Ufa! Portabilidade numérica

Espero por esse momento fazia algum tempo. Finalmente teremos neste país a portabilidade numérica (palavra pomposa, não?). Isso significa que o consumidor passará a ser efetivamente o dono do número de telefone, tanto fixo quanto celular. A partir disso, ele poderá mudar de operador ao sabor das próprias vontades ou necessidades.

Isso é bom para nós, consumidores, que sofremos na mão de companhias de telefonia fixa, internet e celular. Teremos mais uma forma de pressioná-los para que nos ofereçam o melhor serviço, aquele pelo qual pagamos. Por exemplo, se a operadora fictícia ‘Tchau’ costuma sistematicamente cobrar mais nas faturas, por apenas dez reais você poderá trocar para a ‘Morto’, que não tem um histórico tão ruim.

Reza a lenda que as próprias operadoras subsidiaram essa taxa de R$ 10, para atrair mais clientes. A concorrência tende a ser maior, já que o assinante fica livre para trocar de companhia. O único entrave é que se a pessoa estiver presa a um plano de fidelidade com contrato de um, dois anos, esse tipo de manobra não vai funcionar.

O problema principal será quanto a saber qual número é de qual operadora, para poder aproveitar aquelas tarifas especiais entre números da mesma companhia. Se telefonia celular fosse barata no Brasil, não teríamos que nos preocupar tanto com isso. Mas de fato não é. Então é melhor começar a ir se preparando para perguntar frequentemente a seus contatos qual é a operadora deles, e anotar na agenda do celular.

Para os DDDs 14, 17 (São Paulo), 27 (Espírito Santo), 37 (Minas Gerais), 43 (Paraná), 62 (Goiás), 67 (Mato Grosso do Sul) e 86 (Piauí) essa opção estará disponível a partir de primeiro de setembro. Curiosamente, Rio e Sâo Paulo só terão portabilidade numérica no próximo ano. Vamos esperar.

- foto encontrada no flickr de Bergius

YouTube fora do ar. Só falta Google Video, Vimeo, BitTorrent, etc

Daniela quase Cicarelli, com screenshot da tentativa de exibir o YouTube num computador conectado pela Telefônica

Graças à modelo/apresentadora (???) Daniela Cicarelli, desde a última sexta-feira clientes da Brasil Telecom (que trabalha em conjunto com Ig, BrTurbo e Ibest) não têm acesso ao site de vídeos YouTube. A BrT cumpre ordem judicial do Tribunal de Justiça de São Paulo, que proíbe que as requisições para acesso ao site sejam efetuadas. São bloqueadas no meio do caminho. Cinco milhões de clientes da prestadora são afetados.

Ontem, por volta das 22 horas, foi a vez da Telefônica (que opera em São Paulo) também restringir o acesso ao YouTube. E tudo isso porque a senhora Cicarelli decidiu processar o site de vídeos, que exibia as cenas dela em uma praia espanhola, aos beijos, abraços e sexo com o namorado. Veja bem: praia. Ou seja, lugar público.

O mais arbitrário é tirar o site inteiro do ar, quando, na verdade, o bloqueio de páginas específicas já resolveria o problema. Se a ex-mulher do Ronaldo Fenômeno quiser, de fato, extinguir o vídeo da internet, não pode esquecer de processar o Vimeo, o Google Video, a rede BitTorrent, os softwares Kazaa, Shareaza e Emule, além das redes de TV brasileiras que exibiram o vídeo.

Já circulam dicas para burlar esse impedimento: desde proxies até sites que reproduzem os vídeos do YouTube. Basta a justiça enxergar que censurar não vai tirar o vídeo de circulação para que esta palhaçada acabe. Não vivemos numa ditadura como a China.

Atualização [9/1/07 ~ 03:31] » Foi como o leanDrow disse no blog dele: para resolver o “problema” é só fechar a Internet!