A doença do iPod, citada num outro post, é bastante real. Eu sofro dela, sabia? E esse mal do século 21 não se aplica somente aos momentos em que estamos ouvindo música nas alturas, principalmente para tentar esquecer do som ambiente. Até porque barulho de conversa de ônibus não é nada interessante.
Hoje eu tive uma prova de que estamos abusando do volume também em vídeos e filmes. Estava eu voltando para casa de metrô – sempre de metrô! -, depois de ficar 45 minutos numa aula que era só para entregar trabalho. Resolvi ligar meu iPod e assistir ao episódio mais recente de Prison Break, que tinha sido baixado mais cedo na iTunes Store.
Entre uma cena no compartimento do Scylla e outra nos escritórios da Gate Corporation, começa uma tomada em que dois reféns se rebelam contra os seqüestradores. Barulho, discussão. Sem problemas, até aí. Para entender os diálogos, aumentei um pouco o volume. De repente, não mais que de repente, alguém dá dois disparos com arma de fogo.

Quase fico surdo! Sem brincadeira, o áudio estava muito acima do desejável. Sorrateiramente, tirei os olhos da telinha do iPod. Umas quatro ou cinco pessoas me encaravam, tentando descobrir o que se passava. Deviam se perguntar o que diabos aquele maluco estava vendo e ouvindo. Mais um pouco e eu acho que teria gente se jogando no chão, pensando que era tiroteio (Rio de Janeiro, sabe como é).
Agora, minha intenção é comprar fones de ouvido com isolamento (tipo in-ear), conforme me recomendaram no post sobre a doença do iPod. Recentemente comprei fones convencionais da Philips por quase quarenta reais. É aproximadamente o preço de um fone in-ear, que pode ajudar a manter meu nível de audição como está atualmente.

A primeira delas, em disparado, é Prison Break. A trama conta a história de um homem que planeja sua prisão para poder tirar o irmão mais velho, que já estava encarcerado, de lá. O diferencial de “