Fernanda Young é amor

Estou apaixonado. Ela é verdadeira, direta, incisiva. Ela não tem papas na língua: fala o que quer, quando quer e como quer. De uma inteligência muito peculiar, consegue transformar tudo em motivo de riso.

Fernanda Young, apresentadora do GNT e humorista

Óculos discretos, não?

Ela é Fernanda Young. Mas como eu fui cair de amores por essa pessoa da foto acima? Nem eu sei.Provavelmente foi assistindo ao programa Irritando Fernanda Young, que passa no GNT. Neste talk show Fernanda recebe os convidados mais inusitados, desde cantores como Fábio Jr. até apresentadores como Hebe Camargo.

Fora a excelente entrevista, o programa contém alguns quadros muito bacanas. A intenção da produção é sempre irritar Fernanda Young, e é daí que vem o nome da atração. Durante a participação do internauta, espectadores mandam através do site da emissora coisas muito irritantes, como por exemplo o novo CD da Banda Calypso.

Fernanda também é conhecida pelos humorísticos que emplacou na TV aberta. Dentre eles se destacam o falecido Os Normais e O Supersincero, que tem sido exibido durante o Fantástico. Um dos melhores momentos do programa em que ela entrevista Rita Lee é logo na abertura:

— Rita , vou fingir que nada tá acontecendo. Com quem você tem se irritado ultimamente? Com quem você mais tem se irritado ultimamente?
— Olha, eu fui orientada pelo meu advogado. Eu não vou responder.

O detalhe é que Rita Lee está vestida, dos pés à cabeça, com uma burca muçulmana. Para você ter uma idéia do quanto Fernanda Young é engraçada sem deixar de ser inteligente, irônica e nem descambando para a mesmice, cá estão alguns vídeos relacionados a ela.

As esquetes que Fernanda faz nas vinhetas do programa são uma atração à parte. Espero que vocês gostem e passem a assistir o programa. No GNT ele vai ao ar às terças-feiras dez da noite, com reprises em vários horários.

PS’s: 1) Dizer que eu estou apaixonado foi apenas uma licença poética, ok? Que bom que deixamos isso bem claro. 2) Essa não é uma resenha paga!

Novos vícios: House

Na segunda-feira eu contei meu primeiro vício de 2008, que é “Prison Break”. Não tão viciante (sic) quanto PB, principalmente porque não vi a primeira temporada, mas ainda assim muito boa, é House.

Dr. House, interpretado por Hugh LauriePoderia ser mais uma série que conta o dia-a-dia de um hospital norte-americano, como é a famosa “E.R.”. No entanto, David Shore, o criador da série, quis ir além. Fora o quadro clínico dos pacientes, em House também encontra o fator humano daqueles que trabalham em um hospital.

Talvez nem pudesse utilizar o termo “humano” para falar do Dr. House, que dá nome à série e é o personagem absoluto e principal. Gregory House teve um problema (que eu desconheço) na perna. Ironicamente, o médico não pôde voltar a andar como antes e vive à base de remédios para aliviar a dor muscular e de uma bengala.

House é um homem cínico, arrogante, chato, prepotente. E brilhante! Ele só pega casos que ninguém mais consegue resolver. Em episódio recente, um casal foi de Cuba até os Estados Unidos num barco mequetrefe somente para ver o superdoutor. Ele é essencial ao hospital devido à sua genialidade, e por isso mesmo faz e diz o que quer sem medo das conseqüências.

Dentre as crenças profissionais de House, há uma que fala sobre o contato com os pacientes. O médico evita ao máximo ver ou tocar um paciente, pois acredita que toda pessoa mente, e portanto este tipo de ação é desnecessária (obrigado, Lu, por lembrar!). Fica a cargo de sua equipe preparar os exames e fazer os procedimentos determinados por House, além de discutir com ele possíveis soluções para ele.

Hugh Laurie, que faz o doutor House, pelo que me disseram nunca teve qualquer papel de destaque na televisão. Nesta série, no entanto, parece-me que Laurie já conseguiu destaque o suficiente para toda a sua carreira.

House” é muito bem feita, realista e emocionante. Já House é alguém que certamente você vai amar e odiar ao mesmo tempo. E, ao fim do post, abro parênteses para que você, amigo leitor, aprecie a doutora Cuddy, diretora do hospital de onde House trabalha:

Dra. Cuddy, interpretada por Lisa Edelstein

Dra. Cuddy, vivida por Lisa Edelstein

Novos vícios: Prison Break

Ainda em 2005 ou 2006, não lembro bem, ensaiei uma paixão por “Lost”. Achava a série sensacional e assisti fervorosamente à primeira temporada. Quando começou a segunda, meu interesse pela trama dos ‘perdidos’ se desgastou e hoje passo longe das transmissões do AXN. Também assisti aos primeiros capítulos de “Heroes”, e mais uma vez desisti.

Nunca fui muito fã de séries televisivas, muito menos de novelas. Sempre preferi assistir a filmes (em casa mesmo ou no cinema) e ler livros. Neste já distante 2007, no entanto, o jogo se inverteu e hoje em dia estou viciado em duas séries, que eu (veja bem: eu) considero das melhores que já foram ao ar.

Prison Break é exibida pela Fox no BrasilA primeira delas, em disparado, é Prison Break. A trama conta a história de um homem que planeja sua prisão para poder tirar o irmão mais velho, que já estava encarcerado, de lá. O diferencial de “Prison Break” é que os irmãos não tentam uma simples fuga. Há toda uma inteligência por trás do plano de fugir da prisão de Fox River.

Wentworth Miller, que faz o inteligente e sagaz Michael Scofield, entrou na personagem de forma impressionante e isso chama muito a atenção de quem assiste à série. Realmente parece que há um homem que acredita na inocência do irmão e planeja cada mínimo detalhe de um conturbado plano para escapar.

“Prison Break” é daquelas séries que, se você perde um episódio, acaba não entendendo parte da história. Paul T. Scheuring, o autor da série, costurou cada capítulo de forma única. Já são duas temporadas e meia, e acho que assisti a todos episódios em algumas poucas semanas. Oportunamente, é hoje que “Prison Break” volta a ser apresentado nos Estados Unidos depois de um agonizante período de férias.

Curiosamente, ninguém me indicou a série. Tinha visto a capa dos DVDs na casa da minha tia, e como não tinha nada para fazer, comecei a assisti-los. E aí começou meu vício por “Prison Break“. Então os discos acabaram, e acabei pedindo a Paul Torrent para me enviar mais capítulos via e-Sedex. Não tenho do que me arrepender.

Pode até parecer estranho uma série ter três temporadas apenas para mostrar dois personagens fugindo de uma prisão, mas não há como ter noção de toda a problemática de “PB” sem assisti-la. Com direito a teorias da conspiração, presidentes mentirosas e farsantes e um agente do FBI que não se decide se é vilão ou mocinho. Utilizando um trocadilho medíocre, poderia dizer que “Prison Break” é o tipo de série que te prende por completo.

Na quarta-feira eu revelo qual é meu outro vício neste início de 2008.