Para cada visualização, uma refeição canina

Faz dois dias que a Pedigree colocou no YouTube um vídeo que vai ajudar a manter alguns cãezinhos mais felizes. A proposta é muito bacana, e por isso não custa nada divulgá-la aqui: assim que você der play no vídeo abaixo, estará contribuido com uma refeição canina, que a empresa vai doar.

Para cada visualização do vídeo no YouTube, a empresa se comprometeu a doar uma refeição canina. São cerca de 20 milhões de cachorros abandonados nesse país, então é altamente provável que nem todos sejam ajudados. Mas já é um começo.

E quem tem cachorro em casa, também pode ajudar de uma maneira muito simples: para cada saco de ração que a Pedigree vende, ela também doa uma refeição canina, que vai para uma das quarenta ONGs beneficiadas. O compromisso tem o limite de um milhão de reais, mas mais uma vez é melhor do que nada.

De vez em quando é bom ver que empresas lucrativas não deixam de lado sua responsabilidade social (ainda que animal). Claro que a Pedigree quer divulgar seu produto. Mas quer saber? Eu não me importo. Eles vendem ração de boa qualidade e, de quebra, ainda ajudam os cãezinhos. Parece-me ser um bom saldo.

Doar refeições, no entanto, não basta. É preciso conscientizar a população de quem esses cães estão em abrigos esperando que alguém vá adotá-los. De raça ou não, cães são excelentes companhias (que dão muito trabalho!), e não merecem ser privados da presença de um dono ou uma família.

Aqui em casa nós temos duas cadelas: uma golden retriever e uma vira-lata, que foi pega na veterinária. Pergunte se nos arrependemos de ter pego a segunda. É evidente que não! Temos várias histórias para contar sobre ela: já foi atropelada e passou por duas cirurgias em uma das patinhas. Claro que continua recebendo toda a atenção e carinho que merece.

[Atualização: 16/ago/2009 às 00:40] Quando esse post foi publicado, na sexta-feita, havia pouco mais de 6 mil visualizações do vídeo. Pouco mais de 24 horas depois, as visualizações já passam de 34 mil.

Palácio da Cidade

O prefeito Eduardo Paes (PMDB/RJ) lançou há algumas semanas o mais novo portal da prefeitura do Rio na internet. Conhecido como Palácio da Cidade, que também é o nome da sede da administração municipal, o portal segue o modelo implementado pela campanha política do então candidato Barack Obama, que se não foi decisivo para a vitória de Obama, certamente foi de extrema importância.

Para começo de conversa, todo o conteúdo do site está licenciado sob Creative Commons, o que significa que podemos usar o conteúdo ali presente da forma que quisermos, o que inclui reprodução e modificação inclusive em blogs, sem qualquer custo. A única exigência é que a fonte seja citada, mas nós já estamos acostumados a fazer isso sem que ninguém peça.

Palácio da Cidade. (+)

Palácio da Cidade. (+)

Durante toda a navegação, um menu aparece à direita com opções que usuário pode escolher. São elas: escreva, converse, cadastre-se, ideias, indique e espalhe. Com esses verbos no imperativo fica muito mais fácil escolher o que fazer, até porque as opções são exibidas de forma bastante clara. O “Escreva“, por exemplo, permite que o cidadão mande uma mensagem para a prefeitura. No entanto, como na maior parte das áreas do site, é preciso fazer um cadastro.

Um canal no YouTube foi criado exclusivamente para que prefeitura poste seus vídeos (a maioria de cunho publicitário, mas tudo bem). O nome é um tanto quanto esquisito: “TV Palácio“. Uma pena que o número de exibições de cada vídeo seja tão pequeno, variando entre cem e 150 visualizações. A ferramenta está aí, mas vamos ver se os cariocas darão a devida atenção.

A parte interessante disso tudo é a promessa da prefeitura de estar mais presente na internet, quando nós sabemos que o cidadão tem cada vez menos tempo para acompanhar fisicamente o que a administração faz. Depender somente do que é publicado no Palácio da Cidade é um evidente erro, porque parte do que está ali foi “embelezado”, mas é mais um canal que se abre para que possamos exercer nossa cidadania, ainda que de forma eletrônica.

