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	<title>Memórias Fracas &#187; Varig</title>
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	<description>Tecnologia e Jornalismo</description>
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		<title>Canção do martírio</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Mar 2007 02:45:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[aviação civil]]></category>
		<category><![CDATA[Varig]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha terra tem aeronaves, Que não podem decolar; As poucas que decolam, Não conseguem chegar lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nosso exército tem mais dores; Nossos aeroportos têm mais filas, Nossas filas mais temores. Em tentar, sozinho, a sorte, Nem jatinho vou encontrar; Minha terra tem aeronaves, Que não podem decolar. Paródia de &#8220;Canção [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="center">Minha terra tem aeronaves,<br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u133544.shtml">Que não podem decolar</a>;<br />
As poucas que decolam,<br />
<a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/cotidiano/ult95u133567.shtml">Não conseguem chegar lá</a>.</p>
<p align="center">Nosso céu tem mais estrelas,<br />
<a href="http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI1519501-EI7897,00.html">Nosso exército tem mais dores</a>;<br />
Nossos aeroportos têm mais filas,<br />
<a href="http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL16498-5598,00.html">Nossas filas mais temores</a>.</p>
<p align="center">Em tentar, sozinho, a sorte,<br />
Nem jatinho vou encontrar;<br />
Minha terra tem aeronaves,<br />
<a href="http://www.estadao.com.br/ultimas/cidades/noticias/2007/mar/30/360.htm">Que não podem decolar</a>.</p>
<p align="center"><img src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2007/03/aeroporto-jk-caosaereo.jpg" alt="" /></p>
<p align="center">Paródia de &#8220;<a href="http://www.stirlinglaw.com/ea/exilio.htm">Canção do Exílio</a>&#8220;, escrita por Gonçalves Dias</p>
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		<title>Como arrumar a mala para a viagem</title>
		<link>http://memoriasfracas.com/como-arrumar-mala-para-viagem/</link>
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		<pubDate>Fri, 26 Jan 2007 09:15:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Thássius Veloso</dc:creator>
				<category><![CDATA[Vida mundana]]></category>
		<category><![CDATA[Alemanha]]></category>
		<category><![CDATA[Frankfurt]]></category>
		<category><![CDATA[turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Varig]]></category>

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		<description><![CDATA[O Augusto Campos, editor do Efetividade.net — um dos melhores blogs sobre eficiência, tanto pessoal quanto profissional — fez uma aposta com os amigos. Caso ele conseguisse escrever um guia sobre como arrumar malas, dividido em três partes e com cada parte composta de dez itens, levaria umas caixas de Budweiser importada. Ele cumpriu o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Augusto Campos, editor do <a href="http://www.efetividade.net/">Efetividade.net</a> — um dos melhores blogs  sobre eficiência, tanto pessoal quanto profissional — fez uma aposta com os  amigos. Caso ele conseguisse escrever um guia sobre como arrumar malas, dividido  em três partes e com cada parte composta de dez itens, levaria umas caixas de  Budweiser importada.</p>
<p>Ele cumpriu o desafio com maestria, e os <a href="http://www.efetividade.net/2007/01/22/como-arrumar-a-mala-com-efetividade-parte-1-de-3/">três  episódios já estão no ar</a>. O que me chamou a atenção foi este tópico, da  última lista, <a href="http://www.efetividade.net/2007/01/25/como-arrumar-malas-parte-3-dicas-complementares-para-o-viajante-efetivo/">&#8220;Dicas complementares para o viajante efetivo&#8221;</a>:</p>
<blockquote><p>6. Faça uma lista ou <strong>tire uma foto</strong> do conteúdo da mala, para facilitar a  conferência na hora de arrumá-la para a volta, para ajudar a compor o álbum da  viagem (se for turismo) e para ajudar a compor a reclamação em caso de extravio.  E atenção para a gestão do conhecimento: guarde a lista ou a foto para ajudar na  hora de arrumar a mala da sua próxima viagem!</p></blockquote>
<p>A passagem me lembra uma história.<span id="more-106"></span></p>
<h2>A Viagem</h2>
