna de Bill Gates).</p><h3>Dissoluções e fusões</h3><p>Dois momentos do livro são, em definitivo, os mais interessantes. O primeiro deles é quando Antonia Juhasz descreve o processo de <strong>diluição da Standard Oil</strong>, devido ao monopólio que a empresa de Rockefeller estava se tornando. Isso mesmo, naquela época – início do século 20 – o governo e os cidadãos dos Estados Unidos já se preocupavam com a excessiva concentração de mercado. Como resultado da ação governamental, a Standard se tornou<strong> trinta e seis empresas distintas</strong>, mas com desejos muito semelhantes.</p><p>Passam-se os anos, as <strong>décadas</strong>, até que chegamos ao segundo momento que mais me interessou do livro: o reagrupamento das empresas que um dia foram a Standard Oil. Assim como tem acontecido em alguns setores econômicos brasileiros nos últimos anos, nos Estados Unidos as empresas <strong>petrolíferas voltaram a se unir</strong>. Em dado momento, a onda de fusões e compras entre grandes petrolíferas teve início.</p><p>Hoje em dia elas são conhecidas como as <strong>Big Oil</strong>. A maior delas é a <strong>ExxonMobil</strong>, fusão da Exxon com a Mobil que teve lucro líquido de <strong>quarenta bilhões de dólares</strong> no ano passado. Isso mesmo, o lucro foi de quarenta bilhões. O faturamento passou dos quatrocentos bilhões. Também temos a Shell, a BP, a Chevron/Texaco, a ConocoPhilips e a Total consideradas como Big Oil. Todas são donas de verdadeiros impérios do petróleo, e controlam mais de dez por centro da oferta mundial da commodity.</p><p>Juhasz conhece muitos detalhes da negociata por trás desses negócios, que permitiram que algo próximo da inicial Standard Oil ressurgisse. Segundo a autora, essas empresas com lucros fabulosos têm poder de decisão sobre muitos aspectos da vida dos norte-americanos. Elas conseguem <strong>comprar votos</strong>, proibir leis e fazer daquele país o que bem entendem. Por isso mesmo a autora defende que elas sejam diluídas novamente.</p><p>A história de como essas empresas se articularam para fazer dos Estados Unidos um <strong>grande campo de extração de petróleo</strong> é impressionante. Antonia Juhasz conseguiu documentos e detalhes até então nunca conhecidos, porque a indústria de petróleo mantém seus assuntos internos protegidos de uma tal forma que só os que participam e compartilham interesses com as grandes corporações têm acesso a alguns deles.</p><h3>Areias betuminosas</h3><p>Em “A Tirania do Petróleo” não é falado somente da face econômica da indústria norte-americana de petróleo. Antonia Juhasz também explica o funcionamento de alguns aspectos mais técnicos das petrolíferas. Ela apresenta seus leitores a dados muito curiosos, como o da extração de petróleo a partir de areia.</p><p>Nunca tinha ouvido falar nas <strong>areias betuminosas</strong>, mas elas são a mais nova esperança da indústria de petróleo para que a matéria-prima não se acabe nos próximos vinte ou trinta anos. Em Alberta, no <strong>Canadá</strong>, as corporações descobriram um tipo de areia que contém <strong>betume</strong>, um óleo muito grosso que, quando refinado, se transforma em óleo cru.</p><p>O processo de extração desse óleo não é tão fácil quanto poderíamos imaginar. Primeiro é preciso revirar o solo do local, em busca da areia de melhor qualidade. Depois começam os processos químicos, que eu não saberia explicar como funcionam, mas que, no fim do processo, fazem com que <strong>apenas dez por cento</strong> da areia “processada” vire o óleo cru. O resto é descartado, muitas vezes de forma descuidada.</p><p
style="text-align: center;"><div
id="attachment_1297" class="wp-caption aligncenter" style="width: 500px;  border: 1px solid #dddddd; background-color: #f3f3f3; padding-top: 4px; margin: 10px; text-align:center; display: block; margin-right: auto; margin-left: auto;"><img
class="size-full wp-image-1297  " title="areias-betuminosas-alberta" src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2009/08/areias-betuminosas-alberta.jpg" alt="Destruição: extração de óleo nas areias betuminosas de Alberta. (Wikipedia)" width="490" height="368" /><p
