Celular para a vó

Eu sou o sobrinho que entende de informática da família. Sempre que alguém precisa saber como fazer algo no computador que parou de funcionar, na televisão de LCD que acaba de ser entregue ou então naquele site bacana que não quer entrar, normalmente a pessoa solicitada para resolver esse tipo de pepino sou eu.

É a partir daí, de ajudar parentes – principalmente os mais velhos – que tenho observado como os fabricantes de eletrônicos não têm se esforçado para entregar aparelhos que sejam adaptados às necessidades de um cliente com idade mais avançada. Quando não ensino a mexer em um celular novo, torno-me pelo menos o tradutor desses manuais ininteligíveis que mais complicam a vida do que auxiliam alguma coisa (quando não são entregues em forma de arquivo de PDF, o que piora a situação).

Ultimamente minha peregrinação tem sido em busca de um celular que seja elderly friendy, ou amigável para os idosos. Não entendo de que adianta atochar trezentas funções em um aparelho, se o público-alvo desse aparelho não conseguirá acessar nem dez por cento de todas essas funções. Quando muito, conseguem fazer uma na lista de contatos para evitar memorizar os números de telefone dos parentes.

Parece que as empresas fabricantes de celular, entre outros eletrônicos, ainda não atentaram para o fato de que as populações estão envelhecendo e uma nova demanda está surgindo por equipamentos mais fáceis de usar e sem tantos recursos que não vão ser aproveitados. Eu, se fosse consultor de uma Nokia ou LG, já teria os aconselhado a investir mais nesse mercado. Deve ser bastante lucrativo.

Samsung Jitterburg.

Samsung Jitterburg.

Numa rápida pesquisa, descobri que a Samsung já oferece um celular adequado às necessidades dos mais velhos desde 2006. O Jitterburg (nome mais esquisito), da foto acima, tem teclas grandes e interface bastante intuitiva. Acho que é a primeira vez que vejo um celular com teclas “Sim” e “Não”, por sinal. Não sei se ele fez sucesso nos mercados em que foi lançado, mas a opção de comprar um Jitterburg aqui no Brasil ainda está em falta.

Enquanto isso, minha avó precisa fazer resumos manuscritos do que os manuais dizem, com instruções “oficiais” misturadas com o que o neto (eu!) aconselhou para facilitar o acesso aos recursos. Não precisava ser assim.

Análise do monitor Samsung 932BW 19"

Já faz quase duas semanas que estou brincando com meu computador novo. Devido a isso, acho que já dá para fazer uma análise geral do monitor que eu acabei escolhendo para fazer parte desse desktop.

O que eu queria mesmo era um outro monitor, que permitisse girar a tela em 90 graus. Como não encontrava ele em lojas de confiança, nem pela forma de pagamento que desejava, acabei ficando o Samsung 932WB. Não me arrependo da escolha que fiz.

Quando é para escolher produtos de informática de valor mais elevado, costumo dar preferência a marcas conhecidas, ainda que o preço seja mais elevado. Como recentemente já tinha feito uma pesquisa de preço para um parente, tinha na cabeça que o monitor deveria ser da LG ou da Samsung.

Widescreen ou formato convencional?

Depois de definir a marca, a outra dúvida que veio era com relação ao formato da tela. Standard ou widescreen? Como o widescreen está se tornando o padrão do mercado, não só em monitores mas também em televisores, optei pela segunda alternativa.

Tamanho

Ao fazer pesquisa de preço, ficou óbvio que a diferença dos modelos de 17 polegadas para os de 19″ era muito pequena. Assim, um de 19″ seria a escolha ideal. Certamente um monitor de 22 polegadas seria uma felicidade, mas o preço ainda não compensa:

  • De 17″ para 19″ há o acréscimo médio de R$ 100.
  • De 19″ para 22″ o aumento de preço é de quase R$250.

O Submarino entregou o aparelho um dia após a compra ter sido concretizada. Na verdade, entregou em teoria, pois na prática eles entregaram um televisor LCD também de 19 polegadas que é muito parecido com esse monitor. Dois dias depois apareceram aqui para trocar.

Samsung 932BW

LCD de 19 polegadas, widescreen

Logo de cara, o que se nota é a beleza dele – e como eu sou um péssimo fotógrafo. A Samsung caprichou neste design, todo em preto (o famoso black piano). A superfície é bastante lisa e brilhosa. Os cantos arredondados dão um ar arrojado e moderno. Parece uma peça de decoração. O tamanho também impressiona. Para quem está acostumado a tela de 14.1″ wide do notebook, 19 polegadas é uma extravagância de imagem.

Uma coisa que me incomodou tanto no televisor LCD quanto no monitor é a falta de instruções sobre a montagem da base. No caso da televisão, tive que ligar para o suporte da empresa só para perguntar como montar. No processo, a impressão que se tem é de que a peça vai quebrar na sua mão. Com o monitor, acertei após algumas tentativas.

A resolução é de 1440×900 (formato widescreen 16:10). Com isso, tive um ganhe pequeno na altura, se comparar com o notebook: apenas 100 pixels. As letras, claro, ficaram bem maiores. É muito confortável ler qualquer texto nessa tela. O brilho da tela é tão forte que atualmente estou mantendo o brightness em zero. Quando ligado em 100%, é possível que dê dor de cabeça no usuário.

Algumas especificações:

  • 2 ms de resposta, contra os 8 ms do televisor LCD.
  • Contraste dinâmico de 3000:1 e estático de 1000:1.
  • Integração total com o Windows Vista.
  • Modos predefinidos de configuração: texto, internet, jogo, esporte, filme, contraste dinâmico.
  • Vem com o cabo HDMI (DVI-D). A Samsung fez a lição de casa, e não está mais agindo como a HP, que vende multifuncional sem o cabo USB essencial para que ela funcional.
  • Também vem com o tradicional cabo VGA.
  • Não sei o peso exato, mas é bastante leve. Dá para carregar debaixo do braço (sim, eu tentei!).

Em resumo, estou muito satisfeito. Recomendo a compra para qualquer um. Parece-me que o 19″ está se tornando o novo tamanho padrão do mercado – se é que já não é -, e por isso partir logo para um aparelho maior vale a pena. Até agora não tenho qualquer reclamação. A experiência de jogar “STALKER – Shadow of Chernobyl” tem sido perfeita.