"Ato secreto é bobagem"

Está na Folha de São Paulo de hoje (acesso para assinantes), com grifos meus:

Eleito ontem presidente do Conselho de Ética do Senado, o senador Paulo Duque (PMDB-RJ) diz que para julgar o presidente da Casa, José Sarney (PMDB-AP), por quebra de decoro é preciso uma acusação “seriíssima”. Não é o caso, disse ele, dos atos secretos que considera uma “grande bobagem”, algo “inventado por alguém”.

(…)

Como presidente do conselho, ele pode arquivar sumariamente as três denúncias e a representação que pedem a cassação do mandato de Sarney.

Segue abaixo a foto do senador Paulo Hermínio Duque Costa. Conterrâneos do Rio de Janeiro, façam o favor de não votar nesse senhor nas próximas eleições.

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Petição contra Lei de Cibercrimes

Podemos perder nossas liberdades individuais na internet a qualquer momento. Um projeto de lei, de autoria do senador Eduardo Azeredo (PSDB/MG), propõe um verdadeiro estado policial em plena era de liberdade de expressão e pensamento e livre troca de informações.

Para tentar evitar que o pior aconteça, está no ar uma petição que pede o veto à possível lei de cibercrimes. Uma vez que ela já foi aprovada pelo Senado, nos resta que a Câmara dos Deputados barre o vigilantismo cibernético. Um dos tópicos mais controversos da PL-84/1999 diz que provedores devem manter registro dos acessos de seus usuários e também que os denuncie, como se fossem delatores.

Não faz sentido que uma das maiores invenções da atualidade, que democratiza o acesso à informação e viabiliza novas formas de fluxo de capitais, seja tratada como uma máquina a ser usada contra seus usuários. Isso é criminoso, como acontece na República do Povo da China, uma notável ditadura no que tange ao acesso à internet.

Com um pouco de esforço, é possível comparar o projeto de lei do Senador Azeredo à Inquisição imposta pela Igreja Católica na Idade Média. A invenção dos tipos móveis, e consequentemente da imprensa, por Gutenberg, viabilizou o acesso à informação através dos livros. A Igreja, dominante à época, sentiu-se ameaçada pelo poder dos impressos e decidiu queimar todos que versassem contra seus dogmas. Em resumo, milhares de publicações foram queimadas (sem falar em indivíduos). É uma das histórias mais negras da História dessa instituição religiosa.

A “Lei Azeredo” (ou “Lei Tarso Genro”, como preferir) propõe algo semelhante. Criminaliza-se tudo, e fica na mão do Estado e das corporações decidir quando de fato há culpa ou não. É irracional e inaceitável.

Para assinar a petição contra a lei de cibercrimes, clique aqui. Quase 150 mil usuários já assinaram. Precisamos mostrar o poder das mídias sociais quando nosso próprio meio está em risco.

Memórias Fracas enviou e-mail para todos os deputados federais que representam o Estado do Rio de Janeiro solicitando que tomem conhecimento do assunto e se manifestem. Somente o deputado Chico Alencar (PSOL/RJ) respondeu, convidando este blogueiro a assinar a newsletter do político.

Não vote consciente

Joaquim Roriz, ex-senador da República pelo PMDB-DF

Este é Joaquim Roriz, do PMDB do Distrito Federal. Foi ele quem conversou com ex-presidente do banco Banco de Brasília, discutindo a distribuição de mais de 2 milhões de reais. Também tentou subornar juízes do TRE-DF. Se diz inocente, como vocês podem ver neste vídeo da Rosana Hermann.

Agora há pouco Joaquim Roriz renunciou. Ou melhor, mandaram renunciar para ele. Nem coragem de ir ao Congresso ele teve. Agora planeja a renúncia de seus dois suplentes (um deles também está sendo acusado na Justiça…), de modo a reabrir uma vaga de senador. Quer concorrer novamente.

Mônica Waldvogel acaba de questionar, ao vivo, no Jornal das Dez: se ele é inocente, para que renunciar?

Caros leitores de Brasília, gravem bem a imagem deste ser. E peço: não votem nele nunca mais. Está lançada a campanha “Não vote consciente”, na qual você participa não votando em certos (muitos) políticos devido ao seu passado obscuro.

Outra opinião »

Continuando o teor político desse texto, vou sugerir que você leia uma outra opinião.

Em um post no Ingenuidade, o Hugo fala sobre a imbecilidade do presidente Lula da Silva. Leia “Lula, o Líder Imbecil” e não esqueça de opinar. “Seu comentário é muito importante para nós”.