style=' padding: 0 4px 5px; margin: 0;'  class="wp-caption-text">Destruição: extração de óleo nas areias betuminosas de Alberta, Canadá. (Wikipedia)</p></div><p>Incrível, não? Mais incríveis são imagens da <strong>destruição</strong> que a Exxon e suas irmãs menores estão causando às areias de Athabasca, em Alberta. Máquinas gigantes são necessárias para fazer a extração da areia e do óleo. Pelo caminho dos campos de extração, as empresas vão construindo grandes tanques nos quais os químicos usados durante o processo são despejados. Alguns desses tanques são tão grandes que podem ser <strong>vistos do espaço</strong>, e a magnitude é tamanha que algumas petrolíferas já consideram a construção de <strong>usinas nucleares</strong> próximas aos campos de extração, para que seja gerada energia suficiente para extração do óleo das areias betuminosas.</p><h3>Conclusão</h3><p>Infelizmente “A Tirania do Petróleo” é muito focado nos Estados Unidos. Portanto, fica difícil fazer comparações entre o modelo do setor de petróleo americano e o brasileiro, que é basicamente monopolista. <strong>Seria interessante</strong> que a Ediouro contratasse algum especialista brasileiro em petróleo para escrever um posfácio, no qual faça considerações sobre a indústria do petróleo nacional.</p><p>Ainda assim, é um livro muito bom e <strong>altamente recomendado</strong>, não só para quem tem interesse no setor de petróleo, mas também para quem gosta de atualidades e curiosidades. Nos últimos capítulos, por exemplo, Antonia Juhasz prova por A mais B que a guerra no Iraque foi por petróleo. E inclusive já nos alerta para o próximo alvo das Big Oil na <strong>guerra por petróleo</strong>, que você só vai conhecer se comprar o livro.</p><h3>&#8220;A Tirania do Petróleo&#8221;</h3><ul><li>Autora: Antonia Juhasz</li><li>Editora: Ediouro</li><li>Páginas: 430</li><li>ISBN: 9788500024771</li><li>Publicado originalmente nos Estados Unidos em 2008</li><li><a
href="../loja/a-tirania-do-petroleo/">Comprar “A Tirania do Petróleo”, de Antonia Juhasz</a></li></ul> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://memoriasfracas.com/a-tirania-do-petroleo-de-antonia-juhasz/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>1</slash:comments> </item> <item><title>Página 161, 5ª frase. O famoso meme do livro</title><link>http://memoriasfracas.com/pagina-161-5a-frase-meme/</link> <comments>http://memoriasfracas.com/pagina-161-5a-frase-meme/#comments</comments> <pubDate>Tue, 16 Oct 2007 10:45:58 +0000</pubDate> <dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator> <category><![CDATA[Cultura]]></category> <category><![CDATA[Livros]]></category> <category><![CDATA[literatura]]></category> <category><![CDATA[petróleo]]></category> <category><![CDATA[Saddam]]></category> <guid
isPermaLink="false">http://memoriasfracas.com/2007/10/16/pagina-161-5a-frase-meme/</guid> <description><![CDATA[O Bruno Godoi me convidou para participar do famoso meme do livro. Consiste em seguir algumas regras (veja-as no post do Bruno) para extrair uma frase do livro que a pessoa lê atualmente. Como eu não estou lendo nenhum no &#8230; <a
href="http://memoriasfracas.com/pagina-161-5a-frase-meme/">Continuar lendo <span
class="meta-nav">&#8594;</span></a>]]></description> <content:encoded><![CDATA[<p>O Bruno Godoi me convidou para participar do <a
href="http://www.brunogodoi.com/blog/2007/10/12/o-famoso-meme-do-livro/">famoso meme do livro</a>. Consiste em seguir algumas regras (veja-as no post do Bruno) para extrair uma frase do livro que a pessoa lê atualmente. Como eu não estou lendo nenhum no momento (herege!), irei reproduzir o trecho do livro que veio em minha mente quando pensei em escrever o post:</p><p><em>&#8220;Esses intelectuais de quinta querem que eu deixe as maiores reservas de petróleo do mundo com o Saddam?&#8221;</em></p><p><img
src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2007/10/capa_amor-prosa-sexo-poesia_jabor.jpg" alt="Capa de “Amor é prosa, sexo é poesia”" class="left" align="left" />Desafiador, não? Quem escreveu foi Arnaldo Jabor em seu &#8220;Amor é prosa, sexo é poesia&#8221;, um livro de crônicas afetivas que, como toda a obra de Jabor, pauta-se pela crítica e cinismo, sem perder o lirismo. A editora é a Objetiva.</p><p>Como participar de memes inclui dar prosseguimento à brincadeira, vou me aventurar num convite. Sei que alguns blogueiros não gostam desse tipo de postagem, mas chamo para publicar a tal frase um blogueiro que já é sinônimo de <a
href="http://alessandromartins.com/">livros e afins</a> no país. Claro, é o <a
href="http://alessandromartins.com/">Alessandro Martins</a>.</p><p>O ideal seria convidar cinco editores de blogs, mas como estamos falando do Alessandro, minha proposta é diferente: que ele coloque as frases dos cinco livros que lê atualmente. O convite está feito.</p><p><strong>Atualização </strong>- Alessandro já participou da brincadeira. Chato!</p> ]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://memoriasfracas.com/pagina-161-5a-frase-meme/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>4</slash:comments> </item> </channel> </rss>
