Pagando por um NET Fone que eu não vou usar

Cá estou eu, depois de passar uma meia hora conversando com atendentes da NET. Liguei lá porque desejo cancelar o meu NET Fone (R$ 14,90 por mês), garantindo a manutenção do serviço de banda larga NET Virtua (R$ 100,06 por mês, a partir de abril). O que eu descobri é de uma cara de pau tão deslavada que preciso narrar nesse texto-reclamação.

No diaaaaaaaaa em que eu virei um NET...

Quando contratei o NET Virtua, em março de 2010 – e logo que que eu havia me mudado para São Paulo –, o funcionário do quiosque no Shopping Santa Cruz disse que essa contratação deveria ser feita também com o NET Fone. Dessa forma, a assinatura mensal sairia mais em conta do que contratando apenas a banda larga. Aquele velho problema da venda casada que nós todos já conhecemos.

Passei 12 meses pagando tranquilamente a fatura da NET, com serviços de banda larga de primeiro 3 Mega, e depois 5 Mega, bem como o pacote mais básico do NET Fone. Agora há pouco, ao telefonar para a empresa no 10621 a fim de descobrir o cálculo do aumento da fatura a partir de abril – correção de 11,3%, por sinal, bem acima dos 6,91%  que o governo calculou para 2010 –, veio a grande surpresa: foram 12 meses de pagamento desnecessário do NET Fone.

A funcionária da NET explicou-me que eu poderia ter cancelado o NET Fone a qualquer momento, pois esse serviço é opcional, uma espécie de extra. Caso tivesse contratado algum NET Combo, com direito à televisão por assinatura, aí sim teria que manter o NET Fone para que a “oferta” (eu prefiro chamar de venda casada) fosse efetivada.

O curioso é que, lá no ano passado, o vendedor de serviços da NET – não sei se ele é empregado da empresa ou terceirizado; autônomo, talvez – disse categoricamente que eu tinha que ter NET Virtua e NET Fone para que o valor da assinatura mensal saísse mais em conta. Acredite, eu nunca fiz uma chamada sequer a partir do telefone da NET. Nem tenho aparelho de telefone fixo em casa, para o dia de querer fazer esse tipo de ligação.

Fui completamente enganado pela NET (ou seus representantes/parceiros/whatever; esse problema não é meu) durante um ano. Imagino que o caminho da justiça seja complicado aqui em São Paulo, mas estou bastante inclinado a requisitar por meios legais que a empresa devolva o valor de um ano de NET Fone pago sem necessidade. Até onde sei, é dever da empresa informar claramente para o cliente o que ele está contratando. À época da assinatura desse contrato, o pequeno detalhe de que pagaria um serviço inútil para mim não foi posto. Agora a NET tem que responder por isso.

Devo pagar aumento de velocidade do Oi Velox “por fora”?

Oi. (Reprodução)

Não é nada raro eu receber, por meio do formulário de contato do site, reclamações sobre empresas que foram assunto em um ou outro post. Por ser uma das minhas empresas “favoritas” – e também por ter posts bem localizados nos mecanismos de busca –, a Oi/Brasil Telecom acaba sendo uma das que mais despertam a fúria de leitores do blog.

E um dos temas mais recorrentes quando falamos de Oi Velox é o famoso aumento de velocidade, que oficialmente é negado pelos atendentes do zero-oitocentos da empresa, mas que vive sendo oferecido pelos “técnicos de rua”. O leitor Sérgio, por exemplo, mandou o seguinte comentário:

Eu fiquei impressionado quando vi teu tópico sobre a “degolada” no Velox de 1 Mega para míseros 300kbps. Parecia até que era eu quem estava escrevendo o texto, pois foi exatamente o mesmo que ocorreu comigo semana passada!

Companheiro, eu acabei descobrindo que as portas de 1 Mega são negociadas no mercado negro Velox por até 350 reais. Muito provavelmente é por esta razão que os técnicos da Nokia Siemens Network só andam de carro zero! Tanto a “Nova Oi”, como a “Velha Oi” e também como a Telemerda, nunca pensaram ou se quer cogitaram em investir em novos equipamentos. Isto gerou um problema!

