José Serra grava mensagem em vídeo para seguidores do Twitter

Então é Natal… Não senhor, não é Natal. Já é 2010, pelo menos para os presidenciáveis que disputarão no próximo ano o mais importante cargo do executivo brasileiro. Depois de pouco mais de um mês sem posts, volto a escrever por aqui e já tratando de um assunto punk: política.

Seguindo um pouco a estratégia vitoriosa de Barack Obama de explorar bastante os novos meios de comunicação – leia-se internet -, os políticos brasileiros já vão brincando com as mídias sociais. Pode não parecer, mas a campanha eleitoral via Twitter já começou. Pelo menos para José Serra (PSDB), atual governador de São Paulo e, por enquanto, candidato mais forte da disputa.

@joseserra_, como é conhecido na rede de microblogging, aproveitou o espírito natalino para publicar uma mensagem em vídeo a todos os seus seguidores. Confira abaixo.

Em tom informal (mas não muito informal), o candidato cumprimenta os usuários do Twitter e os internautas de modo geral. Fala da diversidade de acesso à internet, da possibilidade de comentar praticamente qualquer coisa e ainda afirma que gosta de receber críticas, sugestões e elogios por meio da ferramenta.

Mas o melhor é a parte em que ele diz “Muitos de vocês me perguntam se eu vou continuar no Twitter no ano que vem ou em 2011. Bom, eu espero que sim. A menos que expulsem… É brincadeira”. Brincadeira mesmo? Vamos ver. 2010 começou.

Petição contra Lei de Cibercrimes

Podemos perder nossas liberdades individuais na internet a qualquer momento. Um projeto de lei, de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), propõe um verdadeiro estado policial em plena era de liberdade de expressão e pensamento e livre troca de informações.

Para tentar evitar que o pior aconteça, está no ar uma petição que pede o veto à possível lei de cibercrimes. Uma vez que ela já foi aprovada pelo Senado, nos resta que a Câmara dos Deputados barre o vigilantismo cibernético. Um dos tópicos mais controversos da PL-84/1999 diz que provedores devem manter registro dos acessos de seus usuários e também que os denuncie, como se fossem delatores.

Não faz sentido que uma das maiores invenções da atualidade, que democratiza o acesso à informação e viabiliza novas formas de fluxo de capitais, seja tratada como uma máquina a ser usada contra seus usuários. Isso é criminoso, como acontece na República do Povo da China, uma notável ditadura no que tange ao acesso à internet.

Com um pouco de esforço, é possível comparar o projeto de lei do Senador Azeredo à Inquisição imposta pela Igreja Católica na Idade Média. A invenção dos tipos móveis, e consequentemente da imprensa, por Gutenberg, viabilizou o acesso à informação através dos livros. A Igreja, dominante à época, sentiu-se ameaçada pelo poder dos impressos e decidiu queimar todos que versassem contra seus dogmas. Em resumo, milhares de publicações foram queimadas (sem falar em indivíduos). É uma das histórias mais negras da História dessa instituição religiosa.

A “Lei Azeredo” (ou “Lei Tarso Genro”, como preferir) propõe algo semelhante. Criminaliza-se tudo, e fica na mão do Estado e das corporações decidir quando de fato há culpa ou não. É irracional e inaceitável.

Para assinar a petição contra a lei de cibercrimes, clique aqui. Quase 150 mil usuários já assinaram. Precisamos mostrar o poder das mídias sociais quando nosso próprio meio está em risco.

Memórias Fracas enviou e-mail para todos os deputados federais que representam o Estado do Rio de Janeiro solicitando que tomem conhecimento do assunto e se manifestem. Somente o deputado Chico Alencar (PSOL/RJ) respondeu, convidando este blogueiro a assinar a newsletter do político.