Convidado » Leandro Alonso* correu para o cinema para assistir Toy Story 3 o quanto antes. Nesse texto, ele divaga um pouco sobre o filme.
Há 15 anos, meu pai me levava no cinema para ver um filme chamado Toy Story. Na época eu tinha 5 anos e mal posso descrever o quanto Woody, Buzz e companhia marcaram a minha infância. Para mim, ver os brinquedos criando vida na telona era mágico. A realização de um sonho. A partir dali, sempre ficava de olho nos meus brinquedos: será que algum deles estava em um lugar que não deixei? Será que quando eu saía do quarto eles se mexiam?
No fim das contas, acho que o filme acabou marcando até mesmo o meu pai, que de tempos em tempos me perguntava se não iria sair uma sequência. Então 15 anos se passaram.
O tempo vai passar, os anos vão confirmar…

Após 8 anos desde Toy Story 2,a Pixar anunciou em 2007 que estava trabalhando no terceiro capítulo da série. De la pra cá tivemos Ratatouille, Wall-E e UP – Altas Aventuras. Ótimas produções, principalmente Wall-E. Mas Toy Story é… Toy Story.
Antes de ir ao cinema conferir o terceiro capítulo da série, bisbilhotei algumas resenhas sobre o longa e fiquei empolgadissímo. Parece que a Pixar, para variar, não havia errado a mão. Então me mandei para o cinema com a namorada para assistir o filme (e, claro, comprar os bonequinhos do Woody, Buzz e Bala no Alvo :D).
Se você ainda não viu o filme, veja: é sensacional. Como li por aí, é o melhor filme da Pixar desde… Toy Story.
Está tudo lá: o quarto de Andy, Woody, Buzz, Slinky, Rex, Porquinho, Sr. e Sra. Cabeça de Batata, etc. Mas a questão é que esse filme veio para encerrar o ciclo da história. Um pouco da história, aliás: Andy está com 17 anos, prestes a ir para a faculdade e não dá mais atenção a seus brinquedos. Ele acaba tendo que se desfazer deles e todos vão parar em uma creche. Cheia de crianças. Sedentas por brinquedos novos. Imagine. Pois é.
Os velhos amigos e novos personagens
Nessa creche conhecemos diversos novos personagens: Ken (o afeminado par romântico da Barbie), Lotso (um ursinho fofo com cheirinho de morango – spoiler: sim, ele é o vilão), Bebezão (uma dessas bonecas de neném que sua irmã provavelmente já teve), Twitch (um guerreiro inseto-homem), além de vários outros.
Apesar de uma boa quantidade de novos personagens, pouco deles se tornam marcantes. De cabeça posso me lembrar do vilão Lotso – que nutre um grande ódio pela sua antiga dona, Bebezão, Ken, Estica (um polvo marinho) e alguns personagens da casa da Bonnie, uma simpática menininha.
No entanto, isso não chega a ser um ponto negativo. A história é sensacional, com elementos atuais (já imaginou os brinquedos utilizando celular? E mensageiros instantâneos?), engraçada como sempre (um salve para el conquistador Buzz Lightyear) e emocionante no fim. Garanto que muitos irão às lágrimas, principalmente aqueles que acompanharam o início dessa história há 15 anos.
O fim de um ciclo
Toy Story 3 claramente leva a história a um fim. Não um final ao estilo The End ou todos viveram felizes para sempre, mas a finalização de um ciclo. Ele será ainda mais sensacional se você assistiu Toy Story em sua infância, irá facilmente se identificar neste filme. Por isso, se você cometeu a heresia de ainda não ter ido a um cinema ver essa obra-prima: CORRA.
E depois, faça como eu: tire os brinquedos do sótão. Afinal, eles devem estar com saudades de você. ;)
*Leandro Alonso é estudante de Ciência da Computação. Raramente escreve no Leandrow.net, mas resolveu dar as caras por aqui. É o homem por trás dos consertos para que o Memórias funcione direitinho.