E-mail de 10 minutos. Atraso de 2 meses

Não, ninguém levou 60 dias para receber uma mensagem no correio eletrônico. Em 28 de novembro o Dudu Tomasselli (acho que é o nome dele) publicou em seu blog um artigo falando sobre o então novo serviço de e-mail que gerava um endereço válido por dez minutos, renováveis por mais dez indefinidamente. O 10 Minute Mail foi a forma encontrada para driblarmos aqueles cadastros malditos que pedem o e-mail e depois começam a enviar indiscriminadamente mensagens propagandistas.

Somente hoje, 2 meses depois do referido post, ouvi na rádio CBN um colunista eufórico contando ao apresentador sobre a nova ferramenta. O apresentador até complementou dizendo que alguns provedores (leia-se Yahoo) permitiam “e-mails fantasmas”, que eram atrelados à conta do usuário para casos específicos, como de sites de compras ou newsletters.

Capa de “Veja”, de setembro/2006Foram dois meses até que o colunista de informática informasse aos usuários comuns sobre o serviço, que foi noticiado ano passado pela blogosfera brasileira e mundial. Me lembrou que em setembro do ano passado a revista Veja publicou uma capa sobre o serviço YouTube, meses depois de ele se consagrar junto ao usuário “comum”.

Até quando a mídia tradicional (impressa, rádio e tv) vai continuar a utilizar pautas já batidas nessa Grande Rede em seus programas, comentários, editoriais, como se fosse um conteúdo inédito e exclusivo? Esse comportamento não é saudável e, a meu ver, deprecia a qualidade que a internet tem de veículo imediatista. Servimos como um gancho para os grandes grupos de comunicação, que nos lêem mas não nos citam.

Fico feliz que a recíproca não seja verdadeira. A internet não nega suas fontes, diferentemente de diversos órgãos da mídia tradicional, nem omite quando um fato já é “antiguidade” em outro meio. Há transparência, originalidade e fidelidade com o leitor.

YouTube fora do ar. Só falta Google Video, Vimeo, BitTorrent, etc

Daniela quase Cicarelli, com screenshot da tentativa de exibir o YouTube num computador conectado pela Telefônica

Graças à modelo/apresentadora (???) Daniela Cicarelli, desde a última sexta-feira clientes da Brasil Telecom (que trabalha em conjunto com Ig, BrTurbo e Ibest) não têm acesso ao site de vídeos YouTube. A BrT cumpre ordem judicial do Tribunal de Justiça de São Paulo, que proíbe que as requisições para acesso ao site sejam efetuadas. São bloqueadas no meio do caminho. Cinco milhões de clientes da prestadora são afetados.

Ontem, por volta das 22 horas, foi a vez da Telefônica (que opera em São Paulo) também restringir o acesso ao YouTube. E tudo isso porque a senhora Cicarelli decidiu processar o site de vídeos, que exibia as cenas dela em uma praia espanhola, aos beijos, abraços e sexo com o namorado. Veja bem: praia. Ou seja, lugar público.

O mais arbitrário é tirar o site inteiro do ar, quando, na verdade, o bloqueio de páginas específicas já resolveria o problema. Se a ex-mulher do Ronaldo Fenômeno quiser, de fato, extinguir o vídeo da internet, não pode esquecer de processar o Vimeo, o Google Video, a rede BitTorrent, os softwares Kazaa, Shareaza e Emule, além das redes de TV brasileiras que exibiram o vídeo.

Já circulam dicas para burlar esse impedimento: desde proxies até sites que reproduzem os vídeos do YouTube. Basta a justiça enxergar que censurar não vai tirar o vídeo de circulação para que esta palhaçada acabe. Não vivemos numa ditadura como a China.

Atualização [9/1/07 ~ 03:31] » Foi como o leanDrow disse no blog dele: para resolver o “problema” é só fechar a Internet!