O Sérgio está mentindo? Nem um pouco. É realmente prática comum entre os técnicos e atendentes de rua da antiga Telemar oferecer aumento de velocidade do Velox por um precinho camarada. É muito fácil: você paga uma determinada quantia, normalmente na casa dos trezentos reais, e vê a velocidade da sua banda larga subir mais rápido que as ações da Petrobras na época em que o pré-sal foi anunciado.

Vale à pena? Há quem jure de pés juntos que vale sim e que funciona de verdade. O grande problema de optar pelo aumento “não contabilizado” (alguém tem notícias do Delúbio Soares?) do Velox é o caráter completamente antiético desse ato. Tão antiético quanto a operadora Oi negando aumento de velocidade, mesmo quando isso é tecnicamente viável.

Em vez de aceitar pagar propina para ver a velocidade de download do Velox ser melhorada, minha recomendação é pegar detalhes de quem ofereceu o serviço, como nome, telefone celular e conta bancária para depósito do valor, além de questionar sobre qual velocidade a conexão atingiria caso fosse aumentada. Munido desses dados, é só ligar para o 0800 56 56 58 (central de atendimento do Velox) e falar que quer aumentar a velocidade para tal velocidade, porque o técnico Fulano de Tal falou que era possível e ainda passou uma conta bancária para pagamento do serviço.

Se a sua conexão não for melhorada depois dessa pequena pressão na Oi, pelo menos você estará ajudando a tirar um técnico corrupto das ruas. Infelizmente o “molhar a mão” está impregnado na cultura da Oi, mas cabe a nós não permitir que a falta de ética se propague.

Toda operadora deveria ter 0800

Houve uma época em que eu teria que começar esse post com “Quem é cliente de operadora de telefonia…” e seguir com a minha reclamação. No entanto, com uma economia que vem se sustentando e com serviços de telecomunicações presentes na maioria das cidades, é preciso mudar um pouco essa introdução. Vamos lá.

Todos nós, clientes de operadoras de telefonia, algum dia já precisamos falar com a telecom que assinamos para pedir mais informações sobre aquela promoção especial em doze vezes sem juros com fidelidade vitalícia ou, na maioria das vezes, para reclamar sobre problemas na prestação de serviço. É aí que começa o nosso martírio.

Acho que maioria dos meus leitores sabe que eu já tive longas brigas com a Oi Telemar por causa do maldito Velox, serviço de banda larga que eu uso em casa. Até que ultimamente ele vem se comportando bem, mas o que importa é que nos tempos das conexão caindo a cada poucas horas, ligar para o atendimento da empresa foi algo tão comum que eu até memorizei o número do serviço de atendimento: 0800 56 56 58.

Tudo bem, a Oi tem um software de reconhecimento de fala péssimo e não cumpre a determinação da Anatel de dar ao assinante a opção de falar com um atendente logo no primeiro menu eletrônico. Mas pelo menos a empresa de banda larga oferece um número do tipo zero oitocentos, cujas chamadas são gratuitas.

claro-logoO outro lado da moeda é a Claro. Todos da minha família utilizam os serviços da Claro porque dessa forma sai mais barato. Vinha funcionando muito bem, até que nos últimos meses a rede 3G do meu smartphone começou a desaparecer. “Erro de conexão” informava o display do Nokia, e ficava por isso mesmo. Liguei para a operadora várias vezes para reclamar, mas até hoje o serviço está capenga.

Cúmulo do absurdo foi durante um dia em que eu discava para a Claro com o celular na rede GSM e era obrigado a ouvir que meu número não era reconhecido pelo sistema. Como assim? O que importa é que cheguei a uma conclusão que preciso compartilhar com vocês: toda operadora de telefonia deveria ser obrigada a ter um número do tipo 0800.

Tecnicamente, já têm. A Claro, por exemplo, tem o 1052. Sempre que podem, fazem propaganda dizendo para discar 1052 a partir de um celular na rede da Claro para falar com um atendente. O que ninguém diz é que esse mesmo 1052 está acessível a partir de qualquer linha telefônica, até a fixa da minha casa. Só fui descobrir esse pequeno detalhe na semana passada, mas tenho certeza que não era assim.