<p>Em dezembro de 2005 tive a incrível oportunidade de viajar para a  <strong>Alemanha</strong>. Os preparativos para a viagem começaram meses antes,  devido à necessidade de emissão do passaporte e também de a documentação de  autorização estar pronta, uma vez que na época eu era menor de idade e dependia  dos meus pais para poder sair do país.</p>
<p>A arrumação de minhas malas ficou para o último dia, mesmo sabendo que o  ideal é arrumar dias antes, para, caso esquecesse alguma coisa, tivesse tempo  hábil de me lembrar e colocar na bagagem. O avião (da <strong>Varig</strong>)  decolaria às onze da noite, com previsão de chegada às 16 horas do dia seguinte,  no horário local da Alemanha. Haveria também uma conexão em  Portugal.</p>
<p>Decolei com uma hora de atraso, o que é considerado normal para vôos  internacionais, e cheguei durante a tarde do dia seguinte em Portugal. Por culpa  da Varig, que não soube gerenciar o fluxo de passageiros e acabou mandando todos  para uma mesma fila, <strong>perdi a conexão</strong> para Frankfurt. Como a  empresa faz parte da Star Alliance, acabou que a TAP me  reposicionou num vôo deles, uma hora depois, <strong>sem qualquer custo</strong>.  As malas, no entanto, já estavam a caminho da Alemanha, no avião da mesma Varig.  Eu iria em um avião e as <strong>malas em outro</strong>.</p>
<p>O trajeto Lisboa &#8211; Frankfurt foi muitíssimo tranqüilo, e chegou dentro do  horário previsto. No aeroporto internacional comecei a busca pelas malas. Eu  tinha posto uma fita &#8211; nas cores <strong>vermelho, verde e amarelo</strong> &#8211; em  volta delas. Isso chamava bastante a atenção. Contudo, por pura falta de sorte,  depois de uma hora de espera naquelas esteiras, as malas não apareciam. Fui  então procurar pelo stand da Varig.</p>
<p>Acontece que a companhia aérea não mantém qualquer representação no  aeroporto. Na Alemanha era a Lufthansa quem respondia pela Varig quando havia  algum problema do gênero. Fui então a um escritório da Lufthansa comunicar o  desaparecimento das malas. Esperava encontrar alguém que falasse português (do  Brasil ou de Portugal mesmo), mas me enganei. Em inglês, comecei a contar a  história do sumiço das malas a uma atendente, muito simpática e solícita. Foram  mais de <strong>trinta minutos</strong> descrevendo cada uma das malas: cadeado  ou combinação numérica, marca da mala, cor, tipo de bolsa externa etc. As  perguntas mais esquisitas me foram feitas, a fim de que a bagagem fosse  encontrada com sucesso.</p>
<p>Procuraram num depósito por elas, mas nada fora encontrado. Aconselharam  então que eu seguisse para o meu destino, a casa de uma tia, que assim que as  malas fossem encontradas seriam enviadas para o endereço declarado, até o  momento <strong>impronunciável</strong> por mim. Sem nada que pudesse fazer,  segui o itinerário, torcendo para que meus pertences voltassem para mim.</p>
<p>Cheguei em casa e peguei umas roupas emprestadas para dormir. No dia  seguinte, por volta das <strong>dez horas da manhã</strong>, um senhor bastante  educado tocava a campainha procurando pelo <em>Herr</em> Veloso (eu!). As malas estavam sãs e  salvas, entregues na comodidade do meu lar provisório. Mais uma vez (ainda bem!)  <strong>não houve qualquer pagamento</strong> pelo serviço. Abri a bagagem para checar  se estava tudo em ordem. Com o alívio de ter tudo de volta, só pude comemorar.</p>
<h2>A lição</h2>
<p style="text-align: center"><img src="http://memoriasfracas.com/wp-content/uploads/2007/01/malacomfita.jpg" alt="Mala envolta em fita vermelha, amarela e verde" /></p>
<p>O texto publicado no Efetividade.net só corrobora que, sempre que possível, o  passageiro <strong>deve fotografar</strong> as malas antes de despachá-las. Todo  o imbróglio na <strong>Lufthansa</strong> seria mais ameno se eu estivesse com as fotografias das  malas na câmera digital. Como não estava, passei por todo o perrengue narrado.  Também recomendo manter alguma coisa que diferencie sua bagagem demais. No meu  caso, acho que a fita (que pode ser vista na foto) foi fundamental para que  encontrassem minhas malas.</p>
<p>Na volta, receoso de que o problema ocorresse de novo — e dessa vez com a  Varig, o que imagino que seria pior —, fotografei diversas vezes as malas, ainda  em casa. Felizmente não foi necessário, mas a precaução é muito importante.  Melhor do que andar <strong>nu</strong> e ainda correr o risco de ser preso.</p>
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