
Viajar de avião é uma tortura para muitas pessoas. Umas por simples medo de que a aeronave caia ou algo do tipo aconteça; outras por não estarem familiarizadas com os protocolos adotados num avião. Em ambos os casos um profissional sem igual serve de amigo e companheiro durante a viagem.Demonstrar segurança, servir os alimentos, tomar conta dos pequenos… São muitas as atribuições que as aeromoças têm de desempenhar durante em pleno vôo. Vivenciei algumas destas desventuras no sábado, quando embarquei rumo a São Paulo (de onde escrevo). A começar pelas boas vindas simpáticas e sorridentes, que todo passageiro gosta de receber. “Bom dia senhor” é fundamental para nos sentirmos mais confortáveis diante delas.
As demonstrações de segurança são um caso à parte. Uma aula de mímica e dinamismo, na verdade. Enquanto uma das senhoritas vai falando para todo o avião, em cada “bloco” uma outra aeromoça demonstra, em total silêncio e enfatizando os movimentos, como afivelar o cinto ou proceder em caso de turbulência (sempre colocando a máscara primeiro, para depois ajudar os passageiros com dificuldades), entre outros procedimentos. Então elas ficam só nos olhando, no intuito de ver se alguém precisa de ajuda.
Comer na aeronave é uma experiência inigualável, no sentido amplo da palavra, pela qual todos deveriam ter a chance de vivenciar. Num espaço minúsculo, a pessoa tem que se espremer para: 1) pegar o alimento com a aeromoça (melhor ainda quando você está no assento da janela e há duas pessoas no trajeto da comida); 2) abrir a embalagem (sem que tudo saia voando pelos ares); 3) comer de forma a não se sujar todo nem seus vizinhos; 4) manter o seu copo com alguma bebida longe do chão.
Se você conseguir seguir os quatro passos acima, esteja certo de que você foi bem sucedido em vôo e merece um parabéns da aeromoça ao fim da missão. Claro que a medalha de honra ao mérito só será dada lhe dada se você fizer tudo isso sem incomodar os passageiros ao seu lado nenhuma vez.
O lixo gerado por você será prontamente recolhido pela comissária depois de algum tempo se deteriorando na sua frente. Se possível, coloque-o naquelas bolsas em frente ao seu assento, de modo a manter tudo junto para quando o carrinho de lixo passar. Facilita o trabalho dela, e mais uma vez você ouvirá o educadíssimo “muito obrigada, senhor”. Que maravilha!
Ao fim da viagem a moça mais uma vez faz alguns pedidos pelos alto-falantes, anuncia as condições metereologicas na cidade de destino e também o horário local. O avião começa a descer, rumo à pista. Algumas pessoas arregalam os olhos, mas ao perceber a presença delas se acalmam um pouco. Esse é o dever delas: fazer o passageiro se sentir em casa. Ok, ao menos confortável.
Depois do pouso o comandante começa a taxiar até o portão desembarque (isso depende do aeroporto. Em Congonhas foi assim). Muitos já estão aliviados e começam a recolher sua bagagem nos compartimentos no alto dos corredores. A fila indiana é formada até chegar às portas da aeronave. Lá, mais uma vez, a aeromoça (ou comissária de bordo) lhe dá um breve sorriso e diz “Obrigada e tenha um bom dia”. Pronto, seu dia está completo.