Será que é pedir muito que as operadoras informem nas cartas e na comunicação com o cliente números de telefone zero oitocentos, acessíveis a partir de qualquer aparelho? Não fosse a minha curiosidade de ligar para a Claro exclusivamente para perguntar qual era o número 0800 deles, nunca descobriria que o próprio 1052 já permite isso. Total falta de cuidado em oferecer informações completas ao cliente.

Como medir velocidade de download do Oi Velox

Velox - Se puder, não assineUm problema que muitos dos assinantes do Oi Velox enfrentam é o não cumprimento da velocidade prometida. Tornou-se muito comum assinar a banda larga de 1 Mbps e ver somente 300 kbps serem entregues, o que é, obviamente, uma prestação errada do serviço.

No entanto, antes de correr para o Procon ou Juizado de Especial  mais próximo, é preciso ter certeza de que a Telemar está de fato diminuindo a velocidade de download do usuário. Até pouco tempo atrás existia o centos.oi.com.br, que nos permitia testar a velocidade de conexão a partir dos servidores da própria operadora. Faz algum tempo, porém, que o Centos foi finalizado. Desde então não havia uma forma cem por cento segura de checar a velocidade do Velox.

Agora existe, e é grátis!

Assim que a página carregar, escolha o tamanho do arquivo que você deseja baixar. Há opções de 1 mega, 5 mega, 10 mega e 50 mega. Preste atenção, pois não significa que, por exemplo, só por ter conexão de 1 Mega, você deve escolher o arquivo 1mega.zipEu normalmente escolho o arquivo 10mega.zip, porque ele dá uma noção boa de como a taxa de download está se comportando.

Uma vez que o download for finalizado, verifique a taxa de download média que a maioria dos navegadores exibe. No Internet Explorer, da Microsoft, você verá uma mensagem semelhante à abaixo. O número em destaque é o que interessa, pois ele demonstra a velocidade média de download do arquivo.

screen-medidor-velocidade-velox

Se estiver abaixo do contratado, você já pode ligar para a central de atendimento do Velox, no 0800 56 56 58, e reclamar do serviço. Ou então acesse o post “Oi/Telemar/Velox decepando conexão banda larga…” e deixe seu comentário.

Cabe lembrar que, ao fazer o teste, você deve estar com aplicativos gratuitos de downloads de músicas, filmes e jogos, como uTorrent ou Limewire, desligados. Caso contrário, o software de download poderá interferir no teste de download.

Celular para a vó

Eu sou o sobrinho que entende de informática da família. Sempre que alguém precisa saber como fazer algo no computador que parou de funcionar, na televisão de LCD que acaba de ser entregue ou então naquele site bacana que não quer entrar, normalmente a pessoa solicitada para resolver esse tipo de pepino sou eu.

É a partir daí, de ajudar parentes – principalmente os mais velhos – que tenho observado como os fabricantes de eletrônicos não têm se esforçado para entregar aparelhos que sejam adaptados às necessidades de um cliente com idade mais avançada. Quando não ensino a mexer em um celular novo, torno-me pelo menos o tradutor desses manuais ininteligíveis que mais complicam a vida do que auxiliam alguma coisa (quando não são entregues em forma de arquivo de PDF, o que piora a situação).

Ultimamente minha peregrinação tem sido em busca de um celular que seja elderly friendy, ou amigável para os idosos. Não entendo de que adianta atochar trezentas funções em um aparelho, se o público-alvo desse aparelho não conseguirá acessar nem dez por cento de todas essas funções. Quando muito, conseguem fazer uma na lista de contatos para evitar memorizar os números de telefone dos parentes.

Parece que as empresas fabricantes de celular, entre outros eletrônicos, ainda não atentaram para o fato de que as populações estão envelhecendo e uma nova demanda está surgindo por equipamentos mais fáceis de usar e sem tantos recursos que não vão ser aproveitados. Eu, se fosse consultor de uma Nokia ou LG, já teria os aconselhado a investir mais nesse mercado. Deve ser bastante lucrativo.

Samsung Jitterburg.

Samsung Jitterburg.

Numa rápida pesquisa, descobri que a Samsung já oferece um celular adequado às necessidades dos mais velhos desde 2006. O Jitterburg (nome mais esquisito), da foto acima, tem teclas grandes e interface bastante intuitiva. Acho que é a primeira vez que vejo um celular com teclas “Sim” e “Não”, por sinal. Não sei se ele fez sucesso nos mercados em que foi lançado, mas a opção de comprar um Jitterburg aqui no Brasil ainda está em falta.

Enquanto isso, minha avó precisa fazer resumos manuscritos do que os manuais dizem, com instruções “oficiais” misturadas com o que o neto (eu!) aconselhou para facilitar o acesso aos recursos. Não precisava ser assim.

O imbróglio da BrOi continua

broiNão pensei que fosse ser tão difícil de concretizar a venda da Brasil Telecom para Oi, mas parece que dessa vez as “autoridades” (quando não sabemos a quem culpar, usamos esse termo) estão mais cautelosas. Deu na Folha de hoje (acesso para assinantes): “Procuradoria investigará a aquisição da BrT pela Oi”. Diz a reportagem que a “Investigação vai avaliar se Anatel cometeu irregularidades ao conceder autorização”.

Talvez seja meio tarde para que a Procuradoria da República decida investigar. Ora, as operações da Oi e da Brasil Telecom já estão bastante azeitadas. O nome “Brasil Telecom” nem é mais usado; tudo agora atende pelo pequenino nome de “Oi”. Ou seja, é como se uma empresa já tivesse sido incorporada pela outra, embora essas dificuldades vira e mexe apareçam no noticiário.

A Anatel, evidentemente, insiste que tudo é bastante legalizado. Se há a bênção do presidente Lula, não há motivo para a agência – que historicamente defende o interesse das empresas – se meter no assunto. Já visualizo o presidente da Anatel postando no YouTube um vídeo intitulado “Leave BrOi alone!” (referência aqui).

Outra que se manifestou a favor foi a Seae, Secretaria de Acompanhamento Econômico. O órgão ligado ao Ministério da Fazenda verificou que o mercado de provedores de internet é concentrado. “Mesmo assim, a secretaria se manifestou pela aprovação sem condições, pois considerou que há facilidades para que empresas de outros setores disputem esses mercados”, escreveu O Globo. Se a Seae pensa isso, quem somos nós para contrariar?

Diante de tanta gente a favor da venda da Brasil Telecom pela Oi, parem de colocar dificuldades! Deixem que a BrOi nasça de uma vez, com bastante dinheiro em caixa para comprar outras empresas por aí. Reza a lenda que em breve a empresa vai anunciar novidades “bombásticas”. Estarei de olho.

Empresas líderes em reclamações no Rio de Janeiro

Toda empresa tem problemas; todo assinante corre o risco de ter o serviço pelo qual paga interrompido por alguns instantes. É assim com a TV a cabo, com a internet e até mesmo com o fornecimento de energia elétrica. No entanto, algumas empresas conseguem a proeza de ser campeãs não de bons serviços, mas de reclamações.

Foi feito um levantamento que revela quais empresas foram as mais acionadas nos juizados especiais do Estado do Rio no mês de março. Esses juizados, que foram criados para tentar facilitar o entendimento entre partes quando se trata de ações de menor complexidade, somam milhares de processos em andamento (ou não).

Vamos ao pódio.

Adivinhe de qual empresa é o primeiro lugar. Só poderia ser dela, a temida, a detestada, a toda poderosa Oi/Telemar. É a Oi da telefonia fixa, que instala telefones nas casas dos clientes. A mesma Oi que garante o acesso à internet Velox, provavelmente um dos piores serviços de banda larga do mundo. Foram 3.726 reclamações no total.

Em segundo lugar está o banco Itaú, que absorveu o Banerj há alguns anos. Cobranças indevidas e taxas descabidas ou inexplicáveis são alguns dos motivos que fazem os clientes do Itaú detestarem o banco, a ponto de ele ter sofrido 3.069 queixas.

O terceiro lugar está com a concessionária de energia elétrica Ampla, a antiga CERJ. Não é por acaso que, logo que o novo nome da empresa foi anunciado, recebeu o carinhoso apelido de “Ampla M*”. A empresa teve 2.573 ações ajuizadas em março.

É importante frisar que a Oi, dessa vez a empresa de telefonia celular, também aparece na lista divulgada pelo site Última Instância. O braço de telefonia móvel da TNL Participações teve exatas 1.675 reclamações nos juizados especiais durante o mês passado.  Somando a Oi da telefonia fixa com a Oi da telefonia celular, são 5.403 queixas.

A lista completa inclui vários bancos, empresas de crédito, concessionárias de serviço público e operadores de telefonia. Confira abaixo os dez primeiros colocados, com a indicação de quantas vezes foram acionados judicialmente no mês passado. Continuar lendo

Problemas com Oi Velox

Parece brincadeira, mas não é. Em 17 de janeiro, meu Velox parou de funcionar. Ao todo foram mais de quatro reparos no meu serviço de banda larga, sendo que nenhum deles aparentemente funcionou.

Para completar, nesse 17 de fevereiro, meu primeiro mês com Oi Velox absurdamente intermitente – quem é meu contato no Live Messenger sabe do que estou falando -, convidei uma outra pessoa para dar seu testemunho sobre o serviço.

O Bruno Fontes é morador do Rio de Janeiro, assinante do Velox há alguns anos, e mais uma pessoa que é constantemente enganada pela antiga Telemar. Acompanhe o artigo dele abaixo.

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“Telemar não aumenta velocidade do meu Oi Velox”

por Bruno Fontes

Eu tenho problema desde o dia que instalei, há uns cinco anos. Eu pedi uma linha só para o Oi Velox e ela veio sem suporte a Velox. Falei que queria Velox e eles trocaram minha linha umas 3 vezes – isso levou alguns meses –, até conseguirem instalar a banda larga. Só que a linha é péssima, sempre cheia de ruído; volta e meia eu fico sem conexão ou ele conecta muito lenta.

Já reclamei várias vezes e isso nunca resolveu. Até aí tudo bem.

Mas quando eu soube que 1MB era quase o preço de 300K, pedi o aumento de velocidade imediatamente. Eles trocaram e assim ficou, até o dia que tiveram um problema com cabo na rua onde moro. Eu ligava para o suporte técnico, eles mandavam um técnico que vinha, dizia que o problema era na rua e que alguém iria trocar os cabos. Ninguém aparecia. Eu ligava de novo e eles mandavam outro técnico, e a história se repetia.

Até que o primeiro técnico veio novamente. Quando viu que ainda não havia consertado isso, ligou para um amigo dele (que aparentemente trabalha nessa parte de cabeamento), que veio aqui e deixou tudo funcionado. Porém, no mesmo dia a minha velocidade foi reduzida para 300 kbps.

O preço dos 300 kbps é praticamente o mesmo de que o de 1 mega; a velocidade é muito baixa, volta e meia cai. Se eu peço pra voltar para 1 MB, eles dizem que na minha área não tem disponibilidade, sendo que o meu primo, que mora na casa ao lado, tem Velox de 1 mega, o telefone funciona perfeitamente e nunca tem problemas de conexão. E fica por isso mesmo.

Fora que quando a conexão cai, mesmo já tendo trocado de modem e de filtro – seguindo orientação dos próprios técnicos do Oi Velox –, fica um ruído infernal na linha enquanto eu tento ligar para o suporte técnico.

Não me importo que troquem a minha linha. O número do meu fixo é o de menos, só tenho o fixo por causa do Velox mesmo. Mas eu queria 1 ou 2 megas aqui, principalmente por pagar apenas R$ 3,00 a menos que o pessoal de 1 MB paga (sem promoção, que é algo muito frequente).

Para ter que pagar R$ 62,90 (Velox) + R$ 15,00 (provedor durante promoção) + R$ 42,92 (assinatura do telefone) por 300K, eu prefiro pegar uma conexão qualquer de 1MB dessas aí (aqui na rua tem algumas). Mesmo que dê problema algumas vezes, ainda estarei no lucro!

O Velox também dá problema de vez em quando, mas nem ligar para o suporte técnico para informar sobre isso eu tenho conseguido. Fora os outros trocentos problemas que já tive, como quando cancelaram meu Velox sem motivo e sem me avisar, o tempo que fiquei pagando aluguel de modem sem nunca ter alugado modem etc.

Se você está pensando em ter Oi Velox, melhor procurar uma alternativa!

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Caso você também tenha problemas com o Velox e queira informar o ombudsman das suas dificuldades, basta clicar aqui. No entanto, esteja ciente de que a página só funciona em Internet Explorer.

Eu quero parte dos lucros da Anatel

No fim do ano passado a agência reguladora de telecomunicações no Brasil fez uma verdadeira caça às bruxas do sistema de atendimento ao cliente. Ao longo dos meses, as empresas que prestam esse tipo de serviço tiveram que se adequar a uma série de normas.

Por exemplo, não deixar o cliente esperando mais de um minuto na linha antes de ser atendido. Outra regra diz que a primeira opção daqueles menus intermináveis de “disque um para arrancar os cabelos”, “disque dois para desistir da reclamação” ou “disque três para ser taxado de otário” deveria ser a de “falar com um atendente humano”, de carne e osso, e não atendentes eletrônicos.

Se você, assim como eu, já precisou ligar para uma empresa que seria – só em teoria mesmo – afetada por essas regras, já pôde perceber que são raras as empresas que seguem a nova lei. Aliás, esse é um ponto interessante: é uma lei. Não é opcional, mas sim obrigatório. No entanto, mais uma vez, é o cliente quem se dá mal.

Nos meus últimos contatos com a operadora de telefonia Claro e com a prestadora de banda larga Oi/Telemar/Velox (velha conhecida aqui do blog), o atendimento foi uma catástrofe. Essas empresas simplesmente ignoram a nova legislação, como se não fosse com elas que as novas regras fizessem efeito. Um verdadeiro descaso com o cliente.

Pensando nisso, eu quero publicamente solicitar à Anatel que me pague por cada vez que eu relatar uma irregularidade. A Anatel pode aplicar multas às empresas, que obviamente repassarão os valores à agência reguladora. Como cidadão que paga pelos serviços (porcamente) prestados e pelo atendimento falho, acredito que já esteja na hora de ser indenizado automaticamente por cada irregularidade que o atendimento ao cliente cometer.

Essa seria uma forma de pressionar as empresas para que prestem um serviço decente, atingindo exatamente onde mais dói, no bolso. Também seria uma forma de compensar financeiramente o pobre coitado que sofre na mão dos zero-oitocentos e similares.

Anatel, favor entrar em contato para que eu possa informar meus dados bancários e, então, receber os valores referentes a essas multas. Estou rico!

Ufa! Portabilidade numérica

Espero por esse momento fazia algum tempo. Finalmente teremos neste país a portabilidade numérica (palavra pomposa, não?). Isso significa que o consumidor passará a ser efetivamente o dono do número de telefone, tanto fixo quanto celular. A partir disso, ele poderá mudar de operador ao sabor das próprias vontades ou necessidades.

Isso é bom para nós, consumidores, que sofremos na mão de companhias de telefonia fixa, internet e celular. Teremos mais uma forma de pressioná-los para que nos ofereçam o melhor serviço, aquele pelo qual pagamos. Por exemplo, se a operadora fictícia ‘Tchau’ costuma sistematicamente cobrar mais nas faturas, por apenas dez reais você poderá trocar para a ‘Morto’, que não tem um histórico tão ruim.

Reza a lenda que as próprias operadoras subsidiaram essa taxa de R$ 10, para atrair mais clientes. A concorrência tende a ser maior, já que o assinante fica livre para trocar de companhia. O único entrave é que se a pessoa estiver presa a um plano de fidelidade com contrato de um, dois anos, esse tipo de manobra não vai funcionar.

O problema principal será quanto a saber qual número é de qual operadora, para poder aproveitar aquelas tarifas especiais entre números da mesma companhia. Se telefonia celular fosse barata no Brasil, não teríamos que nos preocupar tanto com isso. Mas de fato não é. Então é melhor começar a ir se preparando para perguntar frequentemente a seus contatos qual é a operadora deles, e anotar na agenda do celular.

Para os DDDs 14, 17 (São Paulo), 27 (Espírito Santo), 37 (Minas Gerais), 43 (Paraná), 62 (Goiás), 67 (Mato Grosso do Sul) e 86 (Piauí) essa opção estará disponível a partir de primeiro de setembro. Curiosamente, Rio e Sâo Paulo só terão portabilidade numérica no próximo ano. Vamos esperar.

- foto encontrada no flickr de Bergius